Portugal respira de alívio: o 25 de Abril acabou com a ditadura do Estado Novo. Seguem-se meses turbulentos, mas o povo deleita-se com o cheiro a liberdade que se sente no ar. "Oxalá que não tenhamos de meter os contrarrevolucionários no Campo Pequeno antes que nos metam lá a nós." Em 1975, uma nova revolução abala o país. Apoiado pela União Soviética, Otelo Saraiva de Carvalho assassina o general Spínola e estabelece um regime comunista em Portugal. "O socialismo soviético nunca devia ter tomado Portugal. Há que corrigir este erro o quanto antes." Volvida década e meia, George H. W. Bush chega à presidência dos EUA e decide acabar com o comunismo em pleno seio da NATO. Para isso, incumbe Frank Carlucci, agente da CIA, de derrubar Otelo e acabar com a influência soviética em Portugal. "A União Soviética não deve respostas a ninguém. Muito menos aos Estados Unidos da América!" Para fazer frente aos Americanos, a URSS envia um dos seus melhores agentes: Vladimir Putin, um jovem KGB com umas quantas cartas na manga e segredos muito próprios. Em menos de nada, começam as conspirações, as mortes, e as movimentações de espiões com Lisboa como pano de fundo.
Pedro Catalão Moura nasceu em 1995, no Norte de Portugal. Transmontano de gema, foi em Lisboa que escolheu prosseguir com a sua vida profissional. Licenciado e mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade NOVA de Lisboa, encontra-se a desenvolver a sua tese de doutoramento na mesma instituição. Como fruto do seu trabalho de investigação, já publicou diversos artigos científicos e foi orador em várias conferências internacionais. Grande apreciador da leitura desde muito novo, altura em que devorava todo o tipo de banda desenhada, depressa encontrou na escrita um refúgio para as aventuras e desventuras do mundo académico. Quando o Vaticano Caiu é o seu primeiro thriller, uma história arrepiante, inspirada em acontecimentos verídicos e com muita emoção do princípio ao fim.
Já tinha gostado muito do anterior livro do autor, mas este subiu um nível. Um Portugal alternativo, que esteve verdadeiramente em perigo, surge-nos pela mão do autor, recheado de figuras históricas reais. O resultado final é brilhante! Muita pesquisa foi feita para se poder incluir apenas a necessária para informar o leitor e fazer avançar a história. O quadro é o de uma ditadura cruel, e existem tantas hoje em dia! Infelizmente. Faz-nos também pensar como a liberdade não está garantida e que devemos lutar por ela! Uma leitura que recomendo!
Gostei muito deste livro! Ainda mais que do “Quando o Vaticano Caiu” que já me tinha surpreendido pela positiva.
Sou fã da escrita do Pedro. Comecei a ler este livro às cegas e rapidamente fui conquistada por estes personagens, por esta versão alternativa do 25 de abril.
Gostei do enquadramento histórico, agradou-me a pesquisa feita e a aprendizagem que tirei desta altura da História portuguesa. Dei por mim a querer saber mais e a pesquisar sobre figuras icónicas do 25 de abril.
O autor consegue equilibrar bem as duas linhas temporais e prender-nos com um ritmo envolvente. Achei que é uma distopia histórica acessível e que irá agradar até aos leitores mais iniciantes no género.
O Sebastião conquistou-me, uma personagem bem conseguida, com personalidade, que evolui ao longo do livro. É fácil criar ligação com ele e inevitável não tomar partido das suas emoções.
Gostei das reviravoltas que a história teve, conseguiu fugir aos clichés óbvios e deixar-me de coração apertadinho em alguns momentos.
Uma realidade que poderia muito bem ter sido a nossa e que traz uma reflexão profunda para a situação política mundial.
Incrível a capacidade do autor em misturar factos históricos e romantizar outros, sem nunca cair em exagero ou tornar o enredo estranho.
