O mundo dos humanos era cruel, e Oliver LeClerc sabia muito bem disso. Ele vivia no meio deles todos os dias, disfarçado, assumindo uma identidade que não era a sua. Por sua família, Oliver conseguia manter aquela vida, mas não podia negar o anseio que tinha de poder viver como ele mesmo, sem esconder sua natureza ou seus fios de cabelo prateados, sem medo de morrer por ser o que era.
O mundo dos híbridos, porém, conseguia ser sufocante, e Louis Dupont era testemunha. Após o assassinato dos pais, Louis herdou o posto de Comandante da Resistência, uma alcateia que abrigava híbridos fugitivos, camuflada entre a densidade das florestas. Apesar da constante sensação de impotência e fraqueza, Dupont nunca se deixou esquecer de qual era seu dever para com o povo.
Os dois estavam familiarizados com o caos no qual viviam e sabiam que ele, provavelmente, nunca deixaria de existir.
Como disse anteriormente enquanto lia, este livro me surpreendeu bastante por contrariar completamente minhas expectativas. Costumo acertar os rumos das histórias por seguirem o padrão tradicional de estrutura linear e aristotélica: algo ruim acontece, alguém resolve o mal-entendido e tudo fica bem. O livro em si é bom e tem um ritmo próprio, tudo acontece na hora que deve acontecer. Menos as desgraças. Essas acontecem toda hora (socorro). Os personagens principais são legais e parecem possuir uma conexão natural entre eles. Inclusive, descobri que essa história se originou de uma fanfic do BTS após terminar a leitura. Eu não esperava, de fato.