Farsa de Inês Pereira "Mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube." Inês Pereira, uma jovem caprichosa e ambiciosa, vê-se pressionada a casar com Pêro Marques, o "asno", lavrador simples e sem cultura, mas está encantada pelo galante combatente, Brás da Mata, que encarna "o cavalo". É neste momento de escolha de pretendentes (e suas consequências) que se centra a mais famosa farsa escrita por Gil Vicente e, sem dúvida, uma das mais divertidas e satíricas da vida quotidiana do seu tempo.
Gil Vicente, called the Trobadour, was a Portuguese playwright and poet who acted in and directed his own plays. Considered the chief dramatist of Portugal he is sometimes called the "Portuguese Plautus" and often referred to as the "Father of Portuguese drama." Vicente worked in Portuguese as much as he worked in Spanish and is thus, with Juan del Encina, considered joint-father of Spanish drama.
Vicente was attached to the courts of the Portuguese kings Manuel I and John III. He rose to prominence as a playwright largely on account of the influence of Queen Dowager Leonor, who noticed him as he participated in court dramas and subsequently commissioned him to write his first theatrical work.
He may also have been identical to an accomplished goldsmith of the same name, creator of the famous monstrance of Belém, and master of rhetoric of King Manuel I.
His plays and poetry, written in both Portuguese and Spanish, were a reflection of the changing times during the transition from Middle Ages to Renaissance and created a balance between the former time of rigid mores and hierarchical social structure and the new society in which this order was undermined.
While many of Vicente's works were composed to celebrate religious and national festivals or to commemorate events in the life of the royal family, others draw upon popular culture to entertain, and often to critique, Portuguese society of his day.
Though some of his works were later suppressed by the Inquisition, causing his fame to wane, he is now recognised as one of the principal figures of the Portuguese Renaissance.
A linguagem arcaica, sem atualização, que se usa nesta edição do auto decerto não ajuda a digeri-lo - por muito que isto não se revele uma tarefa impossível. O auto em si, confesso, parece-me desfasado com os tempos. O humor já não faz rir grandemente e a lição da obra (essencialmente, que a ambição leva somente à perdição e que não se deve aspirar a subir a paragens mais altas do que aquelas que nos foram dadas pelo nascimento) não parece muito satisfatória nos dias de hoje. No geral, não me fascina.
*3, 5⭐ (Por esta é que vocês não esperavam) Gostei muito mais deste livro do que estava à espera, porque a escrita era super fluída e a história interessante. Mas mesmo assim não dava para avaliar melhor, porque é muito cansativo ler em português arcaico e estar sempre a ir ver os significados das palavras abaixo😭.
Uma leitura obrigatória para a escola. Posso dizer que este livro, contém informações mais interessantes do que o meu próprio livro de português, por isso acho que foi uma boa escolha, tendo em conta, que andava a vaguear pela biblioteca da minha escola à procura de um livro que me ajudasse a entender melhor esta obra de Mestre Gil. Amanhã tenho teste de Português (rogar e implorar a todos os deuses para que a minha escola faça greve, porque não quero mesmo adiar). Falando agora sobre a Farsa de Inês Pereira, sendo muito breve, eu gostei muito. O ano passado li o Auto da Barca do Inferno, e posso dizer que não gostei tanto. Sem dúvida, o estilo poético de Gil Vicente cativa-me e muito! Acho que toda a gente conhece a história, por isso não vale a pena adiantar aqui alguma coisa. Gostei particularmente de todos os dramas por que esta Farsa passa, as consequências de Inês Pereira se casar por amor ou por dinheiro, ... Foi uma leitura rápida, ajudada a entender melhor pelas anotações e ilustrações que surgem neste livro. Em suma, acho que foi uma excelente escolha minha e definitivamente fiquei com o apetite para ler Gil Vicente. A minha próxima aquisição vai ser o Auto da Feira, possivelmente.
This book has the intention to be funny, but it is nothing but dull and mean-spirited! It is even more of a disappointment because this was written by Gil Vicente, who wrote Auto da Barca do Inferno, which is a delight to read! Inês Pereira is really annoying, and although she changes and starts standing for her ground, she starts being the monster that Escudeiro was to someone that really loves her. If this choice was intended for criticism on the human condition, I would probably really enjoy this book! But it was not! Just for laughs. And even if it was for criticism, that does not change the fact that this book is dull and not funny at all! Even so, I gave it 2 stars, because Gil Vicente was able to write a strong and independent woman who stands for her ground, in the 15th century. And because there is some social criticism that I enjoyed.
Eh. Este auto de Gil Vicente não é nada comparado ao Auto da Barca do Inferno. A moral da história passou-me ao lado, pelo que tenho que assumir que isto foi escrito apenas por diversão. No entanto, Inês sabe sempre o que quer e torna-se mulher dela própria, o que deve ser valorizado devido ao facto de isto ter sido escrito em 1523. Mesmo assim, eh.
a edição que eu li misericórdia foi difícil entender esse português de araque mas foi ok i guess so true da inês pereira querer um marido inteligente e rico
This was a surprisingly fun read! I haven't revisited Gil Vicente's work since high school, but I really enjoyed it. His writing still resonates and entertains.
