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Profissões para mulheres e outros artigos feministas reúne sete ensaios de Virginia Woolf nos quais ela questiona a visão tradicional da mulher como “anjo do lar” e expõe as dificuldades da inserção feminina no mundo profissional e intelectual da época. Numa era em que o papel da mulher modifica-se cada vez mais rapidamente, as críticas e reflexões de Virginia mostram que a autora estava à frente de seu tempo.
Uma das romancistas mais inovadoras da literatura inglesa, Virginia Woolf (1882-1941) notabilizou-se também como uma das precursoras do feminismo contemporâneo. Além dos seus clássicos modernistas Mrs. Dalloway e Rumo ao farol, escreveu artigos nos quais explorou sem igual a questão da mulher e seu papel em uma sociedade dominada por homens, ideias que ajudaram a pavimentar o caminho do movimento feminista.
(Adeline) Virginia Woolf was an English novelist and essayist regarded as one of the foremost modernist literary figures of the twentieth century.
During the interwar period, Woolf was a significant figure in London literary society and a member of the Bloomsbury Group. Her most famous works include the novels Mrs. Dalloway (1925), To the Lighthouse (1927), and Orlando (1928), and the book-length essay A Room of One's Own (1929) with its famous dictum, "a woman must have money and a room of her own if she is to write fiction."
Certamente, tenho em mente o período em que Virginia Woolf viveu, e, assim como ela destaca, seus privilégios de classe (mas que não menciona raça). Uma coletânea de ensaios compõe esse livro que me deixou triste ao perceber que AINDA existem barreiras semelhantes para as mulheres, mesmo após cerca de 100 anos. Incrível perceber a perspicácia, criticidade e capacidade de Virginia ao responder às obras de sua época e identificar os papéis esperados e rompidos por mulheres. Super indico, para quem quer conhecer a autora, começar a pensar sobre feminismo ou relembrar a importância de continuar lutando.
⤷ finished on september 22, 2025 "𝘗𝘳𝘰𝘧𝘦𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯𝘴 𝘧𝘰𝘳 𝘞𝘰𝘮𝘦𝘯 𝘢𝘯𝘥 𝘖𝘵𝘩𝘦𝘳 𝘍𝘦𝘮𝘪𝘯𝘪𝘴𝘵 𝘈𝘳𝘵𝘪𝘤𝘭𝘦𝘴" 𝘣𝘺 𝘝𝘪𝘳𝘨𝘪𝘯𝘪𝘢 𝘞𝘰𝘰𝘭𝘧
it is undeniable that virginia woolf had a great command of writing and was a major contributor to the feminist movement.
she was very aware of her privilege due to her social class, as discussed in the article "memories of a working women’s guild", but she does not mention race at any time, which is a flaw in her approach (i would like to make it clear that I am fully aware of the period in which she lived and that her writing is a reflection of her time, but it is still necessary to point out so that people become more aware and so that rights can be achieved for ALL women)
Virginia Woolf dominava a arte da escrita como ninguém. Sua ironia enriquece seus textos. Ademais, com seu talento ímpar conseguia transformar tarefas simples e corriqueiras em uma bela prosa poética.
Reler esse livro é perceber a mente primorosa de Virgínia Woolf , capaz de se conectar com todas as situações do mundo em mutação de sua época. Ao mesmo tempo percebe-se que uma de suas profecias de que “a força delas (mulheres trabalhadoras), esse calor latente … está a ponto de deflagrar e nos amalgamar, e assim a vida será mais rica, os livros mais complexos, a sociedade somará seus recursos ao invés de segrega-los…” , infelizmente nao se cumpriu, nem mesmo agora, em pleno século XXI. As mulheres trabalhadoras ainda são negligenciadas , silenciadas , vilipendiadas como há quase 100 anos .
alguns ensaios aqui não são indispensáveis ao movimento nem marcantes em si mesmos. meu favorito foi "Memórias de uma União das Trabalhadoras", o único que se aprofunda na questão de classe. também gostei de "Profissões para mulheres". porém, não vi muito propósito nas resenhas para este compilado, principalmente a última, sobre uma atriz shakespeariana.
Ótimo compilado de artigos, resenhas e cartas da escritora, muito útil para quem quer conhecer um pouco mais sobre ela e sobre a sua escrita. Ela cria muitas imagens deslumbrantes mesmo em escritos não ficcionais ou que não necessitariam de objetivo poético. Não sei se posso dizer isso ainda, mas parece que tudo em Woolf é poético, com ou sem necessidade.
