Jump to ratings and reviews
Rate this book

Filha da Louca

Rate this book
Da autora de A Cicatriz chega um novo romance familiar carregado de dor, enganos e loucura.

Esta é a história de uma famí de um pai e marido que não sabia ser melhor, de uma filha que se esforçava por cumprir todos os papéis e de uma mãe e mulher que, aos olhos de todos, era louca.

Matilde viveu com os pais, Clara e António, até aos dezoito anos, altura em que a mãe morreu. Sete anos depois, vê-se órfã, agora, também sem pai. E é então, dois dias depois desta mudança abrupta — a solidão, a perda de referências, o silêncio e o vazio da casa —, que Matilde descobre algo que muda, irremediavelmente, a sua vida.

Uma narrativa comovente sobre como a infância e a adolescência se entranham em nós, sobre o peso do passado e da família, e como a morte de quem nos antecede cria um misto de vazio e liberdade. Filha da Louca é, acima de tudo, um romance sobre como julgamos os outros e os diminuímos a rótulos, sem sabermos quem são ou do que precisam.

Maria Francisca Gama, autora d'A Cicatriz, tece novamente uma história poderosa e melancólica, que nos arrebata da primeira à última página.

«Era nesta máxima que eu me concentrava para a a minha mãe não é manipuladora, nem sádica, nem perversa. Se ela pudesse, não seria assim.»

217 pages, ebook

First published January 1, 2025

160 people are currently reading
2104 people want to read

About the author

Maria Francisca Gama

5 books458 followers
Maria Francisca Gama nasceu em Leiria em 1997.
Aos 17 anos, mudou-se para Lisboa e formou-se em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Trabalhou num escritório de advogados e, mais tarde, numa agência de comunicação.
Atualmente divide o seu tempo entre a escrita e a leitura, o trabalho criativo por conta de outrem e as explicações de língua portuguesa.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
516 (18%)
4 stars
1,030 (37%)
3 stars
848 (30%)
2 stars
265 (9%)
1 star
81 (2%)
Displaying 1 - 30 of 392 reviews
Profile Image for Diogo Pereira.
66 reviews32 followers
June 11, 2025
Sai mais um ensaio de verborreia enfeitada com lugares-comuns altamente melodramáticos.

A Maria Francisca Gama quer muito fazer chorar as pessoas. Quase que a consigo imaginar a chorar perdidamente enquanto escreve isto. Metade dos capítulos termina numa pergunta — daquelas profundas e cheias de dor, do género: “É o fim (…), será que alguém nos vai recordar?” Ou então em frases impactantes como: “a tristeza: odeio essa filha da puta”, porque agora a escrita é crua e não sei quê.

Este livro entra ali no género dos memoirs, longas dissertações sobre coisas, sentimentos e tudo mais. Dá a ideia de que a Maria Francisca leu o Filho da Mãe, do Hugo Gonçalves, ou o não fossem as sílabas de sábado, da Mariana Salomão Carrara, e achou que também queria brincar. Há um problema. A escrita da Maria Francisca é: 1) banal; 2) cheia de lugares-comuns; e 3) tem a sensibilidade de um camião TIR a fazer marcha-atrás num minimercado. O que torna esta leitura enfadonha, revoltante e até angustiante.

Mas, se fosse só escrita mais ou menos e vontade de fazer chorar os leitores, estávamos nós bem. Era só mais uma. Mas a Maria Francisca é especial. Porque a Maria Francisca é muito empática e não sei quê, e como leu num livro que existe uma coisa chamada perturbação de personalidade borderline, achou por bem que lhe cabia a ela humanizar todas as pessoas, e não sei quê, porque pronto, cenas.

Ora, parece-me a mim que a Clara — a senhora com borderline, a tal louca — serve apenas para ser a senhora louca na vida da Matilde, a tal filha da Louca. Inclusive, não lhe consigo apontar nenhum outro traço de personalidade. Ah, não: gosta muito de pintar, é isso. A personalidade da Clara é ser maluca e gostar de pintar. Não sei até que ponto, para além do livro que a senhora Maria Francisca leu e releu, estudou de facto a doença, mas parece-me que a descreve da forma mais sensacionalista possível — com um enfoque quase grotesco no melodramático. Muito pouco para além de uma muleta emocional, para que quem lê sinta exatamente o que a Maria Francisca quer: que chore, que chore muito, porque é tudo muito triste.

