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Sintomas – e o que mais aprendi quando o amor me decepcionou

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O AMOR AINDA É UM IDEAL OU JÁ VIROU UMA ARMADILHA?

Em seu segundo livro, Marcela Ceribelli combina memórias, reflexões e um olhar afiado sobre as estruturas que moldam nossos afetos, nossas escolhas e o que carregamos dentro de nós como pontapé para um mosaico tão íntimo quanto universal.

Marcela não apresenta uma desconstrução amarga, mas olha com coragem para o que nos foi ensinado sobre amar, cuidar e ser cuidada. Ela explode as bolhas do amor romântico, escancarando como quem "merece" viver histórias de amor e quem continuamente é deixado à margem.

Esperar, aqui, deixa de ser um ato passivo. É sobre controle, poder e sobre viver à sombra da paciência que ensinaram principalmente às mulheres. Sintomas nos mostra como a espera se camufla – em silêncios, em hesitações, em buscas por validação —, e como é preciso reaprender a se mover para fora dela.

E propõe dar nome – aos desprazeres, às injustiças, às pequenas violências diárias que fingimos não ver — é o primeiro passo para deixar de carregar sozinha o que dói. O mapa das emoções ganha traços mais nítidos, e, com ele, somos convidadas a desenhar novas rotas.

279 pages, Kindle Edition

Published May 9, 2025

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Marcela Ceribelli

5 books99 followers

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Community Reviews

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13 (2%)
Displaying 1 - 30 of 94 reviews
Profile Image for thaís bambozzi.
295 reviews56 followers
July 16, 2025
Extremamente repetitivo, de modo que nem as boas citações (bell hooks, Angela Davis, Freud & Lacan etc) são capazes de conferir um pouco mais de profundidade. Parece um grande carrossel de instagram, que pega referências de todos os lados para tentar construir uma base. Talvez faça sentido pra um tipo específico de público que está começando a pensar sobre feminismo agora… mas há outros caminhos críticos e de formação de pensamento melhores para percorrer.
Profile Image for Bruna Lolli.
5 reviews3 followers
June 15, 2025
Sintomas traz reflexões importantes sobre o amor romântico e como as mulheres são educadas ao longo da vida, com uma proposta sensível e legítima. Mas, apesar da relevância, a leitura não me envolveu tanto. Talvez por não me identificar com os relatos, senti certa distância — e os conceitos acabaram soando repetitivos com o tempo.

Pode ser acolhedor para quem está começando a explorar essas questões, mas, pra mim, faltou algo que realmente me tocasse.
Profile Image for Lorena Folha.
69 reviews1 follower
July 3, 2025
Quando eu comecei a ler tive sentimentos mistos como falta de esperança, revisitas a lugares escures, frustração e mil questionamentos sobre minha vida inteira. Acabei exatamente do jeito que me sinto agora: com Sintomas de amor. Leve, feliz e grata por estar onde eu estou.
Profile Image for Maria Victoria.
20 reviews
July 24, 2025
Eu adoro a Marcela e tava super ansiosa pelo novo livro. Mas algo aconteceu nele que não conseguiu me conquistar. Não vejo problema nenhum nisso, mas meu lado fã queria muito ter amado. Talvez tenha sido o tema que não ressoou muito em mim, talvez as muitas referências. Talvez tenha sido porque achei que algumas partes se repetiram.

