«Era militante apenas do prazer. E a escrita, ainda por cima, se calhar, um dos grandes prazeres que tinha. Tinha, por exemplo, muito mais prazer em comer, em beber e em foder do que em escrever. Mudou de casa trinta vezes. "Desejava morrer num lugar público, sentado num banco de jardim e esperar a morte ao amanhecer.»
Quando a biografia de um dos maiores poetas portugueses do século XX é o livro com mais erros ortográficos que alguma vez li, é difícil dar valor à escrita que, por si só, não é o que eu esperava. Há gralhas e depois há erros como o uso de "tive" para o verbo estar, "paços do conselho" ou "reúniu", entre muitos outros... Ainda existisse a editora Quasi e os seus donos teriam direito a uma enumeração das facadas na memória de Al Berto.