Num prédio consumido pelas chamas, Amélia perde mais do que um lar: perde o refúgio onde guardava as memórias de uma vida marcada por silêncios e dores. Desse momento em diante, a sua existência solitária cruza-se com a pequena Sofia e com Alzira, uma vizinha idosa que insiste em cuidar dela. Enquanto Amélia tenta reconstruir-se, as sessões de terapia com Joana revelam camadas profundas de um passado que teima em não desaparecer. Sofia, inicialmente uma presença reconfortante, torna-se um espelho dos traumas e desejos não realizados de Amélia, levando-a a questionar a própria realidade. Senhora de Si é um livro sobre perda, cura e a coragem de enfrentar os fantasmas do passado para encontrar um novo sentido na vida.
Trouxe este livro da biblioteca municipal, da estante das novidades, apesar de ter muita coisa para ler cá por casa. Há pancadas piores. :D
Supostamente, este Senhora de si é um livro que dá voz às mulheres, aos seus traumas e que, de alguma forma que eu não percebi, as empodera. Bem, temos uma protagonista, Amélia, antissocial, que não percebemos muito bem o que faz, de que vive, que idade tem. Só sabemos que mora num prédio com as escadas rompidas, que tem um labrador e uma vizinha idosa e simpática que transforma na sua missão de vida, além de apanhar o carteiro, ajudar Amélia. Quererá esta a sua ajuda?
Ah! A Amélia trem traumas, que também não percebemos bem quais são,
Enfim, tem um enredo confuso, que parece que temos de descobrir um mistério (spoiler: não descobri) e uma linguagem demasiado rebuscada, com frases que foram escritas para serem profundas, mas que eu só achei desadequadas. Pelo menos era da biblioteca! :D
Apresenta uma escrita elaborada e uma construção literária que se percebe cuidada e intencional. No entanto, a minha experiência de leitura acabou por ser algo desafiante. Por vezes, senti que alguns capítulos careciam de uma linha condutora clara, o que me deixou com dificuldade em compreender o propósito imediato de certas passagens.
A linguagem utilizada é rica e densa, o que certamente agradará a leitores que valorizam um estilo mais poético e introspectivo. Ainda assim, no meu caso, encontrei algumas frases cuja complexidade me distanciou da narrativa. Houve momentos em que me vi a reler parágrafos na tentativa de perceber melhor o rumo da história ou o foco daquele capítulo em particular.
Embora reconheça a beleza da escrita da autora, não me identifiquei plenamente com o seu estilo — algo que, naturalmente, varia de leitor para leitor. Sem dúvida, é um livro que encontrará o seu público ideal, especialmente entre quem aprecia obras com uma prosa mais elaborada e reflexiva.
Para mim, este livro não tem um fio condutor. Uma escrita demasiado elaborada, com frases com pouco sentido, para parecer que é muito erudito e esconder a falta de conteúdo na história.
A personagem principal claramente tem traumas, que nunca se descobrem quais. Poderia não fazer a diferença os leitores não saberem, mas tendo em conta que esses traumas levam a um grande acontecimento, se calhar convinha saber o que leva a tal.
Impossível conectar seja com que personagem for, porque todo o livro é confuso e, na verdade, não há conteúdo.
Não é um livro fácil de se ler, a escrita é muito densa e torna o livro difícil de ler. T é de reler várias parágrafos várias vezes e mesmo assim não sei se consegui apreender todos os significados desta história…
"Senhora de Si" não é só uma história, é um grito calado, uma revolução interior contada em páginas. A Amélia podia ser qualquer uma de nós. Mulher que amou, que caiu, que perdeu e que, quando tudo ardeu, descobriu que afinal ainda havia força dentro dela para se reerguer. Este livro não é só sobre renascer. É sobre escolheres a ti própria. Mesmo quando o mundo te diz que já não dá. E sim… dá sempre. 🌷5✨
Muito bom! Gosto muito de ser surpreendida por um livro. Neste temia uma historieta ou uma lamechice e fiquei maravilhada com a escrita, em que leio e releio parágrafos com as personagens Amélia, Joana, Sofia e Alzira numa história que, se impõe alguma reflexão. Um romance que se sente, apela aos sentidos e mexe com as emoções. Um incrível primeiro livro em que admiro quem escreve assim. Um livro que merece ser lido em voz alta.
