O Pendura, de Jules Renard [L'écornifleur (1892)]. Tradução de Aníbal Fernandes.
Henri, alter ego de Renard, é um parasita, e sabe-o. A Monsieur Vernet suga-lhe dinheiro, cama, comida, férias à beira-mar. Não se ficando por aí, ainda lhe seduz a esposa, arrastando-a para jogos de um «amor grisalho» não rematados, e inicia-lhe a sobrinha nos prazeres carnais.
Narrada em capítulos curtos, com uma prosa lacónica, «O Pendura» é uma obra plena de humor, ironia e cinismo. Excelentemente escrita por Renard, brilhantemente traduzida e apresentada por Aníbal Fernandes.
«Os meus amigos deram-me o que tinham de melhor. Estão na boa altura de eu os meter em memórias.»
«Se me dão respostas parvas é porque eu talvez faça perguntas parvas.»
«Madame Vernet: Que coisa tonta chorar assim, sem saber porquê.
Henri: Sabendo porquê ainda mais tonta seria.»
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Apparently, this brilliant novel by Jules Renard was translated into English as "The Sponger" a few decades ago. You should try to check it out.