Разрастващата се финансова криза засяга сериозно европейските страни. Навсякъде се налагат строги мерки за ограничения, включително и в университета, където преподава Томаш Нороня. Докато професорът се опитва да се справи с новото си положение на безработен, той случайно среща приятел от ученическите години. Мъжът твърди, че е преследван, и търси къде да се скрие. Томаш го кани в дома си, но скоро и двамата са принудени да бягат от наемни убийци. По време на преследването приятелят на професор Нороня е смъртоносно ранен. Преди да издъхне, той доверява на Томаш, че е скрил компрометиращ диск с разобличаваща информация.
Международният наказателен съд завежда дело срещу виновниците за кризата по обвинения в престъпления срещу човечеството. За да възтържествува справедливостта обаче, съдът се нуждае от изчезналия диск. Томаш трябва да разшифрова поредната криптограма, за да се добере до ценната улика. Но това е много опасна задача, защото дискът съдържа шокираща информация за престъплението на века: умишленото предизвикване на световната криза.
José Rodrigues dos Santos is the bestselling novelist in Portugal. He is the author of five essays and eight novels, including Portuguese blockbusters Codex 632, which sold 192 000 copies, The Einstein Enigma, 178 000 copies, The Seventh Seal, 190 000 copies, and The Wrath of God, 176 000 copies. His overall sales are above one million books, astonishing figures considering Portugal’s tiny market.
José’s fiction is published or is about to be published in 17 languages. His novel The Wrath of God won the 2009 Porto Literary Club Award and his other novel Codex 632 was longlisted for the 2010 IMPAC Dublin Literary Award.
His first novel, The Island of Darkness, is in the process of being adapted for cinema by one of Portugal’s leading film directors, Leonel Vieira.
José is also a journalist and a university lecturer. He works for Portuguese public television, where he presents RTP’s Evening News. As a reporter he has covered wars around the globe, including Angola, East Timor, South Africa, the Israeli-Palestinian conflict, Iraq, Bosnia, Serbia, Lebanon and Georgia. He has been awarded three times by CNN for his reporting and twice by the Portuguese Press Club.
José teaches journalism at Lisbon’s New University and has a Ph. D. on war reporting.
Apesar de vários livros escritos pelo autor José Rodrigues dos Santos, nunca me senti tentada a adquirir nenhum deles… embora do senhor do Círculo dos Leitores me ter tentado bastante com o: A Vida Num Sopro, aquando da sua publicação. No entanto outro dia ao passar no Continente dei de caras com este volume… ainda bem que tinha uma contracapa pois se a capa fosse a original do livro, nem sequer tinha olhado duas vezes. Peguei nele e li a sinopse: «Interessante, pensei, talvez o arranje mais tarde.» No entanto passado pouco tempo abri o livro e li um capítulo… mal feito, muito mal feito, não se deve fazer isto sem € na carteira. Acabei por mandar vir da Fnac pois tinha um vale.
Relativamente ao livro propriamente dito e a toda a sua trama começo por dizer que gostei bastante do tipo de escrita que o autor tem. Fácil, leve e com um fio condutor bastante visível em todo o seu desenrolar. O tema em si; A Crise deixou-me arrepiada. Completamente estarrecida, talvez para alguns que estejam mais por dentro do que se passa na Europa, acabe por ir de encontro às suas expetativas, eu que raramente ligo ao telejornal pois só se ouvem desgraças, foi como um balde de água fria cheio de pedras de gelo. JRS não tem papas na língua o que me deixou abismada com o que ele afirma, de forma «fictícia» ou não, do que os nossos políticos têm andado a fazer já há décadas. Mas o que mais me revoltou, abismou, arrepiou, foi de que forma esta crise não tem solução e dificilmente os autores da mesma possam ser chamados à justiça.
Não esperem uma leitura fácil no que diz respeito à trama em si, e de certo vão sentir o estômago dar diversas voltas quando se derem conta para onde caminhamos. O livro já foi passado a uma colega, aguardo com expetativa a sua opinião bem como qualquer outra opinião de quem o ler.
Decididamente será um escritor a seguir. Recomendo a sua leitura com grande dose de esperança!
Em primeiro lugar, é um excelente "manual" sobre a crise. Compreendemos de forma clara o que se passou e passa, como tal, é importante no mundo em que vivemos. Há quem prefira olhar para o livro e ver preferências políticas do autor, confesso que não me chocam, aparentemente são as mesmas que as minhas. Contudo, acredito que choque outros, cujos ideais e maneiras de ver a vida poderão diferir imenso do que é retratado. Assim, neste primeiro lugar, foi, como sempre com JRS, uma excelente oportunidade de aprendizagem.
Agora, o que realmente interessa, como obra de ficção é péssima. JRS escreveu obras de imensa qualidade, "Fórmula de Deus" é um dos meus livros favoritos, no entanto, os dois últimos denotam uma impressionante qualidade dos enredos. Este último, sem pés nem cabeça. Toda a estória está mal planeada, cheia de pormenores que se tornam "pormaiores"... A personagem feminina está lá apenas e só para mostrar ao leitor um rabo jeitoso... Os diálogos das personagens são maus, horríveis mesmo. Recebe duas estrelas, apenas e só, porque respeito um autor que assume que os seus livros têm, também, como função educar os leitores. Agora, como obra de ficção, aquilo que leva os leitores a desembolsarem um valor ainda considerável, principalmente em tempos de crise, é um desperdício de dinheiro.
Espero que JRS tenha de novo a inspiração de antes, aquela que me obrigava a continuar a ler os seus livros, não só pela informação, mas também pela ficção.
