E se acabasses com quatro amigos e um cão a viver em tua casa?
O Tiago é um cliché: os pais ofereceram-lhe um apartamento de sonho e têm a sua vida toda planeada. Agora, um grupo de amigos ameaça levá-lo à loucura, transformando o apartamento na sua casa «temporária» (ou não). O Tiago vai ter de: sobreviver a dramas e traições, livrar-se de uma MILF (vizinha) e descobrir quem realmente é.
Ah, e claro que há um rapaz super fofo que não lhe sai da cabeça!
Bruno Leão vive em Lisboa, escreve livros queer YA e ficou conhecido na Internet por partilhar a sua vida e as suas leituras. Gosta de ir dar mergulhos espontâneos no mar e de tomar banhos de água fria. Por Fim em Silêncio é o seu bestseller de estreia, seguido agora por Apartamento em Crise. Podes saber mais sobre ele em: @brunoleaoautor
Que livro engraçado, fofo e divertido. Eu senti-me parte deste apartamento e deste grupo (claro que eu sou uma grande fã de uma trope found family). Temos um apartamento onde acabam 5 pessoas a morar, com um cão, às vezes um gato e com uma vizinha um bocado maluca. Gostei muito deste grupo e destas personagens e facilmente leria mais delas (aceito um livro deles no futuro) Muito feliz por estar a ler mais um livro do Bruno e espero continuar a ler muitos outros nos próximos anos🫶🏼
2,5⭐ Tenho a dizer que estou muito revoltada com as reviews que vi sobre este livro. Adoro apoiar um escritor nacional, por isso não levem a mal nada do que vou dizer a seguir por favor 🙏🏻. Bom, resumindo o que dizem deste livro: é leve/rápido de ler (✅) e é cómico (🆗). Li relativamente rápido e dos momentos que não foram extremamente forçados alguns até foram engraçadinhos. Agora o que realmente me fez ter vontade de parar de ler e bater com a cabeça na parede até me esquecer do que acabei de ler foi a escrita deste livro. É TERRÍVEL 😭. Parece que acabei de ler um livro escrito por um adolescente de 14 anos que acabou de descobrir o wattpad e tirou dicas do tik tok. Acredito que o Bruno (escritor) tenha optado por uma escrita assim para ser mais engraçado e para os jovens se identificarem, mas foi simplesmente doloroso ver a forma como os personagens deste livro falavam e pensavam. E as palavras/frases em inglês e, pior ainda, brasileiro metidas no meio? Quase me atirei duma ponte. Além disso, toda a história aconteceu demasiado rápido duma forma muito forçada e com muitos plot holes. Podem me explicar porque é que toda a gente consegue perceber se tal pessoa é gay ou não e dum momento para o outro já estão apaixonados? Ou pq é que uma certa personagem começou a desabafar sobre ter se assumido aos pais dps de conhecer o personagem principal por 1 dia? E a vizinha que não se decide entre odiar o personagem principal por motivo nenhum e querer saltar-lhe em cima? Desculpem lá, mas a escrita disto definitivamente não é para mim. Colocando isso de parte, achei que aborda temas importantes de uma forma que nos faz prestar atenção e que no geral a ideia do livro era boa, apenas mal executada. Acredito que como é dos primeiros livros do escritor ele ainda tem muito por crescer, contudo provavelmente não vou ler mais nenhum dele. 🥲🥲
Gostei muito! Era mesmo o que estava a precisar nos últimos dias: uma leitura leve, simples, divertida e, ao mesmo tempo, caótica 🤭
Adorei a escrita do autor e toda a história! Prendeu-me de início ao fim e está cheia de ação! Gostei mesmo muito!
No final, só gostava de ter visto mais uma ou outra coisa, mas nada que me incomodasse muito. O epílogo foi perfeito e, nas últimas frases, até eu gritei “NÃO” 🤣🤣 quem sabe, sabe 👀
Se eu tivesse os colegas de casa com que o Tiago acabou, acho que já teria cometido vários crimes...
