Joyce Lee Malcolm presents a historical study of England, whose strict gun laws and low rates of violent crime are often cited as proof that gun control works. She looks at the level of armed crime in England before its modern restrictive gun legislation, the limitations that gun laws have imposed, and whether those measures have succeeded or failed in reducing the rate of armed crime.
Joyce Lee Malcolm is a professor at George Mason University School of Law. A historian and constitutional scholar specializing in British and colonial American history, she focuses on the development of individual rights and on war and society.
She previously taught at Princeton University, Bentley University, Boston University, Northeastern University and Cambridge University. She is a fellow of the Royal Historical Society and bye fellow of Robinson College, Cambridge University. Recipient of many awards and grants, she served as a Senior Advisor at the Massachusetts Institute of Technology Security Studies Program and a Visiting Scholar at the Massachusetts Center for Renaissance Studies.
When was the last time you needed the cops at four in the morning and they pitched up at twelve, but you weren't there? - because you were in the ICU?
OK, maybe not you, but it certainly does happen.
This is a fascinating book on arms and the citizen, essential reading to counter the knee-jerk reaction of most people who think guns mean more, not less crime. It is also disturbing because it traces the steady disarming of the British population (Northern Ireland excepted) culminating in the total ban of hand guns in 1997. And the political agenda that has driven this process.
On the 8 January 1941 George Orwell, writing in the Evening Standard said '[The:] rifle hanging on the wall of the working-class flat or labourer's cottage is the symbol of democracy. It is our job to see that it stays there.'
Why have all the bad guys got guns and why are the good guys defenceless? Princeton and Cambridge Professor of Law Joyce Malcolm explains why.
This book dismantles the rationale for gun control about as persuasively as you could imagine. Using English criminal records, which go back to the late Middle Ages, Professor Malcolm documents a decline in violent crime rates for centuries, ending in the 1920s, at the same time that gun control really started gaining traction in the UK. Since then, gun control has increasingly empowered criminal thugs and the occasional psychopath, whose depredations serve as justification for the next round of gun control. Engagingly written and thoroughly documented.
Foi lançado recentemente no Brasil, pela Vide Editorial, Violência e Armas: A Experiência Inglesa, da Dra. Joyce Lee Malcolm, com apresentação de Bene Barbosa. No dia do lançamento, Bene deu uma palestra muito interessante. O livro é um estudo bastante abrangente da história da criminalidade e do controle de armas na Inglaterra e no País de Gales, levantando dados desde o século 13 até o final do século 20. A Inglaterra possui registros bem preservados sobre crimes e julgamentos desde a Idade Média. Também possui uma das legislações mais restritivas a armas em países democráticos. Portanto, é um excelente objeto de estudo para quem se interessa pela relação entre a criminalidade e a difusão das armas entre a população civil.
A Dra. Joyce, americana, professora da Universidade de Harvard, historiadora especializada no Império Britânico e na América Colonial, pesquisou as mudanças na legislação criminal inglesa, incluindo a evolução do conceito de legítima defesa, as normas referentes a armas brancas e de fogo e o custo das armas comparado à renda dos cidadãos comuns.
No século 13, ainda não havia armas de fogo. A criminalidade era alta, com taxas de homicídio entre 18 e 23 casos anuais por 100.000 habitantes. Esses números provavelmente são subestimados. A legítima defesa era reconhecida pela lei comum (common law). Porém, existia a necessidade de que quem fosse agredido tentasse fugir antes de recorrer à violência para que o caso fosse considerado legítima defesa. Havia algumas exceções. Por exemplo, matar um criminoso em fuga não era considerado homicídio. Não existia polícia. Todos os cidadãos eram obrigados a colaborar para a prevenção dos crimes e a captura dos criminosos.
No final do século 16, as armas de fogo se tornaram comuns entre os ingleses. As leis criminais foram endurecidas e seu alcance foi ampliado. Por outro lado, mais situações passaram a ser consideradas como legítima defesa. Ao final do século, a taxa de homicídios estava em torno de 10 casos anuais por 100.000 habitantes.
O século 18 estabeleceu a legislação mais dura da história da Inglaterra. Com a Lei Negra, praticamente qualquer tipo de crime levava à forca. Possuir armas continuou não sendo crime. Em 1800, as taxas de homicídio estavam chegando a 3,5 casos anuais por 100.000 habitantes.
A Revolução Francesa causou grandes preocupações ao governo inglês. Temia-se tanto uma tentativa de invasão das Ilhas Britânicas pela França como o surgimento de movimentos revolucionários dentro do Reino Unido. Houve iniciativas de coibir a posse de armas que pudessem ser usadas ilegalmente, mas isso não prosperou e as armas continuaram livres. No início do século 19, foi criada a polícia. Ela atuava desarmada, porque os ingleses temiam que ela fosse um instrumento de tirania. Somente os cidadãos podiam estar armados. A Dra. Joyce conta um incidente ocorrido, já no século 20, em 1909, conhecido como Tottenham Outrage, no qual policiais perseguindo assaltantes tomaram emprestadas as armas de quatro civis. Outros cidadãos armados cumpriram seu dever de lutar contra o crime juntando-se à perseguição.
O século 19 terminou com 1,5 homicídios anuais por 100.000 habitantes.
No século 20, o governo decidiu trabalhar, de maneira paciente e constante, para desarmar a população. A partir de uma primeira lei praticamente inócua em 1903, foram implantadas outras cada vez mais restritivas em 1920 e 1937, até que, em 1953, as armas foram banidas. Daí em diante, somente os criminosos estão armados. O livro explica bem como isso aconteceu, mas não diz exatamente por quê. Esse processo foi conduzido por sucessivos governos trabalhistas e conservadores. Da mesma maneira, o conceito de legítima defesa foi sendo cada vez mais limitado, até que fosse quase que completamente abolido. São narrados alguns casos assustadores de pessoas condenadas por homicídio por se defenderem de agressões que ameaçaram gravemente a vida delas.
A criminalidade cresceu de maneira consistente desde que as armas legais começaram a ser reprimidas. A Inglaterra tornou-se um lugar mais violento que os Estados Unidos. O livro termina com uma comparação entre a situação dos dois países. Cita o estudo do economista John Lott sobre as diferentes legislações de armas nos Estados Unidos e seu efeito sobre a criminalidade, concluindo que a liberdade de possuir e portar armas, inclusive escondidas, têm um efeito claro e demonstrável de coibir a criminalidade e a violência.
Senti falta de mais gráficos, especialmente das taxas de crimes ao longo da história ou, pelo menos, no século XX. O livro é uma fonte preciosa de informações para quem se interessa por combater a criminalidade e pela questão da proibição ou não da posse e do porte de armas. Mostra claramente que as restrições criadas na Inglaterra não tiveram o controle da violência como motivação e foram implementadas de maneira subreptícia, sem discussão com a sociedade e contrariando a tradição, a experiência e a lógica. Seu efeito foi totalmente negativo em todos os índices de violência e criminalidade. Excelente leitura.