Enquanto a ciência tiver credibilidade, haverá sempre quem queira vender as suas ideias, produtos e serviços, alegando que estes têm validade científica, sem que isso seja verdade. A pseudociência está por todo o lado e recorre a um conjunto de estratégias reconhecíveis, na tentativa de se validar. Neste ensaio são apresentadas algumas dessas estratégias, como o uso abusivo de linguagem aparentemente científica e a evocação de figuras de autoridade (tais como especialistas e médicos). A ciência não se baseia em nada disso, mas sim em provas, passíveis de confirmação. São propostas algumas ferramentas para ajudar a distinguir ciência de pseudociência, mas o único antídoto para a pseudociência é a cultura científica.
A ciência deriva de um étimo latino traduzido como "conhecimento", um bem adquirido com base no método experimental. Mas, como qualquer actividade exercida pelo bicho homem, essa experiência não é isenta de erros. Em consequência dessas banais falhas, a fé cega na ciência é colocada constantemente à prova, surgindo, por vezes, outras artes para explicarem os mistérios do mundo. Neste livro, tais misticismo - desde a homeopatia à medicina quântica, passando pelas famigeradas plantas medicinais - são sucessivamente escalpelizadas para que o leitor entenda que assentam em conceitos arcaicos e facilmente refutáveis: a emissão de pensamentos fabricados por supostas autoridades respeitadas; a utilização de uma linguagem aparentemente científica; a confiança perene em argumentos arcaicos, nunca comprovados; a expectativa de conquistar um pelouro no Olimpo da ciência. De leitura aprazível e clara para qualquer leigo na matéria, apresenta-se como um ensaio recomendável para que todos clarifiquem quão pseudociências , tais aldrabices, podem ser - um grande manual de tudo o que não é possível provar no plano real. Funcionar!? Sim, poderão, tal como um mísero placebo!
Definition Any methods, theories and systems, such as astrology, psychokinesis or clairvoyance, are considered to have no scientific basis.
Pseudoscience describes any belief system or methodology that tries to gain legitimacy using science traps but does not comply with the rigorous methods and standards of evidence that are the hallmarks of natural science. Promoters of pseudoscience often adopt the science vocabulary, describing conjectures as hypotheses, theories or laws, providing "evidence" of the testimony of observation and "experts", or even developing what appear to be mathematical models of their ideas. However, in pseudoscience, there is no honest attempt to follow the scientific method, provide falsifiable predictions or develop double-blind experiments. Although pseudoscience has designing to appear scientific, it lacks all the substance of science.
What is A pseudoscience is a belief or process that disguises itself as science in an attempt to claim a legitimacy that it would not otherwise be able to achieve on its terms; It has often known as a marginal or alternative science. The most important of its defects is generally the lack of carefully controlled and interpreted experiments that provide the foundation for the natural sciences and contribute to its advancement.
Concept Pseudoscience includes beliefs, theories and practices that were or are considered scientific but have no scientific basis. This fact could mean that they have been scientifically disproving, cannot be tested or lack evidence to support them.
What it consists of Pseudoscience consists of statements, beliefs or practices presented as scientifically plausible but which are not justified by the scientific method. A topic, practice or body of knowledge can reasonably consider pseudoscientific when presented as consistent with the standards of scientific research but demonstrably fails to meet those standards.
Pseudoscience is often characterising by the following: Contradictory, exaggerated or unlikely claims; Confidence in confirmation bias rather than rigorous attempts at rebuttal; There is a lack of openness for evaluation by other specialists; and an absence of systematic practices when developing theories. The term pseudoscience will be pejorative because it suggests something presented as inaccurate or even misleading science. Consequently, those termed as practising or advocating pseudoscience often dispute characterisation.
The distinction between science and pseudoscience has philosophical and scientific implications. Differentiating science from pseudoscience has practical implications for health care, expert testimony, environmental policies and science education.
The distinction between scientific facts and theories of pseudoscientific beliefs, such as those found in astrology, alchemy, medical quackery, occult beliefs and creation science combined with scientific concepts, is part of science education and scientific literacy.