Se o livro foi realista? Acho que todos sabemos que não o é propriamente... mas se cumpriu com o pretendido dada a premissa? Sim. O livro foi de uma leitura rápida e divertida, perfeito para uma tarde à beira da piscina.
Honestamente, a casa cheia desta forma (e como calhou aquela festa...) é o meu pior pesadelo, e o Tiago lidou com tudo muito melhor do que eu teria lidado.
Este livro apresenta-se como uma comédia romântica, como uma leitura leve que entretém o leitor. No entanto, o resultado final, para mim, foi bastante dececionante.
Considerando o "mundo" ao qual somos inseridos, esperava me relacionar com as situações/personagens mas encontrei-me bastante frustrada ao longo da história, ao ponto de quase considerar desistir da leitura.
A narrativa carece de profundidade, as personagens são pouco desenvolvidas, as relações parecem artificiais e o enredo avança de forma apressada, sem tempo para que as situações ou emoções amadureçam.
Embora tente abordar temas relevantes, como a crise habitacional e a descoberta da identidade pessoal, essas temáticas são tratadas de modo superficial, ao ponto de nem fazer sentido (e para ser ainda mais sincera, eram bastantes frustrantes de se lerem porque, de longe, retrata a realidade).
Em suma, apesar da excelente ideia com enorme potencial, deixou bastante a desejar.
Muito leve e cozy. Gostei muito da escrita do Bruno e achei que o livro estava bem escrito. Não é um 5 estrelas para mim mas é um livrinho que irei sempre recomendar a quem estiver à procura de uma leitura leve e divertida.
“Apartamento em Crise” é o primeiro livro que leio do Bruno e, portanto, ao contrário de muitos leitores, não tenho um termo de comparação face ao “Por fim em Silêncio”.
Tiago é um jovem madeirense que se muda para Lisboa para começar a sua vida académica e também tentar encontrar o seu caminho e conquistar alguma da sua independência. Os pais, que quase lhe definem o futuro a todo o custo, oferecem-lhe um maravilhoso triplex, o que tem tudo para correr bem… até que começa a correr tudo exatamente de forma contrária!
Esta é uma leitura leve, engraçada e divertida, que conta com a crise na habitação - problema bastante sério atualmente - como pano de fundo, além da descoberta pessoal, questões LGBTQIA+ e o valor da amizade.
Apesar de ser um YA, não se nota aquele traço muito “acriançado” como em outros livros do mesmo género. Adorei a escrita do Bruno: delicada, agradável e com o poder de nos fazer imaginar os cenários!
Adorei a energia conturbada do grupo e ainda o desenvolvimento do Tiago face todos os conflitos que teve que enfrentar e o “objetivo” que ele tinha para a sua própria vida.
O design também é qualquer coisa e conquistou-me logo desde o início! O que é isto? 😲🤩 Desde a lateral e o marcador até aos capítulos a começar sempre com a mesma imagem da capa e, para rematar, os desenhos das personagens em algumas partes do livro! 😍
Na minha opinião, fica apenas a faltar uns capítulos extra, pois gostaria de ver, após a decisão na parte final (sem spoilers 🤐), como tudo isso resultou. Podemos, no futuro, ter mais desta combinação de casal fofo com vibe caótica do apartamento? 🥺
Queria ler mais livros de autores nacionais e este chamou-me a atenção tanto pela capa como pela sinopse. Infelizmente, acabou por ser um grande não para mim.
Não me consegui conectar com as personagens nem com a história, o que tornou a leitura arrastada e pouco envolvente. Senti que faltou profundidade emocional para realmente me prender ao livro.
Não fiz DNF deste livro porque estava constantemente na esperança do momento "a-ha" que me iria explicar porque raio as opiniões são tão positivas, mas claramente tal não foi o caso.
