Este livro nasceu da necessidade de contar uma história que, embora pessoal, reflete um dilema coletivo. O autor cresceu dentro da Igreja Católica, vivenciou suas convenções e valores, mas também testemunhou suas contradições. A vida secreta dos padres gays é um relato sincero sobre a complexa relação entre fé, sexualidade e poder, trazendo à tona histórias de homens que, entre batinas e votos de castidade, lidam com identidades muitas vezes reprimidas. Com um olhar crítico e embasado, este livro não se propõe a atacar a Igreja, mas a evidenciar uma realidade que por muito tempo permaneceu oculta. A homossexualidade no clero é um tema cercado de tabus, mas ignorá-la não faz com que ela desapareça. Pelo contrário, permite que a hipocrisia e a opressão persistam. Aqui, o autor compartilha sua trajetória, entrevistas e estudos que revelam como a sexualidade se entrelaça com poder dentro da maior instituição religiosa do mundo. Mais do que um testemunho, a obra é um convite à reflexã até quando a Igreja manterá seu maior segredo trancado a sete chaves? E, mais importante, até quando esses homens terão que escolher entre a fé e a verdade?
Tudo que esse livro tem de escandaloso, ele tem também de necessário e absolutamente brilhante. Apesar de o assunto não ser novidade, Brendo teve a coragem e quase de forma pioneira fez isso no Brasil, incluindo muitos relatos impressionantes e mantendo a compostura de não revelar nomes nem demais detalhes, e o fez com muito sucesso. O livro é bem escrito e inteligente. Meu sonho é que cada gay dê esse livro de presente pra um católico, até acabar com a corrente de hipocrisia que governa essa instituição arcaica e o mundo seja mais verdadeiro e feliz! >_<
Conheci o livro depois de ver uma entrevista do autor e fiquei curioso com a leitura. Acho que fui com muitas expectativas, por isso a experiência de leitura não foi tão boa. No geral é um livro bom, com boas reflexões, boa pesquisa sobre a temática e que realmente abre as portas para um tema delicado e que deve ser mais discutido. Reconheço que não é um livro que vai agradar a todos. Recomento para quem tem interesse em conhecer mais sobre a igreja católica e a sua relação com a homossexualidade.
INDISPENSÁVEL!!!! Por mais que saibamos dos escândalos expostos pela imprensa, ainda assim, é chocante descobrir os relatos de quem viveu na pele tais horrores perpetrados e encobertos em nome de uma hipocrisia que só protege os alfozes e pune as vítimas!
Balde de água fria...\n⭐⭐⭐\n\nSe você também teve uma criação católica e confiou na (ao menos tentativa de) castidade de padres e demais líderes religiosos, esse livro traz más notícias pra você.\nMe parece que funcionou como um baita desabafo por parte do autor, além, é claro, da importante denúncia de hipocrisia na instituição que (basicamente) domina religiosamente o planeta. Válido e necessário e não à toa o ex-seminarista que escreveu vem recebendo ameaças de morte (e espalhando tudo que sabe nas redes sociais depois disso, no estilo ""se eu cair, vocês vão saber por que e quem fez isso"").\nJá a leitura não flui naturalmente — é mais fluida no início e quase um trabalho acadêmico na segunda metade, o que é um pouco frustrante.\nVale cada página, mas leia com o estômago forte, principalmente se você for gay e/ou católico.
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Aprendi mais sobre Igreja Católica como Instituição nesse livro escrito na perspectiva de um homem gay ex-seminarista do que nos meus anos inserida na catequese. O quão hipócrita pode ser tal meio quando envolve pessoas LGBT. Além do viés problemático e moralista quanto ao controle da sexualidade, o qual é o cerne do poder de repressão clerical. Confirmo veementemente que é uma leitura pertinente para explorar esse lado de maneira crítica. Gostei da maneira como o autor organizou cada parte do livro, mesmo que alguns momentos certos pensamentos se repetissem.
Livro muito interessante e fundamental para avançar debates sobre religião, moralismo e sexualidade. Traz relatos bem embasados e uma experiência pessoal importantíssima.