Um romance que prometeu poder, mas entregou pressa
“Tudo Pelo Poder” tem uma história bem interessante, passa a vibe da série “Jane and The Virgin”. Tinha tudo para ser perfeito, mas a execução foi apressada, enrolada e, em muitos momentos, frustrante.
A premissa é boa e poderia render algo grandioso, o problema é que a trama demora demais para começar e, quando finalmente engrena, tudo acontece de forma tão corrida e mal desenvolvida que chega a dar raiva. Mavie e Weston só começam a interagir depois de quase 150 páginas, e quando isso acontece já surgem uma química e um sentimento intensos — forçados a ponto de me impedir de torcer por eles. O relacionamento até é desenvolvido ao longo do tempo, mas de forma superficial, com foco excessivo na parte sexual e pouca construção emocional.
Na reta final, o livro se torna meloso em um nível irritante, e eu simplesmente comecei a pular páginas porque não aguentava mais.
A protagonista até demonstra certa maturidade, mas suas atitudes impulsivas e a falta de raciocínio me fizeram bufar várias vezes. Já Weston, um homem de 40 anos, age como uma criança mimada, o que destrói completamente a imagem de governador poderoso que a autora tentou construir. E o pior: sua pose de “machão” cai por terra no final, quando ele se torna um homem bobo e meloso em excesso. Sinceramente, péssimo.
Os enredos secundários são bem fracos, nada impactou, assim como o plot twist que foi mega ridículo.
A família Lancaster em si era muito mais interessante do que os protagonistas, visto que sempre que eles apareciam roubavam a cena, e confesso que estou muito interessada em ler os livros dos demais