Jump to ratings and reviews
Rate this book

Pagu: Vida-Obra

Rate this book
Uma pesquisa pioneira sobre a escritora, musa antropofágica, ativista cultural e militante política Patrícia Galvão, a Pagu, figura de proa da vanguarda modernista no Brasil.

Em 1982, quando Pagu: vida-obra foi lançado pela editora Brasiliense, quase nada se sabia sobre essa importante personagem do modernismo no Brasil. Além das fotografias que documentavam sua estonteante beleza e da aura de escândalo proporcionada pela participação na ruidosa “segunda dentição” do movimento antropofágico (amplificada por seu tumultuado relacionamento com Oswald de Andrade), pouca coisa restava de Pagu. Seus artigos na imprensa estavam dispersos em jornais extintos; seus livros, ainda inéditos ou já esgotados; a história de sua militância política, apagada. No entanto, o poeta e estudioso da história do modernismo Augusto de Campos surpreendeu os meios literários ao realizar nesta antologia sui generis o mais completo e ambicioso resgate da produção artística, literária e jornalística da autora de Parque industrial.

Desde seu lançamento uma referência incontornável sobre Pagu, e há muito esgotado, o livro ressurge em edição revista e ampliada, que inclui novos textos, dezenas de ilustrações e fotografias. Este “biolivro”, como o define Campos, abarca os momentos mais importantes da trajetória de Patrícia, uma vida-obra repleta de acontecimentos e trabalhos memoráveis.

O alistamento nas fileiras da vanguarda modernista, o curto casamento com Oswald, a viagem ao redor do mundo em 1933, a militância comunista e os anos de cadeia servem de prólogo à segunda parte da vida-obra de Pagu, a partir dos anos 1940, marcada por uma intensa colaboração com jornais e pela atuação teatral, sempre em prol das vanguardas. O retrato multifacetado da figura que emerge deste roteiro biobibliográfico permite incluí-la em pé de igualdade numa seleta galeria de mulheres do alto modernismo mundial.

424 pages, Paperback

First published September 11, 2014

8 people are currently reading
86 people want to read

About the author

Augusto de Campos

65 books17 followers
Augusto Luís Browne de Campos (São Paulo, 14 de fevereiro de 1931) é um poeta, tradutor e ensaísta brasileiro. Estreou em 1951 com o livro "Rei Menos o Reino", quando ainda era estudante da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. É um dos criadores da Poesia Concreta, junto com seu irmão, Haroldo de Campos, e Décio Pignatari, que ao romperem com o Clube de Poesia, lançaram a revista Noigandres. Usando recursos visuais como a disposição geométrica das palavras na página, a aplicação de cores e de diferentes tipos de letras, Augusto criou Poetamenos (1953), Pop-cretos (1964), Poemóbiles (1974) e Caixa Preta (1975). Boa parte dessa produção está reunida nas coletâneas Viva Vaia (1979), Despoesia (1994) e Não (2004). Além de traduzir Stéphane Mallarmé, James Joyce, Ezra Pound, Vladimir Maiakóvski, Arnaut Daniel e e. e. cummings, entre outros, publicou as antologias Re-Visão de Sousândrade (1964) e Re-Visão de Kilkerry (1971). Seus textos críticos podem ser lidos em Teoria da poesia concreta, Balanço da Bossa, À margem da margem e o Anticrítico, entre outros. Sua obra dialoga com a música, tem parceria em canções gravadas por Caetano Veloso e Arrigo Barnabé e gravou o CD Poesia é Risco, junto com o filho Cid Campos (1994).

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
8 (28%)
4 stars
17 (60%)
3 stars
2 (7%)
2 stars
1 (3%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Masso Otembra.
51 reviews7 followers
May 22, 2016
O projeto gráfico é fantástico, a estratégia da seleção e divisão dos capítulos igualmente. Não demorei tanto por ser desinteressante, mas por falta de tempo. É um livro fácil de ler. E impressionante pela complexidade da vida dessa mulher, cujo esmiuçamento permite rever alguns papeis atribuídos à figura feminina quando ela deixa de ser convencional. Por que todo o escândalo? Por fim, ler sobre a vida de pessoas icônicas é uma experiência muito boa porque só comprova a afirmação de que a vida de um (icônico ou não, na verdade) é a vida de muitos.
Profile Image for Fernão Galvão.
24 reviews
May 29, 2024
Eu sou apaixonado pela história e pela literatura da Pagu.
Primeiro, eu li Parque Industrial, quando eu era mais político.
Depois, a Autobiografia Precoce me encantou pela linda narrativa da Patrícia, bem como pela clareza e acuidade na percepção de diversos fatos ao entorno dela. Foi a única autobiografia que eu li. Eu amei e nunca mais li outra.
Agora, eu decidi ler esse livro de Vida-Obra da Pagu, do Augusto de Campos, e que livro!
O título Vida-Obra é certeiro e apreende a essência: não é uma biografia nem uma coletânea, mas conta a vida junto à obra e a obra junto à vida, uma mistura das duas coisas. Conta com vários trechos de produções da Pagu em suas mais diversas fazes: de Pagu à Mara Lobo, de Mara Lobo à Patrícia Galvão, de Patrícia à Solange Sohl, com várias e várias pagus no meio.
O livro ainda tem sucesso ao desmistificar a Pagu, musa do modernismo, e mostrar - bem como provar - que ela é não apenas musa, mas uma excelente escritora, pessoa política e amante das artes num geral. Pagu é uma escritora que vale a pena ser lida e uma personagem histórica que vale a pena ser estudada.
Dei 5 estrelas e daria 6 se fosse possível. Livro perfeito! Ótima edição! Sem defeitos!
Displaying 1 - 2 of 2 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.