Primeiro libro de não ficção dela que eu li e eu gostei muito. É um documento histórico interessante. Impactada pela figura do anjo do lar. Gostei muito do artigo em que ela reflete sobre a distância entre mulheres das classes médias e operárias.
gosto mais do Cenas Londrinas como coleção de crônicas/ensaios, e deve ter uma coletânea melhor dos escritos feministas dela por aí, mas dá uma amostra boa pra conhecer o estilo de escrita de não ficção da woolf
Um livro de artigos/ensaios bastante importante para mostrar que as questões feminias (e/ou feministas) estão aí desde muito tempo e, que não é um fenômeno contemporêneo. Já sobre o conteúdo do livro, a maioria dos artigos é bastante distante da nossa realidade, tanto contemporânea como brasileira. Mas tem dois artigos que ressoam muito nas discussões atuais. Um deles, é aquele que abre e intitula o livro "Profissões para mulheres". Ainda que no tempo de Woolf, as mulheres há pouco tinham conquistado profissões que não eram de governantas, cozinheiras e costureiras, isso há cem anos atrás, ainda hoje ouvimos que "lugar de mulher é no fogão". O outro artigo, que se trata de um embate de correspondências para uma revista de resenhas de livros, intitulado, "A posição intelectual das mulheres", discute se as mulheres são ou não menos inteligentes do que os homens. A discussão se dá entre missivas de Woolf e as de um autor que se autointitula Falcão Afável e que tem por ideia que as mulheres são menos inteligentes, pois desde Safo até o século XVII, não houveram pensadoras mulheres. E aí, Vigínia chama a atenção dele para o silenciamento de um gênero, que foi destituído do direito de pensar por aquele que dominavam a sociedade: os homens. O pior de tudo, ao ler um livro como esse, é se dar conta que a condição da mulher evoluiu muito pouco desde então. E de que essas discussões ainda vêm à baila. Triste. Muito triste.
“The peculiar evil of silencing the expression of an opinion is, that it is robbing the human race; posterity as well as the existing generation; those who dissent from the opinion, still more than those who hold it. If the opinion is right, they are deprived of the opportunity of exchanging error for truth: if wrong, they lose, what is almost as great a benefit, the clearer perception and livelier impression of truth, produced by its collision with error.” John Stuart Mill, On Liberty
This book is a collection of essays and reviews related to feministic thematic wrote by Virginia Woolf. In my opinion, the best articles were a sequence of discussions about "the intellectual capacity of women". Woolf argued against a man who claims the women are inferior to men when we regard intellectual and artistic capacity. Even though the default position of most people in the twenty-first century is strongly rejected this idea, it's a pleasure to see Woolf defending elegantly and patiently her point of view.
É de consentimento geral que Virginia Woolf, antes de ser a escritora que conhecemos, era uma mulher à frente de seu tempo. O seu cérebro funcionava de maneira simples e direta- isso é verdade, isso não é verdade. Nos artigos contidos nesse livro, Virginia defende a nós, mulheres, com unhas e dentes, baseando-se simplesmente na verdade. Ela debate bravamente nas páginas de um jornal com alguém que questionava o intelecto feminino e se dizia estudioso. No final ele não tem o que dizer. Mas Virginia também nos conta a verdade, de mulher para mulher, ao reconhecer que nem toda luta feminina lhe cabia, porque desconhecia o mundo da maioria das mulheres. Enquanto lia esse livro, me lembrei de Amy March, minha personagem favorita de “Mulherzinhas”. É Jo March a representante do feminismo e da luta feminina por trabalho e estudo na história, mas é Amy quem vive a posição que uma mulher era obrigada a tomar na sociedade. Apesar de no fim encontrar um amor genuíno, Amy passa a maior parte da história conformada com seu papel como mulher na sociedade, e tenta apenas viver sua vida nos termos que lhes são dados. Na adaptação cinematográfica de 2019, quando confrontada pelo homem que amava por não enxergar o amor pelo lado dos poetas, ela diz: “Não sou poetisa, sou apenas uma mulher.”. Sempre me assusta relembrar como era ser mulher séculos atrás, mesmo que hoje ainda tenhamos desafios, que não deveriam existir, a superar, me sinto muito grata por poder estar onde estou, e isso só se dá devido ao esforço de mulheres que vieram antes de mim.