Probablemente, o máis interesante desta farsa dende o punto de vista histórico sexa que, sendo escrita a comezos do s. XVI, nun Portugal aínda a medio camiño entre a Idade Media e o Renacemento, tome elementos asociados ao teatro medieval e adiante algúns que se poden considerar xa modernos, resultando nunha mestura curiosa de tradicións. Unha cousa que me sorprendeu, de feito, é que as personaxes, aínda que aparentan ser meros estereotipos clásicos do teatro, a medida que avanza a peza demostran coas súas accións ser máis orixinais do que a primeira vista poida parecer. É dicir, teñen unha psique máis complexa do que as personaxes de pezas teatrais, tanto medievais como renacentistas, adoitan ter. Pola estrutura e o ton do autor poderíamos pensar que estamos ante unha obra con obxectivo moralizante, mais cando un a remata percátase de que non é así, de que o único fin perseguido por Gil Vicente é entreter. Entreterse a si mesmo escribíndoa e entreter ao público que asiste ao espectáculo. Nese sentido, podemos confirmar que cumpre cos seus obxectivos. Debeu ser divertida no s. XVI e, a ratos, sigue a selo a día de hoxe. A min sacoume algunha gargallada inesperada. Polo demais, a historia non é moi interesante e incluso diría que un tanto decepcionante. Polos comentarios que deixan outros lectores do libro, parece esta unha sensación xeneralizada. Debido a que se trata dun portugués moi arcaico, é de fácil lectura tanto para falantes de galego como de castelán.
Conforme a mentalidade da época, há uma grande crítica a ausência de valores cristãos, mas o que mais chama atenção nessa obra é a posição de Gil Vicente quanto aos mesmos: valores tradicionais não são necessariamente condizentes com o mundo em que se vive.
Inês Pereira é uma jovem que casa-se inicialmente pelo interesse da mãe, mas que ao se ver viúva, molda suas relações de forma que tenha um marido para lhe sustentar e um amante para agradá-la.
Essa obra, que não nada tem a ver com conceitos modernos como feminismo, buscou ironizar a fala "mais vale um asno que me carrege, que cavalo que me derrube".
Não é preciso dizer quem foram os asnos na história.
Há anos estou enrolando para ler o Auto da Barca do Inferno, mas li agora esta peça do Gil Vicente de uma sentada só. De 1523, com certeza é um dos embriões de comédias populares debochadas no teatro. Trata de forma galhofeira temas que eram tabus à época, como padres estupradores e violência doméstica, focando mais em tirar sarro de maridos cornos, mas caso fosse levada para os palcos hoje renderia uma adaptação inteligente, focando no aspecto sério, se alguém tiver o talento e o interesse para isso. Esta edição já tem 30 anos, mas é bem comentada por Célia A.N. Passoni, a acadêmica que assina o prefácio, facilitando a leitura, a qual é um pouco penosa devido ao português arcaico.
Esta peça surge de uma proposta feita a Gil Vicente e mune-se de críticas sócias à sociedade da época, nomeadamente, à função do casamento, na vida de uma mulher. Os casamentos arranjados eram uma forma de libertar a mulher dos seus afazeres, no entanto, mantinha-a numa posição de submissão perpétua. Não é uma obra “atual”, penso não ser adequada para estar no plano curricular do 10º ano e traça Inês como má da fita, por ter standards na seleção de um homem.
Tem uma escrita bem difícil de entender, por estar escrito num português antigo. E como todos os livros escritos em séculos passados, nós não o podemos ler com a mentalidade dos dias de hoje, porque assim iremos achar o livro machista, preconceituoso e assim, temos de ler o livro com a consciência da altura em que foi escrito.
3.5* Uma sátira à época do século XVI sobre uma rapariga que almeja casar e folgar à sua bela vontade, tendo de escolher entre dois pretendentes. A sua escolha irá de braço dado com o destino, trocando-lhe as voltas. No entanto, Inês consegue realmente aquilo que almeja: fazer «gato-sapato» para atingir os seus meios.
It's very well written but I personaly didn't like the idea and the way Gil Vicente built the characters. Still he's an amazing writer and I truly love the critic that he makes and the way he makes every single book diferent and easy to read.
Acho que tem um enredo MUITO bom e apelativo para os alunos! No entanto, perde um bocado devido à sua linguagem arcaica que, apesar de grande parte dela estar no glossário, é massiva e faz com que o leitor se “perca”, negativamente, da história.
O livro é uma porcaria, eu só li pq era pra um trabalho da escola. Extremamente chato e difícil de ler. A Inês só queria viver a vida com esposa troféu
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