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Madrugada Suja

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Três histórias que se cruzam desde uma aldeia deserta até ao topo do poder.

No princípio, há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que vai perseguir os seus protagonistas durante anos.
Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu. As circunstâncias do seu trabalho levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo. Ele enreda-se na trama, ao mesmo tempo que esta se confunde com o seu passado esquecido.
Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e em simultâneo o dos protagonistas daquela madrugada suja e daquela intriga política. Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente.

344 pages, Paperback

First published May 1, 2013

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525 people want to read

About the author

Miguel Sousa Tavares

20 books548 followers
Miguel Sousa Tavares is a portuguese journalist and was born in Porto, on the 25th June 1952. His mother, Sophia de Mello Breyner, was a poetess and his father, Francisco de Sousa Tavares, a lawyer and a journalist. After taking the Law course, he carried advocacy during twelve years, but left it permanently to become a full time journalist.
He first appeared at television in 1978, by entering the Radiotelevisão Portuguesa channel (Portuguese Radiotelevision).
In 1989, he was one of the creators of Grande Reportagem magazine (Big Report) and he became director of it in 1990, place where he settled during ten years. He also published some chronics and wrote to the journal Público (Public) from 1990 until 2002. At the same time, he also wrote chronics in other publications such as A Bola (The Ball, a sport journal), Máxima (Maximum, a female magazine) and in the online journal Diário Digital (Digital Diary).
He worked at SIC, a private TV channel, where he hosted information programmes such as "Crossfire". He left SIC and refused the invitation to be general director of RTP but, in 1999, he returned to the television.
He entered TVI in 1999 where he hosted the programme Legítima Defesa (Self Defense) and in 2000 he started to work as a fixed commentator at the Jornal Nacional (Nacional Journal, in TVI).
He also released various books, and almost all of them are chronics. The first one, Sahara, a República da Areia (Sahara, the Sand Republic), was edited in 1985 and was part of a report. Ten years later he wrote a collection of political texts called Um Nómada no Oásis (A Nomadic in the Oasis) and O Segredo do Rio (The Secret of the River, a children story). In 1998, the book called Sul (South) came out and in 2001 the book called Não te Deixarei Morrrer, David Crockett (I won't let you die, David Crockett). In this last year, was also edited Anos Perdidos (Lost Years), a colection of chronics dedicated to the govern of António Guterres.
His first novel was Equador (Equator), first edited in 2003 and which sold more than 370 thousand copies. This novel was so sucessful that posteriorly was released in Brazil, Germany, Spain, Latin America, Czech Republic and the Netherlands, and also won the 25th edition of the Grinzane Cavour prize for the best foreign novel of the year, in Italy. In October of 2007, Miguel Sousa Tavares released Rio das Flores (River of Flowers), also a success.