…Relativamente ao tema, bem… não podemos certamente alegar que o mote base deste livro não é interessante, afinal de contas, é sobre NÓS! Mostrando que o passado responde a diversas questões do presente e associando diversos acontecimentos dos tempos modernos que ficarão, eles próprios, certamente gravados na História, José Rodrigues dos Santos traz-nos, mais uma vez, o historiador Tomás Noronha - agora, um dos muitos (e muitos) desempregados do nosso país. Tomás vê-se a braços com as consequências da austeridade quando um amigo de longa data surge para lhe pedir asilo…Este indivíduo acaba por complicar ainda mais a vida de Tomás quando, ao ser despudoradamente assassinado, lhe deixa a cifra que esconde a localização de um DVD cujo conteúdo, de tão comprometedor, está a atrair atenções muito perigosas…
…O mais fantástico é que, José Rodrigues dos Santos parece ter aplicado à escrita a mesma (e estupenda) dedicação que destina sempre ao argumento - e os dois, aliados, fazem maravilhas! Especialmente quando é notório que o autor nos está constantemente a espicaçar… os nervos e o sentido crítico! Ficam patentes diversas técnicas comuns para tornar a leitura menos pesada e bastante mais agradável - mantendo ainda assim, toda a informação que o autor gosta de transmitir, mas sem a forma tão exaustiva e factual com que o costuma fazer. Há sempre qualquer coisa a acontecer na trama, com uma maravilhosa e bem executada divisão por cenas, bem seccionadas em capítulos curtos que dão um óptimo andamento à leitura. Ao contrário do que acontecia em «O Último Segredo» que chegava, em certas partes, a parecer mais um ensaio do que uma obra de ficção. O cariz revelador e conspiratório do livro mantém-nos colados à narrativa. E, sinceramente, já estávamos a precisar de um intervalo nas teorias de conspiração que envolvem credos e religião. A componente «crise» está por todo o lado - somos arrebatados pelas suas consequências e vemo-nos sufocados pela sua constante presença. Toda a descrição desta ganância política que vemos actuar criminosamente, impune, diante dos nossos olhos irá nausear até o mais desinteressado dos leitores. Muitas das personagens, que irei colocar entre o mesmo tipo de aspas que o autor refere na Nota Final, «ficcionais», afiguram sobremaneira os indivíduos desqualificados e corruptos que nos governam. As variáveis são imensas. Mercados desregulados, liberalismo económico, um envelhecimento insustentável da população, a estagnação económica, a competitividade com mercados onde se praticam salários muito baixos, bem como a ganância e corrupção políticas… Os culpados são ainda mais, sem que nos possamos isentar da nossa quota…mas há flagrantes tão repulsivos e espinhosos que parecem mesmo ter neles…a mão do Diabo.
Já o referi por diversas vezes que li todos os romances de José Rodrigues dos Santos e que, a sua maioria, me agradou.
Independentemente da qualidade literária dos seus livros, isso é outra história, o certo é que o homem vende que se farta, vende mais do que qualquer outro autor português e inclusive é já nº 1 no Top da Fnac em França, logo a questão que se coloca é: porquê?
Será que os seus livros são assim tão bons ao ponto de baterem as obras dos maiores vultos literários da actualidade?
Será que os milhares de leitores que adquirem os seus livros são assim tão iletrados que só gostam de maus livros ou só adquirem um livro por ano, precisamente o dele?
Ou será que o autor sabe aproveitar o “momento” e, com uma receita tipo, consegue escrever livros onde toca em assuntos melindrosos que interessam ao comum dos mortais?
Mesmo que a resposta não esteja numa destas três questões, o certo é que aprecio os seus livros, pese embora não lhe observar qualquer qualidade literária, aliás, há algo que registo desde logo, os seus livros conseguem, a esse nível, piorar de livro para livro.
Eu aprecio porquê?
Simplesmente porque, quer os da série “Noronha”, quer os outros, têm a capacidade de me informar, de me transmitir informações reais misturadas com uma história de cordel mas que, resulta quer se queira, quer não. Quanto a mim é aí que reside o principal interesse dos livros. Há outro interesse, mas esse guardo-o para mim pois é algo que me entretenho a analisar.
Nesta sua última obra, “A Mão de Deus”, JRS volta ao seu alter-ego, Tomás Noronha, numa nova aventura em busca da verdade. E a receita é a mesmíssima das outras aventuras: um vilão que é uma alta figura da sociedade, os seus jagunços que passam o livro a correr atrás de Tomás, uma moçoila jeitosa que acompanha Tomás na aventura (e não só…) e, obviamente, as habituais situações complicadas que o nosso herói se consegue sempre safar com as habituais piadolas com pouca piada.
Claro que muitos acham este típico trama algo de irritante e muito rebuscado, tipo Dan Brown, o que de facto é, no entanto a principal diferença e aquela que me faz continuar a ler os livros de JRS é que enquanto em Dan Brown as teorias são pura especulação e ficção, nos livros de JRS é precisamente o contrário: tudo é real e, se duvidam, constatem das acusações que lhe vão fazendo quando os livros dele saem e vejam se depois, quem acusa, apresenta provas. Não, acabam por se calar.
Tomás Noronha vê-se assim no meio de mais um imbróglio e, desta vez a braços com a descoberta de um objecto que poderá expor ao mundo os meandros da alta política e os principais obreiros da crise mundial que actualmente sentimos, sobretudo na Europa.
E é dessa forma que o autor vai expondo as diversas facetas de uma crise construída com reais objectivos e que tem a sua explicação em diversos factores com pontos de união entre si.
Chegamos a conclusões terríveis assim como é espantoso perceber como se fazem certos negócios que visam comprar submarinos desnecessários, TGV’s que vão servir para nada e Aeroportos que apenas procuram encher os bolsos de alguns em prejuízo dos contribuinte. Uma teia gigantesca de corrupção com rostos bem conhecidos do presente e do passado, pois que ninguém se iluda, a crise não nasceu ontem, vem sendo criada e alimentada à muitos anos e com os resultados pretendidos.
E é aqui que reside o principal interesse desta obra. Se pretende continuar a seguir as vertiginosas aventuras dos gnomos, bruxas e afins mitológicos ou se busca um livro muito bem escrito que o delicie com as suas descrições literárias, então nem pegue neste. Agora, se se interessa pelo presente, se tem curiosidade em saber como a crise nasceu, quem e porquê a criou e para que se destina, então avance sem medos, pois de certo ficará melhor informado do que a grande maioria das pessoa e sentirá, pelo menos, algum receio pelo futuro que nos espera, isso se não emigrar para bem longe.