E depois, no fim, levamos com a brilhante nota da autora, em que a Maria Francisca nos lembra de como ela é boa pessoa e empática, e que nos temos de preocupar com as pessoas e não sei quê. Isto, obviamente, após instrumentalizar à força toda a doença mental. Mas talvez seja só eu que não sou sensível nem empático o suficiente para perceber que a Maria Francisca é, na verdade, o expoente máximo da empatia e das coisas boas.

Quanto à história, resume-se a duas páginas que ensanduicham duzentas e poucas páginas de escrita medíocre, melodramática e francamente repetitiva.

Mais um best-seller!
Profile Image for Bea ♡.
11 reviews4 followers
June 9, 2025
"Filha da Louca" parece mais "Filha da Falta de Noção"....
Prometia ser uma obra profunda, crua, e que abriria espaço para a compreensão do transtorno de personalidade borderline mas o que entregou foi um desfile de ego, ignorância e julgamento, tudo disfarçado de literatura “sensível”.

Sinceramente, fiquei enojada. O livro não tem finalidade. O fim não faz sentido nenhum e parece que a autora teve preguiça de continuar o livro, não há consistências na historia, não há desenvolvimento emocional real. Eu adoraria ter conhecido o interior da Clara, ou descobrir a verdade por trás das mentiras contadas à Matilde. Mas infelizmente, a autora parece inimiga de uma pesquisa básica e prefere então ignorar as cicatrizes psicológicas da mãe e, de forma ainda mais grave, trata a traição conjugal do pai e a consequente perda gestacional como algo menor. Matilde descreve o acontecimento como se não tivesse afetado a mãe e, pior, afirma que isso não teve impacto algum em sua própria criação. Tudo é minimizado como um “erro” do pai aos “dezanove anos”, como se fosse um simples deslize de juventude. Ao fazer isso, a autora apaga o trauma transgeracional e reduz acontecimentos profundamente marcantes (ainda mais com uma pessoa com disturbio de borderline) como apenas algo que, comparado aos casais que ela vê por aí, nem foi assim nada de "especial".

Essa abordagem revela não apenas a falta de empatia, mas uma completa desumanização. A autora parece tão obcecada em criar choques e reviravoltas que se esquece do essencial: dar voz ao sofrimento da mãe, que supostamente seria o coração do livro. O que era para ser uma narrativa complexa e sensível se transforma numa história irresponsável, rasa e estigmatizante.

Termino por aqui a review embora eu pudesse facilmente escrever o mesmo número de páginas do livro, só que em formato de crítica. E, sinceramente, desejo que quem amou esta obra vá fazer uma pesquisa básica e saia desse senso crítico em forma de batata.
Profile Image for Fátima Linhares.
950 reviews342 followers
August 14, 2025
Are you dumb, Matilde? Are you? Quase trinta anos nas costas! Jesus!

Vi reviews muito boas a este livro e o hype todo à volta deste lançamento, mas também vi umas reviews menos abonatórias deste Filha da Louca. Quando vi que estava disponível na biblioteca, e como gosto de ver o mundo a arder, trouxe-o.

Vantagens deste livro? É curto, mas ainda podia ser mais. Há lá palha e os parênteses, tudo palha, como se o leitor fosse diminuído do cérebro e a autora, muito magnânima, explica coisas entre (). Não havia necessidade...

Os protagonistas, mãe, pai e filha, são o trio só se estraga uma casa. A mãe faz curto circuito no cérebro, a filha é tolhida pela mãe desde pequena e o pai tem uma loja de material agrícola. Entre estas três almas nunca nenhuma se lembrou de procurar ajuda médica?!? De tentar perceber o que estava errado no comportamento da mãe? Não é uma história do século XIX. É um enredo contemporâneo! A miúda, Matilde, nasceu em 2000. Nunca ninguém achou boa ideia levar a senhora ao doutor médico?

Nos entretantos, vamos deambulando por recordações felizes, outras menos felizes e, de repente, a protagonista lembra-se: "Ah, espera, a minha mãe está viva! E o meu pai está morto! Será que o meu pai me devia ter protegido da minha mãe?" Hell yeah, bitch!