A pseudociência é tudo aquilo que tenta passar-se por ciência sem o ser. Os pseudocientistas gostam de usar o manto de respeitabilidade da ciência mas não a metodologia que lhe confere a respeitabilidade em primeiro lugar. David Marçal explica de uma forma muito acessível e com exemplos concretos o que é a ciência e como a distinguir da cópia barata da pseudociência. A pseudociência está em todo lado e existe para todos os gostos, existe até para quem é pró-indústria (negacionistas do aquecimento global) ou contra as corporações (movimento contra os organismos geneticamente modificados). A indústria farmacêutica oculta activamente os ensaios clínicos desfavoráveis enquanto a indústria das terapias alternativas prefere simplesmente fingir que não existem. Este livro é portanto um excelente manual de como detectar aldrabices que nos afectam a todos.
Um excelente livro sobre os problemas de legitimidade que se encontram no mundo científico, mas que sou obrigado a perdoar o momento em que o tema foi ‘Alterações Climáticas’ e o autor decidiu culpar o Capitalismo. Consumismo certamente é um factor problemático, mas achei tão típico que levei as mãos à cabeça.
É um livro obrigatório para todo o estudante e interessado em ciência, e uma leitura rápida. Cobre de forma sucinta e descontraída vários campos científicos e não científicos, e ainda nos deixa umas dicas sobre encontrar informação científica. Desmistifica o ceticismo das vacinas, homeopatia, acupuntura e outros fenómenos de venda de banha da cobra, e simplesmente confirmou a minha suspeita que já tinha sobre todas aquelas actividades e produtos que usam linguagem de fenómenos quânticos para justificar resultados nos clientes. Isto está muito ligado a prácticas espirituais e de bem-estar, como o Yoga Quântico ou Coaching, que no fundo não passam de estratégias de marketing por pessoas do campo empresarial e marketing, mas pedem emprestadas ideias científicas. Pior que isto, é que há cientistas que aproveitam estas plataformas para legitimar trabalho que não conseguem apresentar ou provar no campo científico, mas victimizam-se, ganhando estatuto de estrelas enquanto sofrem de Síndrome de novo Galileu.
Infelizmente não é um livro que vai convencer, por exemplo, um céptico da evolução a acreditar que tem um passado comum com um primata, aí creio que a coisa torna-se mais difícil, mas ao ler isto, no mínimo, perde a desculpa de nunca ter tido na mão uma ferramenta que a ajudasse a ler melhor ciência.
Vou adicionar aqui as minhas recomendações a complementar este livro, juntamente com as do autor:
- Science Fictions, por Stuart Richie - Calling Bullshit, por Carl Bergstrom
Autor:
- Ciência da Treta, por Ben Goldacre - Ciência ou Vodu, por Robert Park - O mundo infestado de demónios, por Carl Sagan - Porque acreditam as pessoas em coisas estranhas, por Michael Shermer - Farmacêuticas da Treta, por Ben Goldacre - Como mentir com a estatística, Darrell Huff
Um livro bastante bem sucinto com linguagem bastante acessível sobre vários exemplos onde é possível encontrar-se pseudociência. Penso que é um livro esclarecedor e que fornece ao leitor conhecimento e capacidades para conseguir distinguir autonomamente o trigo do joio
O tema interessa-me muito particularmente e, a meu ver, está bem abordado: sem ser demasiado técnico, o autor consegue esclarecer-nos acerca de algumas das maiores armadilhas da pseudociência. A única coisa que me desagradou bastante no livro foi o tom do autor: do início ao fim é demasiado cínico. Acho que poderia ter transmitido a mesma informação sem ser necessário usar esse tom. Mesmo assim, aconselho este livro a todos os interessados no tema.
Bastante informativo. Não é um ensaio exaustivo, mas cobre vários exemplos de práticas que, através da perversão do método científico, se apossam inapropriadamente da credibilidade da Ciência na tentativa de as legitimizar. Justifica os seus pontos e factos com referências bibliográficas, para pesquisa mais extensa. Aconselho a todos.
Uma muito boa introdução ao mundo da pseudociência, um mundo do "faz-de-conta" em que, muitas das vezes, são usados métodos falaciosos, menos dignos ou "encobertos" de meias-verdades e de muita coisa por dizer. Análise justa, no tom acutilante característico do autor, o que não lhe tira mérito e dá até uma certa cadência à leitura. Como pessoa que lida com pseudociência e os seus efeitos / consequências naqueles que a seguem / praticam / idolatram numa base diária, faço uma avaliação muito positiva deste ensaio, que cumpre com aquilo a que se propõe inicialmente, fazendo uso de múltiplos exemplos da vida diária, que explicitam de forma clara aquilo que se pretende dizer. Um ótimo ponto de partida para quem pretende saber mais sobre o tema.