Desisto! Não consigo continuar a ler isto! Devia ter confiado no meu instinto e nem começar a ler... A única coisa que percebi é que Portugal não está moribundo: está morto! E que somos todos (usando gíria do séc. passado, que tanto gosta) uns "calões" que não gostam de trabalhar, gostam é de viver à custa do Estado! Desanca tudo e todos e faz-nos parecer atrasados mentais! O livro até pode melhorar daqui para a frente, mas não vou arriscar!
Um livro que tem tudo para dar certo, principalmente para o público português, mas que... acaba por não resultar. E por que razão? Porque o debitar de informação (bastante útil e atual) através dos diálogos entre os personagens parece sempre muito forçado. E isto é o grande senão deste livro. A trama também não é das melhores, mas sem dúvida que vale pela forma como aborda a crise. Tudo muito bem contextualizado, abordagens dos mais variados ângulos, a explicação de outros períodos históricos semelhantes... Tudo muito bom, principalmente na altura em que estamos. E é aqui que lhe atribuo as 4*, não pelo resto. De qualquer forma, nos tempos que correm, todos deveriam ler este livro, bem como os políticos do nosso país, só pra saberem que vários autores nos andam, cada vez mais, a abrir os olhos...
Gosto dos livros deste escritor. Ainda não li todos dele mas quase e agrada-me a escrita dele. No entanto, e há sempre um senão, custa-me por vezes ler os livros dele por serem descritivos demais. A história em si acaba por perder importância no meio de explicações tão exaustivas mas depois de ler este livro fiquei a saber muito mais sobre a crise nacional e mundial. Mas compreendo que um jornalista acaba por ter alguma deformação profissional neste tipo de escrita e investigar bastante. De qualquer forma dou nota muito positiva a este livro
Não gostei da forma, como os manifestantes foram pintados neste livro, detestei a sugestões neoliberais de Tomás Noronha. E o bajulamento constante aos alemães, pelos vistos, n��o é só o GAspar que é unha e carne com o Ministro das FInanças Alemão...
Yazarın önceki kitaplarında okuduğum Tomas Noronha ben farkında değilken ölmüş galiba çünkü bu kitapta klonu falan oynuyordu sanırım! Karakterin bir anda huyu değişti! Şaka bir yana dos Santos’un kafasında hala Noronha’yı bir “karakter” olarak netleştiremediğini görmek beni üzüyor… Sanki her kitapta “acaba böyle biri olsa nasıl olur?” gibi bir test yapıyor bu da enfes araştırmalarının arasında bazen kitabı okumayı zorlaştırıyor. Aslında tam da bu nedenle bu kitaba kaç puan vermem gerektiği konusunda beni sıkıntıya düşürüyor.
Bu kitapta ekonomi ve Avrupa Mali Krizi hakkında yine çok değerli bilgiler ve çıkarımlar mevcut. Gel gelelim konudan konuya çok hızlı geçişlerle bağlanmış Noronha ve Raquel’in bölümleri okuma isteğini baltalıyor… dos Santos farklı bir yazar. Verdiği bilgiler çok kıymetli yalnız bu kez bazı bölümleri mesela; karakterlerin gerilimin ortasında bir anda yakınlaşmaları; gibi kısımları direkt okumadan geçtiğimi de itiraf etmeliyim. Bu kitabı, diğer kitapları içinde bu yüzden biraz geride kaldı kendi adıma… Sanırım kararsızlığımı ortalamada bırakıp üç yıldız versem yeterli olacaktır…
Ok, não é fácil criticar um livro assim. Tenho lido grande parte dos livros de José Rodrigues dos Santos e, regra geral, até são de agradável leitura. São bons meios para obter informação sobre determinado tema com uma ficção romantizada a embelezar a coisa, tornando-a mais digerível. Este vai pelo mesmo caminho.
Enquanto repositório de informação relacionada com a crise actual, os seus antecedentes e causas, é um livro interessantíssimo que recomendaria a todos. Vale a pena ler, preto no branco, aquilo que muitos suspeitam ou congeminam, em parte, mas que em poucos lados se vê explicado com tanta clareza. Diria até que deveria ser de leitura quase obrigatória, até pelas lições de democracia que encerra.
Infelizmente, as partes boas acabam aí. A informação é boa, mas vai sendo passada da velha forma: - Como? - bla bla bla bla (3 parágrafos de explicação) - Ai é? Mas e então? - bla bla bla bla bla (mais 3 parágrafos) - Interessante... - bla bla bla bla bla bla bla, até porque isto vem de bla bla bla bla bla... outros tantos parágrafos.
A componente de ficção do livro é sofrível. Tomás Noronha continua o D. Juan conquistador dos outros livros, mas passou também a ser uma espécie de MacGyver, capaz de ludibriar agentes especiais bem treinados - e, aparentemente, todos poliglotas. A evolução do "romance" entre Noronha e a personagem feminina da Interpol é risível, de tão básica. O que me fez pousar o livro de imediato foi o (perdoem-me o mini-spoiler) caso do portátil. Com que então, com um portátil ligado a uma rede Wifi pública, o Noronha consulta o seu email. E não é que, poucas horas depois, a partir do IP (hmmm, rede pública de wifi, IP daquele computador específico...) os maus da fita inferem que o portátil foi adquirido na loja X em Barcelona às 4 da tarde?! Então mas, mas, mas.... Pousei-o. E o livro levou semelhante machadada que só a custo o acabei.
Pior mesmo, só o conteúdo do DVD que, a dada altura, parece servir só para regurgitar mais umas páginas de dados sobre o sistema político português e o seu aroma a corrupção sem estar preocupado em meter aquilo de forma coerente ou construtiva para a história. ora uma escuta entre o Primeiro-Minsitro "Gonçalo" e um seu ministro, ora entre um ministro e um representante da UE.... desconexos e, a dada altura, só para juntar um "e mais isto! e isto! e isto!!".
