Para os professores, Oh Surim é uma adolescente inteligente que resolve os problemas de forma muito madura e responsável. Para os moradores da Casa Sunrye, a vila onde cresceu, ela é uma jovem querida, esforçada e a confidente oficial da dona do prédio, Kim Sunrye, que criou Surim desde bebê. Mas, para o "primeiro escalão" — também conhecido como os pais e a irmã dela —, Surim é apática e, na melhor das hipóteses, mediana.
Com egos maiores que o apartamento caro onde moram, sua família sempre fez questão de manter distância da Casa Sunrye e seus moradores. Na verdade, seria preciso uma verdadeira catástrofe para fazê-los sequer falar com a misteriosa proprietária do lugar.
Até que um desastre realmente acontece. Dividida entre dois mundos, Surim volta a morar com a família e tem que conciliar as diferentes crenças que a atravessam.
Será que a vida gira em torno do acúmulo de posses e de disputas de ego? Ou será que é a força de cada um que dita o ritmo do viver?
Gostei do texto, do enredo e principalmente da narradora. ela é brilhante. me envolvi bastante com os moradores da Casa da Sunrye, mas senti que a autora se conteve nas reflexões por ter uma narradora tão jovem. o final foi meio abrupto e fiquei com a impressao que havia mais páginas do livro. mas, bem, sao peregrinações. a gente nunca fica por muito tempo