A tensão no momento da invasão a Caxias foi o mais marcante, digno de um filme de acção.
Pedro Catalão Moura consegue escrever um livro com factos históricos sem parecer um Manual Escolar de História. Desta feita, os capítulos mais pequenos contribuíram para uma leitura mais dinâmica, mas em nada de pior qualidade que o primeiro livro do autor!
Em "Portugal Vermelho" vamos conhecer um passado hipotético, vamos fazer uma viagem pelo Portugal pós-25 de Abril, mas com um twist, saímos da ditadura Salazarista, e começámos outra, e desta vez com o apoio da URSS 🥶
O Pedro vai levar-nos a conhecer personagens e celebridades que marcaram o nosso país, personagens que lutaram pela liberdade e pelos nossos direitos, embora também tenhamos personagens fictícias, necessárias para a trama da distopia, mas tudo foi pensado para que as peças se encaixem, e chegando ao fim do livro quase que nos perguntamos "mas isto é ficção ou aconteceu mesmo?" Este é o poder da escrita de Pedro Catalão Moura, consegue meter-nos de tal maneira dentro da sua estória, que achamos que é mesmo história 😎
Vamos acompanhar várias personagens, todas com a sua agenda própria, uns lutam pela liberdade, outros lutam pela autocracia, outros lutam não se entende muito bem pelo quê, mas no fim... o fim é tramado 👀 e eu não esperava de todo pelo final deste livro, é magnífico, mas aterrador 🤐
No decorrer da leitura há inúmeros "easter eggs" da cultura popular portuguesa, desde músicas, poemas, e provavelmente alguns que não apanhei, há no entanto um poema entrelinhas que me fez soltar uma lágrima, abençoado Torga 🥲
Gostas de Distopias? Lê! Gostas de estórias que envolvem o nosso país? Lê! Gostas de Ler? Lê!
Cheio de elementos históricos, com nomes reais, mas a realidade se funde com a ficção. São elementos que o Pedro tão bem nos sabe trazer. Bem escrito, e nem outra coisa esperaríamos, e com capítulos curtinhos para não fartar. Mas abordando assuntos importantes e cenários para refletirmos.
Acho que o Pedro nos provoca, quer nos consciencializar do que poderia ter sido se o rumo vira-se para outro lado. Faz-nos refletir nesta história alternativa.
Eu juro que cheguei q pontos que fiquei confusa com a realidade e a ficção.
Adorei esta história alternativa e a forma como se funde com a nossa história real. A escrita de Pedro Catalão Moura é brilhante — a imaginação com que desenvolveu os acontecimentos e as personagens é simplesmente perfeita.
Recomendo este livro a todos: é um “e se” poderoso e bem construído, que alerta para os perigos do extremismo e faz refletir sobre o valor e a fragilidade da liberdade.
Portugal Vermelho, de Pedro Catalão Moura, consegue entreter e fazer pensar — uma leitura impactante e verdadeiramente memorável.
"É verdade que a liberdade é preciosa. Tão preciosa que deve ser cuidadosamente racionada, na visão de todos os ditadores."
Pedro Catalão Moura volta a fazer das suas! Adorei Quando o Vaticano Caiu e este não foi diferente.
Apesar de ter custado um pouco a entrar na leitura, assim que apanhei o ritmo, fluiu maravilhosamente.
Creio que um dos motivos que me travou, em parte, além do meu 🧠 cansado, foi o quão próximo estamos de algo similar voltar a acontecer.
Não é uma leitura fácil tendo em conta a conjuntura mundial (e nacional), atual. É uma leitura com frases marcantes, momentos dolorosos, que mesmo ficcionais arrepiam a alma.
O Pedro mantém o seu estilo de escrita descritivo, detalhado e apelativo, e tece um novo enredo what if histórico, baseado em factos reais, aliado a situações e personagens ficcionais.