This is a very interesting and informative short book about diverse aspects and practices of pseudo-science, such as homeopathy, quantum medicine, acupuncture, anti-vacines movements, GMO protests, etc. As is always the case of books in this series, the situation in Portugal is given special, although not exclusive, attention.
Uma pequena pérola de conhecimento para o dia-a-dia num mercado cheio de publicidade enganosa, produtos milagrosos e opiniões “fundamentadas” de “dótores” da laia do “Sócra’s” e companhia. Leitura fluída, acessível, muito esclarecedora e enriquecedora.
Permite dar a conhecer exemplos de pseudociência, como certos ramos que a têm como base operam e como a evitar. Contudo, penso que na introdução poderia ser abordado um pouco mais do trabalho da epistemologia nesta área e as dificuldades pelas quais esta passa ou passou.
Livro curto mas directo ao ponto. Desmascara várias farsas e vendas de banha de cobra mostrando ao leitor como a ciência usa provas para as suas teorias e não apenas opiniões.
Otro libreto sin la menor importancia, semejante al de la Gata de Schrödinger, todos cortados por la misma moneda, sin contenido original, los junk books de la linea del Círculo Escéptico.
Um pequeno livro a abarrotar de conteúdo. Em apenas 98 páginas, David Marçal explica de forma bastante acessível o que é o pensamento científico e o que separa a ciência da pseudociência, analisando as principais estratégias utilizadas pelos charlatães (como o apelo a figuras e argumentos de autoridade, linguagem aparentemente científica, tradição ou controvérsia). ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Apesar do livro ter sido publicado em 2014, é ainda perfeitamente actual, abordando temas como a homeopatia, os movimentos anti-vacinas, os alimentos geneticamente modificados e as alterações climáticas. E desenganem-se se pensam que o autor defende a ciência cegamente, pois também aponta várias críticas, em particular nos ensaios clínicos realizados pelas farmacêuticas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Creio que este livro seria uma leitura essencial em qualquer altura, mas é especialmente relevante nos tempos que vivemos, em que abundam teorias da conspiração, comentários ignorantes e desinformados e, como sempre, charlatães prontos a aproveitar-se do medo e do caos.
“Pseudociência” é o 48º livro da coleção Ensaios da Fundação. Adquiri este livro após ter visto uma entrevista de David Marçal após o lançamento do livro. Este é um tema que me apaixona. Estamos constantemente a ser sujeitos a uma variedade de informação que se apresenta como sendo científica, mas que tem muito pouca validade no meio científico. Neste pequeno livro (são menos de 100 páginas), o autor oferece uma introdução básica ao método científico, bem como a explicação com exemplos bem documentados de casos de pseudociência. Esta foi a primeira vez que li sobre esta temática de um autor português, sendo assim possível abordar aspetos específicos de Portugal, nomeadamente no que toca à regulamentação das terapias alternativas neste país. Parece ser um livro fundamental, numa altura em que começa a ser discutido a introdução de disciplinas das Medicinas Alternativas no currículo da Faculdade de Medicina e de Ciências; bem como uma disseminação dos Movimentos anti-vacinais pelo mundo. A linguagem utilizada pelo autor é muito acessível, mas nota-se o desdém que nutre pelos defensores destas disciplinas. Não creio que seja uma escrita para mudar mentalidades, está mais dirigido a pessoas que são já apologistas do método científico, apesar das limitações. Por fim, gostaria de referir que apreciei muito as sugestões finais de leitura. Para quem pretende aprofundar mais os temas o autor recomenda 6 livros.
Um livro essencial para qualquer discussão acerca de temas como homeopatia, alterações climáticas, alimentos geneticamente modificados ou movimentos anti-vacinas. Através de uma escrita simples, acessível e com humor certeiro, David Marçal explica os fundamentos da ciência, os seus métodos e dinâmica, através dos quais desmonta as ferramentas da pseudociência, dando vários exemplos concretos. Um guia essencial para quem não quer ser levado pela banha da cobra.
De leitura leve mas critica, achei interessante. Sendo já céptica por natureza, este livro permitiu-me confirmar algumas suspeitas e reforçar a minha cultura científica. Bastante divertido.
Ótimo livro que sintetiza bem em que consiste a pseudociência, oferecendo bons exemplos e com uma posição vincada por parte do autor. Leitura extremamente fluida e rápida.