A Matilde parece uma criança pequena, com medo do mundo, da vida, de tudo. Com uma mãe claustrofóbica como a Clara, não é de admirar, tudo bem. Mas já disse que tem quase trinta anos? Não há discernimento?

Já nem falo de perceber o lado da mãe, pois, no meu ver, está retratada como uma pessoa má, mesquinha e manipuladora. Não sei se é isso o borderline, e não me interessa. Mas se a ideia da autora é criar awareness para os distúrbios mentais, well, não correu bem.

E, como o livro é narrado na primeira pessoa, foi impossível não imaginar a autora no papel de Matilde, o que não abona nada.

A irritar-me, este livro foi perfeito!

Edit: desculpem a mistura de português e inglês.
Profile Image for Isabel Lobo.
87 reviews64 followers
July 20, 2025
https://open.substack.com/pub/isabell...

“O título da nova obra já tinha muito a prometer. Filha - da - Louca. Já sentenciava um destino semelhante ao tomado n'A Cicatriz: mulheres + tema socialmente fraturante. (...) É com alguma infelicidade que reitero que, com Filha da Louca, pouco a autora desenvolveu os seus poderes de cognição, e que consequentemente se traduziu numa obra igualmente inapropriada na análise de um problema que devia ser tratado com respeito - se da outra vez foi sobre violação, agora foi sobre distúrbio de personalidade borderline. Na falta de talento, a autora maltrata o conceito de "empatia" para justificar o porquê de fazer uma roleta de temas socialmente difíceis invés de ter a criatividade suficiente para pensar uma trama que não envolva superficializar temas para os quais não tem estofo intelectual para narrar.

Em suma, um retrato, por Maria Francisca Gama, de uma pessoa doente mental nunca poderá ser o de alguém com multitudes, uma pessoa funcional que sofre revés na sua carreira ou nas suas relações amorosas por sintomas difíceis de lidar.
A única forma de o fazer é pelo sensacionalismo que lhe é tão característico. Fica outra vez por responder a questão que já coloquei na minha anterior crítica: se de forma propositada, se por inaptidão para produzir personagens complexas.
Para quem se diz tão preocupado com a humanização das pessoas com transtornos borderline, a falta de capítulos no POV da mãe com distúrbio é gritante, talvez demonstrando, uma vez mais, que a autora serve como veículo da narrativa dominante no geral, mas em particular no que toca a doenças mentais: será sempre sobre o incómodo que a doença mental causa nos neurotípicos, e não o contrário.

Talvez, em primeira análise, fosse difícil descortinar por que razão a autora se agarra com tanta veemência a temas que não domina. Mas parece-me que isso seja, na verdade, a vitória última do feminismo liberal: se antes apenas os homens brancos privilegiados se sentiam no direito de escrever sobre tudo, mesmo sem talento ou conhecimento, hoje há mulheres que, por também virem de contextos privilegiados (de classe, de cor, de escolaridade), usufruem do mesmo direito à mediocridade inconsequente.

Uma autora que usa a sua astúcia para disfarçar a fragilidade intelectual com o verniz da "literatura sensível". A receita é simples: pegar em temas socialmente fraturantes e que habitam a psique feminina - violação, doença mental (já antecipo os próximos capítulos da sua obra: violência doméstica, traição, amor tóxico) - e tratá-los com o cinismo higienizado da "empatia", palavra mencionada em Nota de Autora. A "empatia" tornou-se, no século XXI, uma forma politicamente aceitável de não exigir demasiado: escusa emoções mais violentas, e com isso, escusa também qualquer ação consequente. Não a tendo aplicado no primeiro livro, MFG tropeçou por sorte na fórmula que resulta - e voilá, temos um bestseller. Bastou transplantar a retórica da empatia para a literatura. A veracidade das descrições que escreve? Irrelevante. A profundidade do tema? Supérflua. O que importa é parecer consciente sem ter de o ser.

