Qual garota negra nunca teve uma amiga branca? A de Leila era rica, morava no melhor bairro da cidade, numa casa enorme e com piscina. A amizade começou na adolescência e foi pela vida afora, as duas trocaram sobre incertezas, sonhos e namorados. Até que precisaram se despedir uma da outra, para sempre.
Leila cresceu ouvindo que precisava ser independente, carregava no peito a obrigação de “vencer na vida”. Marina sempre teve tudo. Uma vivia numa quitinete com a mãe; a outra, numa mansão, com os irmãos e pais engenheiros. O que as uniu? Um encontro no banheiro da escola técnica federal e o desejo comum de fugir — dos olhares, das pressões, das certezas alheias.
Entre as diferenças sociais que atravessam o ensino médio e as mudanças que chegam com a vida adulta, Amiga com Piscina acompanha os anos de formação de Leila — e de sua amizade com Marina — enquanto elas atravessam o vestibular, a universidade, os amores e os perrengues de crescer no Brasil dos anos 2000.
Buscando seus espaços no mundo, Leila e Marina precisarão enfrentar as constantes diferenças que ameaçam separá-las. Poderia uma amizade resistir a tudo?
Esta é uma história sobre laços que desafiam o tempo, mas também sobre o que acontece quando o afeto precisa resistir às desigualdades.
“Meu sonho agora é ver você formada na faculdade. Antes era sair da quitinete, mas o seu é bem melhor. Eu acho que não sei sonhar.” 😭😭😭
Lindo livro, um coming of age brasileiro e fluminense. Ter crescido nos anos 2000 me fez me aproximar bastante da história, que se mescla totalmente com a desigualdade social e racismo estrutural do nosso país.
Um livro que dá aula sobre amizade e as expectativas da juventude. 🫂
Conheci o livro através da Maria (@impressoesdemaria), e foi um abraço ler, sentir nostalgia do período gostoso da escola e das amizades que floresciam, da puberdade e dos questionamentos sobre o futuro.
Leila cresceu com a expectativa de ser independente — já tinha uma missão: vencer na vida. Desde sempre, Marina teve tudo. Enquanto viviam realidades diferentes, um banheiro da escola técnica federal juntou as duas. A promessa de não contar o segredo da Marina faz os mindinhos se juntarem, a partir das pressões alheias.
O livro acompanha Leila e o amadurecimento da sua amizade com Marina, ambas vivendo o que sempre amamos ler: a evolução do tempo, com seu “espichamento” dos ossos, num Brasil ambientado nos anos 2000.
Mesmo com mundos tão diferentes, Leila e Marina enfrentam o desafio de manter um laço que resiste ao tempo e às desigualdades.
A Daiana me fez voltar para minha época de pré-adolescência, abraçando os papos e incertezas, os medos e as risadas por timidez. Apesar de nascida no ano 2000, captei algumas das várias referências geniais que contextualizam a realidade de ambas as personagens.
Além do contexto especial, por também se passar em Macaé — uma cidade especial para a minha infância —, aprendi muito com a história, que traz de forma consciente questões sobre cor, privilégios e, também, sobre sonhos: essa expectativa por crescer e mudar de vida, a vontade e persistir, mesmo quando tudo ao redor diz para desistir. Logo nas primeiras páginas, na cena em que Marina e Leila se despedem, eu me emociono. Confiar em alguém demanda muito de nós. A partir disso, diversas lágrimas apareceram sem sequer eu sentir.
Uma leitura que fiz regada a Charlie Brown Jr. e Tulipa Ruiz. Queria voltar para minha escola no Rio das Pedras e aproveitar aqueles resquícios de aprendizados — não apenas das salas de aula, mas das amizades que deixamos pelo caminho, conforme as mudanças da vida.
“Como a vida teimava em continuar?”
Recomendo fortemente! Leiam a Daiana no Kindle Unlimited. Foi extremamente especial para mim. Se eu pudesse, ficaria horas falando por aqui. 💞
Amiga com piscina começa como maré mansa e nos conduz a uma imersão intensa. Daiana constrói Leila e Marina com tanta atenção e complexidade que é impossível não querer acompanhar o entrelace de suas vidas. A narrativa é tecida de forma a ressaltar como questões raciais, sociais e políticas são urgentes e indispensáveis para pensar a vida. Ler esse livro sendo macaense tem todo um sabor especial e identificar a figura da Daiana em Ana e Vicente, professores tão marcantes quanto ela, é um presente! Terminei essa leitura já com saudades de acompanhar as personagens.
”[…] algumas mudanças acontecem tão lentamente que parecem não se mover, e, quando vem do fato histórico que traz a ruptura, ele é revolucionário e feroz.”