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mãezinha

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Isadora passa por uma cesariana de emergência e, de repente, vê o filho prematuro ir para a UTI neonatal. Médica-cirurgiã, acostumada a estar no comando dentro do hospital, ela é agora uma mãezinha, uma paciente, compartilhando medos, angústias e vitórias com mulheres na mesma jornada. Nessa luta pela vida, inesperadas relações de afeto se criam em meio a vigílias em ambientes estéreis, compondo um relato sagaz e impactante sobre mulheres tentando não sucumbir.

343 pages, Kindle Edition

Published April 30, 2025

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About the author

Izabella Cristo

5 books2 followers

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Gabrielle Alves.
105 reviews6 followers
August 5, 2025
Nada é simples. E talvez a literatura seja mesmo a melhor forma de nos fazer enxergar isso.

Em Mãezinha, acompanhamos uma médica-cirurgiã vivendo nascimentos simultâneos: o de seu filho prematuro, o seu próprio nascimento como mãe, além, é claro, do nascimento do companheiro como pai. Longe de qualquer romantização, Izabella Cristo nos apresenta o mundo do pós-parto de bebês que nascem antes do tempo, conectados a fios e a uma vida que mostra como é frágil demais. Conhecemos mães e pais exaustos, dúvidas, mamas inchadas, incertezas sobre o futuro, mas também o companheirismo inesperado entre mulheres que dividem o mesmo corredor, o mesmo medo e o mesmo desejo de saírem dali com seus filhos nos braços, e o desenrolar de um relacionamento real, onde os dois tentam dar o seu melhor mesmo com tantas imperfeições.

Você chega à conclusão de que o amor não é sólido, não pode ser, é líquido. Ora uma lagoa, ora uma poça, ora uma vala, ora um mar revirado de águas doces ou salgadas. Uma emulsão de sentimentos e componentes, substâncias invisíveis se misturando, como no leite.


É um livro extremamente sensível, diferente de qualquer outro que já li sobre o tornar-se mãe. Além do olhar técnico da médica que virou paciente, Izabella constrói verbetes criativos, reapresenta termos médicos que tantas mães escutam sem compreender, e ainda amplia o significado de palavras comuns, que ganham novos contornos à medida que os acontecimentos se desenrolam.

“EMERGÊNCIA s.f. ⊙ ETIM latim emergere — “trazer à luz”
1. Ato ou efeito de emergir.
2. Nascimento de um astro (do céu).
3. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito.
4. Dispositivo de segurança instalado em elevadores, máquinas e meios de transporte que deve ser acionado em situações de desespero.
5. Quando não dá tempo nem de respirar.
6. MED Setor de instituição hospitalar onde se prestam serviços médicos e cirúrgicos àqueles que necessitam de tratamento imediato, onde todos querem ser atendidos primeiro e a fila dependerá dos níveis de pressa, agonia, paciência e egoísmo intrínseco aos seres humanos envolvidos.


A leitura me lembrou que, por vezes, a vastidão dos termos médicos pode ser fonte de angústia. Mas, ao mesmo tempo, não saber tanto assim pode até proteger. Às vezes, a ignorância momentânea também pode ser um alívio, coisa que a nossa protagonista não pode dizer.

Queria muito que todos os homens lessem Mãezinha. Para cultivar empatia pelas mães que os cercam, e talvez até para perguntar à sua própria mãe como foi, de verdade, a sua chegada ao mundo. Emprestei o livro pra minha mãe, e ela me contou que, quando foi mãe pela primeira vez (no meu nascimento!), tinha amigas que se gabavam de como tudo estava sendo lindo e fácil... hoje ela sabe que estavam só mentindo mesmo Kkkkk
Profile Image for Luiz Felipe.
51 reviews
October 31, 2025
Adorei o livro. Ela escreve de um jeito diferente, com capítulos cujos títulos funcionam como dicionário, mas vc se envolve logo de cara e é super gostoso de ler. Um livro que me prendeu...
Profile Image for Carla Parreira .
2,081 reviews4 followers
Read
September 26, 2025
Esse é um livro que aborda a rotina de uma mãe de um bebê prematuro no hospital. O título do livro remete à condescendência que muitas mães sentem ao serem chamadas de "mãezinha". A narrativa é apresentada em segunda pessoa, o que proporciona uma imersão intensa na vivência da protagonista, que enfrenta a dor de não poder conhecer seu filho imediatamente após o nascimento. A história revela a luta emocional e física de Isadora, que, mesmo sendo médica, se vê em uma posição vulnerável, lidando com a recuperação de uma cesárea e a ansiedade de ter seu bebê na UTI. A autora utiliza fragmentos curtos e uma linguagem contemporânea, desafiando a expectativa de um texto superficial e trazendo à tona a complexidade das emoções envolvidas na maternidade e na experiência de um parto prematuro. A narrativa se desenrola em um ambiente intenso e claustrofóbico, revelando as camadas de uma experiência que muitas mães não conseguem imaginar, contrastando com a vivência de partos normais e a conexão imediata com os filhos. Isadora, a protagonista, reflete sobre como cada criança que está na UTI neonatal é como uma pérola, enfrentando desafios desde o início da vida. Essa analogia a leva a pensar sobre a fragilidade e a força que existem em cada um deles, assim como a ostra que se defende de um intruso e, ao mesmo tempo, cria algo belo. A autora, Isabela Cristo, consegue transmitir a profundidade dessas reflexões de maneira sensível, fazendo com que o leitor se conecte emocionalmente com a experiência de Isadora e as outras mães que compartilham aquele espaço. A convivência no Lactário, onde as mães se reúnem para extrair leite, se torna um momento de troca e apoio, onde elas compartilham suas histórias e medos, criando laços que ajudam a enfrentar a solidão e a angústia da situação. A narrativa é permeada por sentimentos de esperança e desespero, mostrando a dualidade da maternidade em um contexto tão delicado. Através de uma escrita envolvente, Isabela consegue capturar a essência da experiência de ser mãe em uma UTI neonatal, revelando a força que surge mesmo nas circunstâncias mais adversas. Isadora reflete sobre a preciosidade de sua filha, comparando-a a uma pedra preciosa, e destaca como o livro a tocou profundamente, especialmente por ser mãe. A obra oferece uma vivência única sobre a experiência de mães de bebês prematuros, proporcionando empatia e compreensão para quem não passou por isso. A narrativa é um abraço respeitoso de alguém que viveu essa realidade, abordando com delicadeza as emoções envolvidas. O enredo alterna entre o presente e flashbacks do passado do casal, revelando suas personalidades e a surpresa de um parto prematuro, que os pegou desprevenidos, sem mala de maternidade ou nome para o bebê. A falta de um nome para a criança, marcada na incubadora como "RN diz adora Cristo", simboliza a urgência e a confusão do momento. Isadora também menciona a falta de preparação para a compra de roupas de prematuro, um detalhe que muitas listas de enxoval não contemplam, evidenciando a realidade inesperada que enfrentam. A autora, Isabela, consegue transmitir a complexidade dessa experiência, refletindo sobre as vivências de outras mães e a singularidade de cada história.
Profile Image for takemi.
139 reviews1 follower
July 7, 2025
Não sou mãe mas nunca subestimei o quão complicada é a maternidade e depois desse livro, nunca ousaria subestimar.
Displaying 1 - 6 of 6 reviews

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