conhecida apresentadora de televisão Camila Vaz vê-se obrigada a fugir de Portugal para atenuar o escândalo provocado pelo lançamento do livro A Persistência da Memória. Quando finalmente decide reaparecer em público, recebe um jornalista num hotel do Rio de Janeiro no último dia do ano – e rapidamente o encontro se torna um espaço de confissão e sedução, despertando sentimentos e memórias de ambos há muito perdidos no tempo. A conversa entre os dois trará à superfície a paixão e o ciúme, a inocência e a perversão, a fé e o sexo, levando a que o entrevistador recorde a bela história de amor que lhe corre no sangue – a dos seus avós, Zulmira e Joaquim, que se conhecem na Lisboa dos anos 1950, até que o jovem oficial é enviado para as colónias portuguesas na Índia, onde a tensão social fará com que a sua missão termine em tragédia. O que sucede depois de acontecer o pior? Será possível condensar a saudade numa fórmula universal que descodifique o amor, a morte, a vida? E como é que uma conversa entre um homem e uma mulher se pode tornar uma viagem ao íntimo da alma humana?
Quando acabei de ler a "Persistência da Memória" fiquei com saudades da Camila Lol Disse logo que era bom se houvesse uma continuação... Queria saber mais sobre ela!! Eu adorei a Camila :-P E o meu desejo realizou-se ahahah Não podia estar mais contente! Adoro a escrita do Daniel, a maneira como ele nos envolve na história, a maneira como nos faz pensar, a maneira como nos faz suspirar, a maneira como nos faz ler mais e mais! Um livro de perguntas e respostas e perguntas sem resposta... E já agora, a história dos avós dele é bem fofinha :-D
Este livro tem 248 páginas, por isso é um tamanho bom para calço: nem muito gordo nem muito fininho. Depois de usar na perna da mesa, a mesma parou de abanar imediatamente, e para já não tenho queixas!
Para uso de papel higiénico não recomendo. As páginas são grossas, por isso arranham um bocadinho.
Como acendalha é mais ou menos. A capa não é muito inflamável, mas as folhas por dentro ardem bem, e de qualquer das formas, é aí que reside a grande afronta à língua portuguesa e ao bom senso em geral: a escrita. Esta oeuvre é, digamos... bastante péssima, e as personagens bastante odiosas, por isso se os americanos quiserem comprar os direitos para a versão em árabe ou farsi, A Fórmula da Saudade (ou qualquer obra deste gajo) é um excelente método de tortura para os prisioneiros de Guantanamo.
Recomendo a todos os masoquistas, penitentes, e auto-flageladores em geral!
Bem, que loucura foi ler este livro. No início gostei. A meio detestei. No fim voltei a gostar.
Nem sei bem o que escrever sobre esta história, mas vamos por partes: como eu referi num post anterior, o livro tem três momentos diferentes que são intercalados e nada têm a ver uns com os outros.
A única parte que realmente vale a pena é a história de Zulmira e Joaquim, que é real e muito interessante, uma vez que as cartas escritas entre eles no período em que estiveram afastados (Joaquim foi trabalhar para Goa e ela ficou em Portugal) é totalmente transcrita, mantendo-se até erros ortográficos.
Continuo a defender que se o livro se tivesse centrado apenas nessa narrativa tinha sido um bom livro. Assim, foi apenas algo estranho e sem grande nexo. De qualquer das formas gostei mesmo da história deste casal e nao dou apenas duas estrelas precisamente por isso.
Não acho que Daniel tenha o dom da escrita, porque acho que complica demasiado, demasiadas metáforas, excesso de frases feitas, de pensamentos filosóficos que não fazem sentido onde estão... Enfim. Não posso dizer que tenha ficado fã da sua escrita. Às vezes "menos é mais".
Na verdade será mais ⭐️⭐️⭐️✨. O livro está dividido em três situações diferentes, a entrevista a uma atriz, as memórias da infância do próprio e a história dos avós dele. A parte que menos gostei foi da entrevista, um discurso muito filosófico que me deixou sem paciência. As memórias da infância pareciam as minhas próprias memórias 🤩, teremos a mesma idade pois tudo o que foi relatado faz também parte da minha juventude. A parte que mais gostei foi da história dos avós! Adorei 🥰 um livro muito diferente do que estava à espera
É uma homenagem ao avô falecido … não é fantástico mas é uma homenagem. "hipótese é uma coisa que não é mas a gente finge que é, para ver como seria se fosse"
Terminei ontem o novíssimo livro do Daniel Oliveira e posso dizer-vos já que adorei completamente o livro, recomendo vivamente a leitura.
O nome Daniel Oliveira faz-me recuar 10 anos para trás, quando ele apresentava o “Só Visto” na RTP1, algures em Dezembro desse mesmo ano, ele entrevistou o João Pedro Pais e lembro-me perfeitamente de ele (João Pedro Pais) lhe dizer que tinha sido a melhor entrevista que alguma vez lhe tinham feito. Ele tinha realmente talento para entrevistar, era de uma sensibilidade gigante, de um cuidado imenso, conseguia estabelecer com as pessoas uma relação fantástica.
Os tempos mudaram, e o Daniel foi para a SIC regressando com um programa num formato semelhante, entrevistas tocantes, directas, verdadeiras e recheadas de sensibilidade e emoção e cada pessoa que ele entrevista continua a dizer o mesmo: a melhor entrevista. A gostar. Definitivamente, ele é um homem fenomenal, na televisão e também na escrita.
