Esta edição de bolso reúne os livros de uma das mais destacadas poetas da nova geração. Com apresentação de Eduardo Coelho.
Romance em doze linhas e outros poemas reúne a obra poética da escritora fluminense ― com exceção de seu título mais recente, Veludo rouco (2023): A fila sem fim dos demônios descontentes (2006), Balés (2009), Rapapés & apupos (2012), Rua da padaria (2013) e Ladainha (2017).
Na poesia de Bruna Beber, há ironia, verve, musicalidade, malícia e malandragem, além de memórias da infância na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, e observações sobre São Paulo, cidade para onde se mudou na vida adulta. Não raro, em um mesmo poema uma alegria escrachada se funde com uma melancolia profunda, em cenas em que o cotidiano convive com a mais selvagem das imaginações.
Poeta, tradutora e mestra em Teoria e História Literária pela Unicamp. Seus poemas já foram publicados também em antologias e sites na Alemanha, na Argentina, na Espanha, nos Estados Unidos, na Itália, no México e em Portugal. Traduziu autores como Lewis Carroll, Sylvia Plath, Dr. Seuss, Neil Gaiman e Eileen Myles, entre outros. Participou como autora convidada de diversos eventos literários no Brasil e no exterior, entre os mais recentes a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), em 2013, e a Göteborg Book Fair, em 2014, na Suécia, integrando a comissão oficial de escritores que representaram o Brasil. Também realiza trabalhos em artes visuais, e inaugurou, em fevereiro de 2016, sua primeira exposição individual, a Brinquedos Espalhados, no Oi Futuro (Ipanema, RJ), dentro do projeto Programa Poesia Visual.
É autora dos livros de poemas A fila sem fim dos demônios descontentes (2006), Balés (2009), Rapapés & apupos (2012), Rua da padaria (2013), Ladainha (2017) e Veludo rouco (2023), além do infantil Zebrosinha (2013) e do ensaio sobre Stella do Patrocínio, Uma encarnação encarnada em mim (2022).
Romance em doze linhas e outros poemas é a reunião dos 5 primeiros livros de poesia da Bruna Beber que a Companhia das Letras lançou esse ano, dos quais Rua da padaria é o mais emblemático por conter o poema título que ficou muito famoso na última década. Como toda reunião de livros, o apelo pode ser desigual dependendo da pessoa, mas uma coisa é certa: Beber tinha o molho poético desde seu primeiro livro.
cheio de momentos brilhantes, engraçados e de quebrar o coração numa poesia coloquial, bonita, cheia de rua. é uma antologia com os cinco primeiros livros da Bruna, que já estava fazendo gol desde os primeiros poemas publicados. vide:
situação
tô dormindo no lodo da vala confortável onde dormem os apaixonados
e lambendo sabão de cachorro sorrindo, sentindo cheiro de maçã onde não tem
chamando os amigos pra almoçar e deixando a comida esfriar pra falar de você.
a bruna é muito boa em comunicar a alegria, a paixão e a tristeza de forma aparentemente simples e banal, mas cheia de vida, com algumas expressões jogadas como se nada, mas que carregam um mundo ("paixão de aparelho fixo", "todas as cores/vejo em preto e branco"). mais um favorito pra marcar:
dá pra notar direitinho a evolução dos poemas, como a construção foi ficando cada vez mais arquitetada e cheia de decorações. como meritiense, sou suspeitíssima pra falar. vejo a cidade em tudo. que autora é a Bruna!