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Community Reviews

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230 (15%)
4 stars
598 (39%)
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537 (35%)
2 stars
134 (8%)
1 star
28 (1%)
Displaying 1 - 30 of 121 reviews
Profile Image for Ivo Filipe.
11 reviews1 follower
July 12, 2013
Habituamo-nos a olhar Miguel Sousa Tavares como uma voz crítica, um denunciador de causas, um defensor de princípios. E assim o ouvimos na televisão, e o lemos no Expresso e num jornal desportivo, apreciando, mesmo podendo estar em desacordo com o discurso, a forma livre e independente com que opina.
Isto está presente no "Madrugada Suja", mas infelizmente está da pior das maneiras. Por querer abordar todas as suas damas: a desertificação do interior, a corrupção autárquica, o financiamento de campanhas e partidos, as juventudes partidárias, a destruição do litoral alentejano, MST parece esquecer-se que tem um romance para escrever, e o resultado é uma narrativa e não uma história. As personagens são lineares, autênticos estereótipos: o presidente da câmara que fuma charuto, o candidato a primeiro ministro corrupto por licenciamentos em áreas protegidas, as amantes, o idealismo (revolucionário, de regresso ás origens, ou simplesmente moralista), o velho que se recusa a sair da aldeia... sem ponta de surpresa, sem rasgo de imaginação! Poderia se pensar que era um retrato de Portugal do século XXI, mas na verdade, é muito mais uma caricatura.
As personagens, os sentimentos, as ambiguidades dos relacionamentos, tudo o que faz uma boa história é sacrificado em prol da denuncia: os diálogos são básicos, quando não irrealistas - veja-se a relação que se estabelece entre Filipe e Eva para perceber o pouco verosímil e credível que tudo aquilo parece ser.
Em conclusão: não é o melhor das obras de MST, longe de um "Rio das Flores" e incomparável a "Equador". É um livro-denuncia, a visão que o autor tem do seu país - mas isso já conhecíamos, semanalmente, num televisor perto de si!
Profile Image for Luís.
2,378 reviews1,372 followers
June 30, 2020
Tavares' competent historical research and his acute political focus take us to the last three decades of the same 20th century, from the Carnation Revolution, with the fall of the Salazar dictatorial regime (1974), until the end of the 1990s. The backgrounds where the joys and sufferings of three generations are sewn together, from the grandparents in the decadent Alentejo village of Medronhais da Serra to the grandson and protagonist Filipe Madruga, passing by the idealistic father (Francisco) and the mother of fleeting memory (Maria da Graça), whose brief existence leaves serious future implications.
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews85 followers
October 7, 2014
"Madrugada suja" levou-me ao mundo das praxes...Não sei se pela madrugada,se por ser suja!
Profile Image for Kelle.
86 reviews
August 28, 2013
O mais recente romance de Miguel Sousa Tavares já fez correr muita tinta fruto de opiniões bastante diversas, pessoas espantadas que não julgam ter sido possível o mesmo autor a escrever o brilhante Equador e esta obra de segunda, de acordo com opiniões a que sou alheia.
Na minha modesta opinião, que vale o que vale, Madrugada Suja não está claramente ao nível de Equador porque não é esse o propósito desta obra. Madrugada Suja não pretende ser um romance histórico que prende e apaixona, Madrugada Suja é um romance que esconde uma crítica à vida social e política do nosso país no pós-revolução, é uma viagem pela corrupção e pelos subornos, pelos jogos de interesses, pela desertificação do interior, pela política suja, e, arrisco a dizer, bem conseguida.
A história começa com um acidente causado pela loucura das festas universitárias mas depressa nos leva a uma aldeia perdida no meio do Alentejo, Medronhais da Serra, à qual já poucos habitantes restam. Foi em Medronhais da Serra que Filipe cresceu, perdendo a mãe e posteriormente o pai, foi criado pelos avós, pessoas que sempre viveram naquele lugar e que não pretendem dali sair. Filipe, sendo a personagem mais central da história, vê-se envolvido em jogos de interesses, corrupção, dilemas interiores e todo um conjunto de situações que se materializam nas críticas do autor.
É um livro envolvente com romance, história, crítica e política e frisa-nos em várias situações que um pequeno erro acompanha-nos para o resto da vida e, quando menos esperamos, os segredos são revelados e a vida como a conhecíamos pode deixar de existir.
Muito para lá do romance, Madrugada Suja é uma crítica dura ao nosso Portugal.
Li-o compulsivamente, com a curiosidade que os livros do Miguel Sousa Tavares me causam.
Do livro todo apenas condeno o final, é um final pouco realista para uma história com tantas verdades.

Um pequeno excerto do livro:
"Um Portugal de aldeias mortas, de comerciantes falidos, de agricultores sentados à berma das estradas construídas com os dinheiros da Europa, vendo passar os grandes camiões TIR que traziam de Espanha e dessa Europa as frutas e os legumes criados em estufas maiores do que quaisquer hortas deles, em direcção aos centros comerciais onde, em breve, eles próprios aprenderiam o novo e insípido sabor dos melões e das cebolas, dos reinventados “frangos do campo”, ou dos porcos sem gordura nem pecado, embalados em vácuo."
Profile Image for Adelaide Silva.
1,246 reviews69 followers
July 23, 2023
3,5* Um Portugal pós 25 de Abril, a desertificação das aldeias do interior, a corrupção na luta pelo poder, a vida “ vendida” de um País amordaçado mas que se mantém até os nossos dias
Profile Image for Miguel F. Carvalho.
32 reviews1 follower
March 17, 2015
Um dos problemas de alguns escritores é terem um primeiro romance muito bom que depois serve de diapasão para o resto da sua carreira literária.

Miguel Sousa Tavares teve um "Equador" muito bom, elevando a fasquia a um ponto por vezes demasiado alto para as expectativas que criará no futuro com outras obras.

O "Rio das Flores" já tinha tido esse problema, agravado com o facto do escritor parecer empastelar a história durante grande parte do livro para depois finalizá-la em meia dúzia de páginas à pressa, tipo novela brasileira onde todos casam e têm filhos no último episódio.

Será talvez um pouco injusto para um escritor ficar agarrado a uma obra, mas a verdade é que o efeito comparativo existe para qualquer escritor, para o bem e para o mal.