Estreou-se em 2013 com o primeiro romance “A Persistência da memória” (ver análise: AQUI), um livro que adorei, que me tocou imenso, que devorei em poucos dias, e com o qual me identifiquei muito. Fiquei fascinada com o tipo de escrita, as palavras, a envolvência e a enorme capacidade e transmitir sentimentos através das palavras e através de uma personagem feminina. Coisa difícil para um homem, acho eu.
Quase um ano depois, o Daniel regressa à escrita e traz de volta a personagem principal do primeiro livro, Camila, uma actriz de renome, que sofre de um problema de memória.
É um livro estupendo, mas algo complexo. Numa longa entrevista, ao longo de todo o livro, são abordados temas importantes como o amor, a saudade, o ciúme, são feitas perguntas e dadas respostas que deixam, quem lê, a pensar durante uns bons minutos. Voltei para trás, li e reli algumas passagens vezes sem conta, era impossível não parar para pensar.
E enquanto a entrevista decorre, Camila partilha histórias do seu passado, faz confissões e até o entrevistador (que já tinha tido um encontro fortuito com Camila, era seu fã, na infância, quando era jornalista de um jornal da escola e a tentou entrevistar) se deixa levar pela boa conversa e pela cumplicidade e partilha a história de amor dos seus avós, Joaquim e Zulmira, que não é mais do que, a própria história de amor dos avós do Daniel Oliveira. Irresistível.
Uma história encantadora passada nos anos cinquenta durante a guerra na Índia, que ainda pertencia a Portugal, onde a saudade e o amor se fundem de uma forma maravilhosa.
Desde que soube que tinha sido lançada uma continuação do livro "A Persistência da Memória", no final de Outubro, que decidi que teria de conseguir arranjá-lo assim que pudesse pois tinha gostado imenso do primeiro e estava mesmo muito curiosa acerca do que estaria por vir. Felizmente acabei por conseguir arranjá-lo durante este mês, na inesperada ocasião que foi uma sessão de autógrafos onde pude conhecer e conversar um pouco com o próprio autor - e ainda bem, pois foi uma oportunidade única e assim consegui finalmente saciar a minha curiosidade!
Esta é uma narrativa recheada de emoções fortes, sentimentos inabaláveis e, acima de tudo, histórias de vida que prometem não deixar ninguém indiferente.
O enredo é muito interessante e, sem qualquer dúvida, complexo - a verdade é que, ao longo do livro, são abordadas três histórias diferentes, com três conceitos base distintos, mas que, no fundo, se interligam inevitavelmente umas às outras. No decorrer da entrevista feita a Camila, a protagonista, são feitas perguntas sobre os mais diversos temas e as confissões acabam por surgir com naturalidade (memória), o que acaba por levar a que o próprio entrevistador reflicta sobre o seu passado (saudade) e partilhe a bonita história de amor dos seus avós (amor), sendo esta baseada em factos reais - tudo isto, é-nos fantasticamente apresentado através da escrita cuidada mas clara do autor, como já é habitual.
Esta é uma história encantadora, em que o amor, a saudade e a memória se fundem para criar um romance maravilhoso que promete cativar os leitores - eu adorei completamente!
É sem dúvida um livro surpreendente, que conta uma história de amor maravilhosa e que, também, nos leva para o mais intimo de uma apresentadora de televisão que teve de fugir de Portugal por causa da enorme polémica do seu livro e que desabafa aos poucos sobre a sua vida numa fantástica entrevista.
Contamos com a história de Zulmira e Joaquim (os avós do Daniel Oliveira), que tem de tudo um pouco: amor, esperança, tempo, confiança, enfim, tudo aquilo que um verdadeiro amor tem! Tudo aquilo pelo qual muitos de nós tentamos lutar/encontrar hoje em dia e poucos são aqueles que encontram. É mesmo um sonho de casal e a história deles mostra-nos que o amor, quando verdadeiro, suporta tudo, tudo mesmo!
Por outro lado, temos uma entrevista a Camila Vaz, que tão depressa foge às perguntas como é apanhada nelas.
A escrita do Daniel Oliveira é muito soft, conseguimos devorar bem um livro dele, sem qualquer engasgo ou aborrecimento. As transições entre uma história e outra parecem confusas no início, mas depois acabamos por nos habituar.
Se recomendo este livro? Completamente. Não se vão desiludir (ou para aqueles que devoram livros com fartura, talvez sim, não sei).
Comecei por detestar este livro: nunca tinha lido nenhum livro do Daniel Oliveira, não conhecia a Camila e não percebia bem a interligação dos diversos episódios. Mas como do amor ao ódio é um ar que se lhe dá, comecei a gostar do livro quando ia quase a meio e daí em diante adorei-o. Uma maravilhosa história de amor portuguesa e uma fórmula brilhante que descreve a saudade, um sentimento tão nosso.
Não foi um livro que tenha adorado, mas a história de Zulmira e Joaquim é bonita enternecedora.
"Tudo é nosso onde estivermos. O que nos é exterior é sempre resultado da forma como olhamos. Uma árvore é tão verde quanto aquilo que acreditamos que seja, um amor é-o à medida do que sentirmos. Nunca houve na história amores que fossem mais do que aquilo que tivemos capacidade que fossem"
Envolvi-me de tal forma com o que li que quando cheguei ao fim não queria crer... 'Mas já acabou?', interroguei-me. É uma obra sobre sentimentos, coisas que nos parecem fáceis, mas na realidade tocam o que de mais complexo há em nós, fascina-me!! Aconselho!
Não gostei do livro. É muito confuso, duas acções desenrolam-se em simultâneo e só a partir da página 151 é que consegui ler sem me perder. Antes disso, foram vários os momentos em que me perdi completamente e conseguia perceber em que parte da história aquele assunto se incluía!