Posso afirmar que neste sofri com a morte de um certo personagem ficcional, pois merecia um futuro risonho depois de tanta tragédia. Mas quando o corpo e a mente já são pouco mais que uma casca, era expectável que algo do género acontecesse 😔
Em Portugal Vermelho, vemos personagens históricos bem conhecidos, em alguns contextos alterados, com comportamentos cruéis e desalmados. Vemos um povo que mal se recuperou de um regime autocrático de longa duração, e já se viu envolvido/consumido por outro.
Vemos uma rede de intrigas, planos e tortura, um personagem que nasceu para sofrer, um verdadeiro saco de pancadas da vida 💔 E um lampejo de esperança numa realidade tão tenebrosa.
Este livro serve, acima de tudo, e na minha opinião, como um alerta contra todo qualquer tipo de extremismo, uma lembrança do passado para que não se repita no futuro, um what if arrepiante de tão real que se sente.
“As ditaduras são perigosas? Não restam dúvidas que sim. Mas e os países que, travestindo-se de democracias, de defensores da liberdade, de polícias do mundo, invadem, atacam, destroem, prendem e matam outros povos?"
Um livro que me cativou a ler, como poucos outros me cativaram. Uma realidade alternativa que poderia muito bem ter sido real e a existência de pessoas reais na história ajuda com a imersão em plena Guerra Fria, um período tão fascinante para quem aprecia história. O enredo criado é interessante com os capítulos curtos e diversas histórias a desenvolverem-se em simultâneo. Recomendo!
Depois de ter lido “Quando o Vaticano Caiu” (e ter gostado muito!), estava super curiosa com o que o autor nos traria a seguir… e não desiludiu! 🙌 Vi há pouco tempo o filme Conclave e comentei com algumas pessoas que a história do Pedro dava um filme muito melhor. 🎬
Imaginei logo: “E se Portugal tivesse mesmo caído numa ditadura comunista apoiada pela URSS após o 25 de Abril?” 😱 Bem, pelo que li (e ouvi!), essa realidade alternativa esteve mais próxima do que se pensa…
🔥 Portugal Vermelho mergulha-nos num mundo de espionagem, intrigas políticas, manipulações internacionais e lutas pelo poder. Tudo com personagens que conhecemos bem:
Acompanhamos Sebastião, que vê a sua vida virar do avesso, com segredos familiares.
Temos também a Celeste – a "mulher dos cravos", símbolo da revolução 🌺, e Amália. Ambas trabalham num restaurante e, nos seus diálogos simples, sentimos a visão do povo por trás da revolução:
-A liberdade que se sonhava vs. a repressão que chegou.
-O medo nos olhos de quem viu o cravo trocado pela foice.
Li o livro num sopro – prende mesmo! E cá em casa todos ficaram também a saber sobre esta história (fui contando tudo! 😅).
Adorei o trabalho de pesquisa, o cuidado no enquadramento histórico e como o autor joga entre factos reais e uma realidade alternativa tão bem construída.
Este livro também faz pensar sobre regimes autoritários, liberdade, luto, violência, trauma... e o perigo das manipulações políticas. Fez-me pesquisar, refletir... e até estive a torcer para que o Putin tivesse um final mau! 😅
Já estou ansiosa pelo próximo livro do Pedro. Que realidade alternativa nos trará a seguir? 👀📖
✨ Recomendo vivamente a quem gosta de thrillers históricos, política internacional, e enredos que misturam realidade com ficção de forma brilhante!
A minha segunda experiência a ler Pedro Catalão Moura, a minha segunda experiência a ler algo que sai da minha zona de conforto.
E quem diz que seremos infelizes, e que não encontraremos conforto fora dos lugares que não conhecemos tão bem.
Ler o Pedro é entrar no mundo da distopia. É entrar numa realidade paralela que poderia muito bem ter acontecido. Uma realidade em que Portugal sai de uma ditadura de direita e entra num regime de ditadura à esquerda, apoiada pelo Regime soviético.
