Na busca desesperada por pistas sobre a ominosa Treva de ocidente, a responsabilidade imposta por seu pai obriga os príncipes Aurol e Ptelius Timés a deixarem a sua terra natal e a visitar o povo dos Aitjém. Retido na remota península de Dachaidh, Ptelius, que sempre fora um rapaz sensível e pouco dotado fisicamente, descobre que nem todas as perguntas têm respostas simples. E algumas das verdades que um ancião decide partilhar consigo são mesmo as mais difíceis que ele terá de aceitar.
Determinado a negar o destino que o persegue, e movido por um amor impossível, o jovem Homni percebe que a chave para os enigmas do Oeste pode estar nas mãos de três criaturas pertencentes a uma raça misteriosa.
Poderá o estranho e sábio, Sófostes de Canthaval, que Ptelius conheceu na sua jornada, possuir o conhecimento necessário para decifrar a língua destes seres? E será ele capaz de desvendar, por entre toda a história de dor e tragédia das pobres criaturas, o plano que o grande inimigo de Asterend urdiu?
Enquanto isso, o príncipe foge às suas responsabilidades e refugia-se em sua casa, na longínqua Stomia. Mas o tempo e o peso de tudo o que aprendeu, levam o jovem Ptelius a aperceber-se que a sorte dos Homnis, e de todos os povos de Asterend, pode estar à beira de um abismo.
Biólogo por formação, escritor por paixão. Fascinado por línguas, mitos e mundos por inventar. ✍️ Autor de O Último Mellion (2025). Sempre disponível para responder a qualquer questão, ou simplesmente conversar.
Não diria que esta é a primeira obra de fantasia épica de Pedro Luís Cardoso!
A história leva-nos por um mundo fantástico, mas não difícil de imaginar, graças à eloquência que o autor empresta à sua escrita. Asterend torna-se mais bela, mas não menos misteriosa, graças à forma elegante e, é preciso dizê-lo, por vezes erudita com que PLC narra a epopeia.
Começamos por acompanhar a jornada de Ptelius Timés, um Homni, jovem príncipe de Stomia, que é mais dado às letras e à música do que à arte da esgrima e da guerra. Uma personagem com quem nos ligamos facilmente, e por quem vamos torcendo crescentemente.
A jornada do jovem príncipe cruza-se com a de duas outras personagens que me transportaram para o universo Tolkien: Sófostes e Farend - este último um Mellion em posse de um artefacto de enorme valor.
É nesta altura que a história ganha outros contornos e que realmente entendemos a ligação entre as 3 principais (no meu entendimento) personagens. Muito está ainda por responder, e este livro é claramente a primeira parte de uma saga que tem tudo para ser épica. Há muitas questões em aberto, mas há já várias respostas que nos dizem claramente que um mal assombra Asterend.
É uma fantasia na mais pura definição. Com uma construção densa de um mundo fantástico, mas que não aborrece, pelo contrário, entusiasma a saber cada vez mais.
E as personagens? São ricas, tridimensionais, complexas, com histórias dramáticas e incríveis. Apesar de diferentes, têm humanidade, e não consigo dizer se uma personagem é boa ou má, são apenas elas mesmas, em todos os seus níveis.
A fantasia não é o meu género favorito, mas este é o meu livro favorito de fantasia.
A Trípode – O Último Mellion é uma obra que honra o género da fantasia clássica com mestria. Apresenta uma narrativa profunda, emocionalmente rica e bem estruturada e ao longo de todo o livro, é evidente o cuidado colocado na construção do universo de Asterend, um mundo que respira história, cultura e espiritualidade, e que ganha vida através de descrições envolventes e personagens bem definidas.
O autos demonstra grande talento na forma como combina a intriga política, a ameaça sobrenatural e os dilemas humanos dos protagonistas. Ptelius, o Príncipe Poeta, é uma figura extremamente cativante sendo sensível, introspectivo e com um sentido estético e moral que o distingue da tradicional figura do herói. A sua evolução ao longo da obra é coerente e comovente. Já Aurol, com a sua bravura e rigidez, oferece o contraponto ideal, criando uma dinâmica familiar complexa.