E é isto. Interessante enquanto compêndio sobre a crise, mas com um enredo de ficção abaixo do nível de algumas histórias do Rato Mickey ou do Peninha, atropelando tudo e todos quando se passa de um IP para uma factura de aquisição de um portátil assim enquanto se toma café.
Ah, e colorofórmio? À venda em qualquer loja Italiana! Sempre fácil de arranjar!
Mais um livro muito interessante de JRS que retrata de uma forma fluída e cativante o atual contexto de crise da dívida soberana em que Portugal e outros países da Europa se encontram. O enredo que o autor construiu permite-nos ir acompanhando passo a passo as causas desta crise que se iniciou como uma crise financeira nos EUA, ao mesmo tempo que estabelece paralelos com outras crises económicas que se verificaram no passado. Baseado em informação rigorosa e opiniões de conceituados economistas e professores, este livro permite-nos compreender o real impacte da atual situação nas nossas vidas quotidianas e no futuro de Portugal, Europa e da moeda única Europeia. Para além disso, a componente ficcionada oferece-nos em simultâneo uma história com muito suspense e um desfecho revelador. Aconselho a leitura deste livro que estou certo não desiludirá as expectativas.
Já há algum tempo que não lia nada de José Rodrigues dos Santos, principalmente tendo o Tomás Noronha como protagonista. Estamos em 2012 e a crise também afecta Tomás Noronha pois acabou por ser despedido da faculdade. Após uma ida ao centro de emprego, Tomás reencontra um antigo amigo de liceu e que lhe diz que está a ser perseguido. O livro foca-se essencialmente na crise económica e financeira que abalou a Europa e Portugal e José Rodrigues dos Santos, consegue-nos explicar o seu contexto e as suas consequências. E até acho que o explica de forma simples. No entanto, achei a história praticamente sem acção, sendo pouco mais do que estas explicações da crise. E, confesso, tenho um problema com o Tomás Noronha. Irrita-me profundamente, com aqueles ares superiores e com "a mania que ele é que sabe", e sempre um engatatão.
É inquestionável a satisfação com que termino um livro do José Rodrigues dos Santos e já é a segunda obra que termino. Li A Fórmula de Deus em dezembro e fiquei surpreendido pelos acontecimentos, pelo desenrolar da história e a aprendizagem que adquiri. No entanto, não posso dizer que é “melhor do que Dan Brown” porque não é. Apesar das obras deste jornalista serem do mesmo estilo do escritor americano falta-lhe um aprimoramento dos pormenores de enredo, das ações do Tomás Noronha, das próprias cenas de amor e sexo como acontece neste livro, é o grande defeito encontrado nas duas obras que li do José Rodrigues dos Santos.
A Mão do Diabo é o décimo romance do escritor e desta vez aborda uma questão tão atual para todo o mundo: a crise económica e financeira que a Europa atravessa. Como posso constatar, os livros deste jornalista têm a força na investigação, na matéria recolhida e colocada ao longo das quase 600 páginas. Trata-se de um grande número de conteúdo para um livro mas consegue ler-se facilmente, talvez pela escrita simplista e sem complicações. Um dos grandes defeitos desta última obra de JRS é a quantidade de informação despejada mais uma vez em algumas páginas, numa viagem entre Lisboa e Coimbra por exemplo, em conversa com as personagens nunca existiria conversas com tantas explicações em economia e sobre a crise como acontece na história. É verdade que temos de ter em atenção que o leitor é colocado sob uma história de ficção mas há pormenores que nem na “ficção” acontecem, conversas que são impossíveis de idealizar na minha cabeça. Dou facadas às duas obras lidas do autor neste ponto, dou com força porque tem de melhor muito neste ponto. É um despejar de informação que nunca mais acaba.
Apesar deste defeito não me importo de aprender mais, fico satisfeito no final de cada leitura. Mas sinto que a forma como o JRS anda a escrever piora de livro para livro, notei uma diferença significativa nas leituras que fiz – há um grande espaçamento de publicação entre A Fórmula de Deus e A Mão do Diabo. São pequenos pormenores, o tal desleixo com o enredo como referi anteriormente. De resto, é um livro recomendável. Devo dizer que gosto da forma como este jornalista escreve e vou ler sempre qual livro que lance até que a falta de qualidade de qualquer um deles me diga o contrário.
Dos Santos’un her yeni kitabı benim için eşine az rastlanan bir hediye olagelmiştir. Ancak bu sefer kitabı bitirirken aynı tadı alamadım. Açıkcası biraz hayal kırıklığı yaşadım. Avrupa’ da yaşanan ekonomik krizleri anlatırken gerçek olaylara ilişkilendirmesi bilgi birikiminizi artıracağından şüphem yok. Ama konudan konuya atlaması ve konuların birbiri ile bağlantıları bu sefer çok zayıf olmuş. Çeviri her zamanki gibi harika. Eğer Avrupa bölgesindeki ekonomik krizin nasıl çıktığını ve nasıl yönetildiğini merak ediyorsanız, okumanızı öneririm. Profesör Noronha sizi hikayenin içine zaten çekecektir.
Desilusão. O livro mais fraco de JRS, de longe. Enredo fraco, previsível, pouco cativante. A informação relativa à crise é muito sensasionalista, repetitiva, e com uma visão demasiado politizada e sem nenhuma personagem a fazer contraditório. Muito fraco.
Yazarim konu hakimiyetine bayiliyorum ancak karakterler arasindaki konusmalar o kadar fazla ki okur Jen goruyor, bezdiriyor. Kitaplarini sevsem de bitirdigime daha cok seviniyorum
Ao longo da minha vida já tive direito a uma considerável quota de livros maus, alguns dos quais já nem me recordo. “A Mão do Diabo” é um romance muito mau, medíocre mesmo, mas ficará na minha memória como o livro que mais palha me deu a ler. São quilos de palha, capítulos inteiros sem um apontamento interessante, sem um qualquer desenvolvimento na ação. Um verbo de encher em forma de livro. Façamos uma análise mais detalhada.