Já conheço Virginia Woolf e tenho interesse de conhecer seus romances já faz tempo, mas de uma forma bastante aleatória resolvi começar a ler suas palavras por esse livro, um livro de ensaios, e essa foi uma decisão certeira e sem dúvida é o que recomendo para as pessoas que querem ler seus livros, mas que ainda não leram nada dela, pois ao ler seus pensamentos, questionamentos e argumentos me fez conhecer melhor a pessoa que foi Virginia Woolf, me fez ver seus privilégios e as dificuldades pelas quais passou e quais foram suas atitudes perante isso, mesmo não tendo um conteúdo biográfico eu me senti próxima dela como pessoa e isso me incitou ainda mais para ler suas obras e agora eu sei que irei lê-las com um olhar diferente depois que li esse livro.
O sete ensaios presentes nesse livro têm conteúdos distintos, mas carregam a mulher como foco de discussão, é muito interessante os temas que vão sendo abordados e a argumentação envolvida neles, até as partes que achei meio chatinha ou que não tinha ideia para onde estava indo me fizeram refletir e me informaram sobre coisas que desconhecia ou que conhecia pouco, foi uma experiência super interessante. Gostei bastante da Virginia Woolf que se apresentou para mim nesse livro e fiquei muito feliz e orgulhosa ao ler suas palavras corajosas e determinadas, além de grata por não terem desistido da luta e persistido por todas nós.
O primeiro texto da coletânea — e o meu favorito — foi lido por Virginia para a Sociedade Nacional de Auxílio às Mulheres em 21 de janeiro de 1931. Nesse texto, Virginia comenta um pouco sobre as suas experiências no ofício de escritora. No início, ela afirma que a literatura não forneceu muitas experiências profissionais para a sua vida, pois o caminho para essa profissão foi aberto por outras mulheres que a antecenderam. Contudo, duas experiências adquiridas pela Virginia por meio da literatura foram apresentadas durante o texto: Matar o Anjo do Lar e Falar sobre as experiências do corpo. Matar o Anjo do Lar, metáfora desenvolvida no texto, fala sobre como é escrever uma resenha sendo uma mulher — para ser mais exato, uma mulher no século XX. Mais adiante, Virginia reconhece que os seus privilégios financeiros permitem que ela fique independente dos "charmes femininos" para viver. Sobre o "Anjo do Lar", Virginia afirma: "Se eu não a matasse, ela é que me mataria. Arrancaria o coração da minha escrita."
Adorei os artigos, a escrita da Virginia é encantadora e as reflexões debatidas durante o livro foram — ao meu ver — traçadas como conversas entre a escritora e o leitor. Essas reflexões desenvolvidas farão companhia para meus fantasmas de escrita.
depois que termino de ler pela segunda vez a virginia, não consigo deixar de pensar que as falas dela sobre nossa realidade como mulher pode ser tão antiga, mas, ao mesmo tempo tão atual. me sinto triste em pensar nisso, mas, infelizmente nossa sociedade se encontra cada vez mais distante de consumar o verdadeiro direito das mulheres identifiquei muito da nossa realidade atual quando ela cita sobre o anjo do lar e a solidariedade real quanto aos outros capítulos, como não tive contato com as obras que ela criticou e fez o prefácio, acho que não possuo o conhecimento suficiente pra comentar, porém, muitos trechos me fizeram ponderar bastante sobre como nada mudou de um século para cá, e isso é triste, de verdade. no mais, não vejo a hora de ler mrs. dalloway, passeio ao farol e outras obras dela! a cada dia que passa, a virginia se torna uma das mulheres que mais admiro e sinto mais vontade de ler e saber sobre.
Neste pequeno livro Virginia Woolf indaga qual é o papel das mulheres na sociedade, a luta que mulheres notáveis enfrentaram e ainda enfrentam para conseguir um lugar de destaque, a busca pela igualdade, direitos e reconhecimento tanto merecidos, reflexões sobre o que é ser uma mulher? Pequenos ensaios escritos de forma eloquente que cativa quem os lê, a defesa pela liberdade e inserção no mundo profissional e intelectual questionada pela autora em uma sociedade arcaica, o combate feroz contra o "Anjo do Lar" que vive nas sombras de muitas mulheres lhes arrancado o brilho e a força que há dentro de cada uma. Textos contemporâneos que notabilizam a força de uma das grandes romancistas que já viveu.
