«Chorava porque hoje o seu coração voltara a bater, quando não acreditava que tal ainda fosse possível. Chora por tantas razões que nem quer pensar. É toda a sua vida que lhe volta à ideia. Então, para se proteger um pouco, diz que chora pelo prazer de chorar, e nada mais.»
«ANNA GAVALDA DÁ SENTIDO À IDEIA DE QUE, EM CADA DIA NORMAL, ESTÁ ESCONDIDO UM ROMANCE.» Público
Já todos desejámos, em silêncio, que alguém estivesse à nossa espera num sítio qualquer. Mesmo sabendo que, provavelmente, isso não acontecerá. Neste livro, Anna Gavalda dá vida a personagens comuns, confrontadas com momentos que revelam as suas fragilidades, esperanças e contradições. Pequenas tragédias quotidianas, encontros fugazes, gestos silenciosos que escondem emoções universais.
Amores desajeitados, encontros improváveis, solidões partilhadas... pequenas histórias que nos tocam porque falam de nós, e demonstram que, nas rotinas mais banais, se escondem alguns dos grandes momentos da vida.
Com uma escrita imensamente delicada, repleta de humor subtil e uma melancolia serena, Anna Gavalda apresenta-nos personagens tão reais que podíamos cruzar-nos com elas enquanto bebemos um café na pastelaria da esquina ou enquanto atravessamos a cidade sentados num banco do metro.
«Uma das vozes mais autênticas e sensíveis da literatura contemporânea.» Critiqueslibres.com
«Histórias que revelam o quotidiano — os pequenos gestos, as relações familiares, os encontros fortuitos — transformando o trivial em sublime.» Libération
Anna Gavalda is a French teacher and award-winning novelist.
Referred to by Voici magazine as "a distant descendant of Dorothy Parker", Anna Gavalda was born in an upper-class suburb of Paris. While working as French teacher in high school, a collection of her short stories was first published in 1999 under the title "Je voudrais que quelqu'un m'attende quelque part" that met with both critical acclaim and commercial success, selling more than three-quarters of a million copies in her native France and winning the 2000 "Grand Prix RTL-Lire." The book was translated into numerous languages including in English and sold in twenty-seven countries. It was published to acclaim in North America in 2003 as "I Wish Someone Were Waiting for Me Somewhere." The book received much praise and is a library and school selection worldwide in several languages.
Gavalda's first novel, Je l'aimais (Someone I Loved) was published in France in February 2002 and later that year in English. Inspired by the failure of her own marriage, it too was a major literary success and a bestseller and was followed by the short (96 pages) juvenile novel 35 kilos d'espoir (95 Pounds of Hope) that she said she wrote "to pay tribute to those of my students who were dunces in school but otherwise fantastic people".
In 2004, her third novel, "Ensemble c'est tout," focused on the lives of four people living in an apartment house: a struggling young artist who works as an office cleaner at night, a young aristocrat misfit, a cook, and an elderly grandmother. The 600-page book is a bestseller in France and has been translated into English as Hunting and Gathering.
As of 2007, her three books have sold more than 3 million copies in France. Ensemble c'est tout was made into a successful movie in 2007 by Claude Berri, with Audrey Tautou and Guillaume Canet. The adaptation of her first novel, Je l'aimais, with Daniel Auteuil and Marie-Josée Croze, was filmed in 2009 by Zabou Breitman.
Divorced, and the mother of two, Gavalda lives in the city of Melun, Seine-et-Marne, about 50 km southeast of Paris. In addition to writing novels, she also contributes to Elle magazine.
Este livro deixou-me dividida. Por um lado, adorei a ideia — o título é lindíssimo, simples mas cheio de significado, e foi isso que me atraiu logo. Por outro, a leitura não me prendeu como esperava. Houve contos que me tocaram genuinamente (Esse homem e essa mulher, Ambre, Durante anos, IIG e o meu favorito, O caso do dia…), histórias que, mesmo breves, carregavam uma beleza subtil e um silêncio que dizia muito.
Mas infelizmente foram exceção. A maioria dos contos pareceu-me distante, como se estivesse a espreitar a vida de personagens que nunca me deixaram aproximar. Senti falta de emoção, de movimento, de qualquer coisa que me agarrasse — e dei por mim, mais vezes do que queria, a folhear páginas quase por obrigação. Há momentos em que a escrita é tão descritiva e lenta que se perde o impacto, e isso afastou-me.
Ainda assim, há algo neste livro que me faz querer gostar dele mais do que gostei. Talvez porque há beleza no modo como mostra o quotidiano, mesmo que aborrecido. Talvez porque, em dias mais calmos, esta leitura saiba melhor. Não é um livro mau — longe disso. Mas é para quem quer algo leve, sem grandes compromissos com tramas ou personagens intensos. Um livro para ler devagar, sem pressas, sem expectativas.
Talvez um dia volte a ele. Talvez o compreenda melhor. Por agora, fico-me pelo “foi bom, mas não me marcou”.
Esta é uma das histórias que acontecem neste livro, umas felizes, umas tristes e inacreditáveis e outras normais. Neste livro temos um conjunto de contos sobre o que é ser humano, com todas as imperfeições, impulsos e desejos que nos atravessam no dia a dia.
São histórias que podiam acontecer a qualquer um de nós, umas que nos arrancam um sorriso inesperado, outras que nos deixam um nó na garganta, e há aquelas que nos fazem pensar.
A escrita é simples mas carrega sensibilidade, com a autora a contar cada história sem floreados, mas com humor e franqueza. É um daqueles livros para pegar quando precisamos de lembrar que, no meio do caos, a vida tem sempre instantes de lágrimas beleza e ironia. A vida a acontecer para todos.
É um livro de contos cuja única coisa que têm em comum é o facto de serem sobre situações corriqueiras que podem acontecer a todos nós. O engraçado é ver como aquilo pode de facto ser algo que nós faríamos. Como é o caso do casal que viaja de carro em silêncio.
Como é normal neste tipo de livro, houve duas ou três histórias que me tocaram especialmente e mesmo tendo poucas páginas conseguiram fazer-me ter empatia com as personagens. O meu conto preferido foi o “Caso do dia” que aborda um dilema moral e achei fabuloso. Depois há outras que não me disseram nada e até achei aborrecidas.