“Senhora de Si”, da Filipa Mota Nesbitt, foi uma leitura daquelas que nos obrigam a parar, respirar e realmente refletir sobre o que estamos a ler. A autora tem uma escrita arrojada, intensa e cheia de camadas, que nos convida a ler nas entrelinhas e a perceber a profundidade da mensagem que quer transmitir.
Pensei que seria uma leitura rápida, mas estava enganada. Não que isso seja um ponto negativo de todo, gostei do quanto esta leitura me desafiou.
E gostei especialmente da forma como o desejo de deixar o passado para trás é retratado, mesmo com todas as contradições, dores e libertações que isso implica. Há uma força silenciosa nas palavras da Filipa, um testemunho poderoso sobre auto-descoberta e reconstrução que nos faz pensar em quantas vezes nos perdemos de nós mesmas para, depois, voltarmos a encontrar-nos.
Não é um livro que se devore de uma só vez, como eu tentei fazer. É sim um livro para ler com calma, analisar, refletir e deixar que as palavras assentem.
Pode tornar-se um pouco denso em alguns momentos, sim, mas é essa densidade que o torna tão marcante.
“Senhora de Si” demonstrou-se uma viagem de coragem e consciência sobre o que significa realmente assumir o controlo da nossa propria vida e escolher seguir em frente, mesmo quando o passado ainda pesa.
Uma leitura demorada, densa, desafiante mas que no fim valeu cada segundo.
De leitura densa e com um vocabulário fora do tradicional. Não é para ler "a correr". Escrita arrojada que vem desafiar as banalidades que permanentemente são expostas nas montras das grandes livrarias. Quantas de nós são Senhoras de Si? quantas de nós damos a volta à vida para sermos Senhoras de Nós?
Foi uma experiencia interessante. A escrita tem um grande poder descritivo, o que é muito bom pois retrata bem o lado humano das personagens e ajuda mesmo a entrar na historia, quase como se vissemos tudo à nossa frente a acontecer por causa das descrições. Por outro lado, achei que às vezes as descrições eram demasiado extensas, o que me fazia as vezes sentir perdido e parava a ação. Gostei muito da forma como está retratado p desejo imenso que algumas pessoas têm de deixar o passado no passado, de se alhear dele, que é algo que eu acredito que, por mais que tentemos, não conseguimos fazer. Não posso deixar de mencionar o que mais me agradou em todo o livro: constatar que, agora mais do que nunca, a literatura está viva na nossa família!
Ler Senhora de Si foi uma experiência avassaladora. É uma história profundamente triste, mas que pulsa com uma força transformadora. A escrita é honesta e crua, tocando em feridas que muitas vezes são silenciadas, mas sem nunca perder a esperança. O que mais me marcou foi a coragem da Amélia em mostrar que, mesmo perante a dor mais profunda, é possível escolher mudar o rumo da nossa vida. Um testemunho poderoso sobre reconstrução, liberdade e autodescoberta. Um livro que fica connosco muito depois da última página.
Escrita intensa, dramática, metafórica e muito sensorial! Tocou me pela ousadia nas suas descrições e sobretudo pelo reflexo em palavras da multiplicidade de personagens que podemos encerrar em cada um de nós. Uma história de transformação que inquieta e que não deixa nenhuma emoção de fora, acelerando o coração de quem lê e deixando um testemunho inspirador de quem se reinventa perante a adversidade.
Este livro é um misto de emoções, nos mostra que, mesmo machucada, a vida continua e que não podemos nos fechar apenas em nosso mundo, que o conforto, o cuidado e a cura as vezes vem de onde menos esperamos. A resiliencia da Amélia é impressionante, mesmo depois de todo o trauma, encontra uma forma de enfrentar a dor e mudar seu destino.
Senhora de Si foi um verdadeiro desafio. Um daqueles livros que nos obriga a parar, respirar fundo e, por vezes, quase atirá-lo para o lado. Denso, com camadas e mensagens escondidas nas entrelinhas. Pensei em desistir, confesso. Mas algo me puxava sempre de volta. Li, reli, avancei e recuei. Uma semana intensa. E no fim? Valeu tanto a pena. Se está a pensar começar, vá com calma, mas vá. Este livro não é para se devorar é para se sentir. A mim levou me ao meu passado...
Com uma escrita aveludada, densa e honesta se lê este romance, com um enredo imprevisível e comovente, centrado em Amélia. Uma história para ler de uma ponta à outra, com a mesma intensidade de vida das personagens. Um romance que corta amarras ao ritmo cor de rosa de outras histórias e diálogos.