Bem sei que vivemos numa sociedade sôfrega por métricas quantitativas, mas por mais que me tentem enfiar goela abaixo que a viralidade do seu livro anterior significa alguma coisa sobre a qualidade da sua escrita, ou ainda que um prémio atribuído por leitores é suposto fazer-me reavaliar as palavras duras que lhe deixei no passado e que mantenho no presente, não me vergarão na minha convicção que Maria Francisca Gama não é a vanguarda intelectual.
Nem ela nem aqueles que reproduzem as suas palavras de uma tribuna são vanguarda. (...) Que revolução cultural avançou a Maria Francisca pelas mulheres? Em que é que a sua
"consciencialização" de problemas sociais é revolucionária? Não é. Ok, a Maria Francisca Gama não quer ser revolucionária! A palavra
"revolução" assusta imensamente a comunidade beta! Tudo bem. Mas se for mesmo esse o argumento que a autora ou os seus partidários visualizam ao ler as minhas palavras, não conseguem não estar a dar-me razão. Há quem faça arte para pacificar, há quem faça arte para eletrizar (citando livremente Kendrick Lamar). Com este livro, a autora tirou-me mesmo as dúvidas sobre onde se quer posicionar. À terceira é de vez.”
Profile Image for Maria João Faria.
272 reviews1,321 followers
June 3, 2025
Estava preparada para ler este livro? Não estava. Sentia falta da escrita da Maria Francisca? Sentia.

Estive desde o início com o coração apertado e acho que isso diz muito.
A primeira parte foi a que me custou mais a ler, talvez por nunca ter passado pela segunda parte (nem pela terceira, na verdade), mas foram todas tão bonitas.

Acho que o livro não podia ter acabado de outra forma!
Profile Image for Samuel.
53 reviews3 followers
June 3, 2025
explicar porque e que este livro e mau as pessoas que gostam desta senhora seria o mesmo que tentar ensinar uma maquina de lavar a preencher o irs. ao menos podemos continuar com a certeza de que o que e popular raramente e bom, que certos autores nao se conseguem distanciar das suas personagens (as malditas greves dos transportes publicos) e que duzentas e tal paginas que podiam ser dois paragrafos nao podem sequer ser salvas por descricoes das cores de grades de escola ao longo dos anos
Profile Image for Débora.
18 reviews3 followers
June 30, 2025
Se conseguisse dava 0 estrelas. Um livro completamente desnecessário, com 0 plot e noção. Todos os estereótipos de "pessoas malucas" possiveis e imaginaveis estao neste livro. Já para nao falar nas inconsistências ao longo da história, parece que a Maria Francisca se esquecia do que escrevia 5 minutos depois. Tambem a falta de informação importante e as descrições ridículas sobre coisas que não serviam de NADA para a história. Pensar que esta querida tem espaço para publicar e ser escritora enquanto outras pessoas com talento real não conseguem essa oportunidade é a minha 13ª razão.
Não leiam.
Beijinhos

Edit:
Ela que pare de escrever sobre coisas que não passou/sabe porque já roça o ridiculo.
Profile Image for Ana Catarina Rodrigues.
3 reviews1 follower
May 24, 2025
Lido? Não, devorado.

Se houver uma palavra (das muitas e muito boas que podia escolher) que simboliza este livro, na minha opinião: Resiliência.

Há tanto de cru e doloroso, como de feliz e aconchegante. Como Mãe, Filha e Humana, mais do que sentir um abraço, só me apetece dá-lo a todas as pessoas que tal como a Matilde, a Clara ou o António, passam por decisões, frustrações e sentimentos como estes que a Maria Francisca Gama tão bem explora, neste livro.

Precisamos mesmo de mais empatia. Nunca é demais relembrá-lo e muito menos, metê-lo em prática.
Vamos a isso? 💜
Profile Image for Elia Rei Faria.
27 reviews4 followers
May 31, 2025
Desconcertante! Mas fico com a certeza de que todos em qualquer altura somos infelizmente "filhos, mães, pais, netos, avós,tios e tias....familiares e amigos" de uma doença que ainda é nos dias de hoje tão pouco auxiliada! Parabéns Francisca! Obrigada por mais uma leitura fascinante.
Profile Image for Joana Alves | Juca Mindscape.
476 reviews277 followers
June 20, 2025
“Viver com a minha mãe era como correr descalça num pavimento irregular: às vezes, era prazeroso, libertador; noutras, era um desafio ao equilíbrio, um perigo constante” ❤️‍🩹

Acho que ainda não digeri na totalidade tudo o que li, foi um livro doloroso com uma escrita bonita e melódica que já estamos habituados a ler na autora.
Sinto que este livro apesar de cru, duro e chocante, não é tão chocante como “a cicatriz” ou não se resume só a isso (ao provocar o choque), a autora consegue construir muito bem a narrativa e a história por detrás da temática e dos acontecimentos chave e nota-se um amadurecimento ao nos apresentar toda a história.