Os últimos capítulos foram os melhores, porque senti um pouco do que tenho sentido mais recentemente no podcast que é ver a Marcela se revelando mais. Sei que ela revela muito e o livro é todo "ela", mas gosto muito quando ela sintetiza o assunto e consegue expressar o ponto de vista sobre temas super complexos de uma forma acessível. Enfim, senti falta de ver mais isso ao longo do livro.
Profile Image for Natalia Soares.
13 reviews1 follower
November 20, 2025
Acredito que muitas mulheres ainda precisam ler coisas que a Marcela escreveu e refletir sobre seus relacionamentos.
Porém, o livro é muito repetitivo e cansativo de ler, trazendo as mesmas informações de diferentes formas, com palavras e autores diferentes falando sobre o mesmo. Parecia mais um trabalho de conclusão de curso do que um livro sobre experiências.
Profile Image for Marília Nadir.
21 reviews
July 14, 2025
Eu adorei a escrita da autora, mas há frases repetidas ipsis litteris, além de ideias colocadas muitas vezes de formas diferentes. Tem coisas interessantes sim, mas achei uma pena essa repetição toda. Faltou um bom trabalho de revisão e acredito que teria sido um ótimo livro.
Profile Image for Iara Picolo.
186 reviews142 followers
September 28, 2025
A profundidade de um pires 🫠

Vi algumas resenhas comentando que parece um compilado de carrosséis do Instagram e putz é muito isso.

Muita referência boa mas nem elas salvam a falta de caldo que tem nesse feijão
Profile Image for Lohanna Mota.
55 reviews5 followers
January 27, 2026
Esse é o tipo de livro pra manter vivo, aquele que precisa ser lembrado, de vez em quando, retirado da estante e lido novamente, o livro que eu gostaria de dar a todas às amigas, tias, primas, mulheres da família.

Devo confessar que eu levei um tempo até conseguir lê-lo de cabo a rabo, porque não é exatamente uma leitura fácil, atravessa você em pontos espinhosos e delicados, mas isso é o que a boa arte faz, te coloca pra pensar mesmo quando é um pouco desconfortável reavaliar certas coisas, mas de maneira geral, é um livro que fala às mulheres desse século e desse momento histórico, com uma clareza impressionante e inequívoca, precisamos saber que tipo de amor queremos e devemos aceitar, construir e manter, que tipo de amor faz sentido ser realmente alvo do nosso desejo, e que nos complementa respeitando a nossa dignidade e humanidade.

Esse amor é possível? Eu espero que sim. Eu ardentemente quero acreditar, espero que ele me encontre, como esse livro me encontrou, e a partir desse encontro, haja a transformação, não a dissolução unilateral de um, ou a tentativa de fusão de ambos indivíduos, mas um encontro como a própria autora diz: uma expansão.
Expansão essa daquilo existe de melhor na vida
E daquilo que há de melhor em nós🤍🩷✨
Profile Image for Luiza.
24 reviews
May 11, 2025
Todas as mulheres deveriam ler esse livro!
Profile Image for sue rr.
973 reviews88 followers
January 1, 2026
algumas reviews aqui classificam o livro como um "carrossel de instagram". acho muito forte essa afirmação, até porque a marcela fez sim um trabalho de pesquisa pra essa escrita e, além disso, traz sua experiência pessoal. quando é um homem fazendo mais do mesmo as pessoas sempre aplaudem e acham o máximo.

porém, preciso concordar com quem falou que o livro é repetitivo. inclusive, um trecho se repete tal qual no mesmo capítulo, outros aparecem com palavras um pouco diferentes, mas falando a mesma coisa sobre um tópico já abordado.

penso que nem todo mundo queira ler a bell hooks direto e a marcela seja uma ponte entre esses olhares e vozes.

ela se repetiu? sim. mas não falou nenhuma mentira.

e é aquela coisa: repetir e elaborar, não? por essa razão preferi não condenar o livro por esses pequenos inconvenientes.
Profile Image for Laisa Sousa.
58 reviews
July 8, 2025
pra mim é um livro que cresce ao decorrer das páginas, mas que também se perde entre elas, ficando um pouco repetitivo em alguns momentos.

as frases bonitas acabavam se esvaziando de um significado mais profundo ou de um entendimento mais simples.

mesmo com esses contras, mergulhei nos sentimentos da autora e me encontrei neles. me senti acolhida e ouvida em muitos capítulos. quando estamos anestesiados pelo o que sentimentos, é libertador conseguir nomear cada sensação pela condução do outro; foi como se eu estivesse me lendo a partir de um espelho.

o sintoma mais intenso que o livro me presenteia é o conforto de que realmente nenhuma experiência é individual, sintoma esse que me faz olhar pra frente com mais esperança e leveza.
Profile Image for Beatriz.
6 reviews
April 13, 2026
TL;DR: ótimo livro introdutório para uma leitura feminista mais complexa. Reflexões importantes e questionamentos certeiros, mas o livro se repete e se arrasta em alguns pontos que poderiam ter sido cortados.

