Tenho mil coisas na cabeça e esta opinião está difícil de escrever… Mas vou tentar.
Portanto, Desejos do Coração foi o livro escolhido para o mais recente desafio do Clube de Leitura (ainda sem nome!!!!) e é o 3 romance contemporâneo da série Edilean, de Jude Deveraux. Gostei muito dos dois primeiros livros, e sem dúvida que descobrir como estão agora as personagens foi um grande bónus. Também por isso aconselho a que se leiam os livros por ordem, porque senão perdem metade da graça.
Contudo, estes personagens adorados não conseguiram, de forma alguma, ofuscar os protagonistas desta história. Colin e Gemma (não consigo lidar com este nome, mas ainda assim é melhor do que o da protagonista do próximo livro da série…) ganharam um lugar no meu coração de leitora assim que apareceram. Comecei a ler e algumas páginas depois já estava a rir alto, já tinha o coração apertadinho pela Gemma, e por mais previsível que a história fosse, já queria muito acompanhar estes dois. Comecei o livro já de noite, bem depois do jantar, e quando me apercebi eram 4 horas da manhã e tinha lido mais de metade, tinha deixado um monólogo num grupo do Whatsapp, para delícia das minhas amigas (já estão habituadas! :p), e queria ler tudo mas a vida não me permitiu, foi preciso pousar o livro, dormir umas horas e parar a leitura um dia inteiro.
Colin é a pessoa com quem todos contam em Edilean. É o xerife! Isso não explica tudo? Não, claro. Por dedicar tanto da sua vida a ajudar os outros, a qualquer hora, acaba por se dedicar pouco a si mesmo, pelo que a sua vida está, de certa forma, parada. É como se os que o rodeiam soubessem exatamente aquilo de que precisa, mas ele não conseguisse assumir isso. E então aparece Gemma, e com um olhar o seu mundo muda. Percebe que lhe faltava alguma coisa, de facto, e ele até sabia bem o quê, mas optou por manter uma relação que sabia não ter futuro (de parte a parte), em vez de encarar “a derrota”.
Gemma sabe bem o que quer: estabilidade, sentir que pertence a algum lado, ter como pagar o doutoramento. Também quer ter uma família, claro, mas isso só está nos seus planos a longo prazo! Para já, o que Gemma quer mesmo, mesmo muito, é o trabalho para o qual a Sra. Frazier a vai entrevistar. Documentar toda a papelada pertencente à família inglesa de condes da qual descende o Sr. Frazier. Gemma adora História, e acha que pode encontrar naqueles documentos um tema para o seu doutoramento. Na verdade, a primeira coisa que encontra é uma carta que refere uma espécie de lenda… Há uma pedra, uma joia especial, que concede desejos aos Frazier, desde que os desejos sejam realmente aquilo que os seus corações anseiam.
Colin e Gemma procuram conhecer-se melhor, tentando que a grande atração que sentem um pelo outro não se sobreponha a tudo o resto, mas toda a cidade de Edilean conspira para que fiquem juntos. E em Edilean…as coisas têm tendência a acontecer exatamente como os seus habitantes querem!
Entre treinos de boxe para se manterem em forma, churrascos para Gemma conhecer os amigos de Colin, procurarem um ladrão internacional que decidiu roubar coisas sem valor na pequena vila, e mobilarem uma casa de uma ponta à outra, Colin e Gemma mantém-se bem ocupados!
Esta história nunca para de entreter o leitor, há sempre alguma coisa a acontecer, e queremos sempre, sempre saber mais. Aliás, na verdade, a minha única queixa é relativa ao facto de esta história ser demasiado pequena. Acontece muita coisa e não se perdia nada em ter mais umas páginas, algumas coisas melhor explicadas, etc. Por exemplo, era muito bom se a autora decidisse escrever um livro para cada um dos Frazier! Adorei esta família e por mim passaria muito mais tempo na companhia deles, sem dúvida. Como ela não decidiu ir por aí, já estou em pulgas para ler o livro que se segue, que será sobre o querido Dr. Tristan, tão giro quanto bom amigo :p
E espero mesmo que no livro dele haja espaço para saber como estão o Colin, a Gemma, o Pere, o Lanny, o Shamus, a Ariel, e todos os outros! Edilean vale tanto a pena 😊
P.S. Não foi o suficiente para descer a nota, mas não consegui deixar de reparar na falta de atenção para com o texto. Gralhas havia e haverá em quase todos, passam sempre algumas. Mas esta mania de pôr as pessoas a tratarem-se por tu, depois por você, depois por tu… Sem coerência nenhuma! Ou é uma coisa ou é outra. E estamos a falar de um grupo de pessoas novas, nos seus 30 e pico, e depois de se conhecerem e considerarem que são amigos, vão tratar-se por você? Ali, em Edilean? Não tem jeito nenhum…e tira tanto ao sentido da história que dava por mim a parar, irritada, quanto mais não fosse para abanar a cabeça só por causa disto… Porquê? Se calhar sou eu que sou demasiado informal…