Marisol passou a vida a ouvir a mãe dizer-lhe que era gorda e feia. Quando comia algo que a mãe não aprovava, era prontamente castigada, e isso fez com que a comida passasse a ser o seu pior inimigo. Quando a mãe teve um AVC e ficou presa à cama, a jovem decidiu cuidar dela, até ao dia terrível em que a casa pegou fogo. A mãe morreu e Marisol nunca se perdoou. Alex adora mulheres, poder e luxo, vivendo, sem pudor, às custas de Luísa, a sua meia-irmã. No meio de uma discussão entre os dois, esta sente-se mal e tem de ser hospitalizada de urgência. Não morre, mas fica num coma que deixa Alex destruído pela culpa. O caminho de Marisol e Alex cruza-se quando ela vai trabalhar para ele, como cuidadora da irmã. Eles não podiam ser mais diferentes, mas rapidamente percebem que estão unidos pelos laços da culpa. Daqui nascerá uma história de amor única e invulgar, mas será essa relação capaz de sobreviver ao maior dos vilões — a culpa?
VERA RODRIGUES é licenciada em Comunicação e Relações Públicas e mestre em Língua, Literatura e Cultura Inglesa. Vimaranense de gema, divide o tempo pelas suas grandes paixões: a sua cara-metade e a sua patuda, amigos, escrita e os Bombeiros. Atualmente trabalha como assistente comercial numa agência têxtil. Os livros são o seu grande vício. Tem mais do que aqueles que algum dia será capaz de ler, mas como a perseverança é uma das suas qualidades, vai continuar a comprar, porque acredita que vai ter oportunidade de os ler todos. Iniciou-se no mundo da escrita há muito tempo, mas só em 2023 publicou o seu primeiro conto infantil. Foi também nesse ano que perdeu praticamente toda a visão devido a uma doença na retina, no entanto, não será a falta de visão que a impedirá de continuar a fazer o que realmente gosta, porque se há coisa que aprendeu, é que não é só com os olhos que se consegue ver o mundo.
A Vera escreve muito bem! Espero ler mais histórias dela. Infelizmente senti-me representada em muitos momentos desta história. Há batalhas difíceis de expressar e há batalhas que são só nossas, ninguém as conhece. Obrigado por este livro Vera 💗
"— Porque me salvaste? — pergunta com bastante dificuldade. — Porque não vou deixar que a culpa nos vença."
QUE. LIVRO. 🥺
A quantidade de vezes que passei raiva com as situações que acontecem aqui, não está escrita. A revolta de tudo o que a Marisol passou consumiu-me durante a leitura, mas a esperança vem sob muitas formas e adorei acompanhar a sua jornada. Honestamente, não a consigo sequer culpar por nada.
Quanto ao Alex, adorei-o, mas senti uma mudança demasiado repentina na personalidade o que não me pareceu super credível. Gostava que um ou outro assunto tivesse sido mais explorado, mas fora isso foi perfeito.
Não se enganem, pode ser um livro pequenino, mas tem um peso gigante.
Laços de Culpa é um romance intenso e emocionante. A Vera Rodrigues traz-nos duas personagens marcadas por traumas diferentes e mostra como a culpa pode unir tanto quanto destruir. Gostei muito da forma como a autora explorou os dilemas internos, a dor e, ao mesmo tempo, a possibilidade de esperança e amor. Uma leitura envolvente e tocante, que nos faz refletir sobre o peso que carregamos e a força de recomeçar.
4.75⭐️ sem duvida que autora pegou num tema muito importante. a culpa pode nos consumir e levar nos a sentimentos auto destrutivos. temos duas pessoas que passaram por situações que ninguém deveria passar e que se culpam por isso. ainda temos a questão do distúrbio alimentar que e muito falado. ah e se eu fosse a marisol tinha feito o mesmo, aquela mãe era ma ate aos ossos nossa senhora.
O quanto eu amei este livro. Toca em tópicos sensíveis e o teu coração vai se partindo aos pedaços cada vez que descobres alguma maldade nova. A Marisol passou por tanto, aquela pobre rapariga ainda ter um pouco de felicidade dentro é um milagre. Nunca hei de perceber pais que maltratam os filhos ou pessoas que fazem bullying. O que raio é que ganhas com isso? Fazer alguém sofrer ao ponto de já só sobreviverem, de não terem nada que lhes traga felicidade. O que a Mãe, a Ana Rita, o Nuno e o Miguel mereciam era passar a eternidade no Inferno. O Alex estava a afundar em culpa por causa do que o que aconteceu com a irmã. A Marisol entrou na vida dele e foi como uma rajada de ar quente. Estas duas pessoas sofredoras mereciam o amor que encontraram um com o outro. Completavam se como nunca se iriam completar com mais ninguém. O amor não salva tudo mas ajuda a curar feridas que não param de sangrar
“Laços de culpa” de Vera Rodrigues, uma autora portuguesa, é o seu primeiro romance.
Nesta história vamos conhecer duas pessoas que estão a sofrer, cada uma carrega a sua culpa.