A história é um crescendo que tem na base um drama familiar, é uma história de amor, é uma história sobre resiliência, sobre o quanto somente o amor, por vezes, não é suficiente. É um livro carregado de mágoas, de cicatrizes e que nos deixa constantemente de coração apertado.
Profile Image for Clara.
84 reviews
June 11, 2025
Não tão mau como o outro, mas continuo genuinamente sem compreender o fascínio pela Maria Francisca. A ideia do livro até não é má, mas a execução é muito fraquinha, cheia de estereótipos e lugares comuns. Li mais por curiosidade mórbida do que por outra coisa. Duvido que leia o próximo.
Profile Image for Mariana.
167 reviews8 followers
July 6, 2025
Para quem terminou de ler agora o livro:
Não é assim que funciona.

A senhora dita “louca” tem uma perturbação de personalidade e não tem qualquer outra descrição no livro à cerca da sua personalidade para além dessa. (Há mais uma, gosta de pintar)

Para uma autora que termina o livro a dizer que é preciso empatia pergunto-me onde é que esta está quando só se vê num ser humano, ou só se fala/refere a este num livro inteiro, à cerca da sua doença.

Isto não é um livro técnico. É suposto ser uma literatura contemporânea onde há contexto e construção de personagens…

Esta leitura foi péssima.
Não recomendo a absolutamente ninguém, pelo facto de tratar uma das personagens como se fosse somente um transtorno de personalidade.

Uma pessoa não é uma doença, vai muito para além disso.

Uma pessoa não É uma doença.
Uma pessoa TEM uma doença.

Faltou retirar informação na “pesquisa”, ou naquilo que eu acho que toda a sociedade deveria ter como senso comum.

Precisava de muito mais sensibilidade e boa representação daquilo que realmente é borderline.

*Doença borderline *extremamente* mal representada (nalgumas partes, não estava assim tão mau. No geral, de mal a pior)

Fico triste por pensar que muitas pessoas vão achar isto normal.
É por este tipo de livros que continuam a existir imensos mal entendidos à cerca de doenças do foro mental..
Profile Image for Bruno Raminhos.
74 reviews26 followers
May 26, 2025
Maria Francisca Gama regressa com uma escrita mais madura, mais crua e corajosa, ao contar a história de uma família, em que a figura materna está longe da imagem idealizada de proteção e afeto que uma mãe deveria ter.

Foi uma leitura que tocou-me profundamente pela forma como expõe sem medo a fragilidade dos laços familiares e o significado de crescer numa realidade fraturada. A autora soube explorar muito bem o diagnóstico da mãe (não vou dizer o nome para não dar spoiler) e, a certo momento, obriga-nos a encarar aquilo que raramente se diz em voz alta: e se a nossa mãe for, na verdade, a nossa maior ferida?

Obrigado, Maria Francisca por mais um livro desconcertante. Gostei muito desta leitura!
Profile Image for André Oliveira.
84 reviews10 followers
June 25, 2025
Nem sei bem o que dizer deste livro. Não desgostei mas também não achei nada demais. Apesar de um livro pequeno, acho que foi maior do que devia ser na minha opinião, com partes repetitivas e desnecessárias.
Profile Image for Vi.
152 reviews260 followers
June 30, 2025
Maria Francisca Gama, que escrita maravilhosa, que história real, que tudo

Estou sem palavras
Profile Image for Madalena Vilanova.
2 reviews
July 1, 2025
Como alguém que sofre com a doença relatada no livro, achei por bem deixar uma opinião.