Este livro é sobre o quê? Qual é a história? Para onde vai? Parece uma tentativa de um episódio de Friends ou How I Met Your Mother ou outra comédia qualquer de TV curta e com "laughing track" por trás, que nunca, de facto, ganha a tracção necessária. O autor queria que a história fosse sobre a descoberta da independência e da individualidade da sua personagem principal, ao mesmo tempo que criticava comicamente o estado atual do país no que diz respeito à habitação, mas nunca o chega de facto a fazer, porque não consegue desenvolver esses temas da forma que eles precisavam. E o livro sofre precisamente por isso, porque não tem um forte fio condutor.
O MMC é irritante, também, porque tanto percebe que é priviligiado, como logo a seguir pensa e diz coisas de uma forma que demonstram claramente não perceber o privilégio que tem. E isto não funciona. Ou ele SABIA que era priviligiado e era necessário aprofundar a sua necessidade de independência e como a sua incapacidade de dizer "não" o estava a prejudicar nesta história sempre que tentava ajudar um amigo (e pessoas que acabou de conhecer, really, porque pelos vistos qualquer um fica lá em casa) OU ele NÃO sabia o privilégio que tinha e, aos poucos, seria confrontado com o quão errado estava. Ao tentar criar uma personagem consciente à partida, o Bruno Leão quis logo criar uma conexão ao leitor - "oiçam, ele é podre de rico, mas ele é normal, ele tem noção do privilégio" -, o que não deu espaço para a personagem crescer e criava esta dualidade em que a compreensão do privilégio parecia falsa, porque era mal desenvolvida.
A escrita é horrorosa, o que é chocante porque eu li o primeiro livro do Bruno e, apesar de não ter amado, não achei que a escrita fosse tão má como aqui. Senti que estava a ler uma fanfiction escrita por um adolescente de 14 anos. No final, o autor tem uma nota em que explica que, regra geral, gosta de escrever coisas mais dramáticas, e talvez esse seja o problema: o ter tentado escrever algo que tipicamente não escreve. Ao tentar dar um tom diferente à sua escrita, a falta de experiência na parte cómica tornou-se bastante óbvia.
A edição foi vergonhosa. Já no primeiro livro do autor tamb��m tive queixas de coisas que eram meio óbvias (tipo braços partidos que se curam em uma semana LOL), mas aqui é uma coisa de outro mundo. É cringe atrás de cringe atrás de cringe; literalmente há momentos em que parece um episódio de novela mexicana e muitas coisas surgem de paraquedas, sem qualquer justificação, enquadramento ou preparação de texto. Simplesmente surgem, a personagem principal tenta ajudar com algumas palavras e "avança, que é de Amarante". Wtf.
Uma pessoa que deu duas estrelas a este livro aqui no GR comentou que as pessoas sabiam quem era gay só de olharem, o que me deixou confusa, mas depois de ler o livro... ya, eles olham uns para os outros e sabem logo quem é gay e quem não é... Este detalhe torna-se estranho ao fim de algum tempo, especialmente quando temos uma personagem que olha para o MMC e sabe logo que ele é gay, um dia depois de o conhecer conta-lhe do nada que ainda está no armário, o MMC tenta apoiá-lo a falar com os pais, ele fala com os pais que são uns queerfóbicos nojentos, o MMC tenta dar umas palavras de apoio que honestamente parecem saídas de um biscoito da sorte e, como os pais expulsam o rapaz de casa, o MMC dá-lhe o quarto extra. Hello? Sem o conhecer de lado nenhum? Ok.
E o que dizer daquele plot do Heitor para tentar ficar com o MMC e salvar a empresa dos pais, envolvendo um beijo pago e uma fotografia comprometedora...? Globo, is that you?
Como se não bastasse o facto de ser tudo super irrealista (o que eu estaria disposta a ignorar se fosse bem escrito, o que não é o caso), depois temos uma vizinha que é descrita na sinopse como uma "MILF" e que insiste em tentar assediar o MMC - o que faz com que ele lhe diga várias vezes que é gay -, mas que simultaneamente o trata abaixo de cão e depois se vinga do MMC contado aos pais que ele tem amigos a viver lá em casa. Tudo porque ele se recusou a envolver-se com ela. Hello??
