Por um ano, mais ou menos, fiquei obcecado com esse livro. Sem motivo aparente. A capa, o título, não sei. Não sabia nada sobre a história. Nada além do que a capa deixava subentendido: ciganos, Europa oriental, paisagens lindas e geladas, Montes Cárpatos, terra natal de Vlad Tepes, vulgo Drácula...
Ocorre que o livro não custava barato e foi ficando pra depois na minha wishlist. Mas eu volta e meia namorava a capa dele, imaginando que seria um livro que eu amaria pra sempre.
Sem explicação.
Em junho, ganhei de aniversário da minha filha, e finalmente chegara a hora de descobri-lo.
Logo nas primeiras páginas, deu pra perceber que a magia que eu aguardava estava toda ali, e talvez até mais.
Quem já sentiu esse frêmito, que só um livro pode causar, pode até usar um Kindle (eu tb uso), mas sabe que tem coisas que só o papel. Só o contato com esse carpaccio de madeira que a gente tanto ama.
A edição é absurdamente charmosa: margens pequenas, pouco espaçamento, aquela impressão de estar adentrando uma época anterior.
Foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos. O palpite sem explicação estava certíssimo!