A escrita é deliberadamente cuidada, com um estilo mais literário do que o habitual no género, o que poderá não agradar a quem procura ação contínua. No entanto, essa escolha serve bem o tom da obra, que valoriza o simbolismo, o diálogo e o peso do legado e da responsabilidade. A ameaça da Treva, introduzida subtilmente, desenvolve-se de forma eficaz até um final que não sacrifica coerência por espetáculo.
Para leitores habituados a mundos ricos e narrativas densas, como os de Tolkien ou Brandon Sanderson, A Trípode será uma leitura memorável. Uma estreia sólida que merece destaque.
4,5⭐️ Que surpresa extraordinária a leitura deste livro. É um livro imersivo que me transportou para um mundo magnífico. Uma escrita erudita que se estranha no início mas se entranha de tal forma que quando chegamos ao fim fica um sentimento de vazio e uma ânsia para continuar a explorar este novo mundo. Nomes como Brandon Sanderson e Tolkien surgiram-me na mente várias vezes e quem já leu estes autores e gostou vai seguramente apreciar a leitura de A Trípode.
A Trípode – O Último Mellion gets under your skin slowly, not with flashy twists or dramatic reveals, but with atmosphere. It’s one of those rare fantasy novels that doesn’t scream “look at me,” and still somehow manages to leave a mark deeper than most. Somehow it feels both familiar and completely new.
The vibe? Definitely epic fantasy. There’s history, ancient forces, quiet prophecies, and just enough magic to make things hum beneath the surface. But instead of throwing everything at the reader from page one, it does something smarter - it takes its time. This book walks, not runs, and invites you to look around while it does. The writing is on point. It’s lyrical, but never pretentious - like the author knows exactly when to pull back and when to let the prose breathe. You don’t get buried under purple descriptions, but you still get lines that make you pause and reread just because of how quietly beautiful they are. There’s a rhythm to the storytelling that feels intentional, almost like each chapter is part of a larger cadence. And the worldbuilding.. Definitely rewards the patience. You don’t get everything upfront - names, legends, cultural layers, but it never feels like exposition for exposition’s sake. It unfolds organically, and that’s what makes it feel alive. You believe these people existed before page one, and you get the sense they’ll keep going long after you’ve closed the book. As per characters-wise, there’s no “chosen one” syndrome or over-the-top arcs. It’s more introspective, more about internal conflicts than external victories. Which honestly made it all the more human. Their growth is subtle, sometimes even frustratingly slow, but it rings true. This is a book that’s not afraid of silence, or doubt, or characters who don’t always know what they want. And that’s refreshing.
What lingers, more than anything, is the tone - a soft melancholy that never tips into gloom. It feels like memory. Like longing. Like standing in a place that meant something, even if you can’t quite name what or why. The whole thing carries this undercurrent of change, but not the loud kind. The kind that sneaks up on you, only noticeable when you realize you’re not who you were when you started.
Bottom line: If you want something fast, packed with action and cliffhangers every chapter — this won’t be it. But if you’re in the mood for a story that breathes, that trusts you to sit with its quiet moments and pay attention to what’s not said out loud? This one’s more than worth your time.
O primeiro livro que li do Pedro, e fui de mente aberta, apenas que era o inicio de uma trilogia e era fantasia.
Com inspiração extremamente medieval, que me pareceu estar a ler "A morte do rei artur" ou " Robin dos bosques", o enredo de "A Trípode" começa com o sentimento que algo de mau está para acontecer, algo mítico e que poucos se acreditam. Uma das nossas personagens principais lida em assumir a responsabilidade que lhe é imposta em descobrir o que se passa, vamos acompanhando Ptelius nesta sua procura por respostas. Sófostes e Farend são as outras duas personagens com destaque na história, o primeiro um feiticeiro mais antigo que o tempo e o segundo um pequeno "gigante" Mellion. Ambos também lidam com a responsabilidades que lhes foram atribuídas.
A escrita, como disse a cima, tem influencias mais medievais, e demorei um bocado a entrar na forma de ler este "conto", achei também que este livro é uma grande introdução a uma história que ainda está para começar. Precisava de algo mais forte para aguentar como primeiro livro. Senti que algumas das informações, nomeadamente a história de cada reino, e outras passagens históricas foram um bocado info dump e eram desnecessárias.
Devem ler este livro com muita calma, e focados senão vão perder alguns detalhes que decerto serão precisos para o segundo livro.