Ademais, ESTE LIVRO NÃO É YA. As insinuações sexuais constantes ("sexual innuendos"), as piadas "porcas", as cenas explícitas de sexo, as menções a outras personagens a terem sexo e, inclusive, a estarem em relações abertas.... Isto não é abordado de uma forma para leitores de YA. Esta abordagem é de New Adult/Adult. Honestamente parece-me que Rodrigo Manhita, que editou (????) este livro e é o editor da Secret Society está a achar que descobriu a pólvora e a tentar definir o YA em Portugal, o que é parvo porque o YA está bastante bem definido internacionalmente (daí usarmos "Young Adult"???) e AINDA que as pessoas considerem que o YA pode ir até aos 20-25 anos, o YA começa aos 12/13!
Não é suposto pré-adolescentes e adolescentes andarem constantemente a ler sobre "pilas duras".
Conteúdo sexual pode perfeitamente aparecer em YA e, honestamente, até acho que deve aparecer - mas dentro de um contexto educativo, apropriado para a idade, sobre a experimentação sexual e os PROS e CONTRAS do acto sexual. Porque é que nestes casos as personagens ou não são virgens, ou são, mas "nem diria que nunca tinhas feito isto antes"? Não é realista. Falem do nervosismo, do receio, das dúvidas, do que corre bem e mal, tornem a situação engraçada e aproveitem para tornar um momento de exemplo. Não banalizem coisas que necessitam de uma compreensão clara e madura do acto sexual. Um puto de 13 anos pode saber o conceito de relação aberta, mas não tem a maturidade necessária para compreender o que isso significa na prática - nem deve ter!
E, já agora, antes que me venham dizer "ah, mas YA significa 'jovem adulto', aos 25 anos és um adulto jovem!" Eu nunca disse que a denominação era boa. Pessoalmente, não acho que faça sentido chamar jovens adultos a putos de 14 anos, mas é o que temos. Há décadas.
Curiosamente, existem estudos/especialistas que dizem que a adolescência ocorre entre os 10 e os 24 anos (!!!) precisamente porque uma parte do nosso cérebro só amadurece totalmente pelos 24-25 anos (fonte). E já tendo passado os 25 há uns bons anos, posso-vos garantir que entre os 20 e os 25 anos a minha visão do mundo estava a começar a formar-se. A compreensão não era madura. E quem diz o meu caso, diz o de outros. E é normal que isto assim seja. Portanto, a forma como conteúdo sexual (e violência, já agora) é adicionado em livros YA é MUITO importante.
Por fim, de realçar que não odiei tudo. A relação entre as personagens principais é fofinha - mas aquela fofisse meio irrealista e que é afogada pelas outras coisas todas.
Tenho mesmo muita pena ter sentido isto tudo. Acabei o livro na força do ódio, honestamente. Uma pessoa quer apoiar autores portugueses e quer especialmente apoiar autores queer e novos, para que possam continuar no mercado e a mudar os estigmas da literatura portuguesa, mas assim é um bocado difícil.
PS: e que pancada foi esta com trancar o cão na varanda????
This entire review has been hidden because of spoilers.
A minha verdadeira vontade é dar 2 ⭐️, mas apenas aceito subir para as 3 porque falam sobre o problema que é para jovens descobrirem o que querem fazer para o resto da vida e a pressão que muitos pais põem sobre os filhos para seguirem o caminho que eles querem. Foi o único tema que foi bem falado.
Muita coisa neste livro não fez sentido. A escrita foi péssima, eu até senti imensas vezes que tava a ler um livro escrito por um adolescente de 15/16 anos que não teve qualquer revisão. E o rumo da historia foi completamente inesperado, até meio sem sentido.
O Fred sempre teve atitudes que me faziam pensar que era homossexual, mas dizia-se hetero, mas no fim do nada namora com um rapaz. Depois temos uma vizinha louca que tanto odeia o Tiago como quer saltar-lhe pra cima. O Renato, eu juro que entendo o problema de se sentir oprimido, mas ele não conhecia o Tiago de lado nenhum e abriu-se completamente do nada.