Esteticamente “A Mão do Diabo” não apresenta nada de novo. O formato do romance policial histórico é o standard, popularizado por Dan Brown, que, pessoalmente, começa a enojar de tão repetido que é, inclusivamente pelo próprio autor. Admito que um leitor ocasional e distraído possa até ser surpreendido, mas um que não seja nem uma coisa nem outra prevê com exatidão todo o desenrolar da trama, o que mata o objetivo de qualquer romance policial: torna a leitura aborrecida, desinteressante e previsível.
Objetivamente, temos uma prosa pouco cuidada que incorre sucessivamente num exercício desconexo de figuração estilística. O espaço descritivo é um rococó forçado porque desafia a inteligência do leitor. Os diálogos utilizam, por vezes, um léxico desadequado e, globalmente, a ideia que transparece é a de um trabalho pouco sério de revisão e de edição. Inclusivamente, existem incongruências factuais no próprio texto. Seguem-se alguns exemplos para concretizar a crítica.
1.1. Na página 84, o personagem está sonolento e é acordado pela secretária. Eis o que o personagem responde: «“Desculpe!”, titubeou, atarantado e estremunhado». O problema nesta linha é a forma do verbo “titubear” que não se enquadra com o resto. Uma pessoa que fala hesitantemente, que vacila, não exclama como quem despertou de repente, num ápice.
1.2. Na página 111 o personagem Decarabia é descrito como sendo «A figura de túnica branca...», para que na página 112 seja referida como «A figura da túnica negra...» sem que entretanto nada seja referido relativamente a uma mudança de indumentária, ou que nos leve a supor o mesmo.
1.3. Na página 189, o polícia diz: «Co’a breca, alto!». Que espécie de expressão é esta? Tratar-se-á de uma reminiscência do século XIX ou o autor tem o simples propósito de ser engraçado?
1.4. Ao longo do texto, é frequente que quando o personagem principal fala, substitui-se o verbo “falar” pelo verbo “pigarrear”. Contudo, não consta que o personagem principal fume, ou possua alguma enfermidade de garganta, para estar constantemente a falar com pigarro, com catarro ou mucosidade.
Estes são apenas quatro exemplos de entre muitos que se encontram ao longo do romance.
Quanto ao enredo, trata-se de um novelo de cenas muito pouco credíveis que, a cada passo, nos fazem duvidar da nossa capacidade de senso. Nada é espectável na ação dos personagens que frequentemente invertem papeis, assumem personalidades diferentes em diferentes capítulos, por vezes heróicas, outras super-heróicas e, outras ainda, simplesmente em desacordo com ações anteriores, ao ponto de o leitor considerar, enfim, que está perante não-personagens, isto é, objetos sem personalidade, marionetas sem vida própria ao serviço das intenções do escritor, sejam elas quais forem. Como exemplo, refiro apenas que o personagem principal, no início do romance, nada sabe de economia; a meio, e sem que nada o justifique, já possui conhecimentos alargados na área; e, já perto do final, conhece com detalhe todas as implicações ao mais alto nível!
A construção do romance, à semelhança de outros do mesmo autor, é pobre. As primeiras trinta páginas ainda nos fazem imaginar um enredo em volta da religião de Zoroastro e de culturas antigas, mas rapidamente essa informação é esquecida e nunca mais é retomada. Ao invés, o romance envereda por um assunto completamente diverso. O leitor cai, assim, no primeiro de muitos logros que o romance nos oferece.
Os espaços descritivos são forçados e impingidos ao leitor a cada pretexto fabricado. Recebemos doses gigantes de informação pouco contextualizada com a ação e, muitas vezes, através de interlocutores inesperados e pouco credíveis, que se lembram de palestrar sem aviso prévio. No mais, realça-se a repetição enfastiante de ideias, a repetição de frases, o absurdo rácio de clichês por página, de chavões e de lugares-comum. De todos, o mais original é o seguinte: «O que não é sustentável não se sustentará». Incrivelmente, esta frase aparece como um emplastro ao longo de todo o livro, repetida com orgulho mentecapto, como se de uma verdade alucinante se tratasse.
Finalmente, vou tecer umas breves palavras relativamente à mensagem global veiculada pelo romance. A história do livro remonta ao início da crise económico/financeira na Europa e eu tenho a vantagem, para efeitos de análise, de o ter lido num momento posterior. Este romance, não obstante produzir algumas opiniões com as quais concordo, faz a apologia de uma matriz ideológica retrógrada assente num quadro de falsidades que o tempo se encarrega de desmontar, ou de especulações pouco inteligentes. Saliento dois exemplos.
2.1. É dito ad nauseam que nível dos salários pagos a trabalhadores está diretamente relacionado com o nível dos preços praticados pelas empresas e inversamente relacionado com os níveis de produtividade do país. Por outras palavras, se baixarmos os salários pagos, diminuem os preços dos produtos e aumenta a produtividade nacional. Ora, passado algum tempo desde a escrita deste livro, verificamos que em Portugal os salários diminuíram para níveis praticados no início da década de noventa, ao mesmo tempo que os preços dos produtos aumentaram generalizadamente e os níveis de produtividade nem por isso.
2.2. Também é dito algo de maravilhoso, algo que surgiu recentemente nos media como que por geração espontânea: que a moeda única foi imposta pela França à Alemanha, de forma a “controlá-la” após a reunificação.
Sou da opinião que quando se especula, deve-se fazê-lo com algum sentido, com alguma lógica. Objetivamente, a Alemanha foi o único país a beneficiar, a longo prazo, do euro e, com ele, cresceu como nunca à sombra de uma planificação económica dos países da União Europeia feita à sua medida e que prejudicou, sobretudo, os países periféricos. O euro significou para a Alemanha o mesmo que uma desvalorização monetária face ao poderoso marco, ao mesmo tempo que, para países como Portugal, significou o oposto, isto é, uma hipervalorização monetária. Com isto, a Alemanha que já era, de longe, o maior produtor europeu, viu as suas exportações aumentarem exponencialmente o que, juntamente, com as políticas europeias comuns, fortaleceu em toda a linha a sua posição global. Evidentemente que, para Portugal, passou-se o oposto. É pena que o autor não tenha tido a sensibilidade para sequer aflorar esta problemática e, pelo contrário, procura passar a mensagem provinciana de que os altos e louros é que são bons, sérios e honestos e que os morenos do sul são uns idiotas e incapazes.