Incomparável com o seu antecessor! Na minha opinião, a Marcela brilhou neste livro: nota-se muitas reflexões valiosas e enfrentamento de estruturas que somos ensinadas a não questionar ou até mesmo desejar ao longo do livro. Embora tenha sido uma leitura fácil e palatável, não posso deixar de pontuar que a autora por vezes é bem repetitiva nas suas ideias, escrevendo a mesma coisa de formas diferentes mais de uma vez (o penúltimo capítulo não apresenta praticamente nada que não tenha sido mencionado anteriormente). Os highlights para mim foram:

*A forma como novas formas de se relacionar foram pautadas*: o relacionamento aberto não é abordado como uma solução para os os problemas que o amor romântico que nos foi ensinado apresenta, mas como forma de exposição e questionamento da hierarquia silenciosa e injusta que permeia relacionamentos monogâmicos (“A maior ironia do casamento moderno talvez seja a promessa de igualdade em uma instituição construída sobre bases desiguais”).

*O amor romântico como medida valor pessoal*: ser escolhida é um objetivo, “mudar” um homem é uma conquista. O livro escancara o quanto somos ensinadas a amar e almejar a ideia do amor romântico enquanto os homens são ensinados a amar todo o resto. Na sociedade, se não somos amadas, imediatamente questionamos o que há de errado conosco enquanto os homens recebem a graciosidade da compreensão.

*A descentralização do amor romântico*: como a autora bem diz, descentralizar o amor romântico não é rejeita-lo e sim ter outras formas de pertencimento para não dependermos da validação de sermos escolhidas por alguém. Amizades, parcerias, hobbies, coletivos são tão dignos de tempo e energia quanto um envolvimento romântico.

*O conceito de mulher “de boa”*: provavelmente a sessão com mais grifos meus. Me enxerguei nessas páginas na forma que em todas as minhas relações eu me moldei para não incomodar a outra pessoa, questionando a validade do meu desconforto, sendo compreensiva quando queria surtar e mantendo a paz quando tudo parecia desmoronar ao nosso redor. O preço de fazer isso a longo prazo é normalizar esse gerenciamento solitário e silencioso como parte da rotina de um relacionamento. A mulher “empoderada” que aguenta tudo e aguenta sorrindo é o modelo que o patriarcado (muito eficazmente) convenceu a grande massa de mulheres a almejar.

*Espera e distanciamento emocional*: o homem que some e reaparece quando convém não é um homem confuso: é um homem que se beneficia da desigualdade. É exercer poder sobre a mulher mantendo ela em constante incerteza, não se comprometendo completamente em nome da dita “liberdade pessoal” enquanto cabe a nós a resiliência e compreensão; esperar que ele decida, amadureça ou mude.

*Amor livre como ferramenta de opressão*: ao mesmo que a autora argumenta a favor de novas formas de se relacionar e questionarmos a estrutura monogâmica, ela mesma traz o contraponto da liberdade sexual feminina e não-monogamia utilizadas como ferramentas de manutenção de privilégios masculinos. A recusa em definir a relação aqui é uma forma eficiente de manter todas as opções em aberto travestida de um ato “revolucionário”. Marcela pontua “quando falamos de liberdade no amor, a pergunta que precisamos fazer é: quem está realmente livre aqui?”

