Em Morra, Adam Fonseca resgata a estética visceral do Ultrarromantismo e do Simbolismo para criar um diálogo franco com a finitude. Longe da positividade tóxica moderna, estes versos abraçam o tédio, a decomposição e o silêncio gélido de quem observa a vida esvair-se pelos dedos.
Entre visitas de homens de preto e o som do frio a mussitar no corpo, o eu-lírico transita por paisagens onde a esperança é apenas um "quiçá" e o sol parece estar sempre escondido.
Uma obra curta, densa e necessária para quem encontra beleza na melancolia e não tem medo de encarar o abismo que habita o espelho.
Para fãs de Spleen de Baudelaire, da Segunda Geração Romântica e de poesia gótica.