Foram apenas dois exemplos que mostram como o discurso tem pouco senso, pouca ponderação, pouca reflexão histórica. A certa altura, no capítulo XIX, faz-se alusão a uma fórmula matemática que diz que a variação do PIB é igual à soma da variação da população com a variação da competitividade, e, de repente, parece que se descobriu a pólvora, concluindo-se que nós temos um pequeno PIB, por termos uma pequena população e uma baixa produtividade. Contudo, esta fórmula só seria eventualmente válida com a existência de uma coisa chamada de emprego. Sem trabalho que permita que a pouca população que temos tenha um nível de vida digno para si e para os seus, a mesma emigra para outras paragens, como acontece atualmente e mais do que nunca.
A “Nota final”, frequente neste género de romance “histórico”, é em si própria elucidativa acerca da intelectualidade geradora do texto. Citando dúzias de fontes e pseudo-fontes procura transmitir uma aura de imparcialidade, por um lado, ao mesmo tempo que, por outro, procura “lavar as mãos” de qualquer responsabilidade. De acordo com o resto do romance, não me convence minimamente.
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A série Tomás Noronha é um o meu maior guilty-pleasure literário. Quando não tenho nenhum livro debaixo de olho, é quase certo que vou buscar o livro seguinte desta série. Embora os livros me deixem relativamente saciado no que toca a ficção, a verdade é que houve dois pontos altos na sua leitura, o primeiro foi o livo "A Fórmula de Deus" e o segundo a personagem Ahmed no livro "Fúria Divina".
Junto agora um terceiro ponto alto a esta série, o livro "A Mão do Diabo". Dentro do género de livro de mistério, é de longe o mais rico de José Rodrigues dos Santos que li até hoje e junta a isso informação crítica sobre o funcionamento do Euro, dos políticos, dos bancos e da economia mundial. De certa forma é um romance com ares de livro de não-ficção.
A cereja no topo do bolo é o epílogo onde o autor esclarece o que é fictício, o que não é e, talvez mais importante, o que não devia ser.
Embora retire prazer dos livros de José Rodrigues dos Santos, nunca os recomendei porque existe muito melhor ficção para ser recomendada. Abro uma excepção a este "A Mão do Diabo" pela mistura de entertenimento muito satisfatório com informação.
Antes de mais, eu sou fã incondicional dos romances do José Rodrigues dos Santos, e do Tomás Noronha (... que aproveito o espaço para dizer que podia ter sido baptizado com um nome melhorzinho...) e por isso a minha classificação de 5 estrelas à obra é evidentemente parcial, como tal, a notação AAA (... para entrar no espírito da coisa) que a agência de rating Carlos & Rodrigues deve ser encarada com cautela, como se de uma notação de uma "Default Swap" em plena primeira década deste século se tratasse! Não perceberam o que quis dizer? Leiam o livro ;)
A minha parcialidade, contudo, não me impede de ter uma visão crítica em relação à obra. Desde logo, bem ou mal, tenho por hábito de dar 5 estrelas aqueles livros que me prendem de princípio ao fim. É justo? É um indicador razoável do mérito literário da obra? Não. Mas em última análise, eu ( e suspeito que muitos de nós) compro um livro destes na esperança de que me contem uma história bem contada e que me prenda bem à leitura. Não estou aqui à procura de encontrar o êxtase literário, pois para isso existem outros autores mais qualificados. O resto, aprender alguma coisa nova ou ganhar uma nova perspectiva sobre determinado assunto vem por arrasto, e isso, na minha experiência pessoal, acontece invariavelmente a cada romance do Rodrigues dos Santos... ou não!
A verdade, é que nas temáticas abordadas neste e no romance anterior (O Último Segredo) foram poucas as coisas novas que descobri (Vantagens de se ser um abelhudo que gosta de saber sobre uma série de coisas diferentes). Mas é também verdade que eu tinha registos soltos acerca dessas mesmas temáticas, que nunca tinha juntado completamente, e quando isso acontece, escusado será dizer que acontece uma pequena epifania.
No caso concreto deste "A mão do Diabo", encontrei inúmeros pontos de afinidade. Desde logo por estar desempregado e ter entrado completamente na pela do Tomás Noronha durante os formalismos do seu processo de desemprego aqui narrados, e as marcas que isso deixa em quem por eles passa. Não chego ao cúmulo de dizer que poderia ter sido eu a escrever essa parte, porque a transmissão das ideias e das sensações, ainda que análogas às minhas quando as vivi, não seria por mim feita certamente com tanta mestria. Depois, toda a visão do processo que culminou na situação económica em que nos encontramos é assustadoramente parecida ao que eu já tinha formulado há muito tempo como minha opinião pessoal. E digo assustadoramente porque tinha esperança que de facto fosse apenas eu a pensar assim, e que na verdade estivesse a roçar a paranóia e tudo nisto fosse bastante menos pornográfico do que eu pensava que era. Acreditem que esta é daquelas situações em que não me dá gosto nenhum em dizer "Eu sabia!!!", e mais ainda, se eu consegui lá chegar, assusta-me que mais gente certamente o tenha feito e por alguma razão ninguém se tenha insurgido de alguma forma. Mas não vou entrar em detalhes, para não produzir qualquer tipo de spoiler.
O que sim, me dá gozo, e disto posso falar até porque vem na contracapa do livro, é acerca do criptograma em que assenta o já tradicional mistério do romance. É com incontido prazer que anuncio que descortinei para onde apontava o dito enigma umas largas linhas antes dos protagonistas o terem conseguido fazer... e não... não avancei páginas, ok ?!
Para finalizar, e acerca do enredo em si, devo dizer que não é a aventura mais vertiginosa do Tomás Noronha (na minha modesta opinião) mas que diabo, estamos em crise e o homem ainda por cima, está desempregado, por isso não é expectável que o homem dê a volta ao mundo como em "A Fórmula de Deus" e "O Sétimo Selo", por exemplo. Ah... Um pequenino spoiler a que não resisto.... Este é provavelmente a aventura do professor Noronha com o menor "Body-count" e menos sexo, embora haja ambos, descansem. Isto agrada-me, pois parece-me uma "Des-DanBrownização " que já era devida há algum tempo.