A ideia do livro é boa, a parte da found family também, mas não consegui mesmo lidar com esta escrita. Aconteceu muitas vezes haver uma discrepância enorme entre os pensamentos do Tiago e o que ele efetivamente respondia aos amigos. Não fez muito sentido.
Fico mega triste por não ter gostado..... Apesar de tudo, é um livro mt rápido de se ler e cómico (até certo ponto).
This entire review has been hidden because of spoilers.
Segunda leitura do Bruno e, infelizmente, ficou muito aquém. Apesar do livro ter alguns momentos cómicos e completamente absurdos, senti que faltou algo que me agarrasse verdadeiramente à história.
A escrita é demasiado infantil para o tom que tenta assumir e para o tema que tenta abordar, com frases super explícitas que surgem do nada e estrangeirismos que não funcionam bem neste formato. Ainda assim, há boas frases e descrições aqui e ali.
As personagens são pouco desenvolvidas e várias histórias ficaram por resolver, o que deixou uma sensação de vazio no final da leitura.
Como acontece com todos os livros, acredito seriamente que "Apartamento em Crise" vai encontrar o seu público-alvo. No entanto, e apesar de gostar de rom-coms, esse público claramente não sou eu.
O meu primeiro livro do Bruno Leão e não desapontou!
Com personagens carismáticas que se metem nas encrencas mais divertidas, “Apartamento em Crise” explora um dos problemas mais sérios dos jovens em Portugal – o acesso à habitação – com uma escrita leve e fluida. Nem sempre é fácil conciliar assuntos difíceis com histórias cativantes, mas é praticamente impossível não nos apaixonarmos pelo mundo do Tiago, dos seus colegas de casa inesperados e da sua jornada de auto-descoberta em Lisboa.
Comprei este livro em pré-venda, depois de ter lido Por Fim em Silêncio, que adorei! Estive também numa apresentação da Secret Society e tive acesso a algumas informações exclusivas 🤭, o que me deixou ainda mais entusiasmado.
Este livro superou completamente as expectativas — tem uma estrutura muito mais sólida e os plot twists são mesmo inesperados e muito bem construídos.
Sou fã dos livros da Secret Society e espero sinceramente que continuem a apostar em autores portugueses. O talento nacional merece esse destaque.
Como alguém que já se aproxima dos 30, tenho de começar a aceitar o triste facto de que YA já não é exatamente um género escrito comigo em mente.
Dito isto, o Apartamento em Crise acabou por ser uma leitura rápida e leve, contrastando bastante com o tipo de livros que tenho lido nos últimos tempos.
A história segue um jovem privilegiado que recebe um triplex em Lisboa. Uma prenda dos pais que vem acompanhada da expetativa de que termine o curso e siga o negócio da família. Logo por aqui, o livro já se distingue da maioria dos títulos do mesmo gênero literário. Não estamos a ler sobre um underdog ou outcast, mas sim sobre alguém que começa numa posição de privilégio, o que me apanhou desprevenido. Pelo título, eu esperava uma narrativa sobre alguém a tentar lidar com os preços absurdos das rendas em Portugal e as dificuldades dos jovens nos dias de hoje. Contudo, essa temática acaba por surgir mais tarde, quando amigos do protagonista, incapazes de pagarem as suas rendas ou sequer encontrar um quarto, acabam por ficar a morar com ele pelo que era suposto ser temporariamente.
Confesso que não me consegui identificar nada com o protagonista, talvez por não vir de um contexto semelhante e não ter o nível de extroversão que ele aparenta ter no início do livro. E até o romance principal me pareceu um pouco apressado de certa forma. Eles conhecem-se e parece que se apaixonam instantaneamente, apesar de não saberem nada um sobre o outro. Novamente, eu acredito que estas críticas sejam só por já estar nos meus 28 anos e já não conseguir pensar como um jovem nos seus early 20s, que é claramente o público-alvo.
