Quantas vezes sentiu que vive para corresponder às expectativas dos outros? Quantas vezes se calou para que outras vozes sobressaíssem? Quantas vezes sufocou as suas verdadeiras escolhas?
Desde pequenas, as mulheres são ensinadas a agradar aos outros e a reprimir as suas verdadeiras emoções e desejos. A sociedade impõe papéis de «boa filha», «boa esposa», «boa mãe», que muitas vezes não correspondem à sua verdadeira essência. Para alterar esse estado, a mulher deve reconhecer as crenças e os comportamentos que a mantêm presa em ciclos de sofrimento e submissão.
Todas desejamos ser livres, porém, sentimo-nos enjauladas nas nossas rotinas, consumidas pelo medo e pela falta de valor. Para despertar e evoluir é preciso compreender profundamente quem somos. Tal implica fazer amizade com pedaços de nós que podemos não querer assumir, especialmente com a nossa dor.
Este livro poderá ser um murro no estômago, principalmente de início. E é intencional. Estas palavras têm o objetivo de inflamar e desencadear uma revolução interna. A dor advém do desmantelamento de antigas crenças e atitudes. Sentimentos de choque, pesar e perda são, portanto, naturais e essenciais para a sua transformação. Poderá ainda não se ter dado conta disso, mas é capaz de levar a cabo esta evolução. Mais do que isso, merece-a.
Se deseja tomar as rédeas da sua vida, abandonar o papel de espectadora e tornar-se a protagonista da sua própria história, este livro é para si.
«Profundamente inspirador.» Oprah Winfrey
«Uma jornada extraordinária!» Ekchart Tolle
«Um apelo poderoso para que as mulheres se libertem de tudo aquilo que lhes foi imposto à custa da sua saúde e da sua liberdade.» Gabor Mat
Shefali Tsabary, Ph.D., was exposed to Eastern philosophy at an early age and integrates its teachings with Western psychology, having received her doctorate in Clinical Psychology from Columbia University in New York. This blend of East and West allow her to reach a global audience and establishes her as one of a kind in the field of mindfulness psychology for families.
Dr. Shefali Tsabary lectures extensively on conscious parenting around the world and is in private practice. She is author of the award winning parenting book, The Conscious Parent as the newly released Out of Control: Why Disciplining Your Child Won't Work and What Will, as well as It's a Mom: What You Should Know About the Early Years of Motherhood, which debuted on the Indian National bestseller list for four weeks. Dr. Tsabary lives in New York City.
Um livro que todas as mulheres deviam ler, muitas de nós não sabem lidar com o que sentimos em relação á mulher que nos tornamos, porque não somos iguais ás outras. Isso acontece também na maternidade, na profissão e até num desporto. Seguir o padrão, isso quer dizer que o padrão é perfeito? Não, com certeza que não, quantas mulheres suprimem o que querem em prol da família, acham correto porque o estão a fazer pela família. “Estamos cercadas por estereótipos difundidos pelas mulheres com quem crescemos.”
O que temos que entender como sociedade e como mulheres, é que somos muito mais do que esposas e mães, não temos de suprimir nada, temos que viver, falar, fazer o que gostamos e mais do que tudo isso saber cuidar de nós.
“Não há verdadeira paz onde não há autenticidade. A paz duradoura só emerge na aceitação honesta de quem somos e das nossas vivências.”
Li alguns capítulos aos quais não concordo mas gostava muito de ter lido este livro há uns anos atrás quando comecei a ver a MULHER de uma outra maneira.
Prefácio: Não sou apreciadora de autoajuda e considero que a grande maioria da autoajuda assenta num individualismo ultracapitalista, no mínimo, quando não entra por pseudociência e conspiracionismo.
1. Opinião geral Tem uns poucos momentos em que concordei com os conselhos, nomeadamente na secção sobre maternidade e respeitar a individualidade dos filhos. De resto, é repleto de banalidades, responsabilização individualista que ignora estruturas de poder (se te sentes sem valor é porque "ainda não despertaste" e já agora se foste vitimizada em relações é porque não tens amor próprio e escolhes relações tóxicas de propósito). A opressão da mulher é vista de uma perspetiva completamente ahistórica ("Temos de perceber que não há amarras - nenhumas" p. 303). Qualquer possível crítica aos argumentos do livro é reinterpretada como resistência à libertação.
2. Despertar ou despolitizar? Ao longo do livro, a autora denuncia a cultura de auto-aniquilação feminina, os padrões de beleza impossíveis de atingir e o poder opressivo da culpa. Estas críticas são apresentadas como resultado de processos de socialização prolongados, transmitidos tanto pela família como por instituições sociais mais amplas. Até aqui muito bem.
