Como o livro era curto (no físico 152 páginas, no digital menos) achei que seria uma boa pra começar as leituras desse ano. Foi bom por esse lado, foi rapidinho, mas não deixou de ser meio decepcionante.
O autor é crítico de arte e escreve para a revista New York. É conhecido e já de idade (73 atualmente). O livro vendeu bem, mas ao lê-lo parece que estamos diante de um jovem que escreve capítulos bem curtos, fala obviedades na maioria das vezes e solta muitos nomes de artistas, o que dá a impressão de só querer dar um ar mais importante pra coisa. Aqui e ali notamos que ele sabe do que fala e não está apenas despejando nomes, só que para leitores pra quem o livro é direcionado não acho que estes saibam todos os artistas mencionados e nem estejam muito familiarizados com as obras desses artistas para entender de imediato o que o autor quis dizer ao citá-los. Claro que pode-se ler pesquisando junto, mas a leitura fica prejudicada assim. Não custaria ele mesmo explicar melhor o contexto, os artistas e as obras.
Há obras ilustrativas por todo livro, o que ajuda um pouco. Os exemplos ou causos poderiam ser mais usados e explorados, ficam faltando pra ajudar o que o capítulo quer tratar.
Mesmo com tudo isso há coisas interessantes. É mais voltado para artistas plásticos, mesmo que tente falar de artistas no geral. Em alguns capítulos ele propõe exercícios e muitos são para quem pinta.
Não deixa de ser curioso que os agradecimentos finais tenha mais texto que a maioria dos capítulos do livro. Parece que ele tem relação meio paternal com a Lena Dunham e Steve Martin e esposa estão na lista de agradecimentos
Leitura interessante e inspiradora, o que me parece ter sido o objetivo.
São capítulos rápidos, muitos propondo exercícios interessantes, e uma abordagem bastante franca quanto aos principais desafios de ser artista (falta de tempo, dinheiro, espaço, ocupar lugares que parecem impossíveis, etc). Ao mesmo tempo em que eu aprecio a brevidade, gostaria de ter tido mais detalhes destes pontos mais específicos.
Por exemplo: ele menciona a necessidade de se encontrar uma comunidade e ir a eventos relativos ao seu meio artístico. Porém, não dá dicas de como encontrar em quais eventos ir, ou como nutrir essa comunidade.