Virginia Woolf nos presenteia com "Profissões para mulheres e outros artigos feministas", uma coletânea de ensaios que nos levam a refletir sobre a condição feminina em uma época marcada por profundas desigualdades. A obra, embora escrita há décadas, ainda ecoa com força nos dias atuais. Woolf, com sua escrita ácida e perspicaz, desmonta os pilares da sociedade patriarcal, questionando os papéis atribuídos às mulheres e as barreiras que enfrentavam para exercer suas potencialidades. A leitura foi interessante e fluida, e Woolf mantém sua característica de uma escrita densa e reflexiva. No entanto, o impacto geral da obra ficou um pouco aquém do esperado. É uma leitura agradável, mas talvez não tão profunda ou inovadora quanto outras obras de Woolf.
Profissões para mulheres e Memórias de uma União das trabalhadoras me impactaram em particular — o primeiro por nomear o “Anjo do lar” que assim como à Virgínia, também me atormenta; e o segundo por apresentar, a partir de uma escrita ácida mas também muito sensível, a revolução de uma organização tão intuitiva como a união entre mulheres.
O ponto de encontro entre os textos é a antítese: o anjo do lar e a escritora; a aristocrata e a trabalhadora; “Ellen Terra de algodão azul entre as galinhas” e “Ellen Terry de manto e coroa como Lady Macbeth”.
“Os dois quadros são contraditórios, mas ambos são da mesma mulher”.
" até que finalmente começamos a imaginar se não havia algo na própria condição delas - a idade com que se casavam, o número de filhos que tinham, a privacidade que lhes era negada, as rendas que não possuíam, as convenções que as sufocavam, a educação que nunca recebiam - tão marcante que a classe média, o grande reservatório de onde extraímos nossos homens ilustres, só trouxe à cena um número singularmente reduzido de mulheres capazes de ladeá-los."
Nao achei o melhor trabalho da virginia, mas ainda é bom. Nao gostei muito dos 2 ultimos artigos, mas os restantes sao muito bons, recomendo principalmente pra quem ta se familiarizando com o movimento agora :) PS: sempre bom lembrar que, pra quem nunca leu nada da autora, pode ser um pouquinho dificil se familiarizar com a escrita. Acho que eu nao tava com tanta paciencia assim e queria terminar logo, por isso tirei duas estrelinhas, mas enfim.
Alguns textos (como o último) eu não curti tanto, achei que estavam ali para preencher espaço, e não são lapidares pro movimento feminsta. Porém, outros textos, e me refiro principalmente à ''profissões para mulheres'', que é o primeiro deles, é ótimo e reflete de forma prática a posição e representação social das mulheres na sua época, além de ser construtivo para os primórdios do movimento feminista, apesar de Virginia não se auto denominar como feminista.
Virginia Woolf expressa sua opinião sobre o papel da mulher na sociedade de forma corajosa e encorajadora ao mesmo tempo. À época, suas visões eram absolutamente revolucionárias e acredito que a própria escritora ficaria desapontada ao saber que a base da sociedade pouco mudou. Um livro absolutamente necessário para estudos sobre a mulher na sociedade.
Primeira vez lendo Virgínia Woolf e simplesmente encantada na escrita dela. O papel da mulher não mudou muito nos últimos 100 anos, ela estava à frente do tempo quando teve coragem de se expressar e publicar suas ideias e ideais em pleno século 19.
“Ah, mas o que é “ela mesma”? Quer dizer, o que é uma mulher? Juro que não sei. E duvido que vocês saibam.”
Deus sabe que eu amo a Virginia, mas essa seleção específica de ensaios é uma perca de tempo. Todas as ideias aqui já foram discutidas em Um Teto Todo Seu, ou simplesmente não fazem sentido, por serem resenhas de obras que eu não li, e muito provavelmente ninguém atualmente leu. A escrita da Virginia continua maravilhosa, como sempre, mas esses ensaios são medíocres e fora de contexto.
Brilhante assim como tudo que li da Virginia. Apesar de ser a perspectiva de uma inglesa sobre trabalho, escrita e inserção da mulher na sociedade os textos da autora seguem sendo bem atuais. Considerando os recortes de classe, época e etnia os artigos seguem atuais e necessários para quem tem interesse no tema.
Virgínia é fenomenal. O primeiro ensaio, o que fala sobre a relação entre gênero e literatura, é genial. Esse é um livro que não acho que pararei de ler tão cedo. Vez ou outra sinto vontade de reler determinado ensaio e cada vez tenho uma interpretação diferente. Valeu muito a pena.
Na verdade, esta é minha segunda leitura deste livro, composto por vários textos de Virginia Woolf. Aqui, para além do talento literário, temos acesso a resenhas e textos de conferências da renomada autora. Uma oportunidade ímpar de conhecer um pouco mais sobre a história das mulheres.