E ditadura é ditadura. Não interessa de que lado nasce, é opressão. Realidade essa muito bem representada ao longo desta história, onde existem jogos políticos, em que há uma constante necessidade de se afirmar poder, assim como de o destruir.
O Pedro é magistral quer nas palavras, quer na forma criativa como cria os cenários hipotéticos. É um mestre das palavras, que de forma muito subtil quer representar a sabedoria do povo, fazendo referência a poemas, músicas, provérbios e frases que todos conhecemos e fazem parte do que somos enquanto nação.
O Pedro foi extraordinário na forma como foi construindo toda esta história, capítulo a capítulo. A forma como os parágrafos se cruzam, como os capítulos e vários cenários da história vão nascendo é muito bem conseguida. Adorei. Como se fosse um jogo de mestres e espiões nascem os parágrafos desta história.
Adorei este livro. Senti uma evolução enorme no escritor que o Pedro é. E estou ansiosa para conhecer qual a próxima história que a sua criatividade e sabedoria nos irá apresentar.
This was such an interesting world to explore. (one I myself have theorised about multiple times). Sebastião’s journey is both exciting and tragic but he really does impersonate the myth of D Sebastião (I was mind blown when I connected the dots between is name and our former king). I’d have to say my favourite part was seeing all the historic figures we’ve all learnt about in school interacting in this story. And also the many Portuguese popular culture references. The only criticism I have of this book is that sometimes characters feel a bit one dimensional but this is not something major. Overall I really enjoying this book and will be reading “Quando o Vaticano caiu” soon as I have become a fan of the author.
Numa realidade alternativa, Otelo Saraiva de Carvalho toma o poder em março de 1975 e causa uma ditadura comunista, aproveitando a intentona por parte de António de Spinola, algumas semanas antes, a 11 de março.
Achei a escrita demasiado repetitiva e redundante. Além disso, em vez de "mostrar" a realidade alternativa em que a história se passa, contribuindo para o ambiente da mesma, "conta" ou "expõe" os acontecimentos fictícios entre 1975 e 1989, o que não é nada orgânico e torna a leitura aborrecida. Ainda assim, a ideia é interessante e nota-se o conhecimento histórico.
Pedro Catalão Moura foi, na minha opinião, e no que respeita a novos autores que tive oportunidade de ler, uma das mais agradáveis surpresas no plano literário nacional dos últimos tempos. O seu primeiro livro, “Quando o Vaticano Caiu”, foi lido e muito apreciado aqui no Ministério.
Precisamente pelo que escrevi acima, “Portugal Vermelho” era aguardado por mim grande expetativa. A primeira nota que tenho de registar é que se trata de um livro corajoso. Se é verdade que passaram já mais de 50 anos do 25 de abril, não é menos verdade que continua a ser um tema quente, e o autor decidiu dar ao pós revolução um cunho de fantasia, de realidade alternativa, que até podia nem ter sido…
A escrita é agradável, a história está bem montada, especialmente porque estamos no âmbito da ligação que é necessário garantir entre o que aconteceu de facto e a realidade imaginada pelo autor.
Confesso que, enquanto leitor, senti em alguns momentos que um ou outro aspeto podia ter tido um rumo diferente, mas isso é opinião de leitor que em nada belisca a história do autor. Talvez tivesse imaginado na minha cabeça alguns caminhos diferentes.
O autor que me perdoe mas, “Quando o Vaticano Caiu” vai continuar como primeira escolha dos seus livros, mas essencialmente pelo que essa obra tem mais e não pelo que esta nova tem a menos. Um novo autor, muito talento e um livro que merece ser lido. Ficamos à espera do próximo. E já agora, se ainda não leu, leia “Quando o Vaticano Caiu”.
Um dos melhores do ano, sem dúvida. Uma distopia nacional ousada, inteligente e muito bem construída. A escrita é mordaz, provocadora e levanta questões reais sobre política, poder e liberdade. Leitura intensa, crítica e absolutamente viciante.