Pareceu-me muito pouco sensível a abordagem do borderline… O objetivo do livro era supostamente desrotular e contrariar o preconceito da doença mental, no entanto passamos o tempo todo a ver a personagem doente como uma maluca. Não entendi a infantilização da personagem principal muito menos em que altura a família quis ajudar realmente quem estava a precisar, não sei, pareceu-me de uma passividade impressionante.
Quanto à escrita não tenho muito a apontar, acho que a Maria Francisca sabe o que faz e exceptuando as interrogações no fim dos capítulos que roçam o clichê parece-me bem escrito (para o propósito pretendido, claro).
Explorando melhor a parte da PPB, entendi vários comportamentos que são comuns e acho que acertou aí. Mas os sintomas vão muito além disso e o foco está sempre nos surtos depressivos. O que é que realmente causa as inseguranças na Clara? Como é que ela se sente mesmo? Como é que ela poderia ser efetivamente ajudada? Coisas que gostava de ter sabido e não tive oportunidade.
Profile Image for mc.
164 reviews
August 18, 2025
oficialmente desisto desta autora. e tenho de dizer, este é capaz de ser o pior livro que eu alguma vez li. não sei quantas páginas a escrever e a reescrever a mesma coisa para fingir criar uma história. a personagem principal tem sequer algum traço de personalidade? não lhe vi nenhum. e o final? a coisa mais ridícula de sempre depois de não sei quantas páginas a encher chouriços.

este livro deu-me a esperança que eu talvez um dia ainda consiga publicar um livro porque se este consegue ser publicado então nada está perdido.
Profile Image for Maria  Pelotte ⚡️.
114 reviews26 followers
August 10, 2025
Este livro podia ser muito, tinha imenso potencial e uma prometia bastante. Revelou ser o contrário. Ficou com muito em dívida, desde a escrita às personagens superficiais, ou até a missão de pegar num tema deste calibre.
Profile Image for Márcia Rita.
193 reviews26 followers
June 9, 2025
Este livro foi horrível de ler. Sentia ansiedade a cada parágrafo que lia, como se não fosse possível parar e a escrita fosse sempre “e mais isto e mais aquilo”. A história em si foi sempre muito parada e mais do mesmo, havia tanta coisa que se podia abordar com uma personagem com distúrbio de personalidade borderline. A autora ficou muito aquém de todo o mundo que poderia desenvolver. A Clara foi uma alma perdida no meio disto tudo sem saber muito bem o que ser o fazer, ficando sem qualquer tipo de personalidade, abafada por o que a mãe queria que ela fosse para ela. Não existiu espaço para o leitor tomar as suas próprias dores ou decidir o que necessitava de sentir naquele momento - autora estava lá a indicar o caminho, caminho esse que se tornou ansiogénico. Já tinha lido A Cicatriz e não gostei, deste gostei menos ainda.

Overall: 1/5 ⭐️
This entire review has been hidden because of spoilers.
42 reviews4 followers
July 28, 2025
li, no ano passado, "A Cicatriz", e gostei bastante, mas, depois de toda a Chuva de críticas que recebeu, que, mesmo sendo, na sua maioria, demasiado injustas e exageradas, até apontavam pontos importantes, fiquei um pouco de pé atrás. Depois, já este ano, li "A Profeta" e não gostei. Entrei neste livro, portanto, com a certeza de que seria o que me faria formular uma opinião definitiva quanto à autora, mas continuo confuso, ainda não foi desta.
É, com certeza, o livro mais bem escrito, imersivo e equilibrado da Maria Francisca, mas, além de estar pejado de clichês e do final, na minha opinião, preguiçoso, a abordagem a questões de saúde mental deixou-me desconfortável. Segundo o que diz na nota final, a autora quis escrever sobre uma certa perturbação mental, humanizando-a, mas, no final de contas, só acabou, No meu entender, por criar uma história repleta de estereótipos. Em geral, Apesar de ter uma escrita competente, pareceu-me um livro simples, no pior sentido da palavra, feito para agradar o grande público, mas com pouco comprometimento em relação ao tema que se propôs abordar.
É pena, porque reconheço bastante talento à autora, mas, se continuar com estas abordagens displicentes, algo já recorrente na sua obra, não será para mim.
Profile Image for Maria Dinis Mineiro.
7 reviews2 followers
July 3, 2025
“A Filha da Louca” é mais um exemplo de como o trauma pode ser explorado literariamente sem o mínimo cuidado, profundidade ou rigor. A autora recorre a estereótipos simplistas, tanto sobre saúde mental como sobre relações familiares, e embrulha tudo numa tentativa de comoção que soa artificial.

Falta pesquisa, falta nuance, falta empatia real. A narrativa procura chocar, mas sem base clínica ou construção emocional crível. O resultado é um enredo que trivializa temas complexos em vez de os tratar com responsabilidade.

Gostava sinceramente que psicólogos ou especialistas em saúde mental lessem este livro e partilhassem a sua perspetiva. talvez me ajudasse (ou não, até posso estar errada) a perceber o quanto se perde quando se escreve sobre dor sem a mínima preparação.

