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O sujeito na contemporaneidade
Da modernidade à atualidade, algo de fundamental aconteceu nas categorias constitutivas do sujeito, redirecionando então as linhas de força do seu malestar. É no quadro estrito desse contraste que se inscreve a espinha dorsal deste livro. Sem deixar de levar em conta a situação socioeconômica e cultural, mas focalizando nas formas de malestar que assaltam o sujeito na contemporaneidade, Birman faz uma análise acurada das linhas de forças em jogo nesta passagem de um sujeito da modernidade para o sujeito contemporâneo.
159 pages, Paperback
First published January 1, 2012
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Community Reviews
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
August 25, 2017
Neste livro maravilhoso (pena que tão curto!), Joel Birman discorre sobre a contemporaneidade e seus males. São pequenos capítulos que tratam da relação do sujeito com o desejo, com o corpo, com as compulsões e com outras questões da nossa civilização. Eu queria grifar o livro inteiro e distribuir pra todo mundo por aí.
April 18, 2024
Li pra uma possível pesquisa. Faz uma leitura muito boa e suscinta dos tempos atuais. Amei
June 10, 2026
Um livro da psicologia/psicanálise.
Ler e reler durante a vida.
Esta leitura me fez entender pq alguns livros são importantes.
Ler e reler durante a vida.
Esta leitura me fez entender pq alguns livros são importantes.
October 27, 2014
BIRMAN, Joel. O sujeito na contemporaneidade: espaço, dor e desalento na atualidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. 159 p.
Palestra de Joel Birman com base no livro - O SUJEITO DESEJANTE NA CONTEMPORANEIDADE - http://bit.ly/1tAq7NI
O ensaio explora o que denomina os signos do mal-estar e a relação deles com a experiência subjetiva na contemporânea.
A indagação da qual se parte é a das razões pelas quais "o espaço foi se tornando francamente dominante a expensas do tempo[...]?" (p. 138).
Joel Birman reconhece que o percurso que realiza seria passível de interpretações diferentes, não necessariamente excludentes entre si.
Assim, chega-se ao que se define como hipótese que orienta o percurso do ensaio: "O mal-estar contemporâneo se caracteriza principalmente como dor, e não como sofrimento" (p. 138).
O percurso que Birman empreende mostra-nos um cenário no qual o discurso onírico translada-se da realização do desejo para o trauma e o pesadelo. É aí, nesse campo, que a dor mostra-se o traço pelo qual o sujeito defronta-se com o mal-estar na atualidade.
O ensaio realiza as distinções entre dor e sofrimento, mostrando com base nessas distinções a relação do sujeito com a contemporaneidade. Dessa forma, dor associa-se a solipsismo, ressentimento, desamparo e espaço. Sofrimento, por seu turno, seria a configuração de um tipo de experiência com o outro, um brecha no enclausuramento de si, e estaria associado, desse modo, ao tempo, ao desamparo, à dimensão simbólica.
Os desafios que se impõem a nós e as estratégias que advêm do diagnóstico construído evidencia-se na formulação de que a subjetividade contemporânea seria essencialmente narcísica, não se abrindo ao outro.
Palestra de Joel Birman com base no livro - O SUJEITO DESEJANTE NA CONTEMPORANEIDADE - http://bit.ly/1tAq7NI
O ensaio explora o que denomina os signos do mal-estar e a relação deles com a experiência subjetiva na contemporânea.
A indagação da qual se parte é a das razões pelas quais "o espaço foi se tornando francamente dominante a expensas do tempo[...]?" (p. 138).
Joel Birman reconhece que o percurso que realiza seria passível de interpretações diferentes, não necessariamente excludentes entre si.
Assim, chega-se ao que se define como hipótese que orienta o percurso do ensaio: "O mal-estar contemporâneo se caracteriza principalmente como dor, e não como sofrimento" (p. 138).
O percurso que Birman empreende mostra-nos um cenário no qual o discurso onírico translada-se da realização do desejo para o trauma e o pesadelo. É aí, nesse campo, que a dor mostra-se o traço pelo qual o sujeito defronta-se com o mal-estar na atualidade.
O ensaio realiza as distinções entre dor e sofrimento, mostrando com base nessas distinções a relação do sujeito com a contemporaneidade. Dessa forma, dor associa-se a solipsismo, ressentimento, desamparo e espaço. Sofrimento, por seu turno, seria a configuração de um tipo de experiência com o outro, um brecha no enclausuramento de si, e estaria associado, desse modo, ao tempo, ao desamparo, à dimensão simbólica.
Os desafios que se impõem a nós e as estratégias que advêm do diagnóstico construído evidencia-se na formulação de que a subjetividade contemporânea seria essencialmente narcísica, não se abrindo ao outro.
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