The Portuguese poet Eugénio de Andrade, pseudonym of José Fontinhas, is revered as one of the leading names in contemporary Portuguese poetry. His poetry is most striking for the depth of his short poems. One of Eugénio de Andrade's most known poems is his Poem to Mother. In 2001, he received the Portuguese award Prémio Camões.
Ponto prévio: não sou um profundo conhecedor da obra de Eugénio de Andrade. Também não sou um profundo admirador. O que li deste autor até agora sempre me deixou ambivalente: a um tempo poesia de construção milimétrica e de grande simbolismo, simplicidade e limite de significações. Preconceito meu? Talvez, mas volto a um tema recorrente: não me parece que três frases bonitas juntas façam um poema. Mas isso são outras voltas.
Ponto central: É um belíssimo conjunto de poemas (50, número redondo), onde sentimos o sabor das palavras à medida que as lemos de viva voz. Sobressaem o sol (como indica o título) e o silêncio, mas a família de significados vai muito para além destas: entre uma e outra estamos no limiar do dizível e do visível, entre uma primavera primeva e um outono outro. Há redundâncias como em tantos outros autores? Claro, mas quem consegue escrever só poemas geniais? Adiante. Ao contrário de outros livros talvez aqui a introdução fosse dispensável, mas temo que esteja a ser má pessoa. É um grande livro de poesia, ponto.