Este livro foi um desafio: primeiro porque fui desafiada a lê-lo, depois porque é uma leitura que requer tempo, pausa, intenção. Não é uma narrativa direta, é preciso saborear e interpretar o que a autora nos quer contar.
Não deixa de ser uma história que nos deixa dúvidas. O final não esclarece, e tenho a minha teoria que, em discussão com outras pessoas que o leram, não foi consensual/de igual percepção. Por um lado, torna a experiência mais rica, por outro, é algo frustrante.
No geral, gostei desta leitura, gostei que me fizesse desacelerar, pensar, refletir. É um livro sobre pessoas, não tem uma história maravilhosa, recomendo a quem gosta de escritas mais literárias e cuidadas.
Não me cativou. A escrita é cuidada e elaborada, o que não se coaduna muito com a versão audiolivro que ouvi. Em alguns capítulos pareceu-me perder-se o fio condutor e deixar o leitor um pouco perdido. A história é profunda sobre a solidão, o abandono, os traumas que vamos ganhando e que um dia podem tomar conta de nós e me ar-nos a tomar atitudes drásticas para encontrar um escape para o sofrimento, a ansiedade e a pressão dos fantasmas do passado.
Não são 3 estrelas gordas. Para falar a verdade este livro tem a sua beleza no que diz respeito a escolha das palavras e a forma de escrita cuidada. Mas o achei confuso. O livro terminou e não conheci a história de vida da Amélia. Não foi uma personagem bem construida. Muitos pontos poderiam ter sido mais explorados. Não é um livro de respostas e sim de perguntas.
Este é um livro algo complexo, tal como complexa é a sua personagem principal, Amélia, envolta em várias camadas de mistérios, que vamos desvendendo aos poucos, pelas vozes de diversos narradores. Temos Alzira, professora reformada e muito atenta a todos os moradores que habitam no seu prédio, especialmente atenta a Amélia, onde pressente fragilidades, que nós leitores vamos começando a pressentir também. Depois temos outras vozes que nos chegam a ajudam a completar este puzzle que é Amélia... Um puzzle onde aos nossos olhos as peças não parecem fáceis de encaixar à primeira (quem é a menina Sofia que só Amélia parece ver?), mas que no final se completa com uma clareza desconcertante... Ler este livro é como subir a uma montanha... É preciso alguma dose de esforço, mas depois de lá chegar acabamos por perceber que valeu a pena a caminhada. Este é um livro algo complexo, é verdade, mas escrito de forma muito inteligente, que nos vai prender a atenção até ao final. A autora está de parabéns com esta sua estreia literária, no universo do romance.
A escrita da Filipa demonstra preparação, densidade e apresenta várias camadas emocionais por detrás de cada personagem. Explora o trauma, o esgotamento, a importância das relações de vinculação e, ainda, a esperança, a transformação e o poder da entre ajuda na nossa vida. Grande estreia! Recomendo.
Escrita intensa, dramática, metafórica e muito sensorial! Tocou me pela ousadia nas suas descrições e sobretudo pelo reflexo em palavras da multiplicidade de personagens que podemos encerrar em cada um de nós. Uma história de transformação que inquieta e que não deixa nenhuma emoção de fora, acelerando o coração de quem lê e deixando um testemunho inspirador de quem se reinventa perante a adversidade.
A escrita é melodiosa e, nota-se, muito cuidada. Acredito que imensas pessoas se vão fascinar por esta forma de escrever tão diferenciadora e sublinhar passagens pela sua beleza e intenção.
Eu, ao início estava a achar invulgar e fiquei bastante curiosa mas o livro inteiro com recursos de escrita demasiado elaborados e complexos acabou por tornar a minha leitura densa e foi difícil para a minha cabeça acompanhar as personagens e compreender com clareza os contornos e propósitos da história.
Senhora de si é um livro poderoso - de temáticas difíceis e de descoberta pessoal para agarrar o passado e pô-lo a arder para seguir em frente. De como somos influenciados pelo meio onde crescemos. Rico em descrições detalhadas - achei denso e não me consegui ligar muito a ele mas não deixa de ser poderoso.
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Serei eu Senhora de Mim? Um livro que nos faz "mergulhar" num estilo de escrita muito descritivo e sensorial, que nos transporta para esta realidade paralela e nos faz refletir sobre a rédea da nossa vida. Parabéns à Filipa por este lançamento e pela ousadia de dar espaço aos seus sonhos!