*A hora de ir embora*: capítulo de extrema sensibilidade que conversa sobre decisões difíceis em geral, não somente a decisão de deixar um parceiro: deixar um emprego, uma cidade, estabilidade etc. Diante de grandes decisões na minha vida pessoal, esse capítulo foi como uma abraço, uma lembrança de que a verdadeira coragem está em fazer com medo mesmo. Uma frase que vale a pena o destaque aqui é “as mulheres que ousam escolher não carregam o fardo da dúvida, mas a euforia do movimento”.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Jéssica Ferrara.
72 reviews10 followers
July 17, 2025
Um livro que transforma dores íntimas em diagnóstico coletivo. Ela mostra como tantas coisas que a gente naturaliza — como suportar migalhas de afeto, achar que cuidar é vocação, confundir intensidade com amor — são, na verdade, sintomas de uma cultura que nos ensinou a sumir de nós mesmas. A autora fala sobre o vazio depois de sair de um relacionamento tóxico, sobre o estranhamento de estar num relacionamento saudável, e sobre como o “autocuidado” e o “empoderamento” às vezes só mudam o verniz do controle que sempre existiu. Nomear o que se sente, no livro, é um jeito de resistir. O que não tem nome, não existe. E o que não existe, continua doendo em silêncio.

Mais do que falar de amor ou abuso, o livro trata de voltar a si mesma — e entender que coragem não é suportar até quebrar, mas saber parar antes do colapso. É sobre perceber que viver esperando validação nos transforma num intervalo entre uma mensagem e outra. Que romantizar a resiliência demais é só outra forma de apagar quem a gente é. Que força, às vezes, é dizer: “não quero mais ser resposta ao desejo do outro”. E que talvez liberdade seja melhor do que ser perfeita.
Profile Image for Gabriela Madruga.
51 reviews1 follower
July 18, 2025



Sou mt fã da @marcela e do Bom Dia, Obvious há anos, li e adorei Aurora (o primeiro livro dela), mas Sintomas conseguiu ser ainda melhor. A minha sensação foi que ela conseguiu organizar no papel vários pensamentos, ideias e sentimentos que venho tendo já há algum tempo e ainda conseguiu alugar mais alguns triplex na minha cabeça com algumas ideias que ela traz nesse livro (“A cilada da mulher de boa” e o “O amor que herdamos” foram as que mais me deixaram 🤯). E a experiência de ler num clube do livro junto com várias mulheres incríveis e a autora, tornou tudo ainda melhor. Acho que esse livro deveria ser obrigatório pra todas as mulheres e tenho certeza que ele vai conseguir mudar a vida de muitas leitoras ainda.
Profile Image for Laura Caroline.
13 reviews1 follower
October 25, 2025
3/5 (?)

O livro trouxe algumas reflexões (diagnósticos, talvez?) interessantes. Algo que já estava em algum lugar da minha cabeça e que recebeu palavras para defini-lo.

Não consegui me identificar com algumas situações de pressão, talvez por uma questão geracional. Nestes casos, tentava visualizar a situação em outras mulheres da minha vida - mas, por muitas questões não serem discutidas entre nós abertamente, a conexão se tornava mais difícil. Uma reflexão interessante sobre o que tantas mulheres passam, mas não se sentem confortáveis para vocalizar.

Sobre a escrita: por vezes, achei que uma mesma ideia era dita de maneira parecida por umas 3 páginas em sequência. Técnica para fixar? Não sei, mas a repetição foi um pouco cansativa, daquelas que vc faz uma leitura super rápida pra chegar na parte que realmente interessa. Sobre citar diversas autoras: não gostei, talvez desenvolver a ideia de outra maneira e usar notas de rodapé para trazer a referência deixasse a leitura mais fluida e interessante. Parecia que nada era muito desenvolvido, só um acumulado de referências.