Foi o segundo livro que li da autora e será o último. Entre este e A Cicatriz, já não sei se a falta de profundidade é escolha estilística ou desleixo. Se é escolha, não me identifico. Se é desleixo, talvez haja algum trabalho pela frente.

Dou 1 estrela apenas porque o sistema não permite dar zero, lamento.
1 review
June 22, 2025
Acho essencial que se escrevam histórias sobre a saúde mental. A sintomatologia do borderline foi qb retratada, mas nunca foi explicada. A única coisa que sabemos da mãe é que perdeu a família e ficou sozinha desde muito nova. Mas e a sua vida? Como foi? Que traumas estão na origem desta Perturbação Borderline? Tinha tudo para ser um livro 5⭐, mas faltou o que era mais importante, as causas da "loucura".

Esta mãe foi muito descrita e facilmente rotulada como "louca" não só pelas personagens do livro, mas também pela própria autora que nunca procurou razões. Para além disso, pouco ênfase no trauma transgeracional. O que é que afinal passou para a filha? Que impactos e consequências esta mãe teve na filha?

Havia muito sumo que esta história poderia ter tido!
Profile Image for Sara.
603 reviews
September 4, 2025
3,5 ⭐️

“Viver com a minha mãe era como construir, todos os dias, um abrigo a papel e cuspo e ter esperança de que o vento não o derrubasse.”

Maria Francisca Gama oferece-nos uma narrativa de escombros.

A escrita, sensorial e fragmentada, é feita de estilhaços.

Há dor, pausa, silêncio, e uma voz que resiste. Que se interroga. Que tenta costurar-se a partir do rasgo.

Este é um livro sobre o que fica quando o amor não chega.

Sobre identidade, ausência, e as perguntas que ninguém responde.

Por vezes, a repetição de certas imagens ou sentimentos pode tornar a leitura densa e circular mas talvez seja precisamente esse o ponto: mostrar como a memória, a dor e o trauma voltam sempre ao mesmo lugar.

Filha da Louca é sobre aprender a viver mesmo quando tudo à volta parece ter desistido.

Sobre o que se faz com a dor quando já não há quem nos aponte o caminho.

“Despida de referências, sem ponto escondido debaixo do palco a quem perguntar a fala esquecida, a orfandade é um estado doloroso de dúvidas, em que a única certeza é que não vai aparecer ninguém que o colmate.”

“O sofrimento é mais fácil de exteriorizar quando há uma queda aparatosa e barulhenta.”

“o tempo desgastou-me e a distância parecia-me a única forma de me salvar.”

“O choque constrói dormência, mas a passagem do tempo desfaz-nos e devolve-nos lucidez, que vem com a tristeza, que, por sua vez, nos faz sentir tudo, demasiado.”

“A morte que parte, rasga, desfaz e mancha é a mesma que ergue, inventa e reconstrói.”

“Viver com a minha mãe era como construir, todos os dias, um abrigo a papel e cuspo e ter esperança de que o vento não o derrubasse: havia dias em que ele, surpreendentemente, se mantinha de pé, mas, na maior parte, eu tinha de o começar de novo, sempre do zero.”
Profile Image for Gabriela Couto.
143 reviews5 followers
June 4, 2025
32/50

⭐️ 3.0 ⭐️

Tenho de começar por reconhecer que se nota uma evolução da autora, no sentido em que senti um maior esforço em sair da sua bolha de privilégio e explorar temas com mais empatia e consciência (ao contrário do que acontece no livro A Cicatriz 🫠).

Gostei de vários aspetos do livro, nomeadamente a visibilidade que deu à perturbação de personalidade borderline (que não posso dizer se foi accurate ou não, porque não tenho conhecimento o suficiente para o fazer, por isso se o retrato que fez não foi correto, let me know). E não há como negar… a forma como ela escreve é muito muito boa.

HOWEVER… senti que a Matilde foi super infantilizada… I mean ela tinha 18 anos quando a mãe morreu, e não houve qualquer questionamento sobre a morte da mãe, não há referência a um cemitério ou algum lugar onde as cinzas pudessem ter ficado… esta parte - fulcral para a história - soou-me bastante irreal e deixou muito a desejar.

