Ter saudade era bom tem Bijuzinha e tem o cunhado do Zizi, tem Larzo e a adolescente feminista, esforçada em ser cientista, que atende pelo apelido de Copérnico. Tem personagens saídos de uma mágica de Cartola, outros da ditadura de 1964 e do acidente na mina San José em 2010, ao mesmo tempo, numa história mentida meio à Forrest Gump. Tem muita invenção escondida. Em jogos com diferentes narradores, temáticas e subgêneros literários, do conto epistolar à ficção científica, o livro convida o leitor a reconstruir tramas máximas e mínimas e, no desenrolar dos contos, encontrar a revelação da abismal intimidade humana por dentro das palavras.
Moema Vilela é escritora e jornalista, doutora em Letras, professora nos cursos de Escrita Criativa e Letras na PUCRS. Autora de A Dupla vida de Dadá (Penalux, 2018), de Guernica (Udumbara, 2017), Quis dizer (Udumbara, 2017) e Ter saudade era bom (Dublinense, 2014), finalista do Açorianos de Literatura. Publicou contos e poesias em revistas literárias e em diversas antologias. Graduada em Jornalismo (UFMS), mestre em Linguística e Semiótica (UFMS) e em Escrita Criativa (PUCRS).
Meus favoritos: "Fotografias", "A reconstrução" e "Água". Três histórias bem distintas, em que Moema mostra o principal trunfo de sua literatura: a versatilidade. De gêneros, de focalizadores, de linguagem. Uma contista hábil em criar esses "fraseados malucos que fazem com que um pássaro perca o senso da direção e se espatife contra os edifícios".