E por falar em Dan Brown, um reparo ao autor (... Sim...claro Carlos... O"Orelhas" vai mesmo ler isto...) : Se eu não conhecesse já as aventuras do Professor Tomás Noronha, não teria comprado este livro. Porquê? Porque desde a invasão de copy-cats que se verificou post-Código Da Vinci, decidi que qualquer livro que na sua promoção traga coisas do género "Melhor que Dan Brown" ou "Quase tão inteligente como o Código da Vinci" (Sim...Houve quem se tenha rebaixado a lançar um livro que era quase tão inteligente como qualquer outra coisa..) seria tratado como se na verdade dissesse "Eu não valho a pena ser comprado, porque sou uma tentativa falhada de ser algo com mais qualidade do que a que tenho". Neste na contracapa, lemos que um jornal holandês de nome impronunciável qualificou Rodrigues dos Santos como "Melhor que Dan Brown"... Senhor Rodrigues dos Santos; Gros faux-pas!
Admirador dos romances do JRS, achei este umas das suas obras mais fracas em termos de ficção. Para quem queira perceber como estamos hoje na situação em que estamos, é uma excelente forma de o fazer ler este romance, como romance é curto. Considero que neste caso a história e as peripécias que rodeiam Tomás Noronha estão apenas em segundo plano e por vezes até um pouco forçadas de forma a poder enquadrar as explicações económicas para a situação actual. Mas se calhar era isso que o autor pretendia.
Os diálogos das cenas finais (gravadas no DVD) parecem demasiado infantis e popularuchas, e isso estraga o ainda pouco suspense que poderíamos esperar dos segredos que o DVD contêm.
Se ainda não conhecem a obra do JRS, não é definitivamente o romance indicado. Sugiro a Fórmula de Deus!
Foi o primeiro livro que li do autor e ía com as expectativas relativamente altas. Rapidamente percebi que iria acabar a leitura inevitavelmente desiludida. A escrita não me convenceu, os diálogos pareceram-me demasiado forçados, a história e os personagens não me conseguiram cativar... O único aspecto positivo que retive deste livro foi a informação que o autor conseguiu veicular atrás desta história. A vontade de ler mais coisas de José Rodrigues dos Santos diminuiu drasticamente.
Este livro fala de nós, do nosso passado, do nosso presente e de um nosso possível futuro. Um passado complicado, um presente difícil e um futuro possivelmente desastroso, que parece ter a assinatura feita pela mão do diabo.
A história não está ao nível que José Rodrigues dos Santos nos tem habituado. No entanto, a narrativa continua extremamente viciante e as informações presentes sobre a crise estão muito bem explicadas. É um excelente documentário que explica muito bem a crise disfarçado de romance.
Muito bom este livro, basicamente é o um tipo de livro para quem gosta de Dan Brown, onde envolve mistério com questões religiosas/arte/ciência. Adoro a escrita do José Rodrigues dos Santos. Meu autor português preferido até agora, especialmente nas séries de Tomás Noronha. 4 🌟
Well I finally finished this damn thing. Now, Rodrigues dos Santos is one of the most famous Portuguese TV news reporters. And he's good at that. Well, except when he tries to say the names of foreign places in their native language and ends up sounding like a buffoon. Apart from that, he's good. What a pity his books aren't good. Sorry. He's a best selling author. Sure. But so is Stephanie Meyer and the woman that wrote 50 Shades of Grey.
It took me forever to finish this book but not because it's hard to read. On the contrary, it's a really easy read. Unfortunately, the fact that I could predict how the story would end and who the villain was from the moment he first appeared, didn't helped.
These books are basically Dan Brown with a Portuguese character. Replace Tomás de Noronha for Robert Langdon and you have a Dan Brown book. Except Dan Brown isn't as predictable. But the rest is the same: the nerdy professor that somehow is good-looking and a success with the opposite sex gets himself in all sorts of problems with international repercussions etc. Not original. And quite honestly I'm sick of this formula.
But all of that would be ok if the book wasn't so filled with stupidity and other errors. First of all, someone should tell JRS that when he's talking about the Government structure, which in Portugal is called "Estado", "Estado" is written with a capital "E". "estado" with a small "e" means status.
And then someone should teach JRS how technology works. As a bit of a tech-geek myself, it really got on my nerves such stupid things as: - I need to contact my mother but they're monitoring my email and will see the IP. I can't use a Cyber Café or they'll find out where we are. I know! I'll buy a cheap laptop. And you know what? That laptop is so cheap it will have GPS capabilities built in.
Argh! Stupid author is stupid! The Cyber Café would be his best option if he wanted to use the internet completely untraced. Buying a laptop at a major retailer such as FNAC will leave a trace of him. He bought a laptop that he had to pay and give a name for the warranty. And a laptop to use on the move would just leave a trail for him to be followed. Whilst if the guy had used the Cyber Café, even if the bad guys tracked his location, by the time they got there he would be gone. But no.
And then there's the GPS thing. Cheap laptops do NOT include built-in GPS. Not even expensive laptops.
Oh, an no, JRS never even heard of VPNs apparently.
Argh!
Well and then there's the bull-crap about the European Crisis. The author clearly wanted to use the book to vent off all the things that he couldn't say on National Television, specially when the network where he works is owned and controlled by the Portuguese Government. Unfortunately the resort to the technique: "- But you said it would happen this...how? - Well, I'll tell you that later" was also used to exhaustion. Over and over and over again the guy did that. I was clearly starting to get pissed.
I read this book because my mother really likes his books and was nagging me over and over again for me to read a book by José Rodrigues dos Santos. I did. And I won't do it again. The guy has a bunch of books but I have no interest in reading him ever again. If my mother likes his books, good. She can read them. I'll avoid them. And I wouldn't recommend them to anyone who actually enjoys books. I'll give it two starts just because it's a fast easy read. Otherwise it would have received 1 star.
