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Escrever é humano: Como dar vida à sua escrita em tempo de robôs

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Fino cronista da língua e da literatura, além de ficcionista renomado, Sérgio Rodrigues dedica-se em Escrever é humano a discutir engrenagens que movem a imaginação leitora. Sem ser exatamente um manual, o livro também está repleto de insights para quem escreve ou deseja escrever.

Sérgio Rodrigues viu seu antigo projeto de escrever um livro sobre escrever, que vinha tocando sem pressa, ganhar uma urgência dramá de repente, a inteligência artificial generativa tornava possível criar num instante um texto melhor que o da imensa maioria dos escribas humanos. Estaria a milenar tradição da escrita literária condenada a desaparecer?
Em Escrever é humano, Rodrigues defende que escrever literatura é trabalho de gente, por mobilizar tanto a inteligência quanto outras dimensões da vida, intuição e desejo incluídos. Adepto da troca de passes, o autor de O drible passa a palavra a outros autores, de Anton Tchékhov a Clarice Lispector, de Jorge Luis Borges a Chimamanda Ngozi Adichie, além de revisitar livros clássicos sobre escrita.
A questão da busca da "voz própria" é tratada com brilho, ao lado de aspectos técnicos como precisão vocabular, ritmo, pontuação, trama e pessoa narrativa. Erudito e cheio de humor, o livro se ocupa também de dimensões mais mundanas, como o impacto da escrita sobre a vida íntima de quem escreve (e vice-versa), e sociais, com sua carga ética e política.

230 pages, Kindle Edition

Published July 29, 2025

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About the author

Sérgio Rodrigues

43 books25 followers
Sérgio Rodrigues (Brazil, 1962), fiction writer, literary critic and journalist, is the author of seven books of various genres: novels, short stories and non-fiction.

Having worked for most major newspapers and magazines in Brazil, Rodrigues is now a full-time writer who keeps two columns – one about literature, the other focused on language issues – in Veja.com, the online version of the largest weekly magazine in Latin America. He was awarded the Prêmio Cultura (Culture Prize) 2011 by the Rio de Janeiro State Government for the whole of his work. He lives in Rio de Janeiro.

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Profile Image for Victor.
83 reviews
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November 4, 2025
Gosto muito do que escreve o Sérgio Rodrigues desde que li O Drible ainda adolescente e tive a impressão de encontrar algo que estava desesperadamente procurando mas que não tinha ideia de estar desesperadamente procurando.

O Escrever é Humano é um ensaio/manual/introdução/comentário sobre essa coisa esquisitíssima que é escrever. Expõe uma série de dilemas que transparecem umas vezes um pouco de vertigem e numas outras vezes algo de consolo.

Em pé de guerra (sic) com o clichê, fala (entre tantas outras coisas) da chuva que cai, da marquesa que saiu às cinco horas, da gramática como lei e da morte como fim. Fala de voz, de reescrita, da hipersignificaçāo dos detalhes, de inspiração e de trabalho. Reflete a força centrípeta da poesia e a força centrífuga da prosa. Oferece muitas questões e discute algumas boas respostas (e outras menos boas) que circulam por aí.

Tem uma excelente coleção de frases. Umas do próprio autor e outras emprestadas. Cito (bastante livremente). Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia. Requer a paciência de um sábio combinada com a persistência de um idiota. O escritor é uma pessoa que, mais do que qualquer outra, tem dificuldade para escrever. Passa uma manhã para retirar uma vírgula e uma tarde para colocá-la de volta. Existe uma forma de lidar com a realidade como lidamos com a ficção: chama-se paranoia. Existem três regras para escrever ficção. Infelizmente, ninguém sabe quais são elas.

Tangencia a revolução dos LLM. Tenta ser esperançoso mas não sei se consegue. O futuro é um bicho difícil de encarar. Sou à la fois mais e menos otimista. Gosto de uma máxima (bem simples) que o Sérgio esboça: Muito dificilmente valerá a pena ler o que ninguém se deu ao trabalho de escrever. Enfim. Sei lá.

Nota do autor dessa resenha. Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Um dia acabarei escrevendo alguma coisa. Não sei se prestará. Não terá sido por falta de aviso. Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos.
Profile Image for Larissa Granato.
565 reviews38 followers
November 3, 2025
“A falta de sentido da realidade é humanamente insuportável, por isso escrevemos.”
Displaying 1 - 2 of 2 reviews

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