Jump to ratings and reviews
Rate this book

A inocência do Padre Brown

Rate this book
A principal característica do Padre Brown é a de ser nada característico; o seu propósito, o de parecer despropositado; a sua mais notável qualidade, a de não ser notável. Sua aparência tão comum deveria contrastar com sua insuspeita cautela e inteligência. Ele não é maltrapilho, mas sim um tanto elegante; não é atrapalhado, mas muito delicado e habilidoso; é um irlandês perspicaz e de pensamento ágil, com a profunda ironia e um pouco da irritabilidade potencial de seu próprio povo. É assim que G. K. Chesterton descreve o seu mais famoso personagem.Atrás da figura desse padre desajeitado se esconde uma das mentes mais perspicazes do gênero policial. Após ouvir, no segredo do confessionário, por anos a fio os erros e horrores dos criminosos mais endurecidos de seu tempo, Padre Brown se tornou um grande conhecedor das fraquezas e potencialidades do ser humano, e desenvolveu assim uma intuição infalível que o leva a decifrar mistérios aparentemente inexplicáveis.A inocência do Padre Brown reúne as primeiras doze histórias que, com o ensejo de uma aventura de detetive, nos dão tantas pérolas de sabedoria, bom senso e caridade cristã.

346 pages, Kindle Edition

Published May 5, 2025

7 people want to read

About the author

G.K. Chesterton

4,683 books5,812 followers
Gilbert Keith Chesterton was an English writer, philosopher, lay theologian, and literary and art critic.

He was educated at St. Paul’s, and went to art school at University College London. In 1900, he was asked to contribute a few magazine articles on art criticism, and went on to become one of the most prolific writers of all time. He wrote a hundred books, contributions to 200 more, hundreds of poems, including the epic Ballad of the White Horse, five plays, five novels, and some two hundred short stories, including a popular series featuring the priest-detective, Father Brown. In spite of his literary accomplishments, he considered himself primarily a journalist. He wrote over 4000 newspaper essays, including 30 years worth of weekly columns for the Illustrated London News, and 13 years of weekly columns for the Daily News. He also edited his own newspaper, G.K.’s Weekly.

Chesterton was equally at ease with literary and social criticism, history, politics, economics, philosophy, and theology.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
5 (55%)
4 stars
3 (33%)
3 stars
0 (0%)
2 stars
1 (11%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 of 1 review
Profile Image for Dórian Bachmann.
Author 6 books1 follower
December 9, 2023
É uma coletânea de pequenos contos de mistério do filósofo G. K. Chesterton. Todos resolvidos de forma inusitada pelo católico, humilde e pouco expressivo Padre Brown. Os aspectos religiosos são bastante destacados nas histórias, como reflexo das posições pessoais do autor. As descrições são poéticas e detalhadas, especialmente as dos ambientes externos, mas o uso de uma linguagem meio fora de moda pode espantar muitos leitores.

De qualquer modo, é uma leitura interessante e, como pode ser observado no trecho adiante, retirado do conto O Homem Invisível, traz algumas lições e coisas para pensar.

“Já notaram uma coisa... que as pessoas nunca respondem ao que você pergunta? Elas respondem àquilo que você quer dizer... ou àquilo que pensam que você quer dizer. Vamos supor que uma senhora diga a outra numa casa de campo: ‘Tem alguém morando com vocês?’, a resposta não é: ‘Sim; o mordomo, os três lacaios, a camareira, e assim por diante’, embora a camareira possa estar na sala e o mordomo atrás da poltrona. Ela diz: ‘Não há ninguém morando conosco’, significando ninguém do tipo que você quer dizer. Mas suponha que um médico investigando uma epidemia pergunte: ‘Quem mora em sua casa?’, então a senhora vai lembrar do mordomo, da arrumadeira e dos outros. Toda linguagem é usada assim; você nunca consegue uma resposta literal, mesmo quando lhe respondem com sinceridade. Quando aqueles quatro homens bem honestos disseram que nenhum homem havia entrado nos solares, não queriam dizer realmente que nenhum homem havia entrado. Queriam dizer nenhum homem de quem pudessem suspeitar. Um homem de fato entrou no prédio, e de fato saiu dele, mas eles nem perceberam.”
– Um homem invisível? – indagou Angus, erguendo as sobrancelhas ruivas.
– Um homem mentalmente invisível – disse Padre Brown.

Nesse volume, com muitos contos, “A Marreta de Deus” é, sem dúvida, o mais interessante e representativo do livro.

“O mundo está dividido entre conservadores e progressistas. O negócio dos progressistas é continuar cometendo erros. O negócio dos conservadores é evitar que erros sejam corrigidos." — G. K. Chesterton
Displaying 1 of 1 review

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.