E apesar destas críticas, eu acebei por gostar bastante do desenvolvimento final. A segunda metade do livro foi bastante cativante e talvez a parte mais forte da obra. A narração na primeira pessoa com uma voz bastante moderna também ajudou.
Acima de tudo, valorizo bastante a relevância dos temas abordados, especialmente porque são questões ainda muito pouco representadas em Portugal. É bom ver histórias LGBT e sobre a crise da habitação a receberem mais representação, pois, na minha altura, não eram tópicos que fossem falados, muito menos em livro para jovens adultos.
Em conclusão, Apartamento em Crise é uma história queer que retrata a realidade de muitos jovens no nosso país. As esperanças e as dificuldades. Só gostava que tivesse aprofundado mais a temática por ser algo tão urgente e atual. Mesmo assim, o livro cumpre a sua missão de dar visibilidade a realidades ainda pouco representadas ou distorcidas por quem não as conhece.
Acredito que a carreira deste jovem escritor esteja apenas a começar e estou muito curioso para ver onde o futuro o levará. Mas, mais do que isso, estou ainda mais interessado em descobrir onde as suas próximas histórias nos levarão a nós.
Este ano uma das minhas prendas de aniversário que eu pedi e recebi foi este livrinho, porque sendo sincera, queria muito pela capa e também por ser de um autor português. 🥰 Confesso que o livro me surpreendeu bastante pela positiva, amei tudo, desde as personagens à história e a todo o escândalo de viver num apartamento ahah 🫣
Tiago Gama, de 18 anos, é madeirense mas veio estudar para Lisboa no ISEG, e ficou num apartamento que os pais lhe ofereceram. No entanto, rapidamente o apartamento se torna num caos, quando o seu melhor amigo André vai também estudar para Lisboa e precisa de um sítio para ficar. 🤭
Quando damos por nós, já vivem 5 pessoas no apartamento, mais um cão, um gato e ainda têm de aturar a vizinha chata do prédio onde moram 🤦🏽♀️ Vamos acompanhar a jornada de Tiago em Lisboa, pela busca da sua verdadeira identidade, longe dos pais afim de ganhar alguma independência.
Adorei conhecer cada uma das personagens, que acrescentaram um toque especial ao apartamento e à história. As personagens favoritas são o Tiago e o Tomé, que amores, às vezes só me apetecia abraçá-los e ser amiga deles 🥰
Este livro tem um pouco de tudo, drama, romance, caos, ri imenso com as crises do Tiago por causa do apartamento e da vizinha meu deus 🤣 Adorei as ilustrações do livro, as regras, os balões de falas, TUDO 😍 Fiquei muito curiosa para ler os outros livros do autor, foi o primeiro que li e se gostei tanto, tenho mesmo de ler os outros 🤭
Estou muito surpreendida com a evolução do Bruno. Este livro foi muito melhor que o primeiro, sem sombra de dúvida.
Aquilo que me ia fazer dar menos estrelas acabou por ser redimido no final, que era o Tiago. Ao início ele tem frases muito de "Beto mimado", coisas completamente insuportáveis que só os betos dizem. No final do livro já vemos um Tiago muito mais humbled, com vontade de ser finalmente independente.
O conceito da independência também me estava a chatear no início do livro, porque muitas vezes parecia que confundia a independência com a solidão. Estar só não significa ser independente. O facto de os amigos terem ido viver para casa dele devia ser, na idade dele, obvio, o motivo pelo qual ele estava a gostar da experiência da universidade, só que virou a narrativa totalmente ao contrário e estava a irritar-me. No final, voltámos a ter uma redenção e gostei mesmo muito.
A dinâmica da Milf, dos amigos dele foi muito giro. Acho que a própria vida pessoal dele na Madeira e a relação com os pais foi mais background e podia ter sido melhor aproveitado, em vez de alguns momentos irrelevantes como as viagens de autocarro para a universidade (que apesar de o Tiago nunca ter andado no autocarro, parecia que estava na experiência do pobre).