De entre todos os livros que já li do José Rodrigues dos Santos, e em particular os que dizem respeito à "série" Tomás Noronha, este é, sem dúvida, um dos piores que já me passaram pelas mãos.
Tal como nos livros anteriores, "A Mão do Diabo" é construído sobre um extenso trabalho de pesquisa, desta vez relacionado com a moeda transeuropea e com a crise que a tem abalado desde 2008 após o rebentamento da bolha especulativa nos EUA, e que viria pôr a nu as fragilidades do Euro. É aqui que o livro se torna de facto interessante: quem quiser ter uma ideia mais clara sobre qual o caminho que nos trouxe até aqui, ao ponto de Portugal ter que solicitar ajuda à Comissão Europeia, ao Banco Central Europeu e ao Fundo Monetário Internacional - conjunto a que se convencionou chamar de "troika" - tem neste livro um bom resumo. Está lá tudo: os pressupostos políticos que nos conduziram à criação do Euro, a liberalização dos mercados, o que é o subprime, o porquê deste produto financeiro ter abalado a economia europeia, as crises da Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda (não Itália não foi contemplada neste romance), a relutância alemã,... enfim, tudo. Quase que este livro se poderia ter chamado "Tudo o que queira saber sobre a crise do Euro e ainda ninguém lhe contou." Obviamente que podemos questionar a objectividade e imparcialidade do que aqui é explicado, mas penso que, em momento algum, este assunto poderá ser analisado sem que este tipo de pensamentos ocorra. Em todo o caso, este livro é uma espécie de "Seleções do Reader's Digest" sobre a crise da moeda única que acaba por ter algum interesse objectivo.
"Espera aí! Mas isto é um romance ou um livro de economia?!" Já lá vamos... É de facto um romance que decorre de forma muuuuuuuuito lenta: são necessárias quase 200-duzentas-200 páginas para que o enredo comece a ganhar velocidade. Bem, a palavra velocidade é talvez um pouco excessiva. Andamento, vá.
Até aqui, o primeiro terço do livro não passa de um extenso prólogo. Olhando para o livro no todo, este não passa de uma daquelas laranjas de final de estação: secas, sem quase nenhum sumo. Junte-se a isto toda uma panóplia de diálogos tão forçados que chega a irritar, e só não larguei o livro porque o conteúdo informativo acabou por prender-me, porque se fosse pela história...
O final do livro é igualmente sofrível. Vemos toda uma série de conjecturas do autor, e que de certa forma também temos formadas, a serem desfiadas no meio de mais diálogos ocos e demasiado artificiais. Vemos personagens que alegadamente ocupam lugares importantes ou que julgamos detentoras de formação extremamente rica a serem ultrapassados por um professor de História especialista em Línguas Antigas. Nada contra os professores de História, mas a forma como todo ocorre é demasiado irreal e factícia que se torna quase incómodo de ler. Já li ficção científica mas credível do que esta última história do Tomás Noronha.
Em resumo, encontramos o costume: um crime, a personagem a ser chamada para o centro da história, uma "bond girl" e um final (quase) feliz, tudo embrulhado com informações q.b.
Literatura para as tardes de praia em jeito de pastilha elástica.
“A Mão do Diabo” é o sexto livro dedicado a Tomás Noronha. Novamente no encalce da resolução de um novo mistério, Professor Noronha leva-nos a refletir sobre a crise em Portugal e no mundo.
Esta aventura de Tomás foi um pouco enfadonha. Teria sido um ótimo livro, se o autor não tivesse investido em 100 páginas de puro debate económico, muitas das vezes denso e despropositado. Este debate ideológico entre as personagens, por vezes tornou-se irreal. Nunca Raquel de la Concha, que estava desejosa de colocar as "mãos em cima" de Tomás, lhe pediria para continuar a explicação da origem da crise com tanto afinco, durante horas a fio. Penso que o autor se deixou levar pela necessidade de expressar a sua opinião, e tornou a parte reservada à crítica da crise desproporcional, para com os objetivos do resto do livro. Podia haver mais “sumo” na história, caso o que acabei de referir fosse mais soft. Mesmo assim, parabéns ao autor, pois demonstrou pontos de vista interessantes, razoáveis e realísticos sobre a situação da crise. Desiludi-me um pouco com a história em si. Adorei o início e o fim, o meio… bem, podia ter sido mais cativante!
Quero destacar que a escrita do autor é extremamente acessível e deliciosa. Como eu gosto de ler as frases, e os diálogos originais, sem ser nenhuma tradução. Português retirado da rua, das pessoas de todos os tipos e lugares, desde o professor universitário, até ao simples dono de um restaurante. Que prazer me dá ler a fluência da minha língua, e identificar-me com todos estes registos linguísticos. Sinto-me em casa confortável.
Por último, gostaria de salientar que o episódio em Atenas foi dos meus preferidos. Estarreceu-me a proximidade com a realidade, quase me senti ser arrastada pela multidão. Assustador deveras. Recomendo.
Tomás Noronha neste A Mão do Diabo enfrenta a diabólica vida de um desempregado em tempos de crise. A faculdade em que trabalhava dispensa Tomás, a sua mãe está em vias de ser "expulsa" do lar por falta de pagamento. Enquanto isso, Tomás vê-se metido numa grande alhada juntamente com o seu amigo Filipe Madureira, relacionadas com os responsáveis da crise.
Mais uma vez José Rodrigues dos Santos apresenta-nos um criptograma que levará a um DVD muito crucial na história. É de elogiar o autor pela grande ideia de escrever "ficção" (sim entre aspas e depois de lerem vão perceber) associada à actual realidade, a forma como consegue explicar tudo o que levou o nosso país e muitos outros países à situação monetária actual.
Eu sou estudante de Gestão e há temas abordados pelo José Rodrigues dos Santos tão bem explicados que percebi mais facilmente através da sua explicação do que pelos meus professores.
Gostei muito e mais uma vez o autor não me desilude. Para quem quer realmente compreender o estado do país aconselho muito este livro, a informação está muito bem explicada, muito bom mesmo!