No geral, acho que recomendaria capítulos específicos, mas não o livro todo.
Profile Image for Marianne Duvekot.
54 reviews
July 18, 2025
A escrita da Marcela me toca em momentos que vivi e relacionamentos que tive comigo e com outras pessoas. Hoje me pega menos do que anos atrás. Talvez por ouvir muito seus podcasts, achei um pouco repetitivo, mesmo assim, acho essencial a leitura e indico para várias mulheres que, assim como eu num passado recente, não estudaram ainda sobre temas importantes como as relações no patriarcado, feminismo, amor próprio, relacionamento abusivo, entre outros.
Profile Image for für.
4 reviews
July 20, 2025
"o resultado? passamos a vida inteira nos moldando para sermos desejáveis, para sermos “a escolhida”, para ouvirmos aquela frase que aciona um botão invisível e viciante: “você é diferente”. apromessa do amor sempre vem acompanhada de uma exigência: seja única. mas dentro dos parâmetros estabelecidos por eles."
Profile Image for bruna ★.
95 reviews1 follower
June 25, 2025
o sabor de acompanhar o desenvolvimento da marcella como escritora! sintomas dá de 10 a 0 em aurora, um aumento de qualidade absurdo demaisss

nunca é demais ler sobre o amor, a forma como ela reflete sobre a cultura "wellness" e como o amor próprio é vendido como forma de aguardar a recompensa de ser amada por alguém fez um BOOOOM na minha cabeça. achei vários tópicos um tanto quanto repetitivos, o início bem introdutório (massante pra quem ja tá letrado no assunto e escuta bom dia obvious) mas num geral um livro muito gostoso. melhor ainda pq rolou um clube do livro de duas e discutir por capítulos foi muito legal ❤️
Profile Image for Rebeca Braga.
7 reviews
July 20, 2025
gostei bastante das reflexões que o livro trouxe sobre o amor romântico e o papel da mulher na sociedade quando diz respeito ao nosso desejo de amar e ser amada. entretanto, no fim, achei os conceitos um pouco repetitivos e não me prendeu tanto como esperava
Profile Image for Sarah Germano Mühlen.
91 reviews53 followers
August 29, 2025
Ai, eu amei. Para quem nunca tinha lido não ficção sobre relacionamentos, acho que é um ótimo começo! E como a Marcela escreve bem!
Profile Image for Amanda Pandolfi.
91 reviews
April 13, 2026
a leitura foi repetitiva, mas o livro falou comigo, me fez bem ler e reforçar o meu obvio
Profile Image for manoela.
1 review1 follower
May 28, 2025
simplesmente queria dar esse livro para todas as mulheres que eu conheço. sinto que preciso de um tempo pra poder digerir tudo o que li & reli. que livro, marcela 🤎