Tirando isso, eu gostei. Quero ler mais obras do Bruno :)
Okay, opiniões: 1. Amei o romance. QUE CASAL FOFO, MEU DEUS! 2. Que amigos duvidosos loll. Desculpem, mas que caos foi aquele, a lata das pessoas é exorbitante. 3. Percebi que agora todos falamos meio em inglês, e não sei se gosto disso, sendo que eu faço parte do clube de uma forma profunda😃.
Falando sem ser por lista, achei muito interessante ver a luta interior do Tiago, e a sua relação com o Tomé, adoro-os e fiquei muito feliz com o desenvolvimento da sua dinâmica. Não achei tanta piada aos amigos dele e ao seu à vontade IMENSO, porque eles faziam tudo sem pensar em consequências... foi demais para mim, e estava sempre irritada e stressada com a situação😀. Para além disso, achei que havia ali todo um enredo que ficou um pouco confuso? Mas pronto, isso à parte, foi engraçado mas estranho, ver a maneira como falamos hoje em dia reproduzida na escrita (mas se estivéssemos a ter momentos do Tomé e do Tiago estava feliz🫶🏻) Por último, gostei da parte final, e vi realmente uma boa energia no grupo, finalmente! Assim sim, é found family!
-"Quero descobrir-me e procurar-me no meio do caos que a vida real pode ser."
Okay, vamos lá. Não tenho palavras para descrever o quão bom é o livro. A forma que o autor escreveu me fez sentir acolhida como se eu fosse uma das personagens do livro. Eu identifiquei-me muito com o Tiago principalmente pelo facto da mãe dele estar sempre em cima e da necessidade que ele sente de suprir as espectativas dos pais. Também consegui sentir o desespero de seus amigos todas as vezes que os pais do Tiago o foram visitar. Senti raiva da forma como os pais dele não conseguiram compreender o seu sonho. Eu quis entrar no livro e proteger o Tiago do Heitor. E o melhor de tudo, é que mesmo o livro sendo de fácil leitura, é apelativo para a realidade em que vivemos atualmente. Você consegue sentir a emoção das personagens à flor da pele. Em suma, o livro é um equilíbrio perfeito, principalmente para nós leitores que adoramos drama, romance, um pouco de comédia e livros que apelam para os nossos sentimentos.
Leitura muito rápida e divertida. É bastante young adult mas explora um dos maiores problemas do nosso país de uma forma mais leve e engraçada. Conforme ia lendo ia imaginando as cenas como se tratasse de uma série televisiva, daquelas meio comédia meia fundo de verdade.
Achei no entanto, que alguns pormenores poderiam ter sido melhor explorados.
Todos os pormenores da edição deste livro pela Secret Society são incríveis! Dá muito gosto poder comprar um livro português desta qualidade.
Um livro muito sólido! Adorei profundamente a escrita do Bruno (tanto que li o livro em 4 dias). Identifiquei-me muito com o Tomé e com o seu otimismo fervoroso (tóxico, diria a M ahahah). Adorei a maneira como o tema da habitação foi explorado! Os únicos pontos que tenho é que gostava de ter visto mais exploração das personagens secundárias e a personalidade do Tiago às vezes não batia com o meu gosto ahahah. Mas uma excelente leitura, e quero mais destas personagens!!!!
Que livrinho reconfortante!!! Foi o livro que mais captou a minha atenção e que mais rápido li. Adorei a escrita do Bruno e o desenvolvimento dos personagens. Apesar do caos existente ao longo do livro, podemos acompanhar o amor e a amizade que o livro pretende transmitir. Muito obrigada Bruno, não só pela tua escrita maravilhosa, mas por me fazeres sentir ligada ao certos aspetos do teu livro.💗
Posso dar 6 estrelas??? Amei amei amei este livro🥹🥹🥹 quero guardá-los num potezinho e protegê-los 🥹🩷 Bruno, continua a escrever por favor 🫶🏼 (podemos ter um 2.º livro ? Quero muito vê-lo a seguir o seu sonho 😭 e mais aventuras do grupo!!!)