Em Despertar, Adam Fonseca convida-nos a transitar pela linha tênue entre a lucidez e a loucura. Esta obra não é apenas uma coleção de histórias; é um mosaico de existências que colidem.
Do diálogo cínico num bar com uma figura misteriosa que se autodenomina "espelho", passando pela angústia de um trabalhador no feriado de 1º de Maio, até à épica tragédia nórdica de Siegfried e a Yggdrasil. Cada fragmento é uma peça de um quebra-cabeças filosófico.
É aqui que nasce a figura emblemática do Homem de Chapéu (no conto "VII"), marcando o início de um universo literário que questiona o tempo, a fé e o próprio tecido da realidade.
Despertar é para quem tem coragem de olhar para o abismo e rir de volta. Uma leitura visceral sobre o caos que nos habita.