Marisol foi maltratada toda a sua vida por uma mãe controladora e abusiva.
Alex vive com a irmã, que é detentora de uma grande fortuna, nunca precisou de trabalhar, pois vive às custas da irmã.
A vida destes dois vai dar uma grande volta e os seus caminhos vão cruzar-se.
Será que irão conseguir superar a culpa que cada um carrega?
PONTOS FORTES:
- escrita simples
- leitura interessante
- duas perspetivas: do Alex e da Marisol
- traumas profundos
- dramas familiares
- história de amor
PONTOS FRACOS:
- nada a registar
A autora está de parabéns por este seu primeiro romance. Gostei da história e das personagens. Uma leitura muito agradável. Fico à espera do próximo romance.
Gostei muito de acompanhar a história da Marisol e do Alex. Gostei muito da escrita e da forma como acompanhamos o crescimento de duas almas sofridas e desiludidas. Venha o próximo
Um livro cru, frio e intenso... Sem filtros... Arrebatador... Um livro que aborda temas fortes e reais, que nos fazem pensar no impacto que algumas situações e comentários podem ter na vida de algumas pessoas. A Marisol é uma rapariga sofrida mas que luta por um amanhã melhor e por sobreviver num mundo onde o passado fique enterrado. Alex é um rapaz que carrega a sua culpa e aprende da pior forma possível que o dinheiro e o poder não é tudo na vida. Recomendo muito
Comecei a ler “Laços de Culpa” e, logo nos primeiros capítulos, senti a dureza da história… mas continuei. Continuei porque a escrita da Cláudia é muito cativante e faz-nos querer sempre saber mais sobre a história e sobre as personagens.
Os temas são fortes e relevantes, e isso prende-nos ainda mais à narrativa. Fez-me lembrar um pouco a Colleen Hoover: histórias intensas, emocionalmente marcantes. Ainda assim, a Cláudia aborda temas muito identificáveis e sensíveis de forma cuidada e responsável, sem os romantizar — algo que apreciei bastante.
É uma leitura que mexe connosco, mas que também nos faz refletir.
Um livro pequenino que se lê bem numa tarde, mais um para a categoria “passeio no parque”. Uma estória sem grandes rodeios ou floreados, a estória corre, a vida segue.
Temos a história de Marisol, por um lado, vítima de uma mãe com traços narcisistas e de espírito diabólico. A mãe sempre lhe aterrorizou a vida, até depois de morta, num trágico incêndio. Marisol sente o peso da culpa. Ou não. Marisol come desalmadamente até que os seus sentimentos estejam adormecidos. Numa espiral de uma compulsão alimentar e da qual não consegue sair.
E temos Alex, por outro, um playboy que vive ás custas da meia-irmã, até que um dia uma discussão muda o rumo da vida de ambos. E Luisa fica presa a uma cama.
Marisol e Alex vêem as suas vidas cruzadas. Ele precisa de ajuda com Luisa, e ela de um trabalho. O inevitável acontece! Se ela sofre de compulsão alimentar, ele sofre de ansiedade. E quando Alex sofre o seu primeiro ataque de pânico é a Marisol que recorre para o socorrer.
Será que a união os irá ajudar a ultrapassar os seus medos e o peso da culpa?
Uma história entre dois personagens que têm em comum a culpa. O que a culpa pode fazer, de onde vem a culpa, o sofrimento que se ultrapassar para curar feridas do passado?
Há livros que mexem connosco porque são capazes de nos fazer sentir as dores das personagens como nossa, e este foi um deles, porque apesar de não saber o que é, a forma como a Vera nos transmitiu as suas emoções abalou-me. Marisol foi brutalizada de muitas formas por quem mais a devia amar, e é impossível que o nosso coração não sangre por ela, porque era só uma menina, e o mundo foi repetidamente cruel para ela. É difícil imaginar como alguém pode ser tão doentio, e assusta-me pensar que não é só ficção. Quando Marisol se liberta e finalmente toma as rédeas da sua vida, vai trabalhar para Alex, e cedo percebe que ele pode ter dinheiro mas há muito que lhe falta. É um livro que fala do quando a culpa nos pode corroer, mas mesmo vivendo subjugados por ela, podemos escolher ser bons, cuidar e fazer a diferença na vida dos outros. É importante quebrar o ciclo, e às vezes precisamos de ajuda para o fazer, de ter coragem de quebrar os padrões e aceitar a mão que nos estendem. E foi isso que Alex e Mar conseguiram fazer juntos, tornar-se melhores, mais fortes e libertar-se do peso que os oprimia. É uma história de abuso impressionante, mas também de amor e superação, de um amor que não é solução mas que ajuda a sarar.
mais uma leitura de uma autora portuguesa, da qual gostei muito da história das personagens. o que nos relata este livro sobre a Marisol e o Alex, é pura realidade e há que identificar os sinais de alerta, por parte de quem está próximo. Felizmente e apesar das culpas que ambos carregavam, juntos conseguiram superar as mesmas e ter um final feliz. É um livro de leitura fácil e que recomendo. 3,5*