Além disso, houve alguma repetição ao longo do livro e uma tendência para descrever tudo com demasiado detalhe (algo que noto em algumas autoras portuguesas 🫣). Em vez de aprofundar certas emoções ou relações, perde-se muitas vezes tempo em descrições extensas que, a meu ver, são desnecessárias porque acho que o público alvo do livro não necessita de tamanha descrição.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Joana Gato.
228 reviews12 followers
August 11, 2025

Demorei um bocado a escrever esta crítica em particular por ser um tópico um pouco sensível. Já sabemos que isto tudo é ficção, e está tudo ok com isso, e continuo a ler os livros da Maria Francisca porque as premissas nunca deixam de ser originais (isto a meu ver, claro).

Do que já li por aqui, é verdade que este livro assemelha-se mais ao da Profeta, mas é precisamente aí que quero começar: senti uma espécie de repetição das coisas, e parece que não se desenvolve muito até ao fim - ok, sabemos que a mãe tem uma doença mental, e é sabido que ninguém à sua volta consegue identificar ou explicar o problema - mas e depois? Termina só assim? Não se vai ao fundo da questão? Interessa-me bastante o tema da saúde mental, e até tinha expectativa que isto fosse contado na perspectiva de quem sofre destes distúrbios e trabalhar a partir daí, mas apenas temos o ponto de vista da filha, e penso que se deixou muitas pontas soltas até na forma como isso também lhe impactou a vida. Não sei, sinto que podia ter sido algo mais, mais mastigado...

Profile Image for Ines Ricardo.
191 reviews10 followers
June 10, 2025
Livro angustiante, que me deixou ansiosa a todo o instante relativamente ao próximo passe da personagem Clara. Deixou-me muito revoltada as coisas que a Matilde teve de assistir ao longo da sua infância/ adolescência e a forma como a sua personalidade foi influenciada pela sua realidade.

Gostei muito deste livro da Maria Francisca, ainda que não me tivesse prendido tanto como A Cicatriz.
No entanto, acho que se nota uma maturidade na sua escrita.

“Somos jovens, morre-nos uma mãe, no entanto, o período letivo tem de continuar e não há tempo a perder. Somos adul-tos, morre-nos um pai, mas, passados cinco dias, temos de estar prontos para regressar ao trabalho: chamam-lhe nojo, o período de nojo, e eu não diria melhor.”

“Apertei-lhe a mão. Não percebia muitas das coisas que me dizia, ser criança é ouvir por inteiro e perceber por metade, mas há uma sensibilidade que nasce connosco, ou que vamos cons-truindo, aprimorando, um dia, olhamos para os nossos pais e sabemos que estão tristes, reproduzimos os gestos que têm para connosco, se nos abraçam quando choramos, abrimos-lhes os braços perante as suas lágrimas, se nos dão a mão para não termos medo no escuro do quarto, minutos antes de adormecermos, esperamos que os nossos dedinhos, tão mais pequenos, que não conseguem guardar os seus, mais gordos, muito maiores, possam, ainda assim, ser consolo.”

[Lido em formato físico]
Profile Image for Rita Peneque.
14 reviews
June 27, 2025
Para um livro tão pequeno isto custou muito a ler. Depois da Cicatriz tinha expetativas mais elevadas para este. Não sei se me aventuro num terceiro livro da Maria Francisca.
Profile Image for Ana Margarida Guedes.
39 reviews19 followers
July 18, 2025
Acabo o livro chateada. Ainda não decidi se gosto da escrita da Maria Francisca Gama ou não. Mas este livro, que prometia ser uma descoberta/tomada de conhecimento de uma perturbação mental, só me deixou chateada pela forma como a Matilde não viveu a sua vida. Estou chateada com o pai da Matilde, com a mãe e com a própria. Talvez daqui a uns tempos consiga refletir de outra forma sobre o livro. Não adorei, mas não detestei. Só sei que estou chateada.
Profile Image for Teresa Vassalo.
133 reviews
September 28, 2025
Mais um livro que leio da autora e que adoro!

Tenho muita empatia pela Matilde por ter tentado ser sempre a melhor filha que conseguia e sem nunca perceber muito bem o porquê da mãe ser tão diferente.

Um pai que parecia distante mas percebeu que a filha precisava de crescer sem a mãe.

Uma história dura mas com o fim que fez sentido 💜
Displaying 1 - 30 of 392 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.