Agora em soluções, a autora fica muitas páginas a escrever a mesma coisa: tens de fazer tudo sozinha e abdicar de qualquer luta coletiva e desejo de comunidade: “Protestar contra a sociedade ou contra o patriarcado pode parecer um alívio, de certa forma, mas fazê-lo também nos aprisiona. Sempre que a nossa cura esteja dependente de outra pessoa, mesmo que se justifique, permanecemos escravas dela. A verdadeira liberdade não tem nada a ver com os outros. Quando nos damos conta disto, começamos a percorrer o nosso caminho sozinhas.” (p. 49).
Menção honrosa para esta citação que me deixou de boca aberta (pejorativo): "Gandhi ensinou aos indianos que o Império Britânico não possuía a chave da sua liberdade. Em vez de se lamuriar contra o império para que desistisse dos seus 200 anos de domínio apostou em dar poder aos indianos. Em vez de enfrentar o inimigo, acordou o poder interior das alegadas «vítimas» ao desafiar o povo indiano a tornar-se no seu próprio líder. Defendeu a autonomia e a autossuficiência. Em vez de dependerem das fábricas têxteis inglesas, os indianos começaram a tecer os seus próprios fios de algodão para fazer roupas, aprenderam a produzir sal e recusaram-se a utilizar bens de origem estrangeira. Gandhi ensinou os indianos a honrarem o trabalho feito pelas suas mãos e a orgulharem-se das suas conquistas. Tal tornou a ocupação britânica irrelevante" (p. 50).
3. A mulher é de Vénus e o homem é de Marte (e outros clichés bio-essencialistas) O que significa ser mulher (e homem) é para Shefali biologicamente determinado e estanque, por exemplo ao atribuir à biologia feminina predisposição para cuidar, nutrir ou harmonizar relações. Como afirma, “O corpo de uma mulher foi desenhado para dar. Através deste cuidado natural, entram, sem esforço, em sintonia com os outros. Somos as construtoras de comunidades e as colectoras da tribo levadas à quinta-essência. É assim que funciona o tao feminino. Devido à sua biologia e a como a natureza desenhou o seu corpo, uma mulher contém dentro de si o poder de nutrir” (p. 147). Mas o homem também está limitado à sua natureza e, para Shefali, a natureza do homem é ser um predador de mulheres, completamente refém do seu lado animalesco: "Os homens estão programados para se excitarem com o estímulo visual. Faz parte da sua planificação neuroquímica. A recusa em reconhecer isto leva as mulheres a acreditarem que os homens as querem magoar propositadamente." (p. 160).
Shefali diz que não defende que os homens se comportem com impunidade na mesma frase em que defende que os homens se comportem com impunidade: "Apesar de não estar a defender que um homem minta ou traia, os homens estão programados para a variedade. Por terem sido imbuídos da ambição de dispersarem a sua semente, a maioria dos machos estão programados para a promiscuidade." (p. 221) e, mais à frente, "Para eles, sexo é «só» sexo e alívio biológico. Para as mulheres, é amor, lealdade e ética. É aqui que reside a maior diferença entre os homens e as mulheres, o motivo por que mais discutem e em que mais perdem." (p. 222).
Bónus: Um poema sobre o falo "Clamando por constante atenção e cuidado O pénis está programado para receber gratificação e prazer instantâneos Mantém o homem refém dos seus caprichos Privando-o de exercer livremente a sua vontade Aprisionado no seu inferno particular de prazer e sofrimento" (p. 157)
4. Mais uma mulher que odeia mulheres Para além da atribuição de papeis tradicionais de género às mulheres, e a sua redução a um papel de cuidadora, Shefali divide as mulheres em categorias e todas elas são más. Elas são: As Doadoras (A Vítima, a Mártir, a Salvadora e a Demasiado Empática), as Controladoras (a Perfeccionista, o «Helicóptero», a Tirana e o Escudo) e as Recetoras (a Diva, a Princesa e a Criança). Toda a mulher é tóxica.
5. Epílogo - Que visão sinistra do mundo O mundo de Shefali, aparentemente inspirador, é afinal profundamente sinistro. Um mundo no qual os homens são inerentemente predadores, as mulheres presas, mas condenadas a procurar parceiros masculinos pela inevitabilidade da maternidade. Em que o único caminho para a realização é a solidão completa, um eu auto-realizado, muito acima dos outros "não despertos". Completamente só na sua superioridade. "Em vez de telefonarmos a uma amiga, ligamos ao nosso íntimo" (p. 291). Há esta ideia individualista muito difundida de que temos de crescer sozinhas antes de podermos estar com os outros. Mas nós crescemos com os outros, com o desconforto, com a diferença, com o conflito. O verdadeiro despertar ocorre no coletivo, no conhecimento, na partilha. A verdadeira mudança acontece quando pessoas diferentes se juntam com um objetivo comum. E a opressão da mulher vai muito (MUITO) para lá de uma falha individual.