destaquei muitas partes marcantes. deixo uma das minhas preferidas aqui:
“Se há algo que precisa morrer, é o amor entendido como posse, como domesticação do outro. No lugar dele pode surgir um amor que nos expanda, que nos conecte com nossa própria potência e nos permita existir além do que esperam de nós.”
Profile Image for Beatriz.
116 reviews
February 19, 2026
Por mais tocada que eu tenha ficado com as histórias e reflexões, achei uma forma pessimista de enxergar o amor romântico. Existe sim amor bom por aí!
Profile Image for mariana .
13 reviews
June 30, 2025
achei o livro ok. a escrita da Marcela melhorou bastante desde Aurora e ela (finalmente) conseguiu se libertar de tantas pesquisas e dados estatísticos e trazer uma narrativa mais pessoal e fluída.
Porém, dois pontos que me fizeram não gostar tanto do livro foram:
1° A repetição de informações de forma exaustiva durante os capítulos. Por vezes eu sentia que ela estava só repetindo uma mesma informação que já tinha escrito, de uma forma diferente ou citando outra referência.
2° A grande salada mista de abordagens e teorias da Psicologia que ela faz no livro (é psicanalise, neuropsicologia, teoria do apego e tudo mais) algumas vezes chegando a ser até incoerente, como quando ela citou Freud e justificou a citação falando sobre "reflexo condicionado".
Acho que o livro seria ótimo se fosse meu primeiro contato com a Marcela, ou com questões que perpassam o feminino.
Profile Image for Natali Fischer.
106 reviews10 followers
September 10, 2025
Marcela conseguiu sintetizar bem várias ideias trazidas por outras autoras sobre a temática. Ainda que ela fale bastante de algo pessoal, ela faz boas costuras entre vivencias e questionamentos mais atuais.
Profile Image for Victória Celeri.
41 reviews
June 27, 2025
How I wish I had this book back when I was 15. And how I wish all the women I love can have a chance to read it
Profile Image for Bruna Estaropolis.
26 reviews
April 3, 2026
Uma leitura importante para todas as mulheres, que de certa forma sob o patriarcado continuam a precisar questionar as formas de amar. Boa leitura pra iniciar questionamentos, boas referências.
Profile Image for Anna.
292 reviews11 followers
July 20, 2025
O livro é interessante e bem pesquisado, mas sua tese central não consegue se desprender de um feminismo ainda muito branco e heteronormativo.
Ceribelli tenta, por diversas vezes, trazer um ponto de vista diverso, citando pesquisadores e experiências de pessoas não brancas, gordas, LGBTQIAPN+, mas sem entender que, estruturalmente, as questões mudam. Não basta diversificar o mesmo problema. Nossas dores, interesses, maneira de enxergar e navegar o mundo são outras. A questão do casamento compulsório, por exemplo, é visto de maneira completamente diferente na comunidade LGBTQIAPN+. Para muitos de nós, é menos sobre a rota mais esperada e mais sobre uma conquista merecida.
Mesmo com essas questões, o livro é bem pesquisado e traz muitos pontos relevantes. Em especial a socialização feminina, em como crescemos sempre entre o sentimento de insuficiência e a certeza de que, se apenas nos amássemos mais, poderíamos superar gigantes abismos estruturais.
No final, sinto que o livro quase chega numa ideia central, mas se impede de dizer (talvez pela autora ser de classe média alta e aproveitar de muitos privilégios econômicos): o patriarcado e o capitalismo são dois lados da mesma moeda. Um alimenta o outro e não tem como desmantelar as estruturas de um, enquanto mantemos vivas as estruturas opressoras dos outros.
Sem essa grande conclusão final, o livro termina meio fraco, com apenas metade do caminho andado. Sem contar que a escrita também é irritantemente repetitiva. Não só nas temáticas que se repetem, mas frases que são ditas de novo e de novo. Parágrafos que fazem questão de resumir o que foi dito na página passada. Cansa um pouco e atrasa uma leitura que, não fosse isso, poderia ter sido muito dinâmica.
Profile Image for Aline Aleixo.
31 reviews
July 6, 2025
O livro entrega o que promete, e pra entender isso também é preciso considerar o contexto - como em qualquer avaliação de qualquer obra. O livro não se propõe a ser uma tese acadêmica ou tratado filosófico, e sim uma reflexão sobre a experiência da autora. Ela usa sua experiência pessoal como ponto de partida para as reflexões e traz algumas referências interessantes, que eu gostaria que tivessem sido mais exploradas. Mas entendo que esta talvez tenha sido uma decisão editorial - afinal o livro não conta com uma seção de referências bibliográficas. Entendo isso como uma escolha deliberada de manter a discussão num nível mais superficial, o que leva em conta também o público a quem ele se dirige.
A questão do público poderia render um debate à parte, mas eu entendo que o alvo aqui são pessoas que não tem tanta bagagem em leitura de filosofia, sociologia, etc. Então a minha conclusão é que ele entrega o que promete, mas que eu não sou o público. E tá tudo bem. Eu já sabia disso quando fui começar a ler o livro.
Mas me impressionei positivamente com a evolução da autora em relação ao seu primeiro livro. Vi que aqui ela foi em busca de mais embasamento pras ideias que explora. E talvez por isso achei que faltou aprofundamento - e talvez aqui caiba refletir se essa escolha editorial não seja um pouco contraditória, ou se tenha faltado a percepção de que pra discutir assuntos complexos nem sempre é preciso usar palavras difíceis, é uma questão de poder de síntese, que justamente foi o que me incomodou.
Demorei pra terminar exatamente porque foi ficando chato pra mim só arranhar a superfície onde tinha potencial pra mais.
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