Fred, o Estranhão, é um rapaz de 11 anos, com um Q.I. acima da média, que conta a sua estranha vida (a família, a escola, os amigos, os amores), com palavras e desenhos, enquanto reflete sobre tudo o que o rodeia.
O seu grande desafio é viver uma vida normal, sem sobressaltos, e chega a fingir que é estúpido para não ser incomodado pelos que fingem ser inteligentes. Mas isso não é tarefa fácil para um Estranhão. Pois não?
IMAGINAÇÃO SEM LIMITES E HUMOR, MUITO HUMOR INTELIGENTE, NO LIVRO MAIS ESTRANHO E DIVERTIDO DO ANO.
Começou por publicar poesia no início dos anos 80 e, em 1982, publicou o seu primeiro livro para crianças, intitulado História com muitas Letras. Desde então construiu uma obra singular e diversificada, que conta atualmente com mais de três dezenas de títulos e integra contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos.
As suas obras para a infância, onde reina a força do imaginário e da palavra, são o produto de uma sensibilidade espiritualizada que reivindica a totalidade mágica da existência e apelam permanentemente à imaginação e ao sonho, não como formas de escapismo mas como fatores poderosos de modelação do ser.
Acrescentou à sua obra a série Triângulo Jota de narrativas de mistério e indagação, sendo considerado “o primeiro a conseguir reformular e enriquecer, com sucesso, os modelos conhecidos”.
Fred é um miúdo de 11 anos com um QI acima da média e que a própria família trata por Estranhão. Sendo um rapaz a caminho da adolescência e dotado de uma inteligência invulgar, as suas capacidades sociais nem sempre acompanham o seu brilhantismo. Este livro reúne uma série de episódios do quotidiano do Fred.
Álvaro Magalhães foi um dos meus escritores preferidos na juventude, sobretudo graças à colecção “Triângulo Jota”. Neste livro, voltei a apreciar a sua escrita, mas confesso que não sou grande fã do estilo “Diário de um Banana / Diary of a Wimpy Kid”, mais orientado para rapazes e centrado em pequenas histórias, contadas com a ajuda de desenhos, em vez de um enredo mais longo e contínuo que percorra todo o livro.
Um livro com ilustrações em todas as páginas, a preto e branco, cómicas e cujo protagonista tem as suas ideias invulgares mas também comuns. Não achei tão engraçado a vários estereótipos, mas gosto que existam livros destes por autores portugueses.
Um "hybrid novel" onde o autor retoma e reinventa os seus temas de sempre: a infância, o amor, a existência. O "herói" tem semelhanças com Hugo, do romance anterior, e recupera também algumas reminiscências autobiográficas. As ilustrações, que integram o sistema comunicativo e sígnico são um complemento de grande importância. A prova de que Álvaro Magalhães é capaz de escrever em todos os géneros e formatos, superando-os pela poesia que nunca abandona o seu discurso.