"Madrugada Suja" parece sofrer do mesmo problema de "Rio das Flores" ao nível da fluidez da história, demasiado marcada por opiniões pessoais do autor que já conhecemos dos seus artigos nos jornais ou intervenções televisivas. Mais do que um romance "Madrugada Suja" apresenta-nos quase como um manifesto do autor camuflado com personagens e um enredo por vezes demasiado casuais.. Existe também uma certa obsessão sexual do autor durante a narrativa.

Será porventura uma boa leitura de verão mas nunca uma obra que se torne marcante no currículo do escritor.
Profile Image for Joana.
95 reviews29 followers
April 21, 2014
Não tenho por hábito ler autores portugueses. Não é preconceito ou snobismo, apenas me identifico mais com a literatura inglesa e americana.

No entanto,soube-me bem, para variar, ler um autor "da minha terra", que fala de coisas do quotidiano e com as quais rapidamente nos conseguimos identificar.

Ainda assim, não me pareceu um livro fora de série. É interessante pelo retrato que faz da época imediatamente pós-25 de Abril, mas mesmo essa contextualização parece forçada, como se MST se servisse da condição dos personagens servisse unicamente para apresentar o contexto, e não o contrário (como é habitual).

Fala sobre corrupção, sobre o modo como o nosso país foi evoluíndo nos últimos 40 anos e sobre a aleatoriedade da vida e a consequência das acções, mesmo que irreflectidas.

Madrugada Suja é sobretudo sobre uma noite de azar, mas também como todos somos a soma de tudo o que vivemos, desde o primeiro sopro.

A escrita de MST é fluída e cativante e acho que vou gostar muito do Equador, que me parece ser um romance com maior profundidade do que este - quer a nível de contexto, como de personagens.
Profile Image for Dora Santos Marques.
929 reviews479 followers
April 3, 2015
É o segundo livro do Miguel Sousa Tavares que leio e que gosto bastante. Esta história é bastante actual devido à corrupção política, as personagens são simpáticas e a escrita flui muito bem. Muitas partes desta hiatória, principalmente até meio do livro, fizeram-me lembrar alguns romances do José Rodrigues ds Santos (não os do Tomás Noronha, mas os outros).
Profile Image for Ivete.
18 reviews19 followers
July 23, 2018
I would like to start by saying this book earned 4 stars right from the beginning. And I never felt, at any given moment, that it could lose a star. This means it was interesting throughout. The final chapters earned the fifth star.

Before I get into the review there’s something I would like to address: a book’s review should not be made in comparison with another book. Example: at first I didn’t like the cover. And why was that? Was it the title? Or the design? This novel is very much different from the previous two novels of Miguel Sousa Tavares (didn’t include In Your Desert, 2009 because it was classified as an almost). Both the title and the design were very severe, with contrasts and strong colour. Being that it is the same author it’s almost impossible not to compare. But we mustn’t let that fact influence our reading and appreciation of the book.
Each book has its own values. And I say this because the first reviews and opinions I read, I felt, didn’t even talk about the story, but only compared it. And review compared this novel to Equator and River of Flowers. And if all we do is compare we’ll be missing what the book has to offer.

Dirty Dawn
(This isn’t the official title in English, just my translation)
“Three stories that intertwine”. In my opinion there aren’t only three. Although it’s the same story it’s told by different people, making different.
The novel stars with a crime and a lot will happen until the characters find themselves dealing with this crime again.
There’s a fatalist tone to this novel. It may sound a bit corny and sentimental, but it really isn’t. How many in our lives have we thought to ourselves: what were the chances of having to deal with the consequences of our actions after a great deal of time had passed? Surely this was what went through the characters mind. They react differently to the crime and will be affected differently throughout their lives.
Years later, the past becomes present, and not only in dreams, remorse, guilt or indifference. Then we truly realize how much it has affected everyone involved.
This “Dirty Dawn” is only seemingly simple. The book is presented has having three different stories in three different time lines. I believe there is also a repletion of a story in one generation and in the next. In the first generation there’s a “crime” that will affect everyone in secret. Only several years later the truth comes out. In the next generation Filipe – of all the main characters the most present – will have to deal with the consequences years later.

The cruel, cold beginning is very different from the soft almost utopic ending. Quoting Miguel Sousa Tavares “until the end of the day and the green ray restores order to the seemingly chaos”. The green ray is a sign of hope when there appears to be no solution.

As done before Sousa Tavares coats the story with an important historical background. But with this novel the narration has a personal touch and isn’t so distant as its previous (sorry, made a comparison). No loss in quality, it’s a bit personal because there’s some things that came out of life and work experience.

This novels deserves 5 stars. It was poorly received because readers got lost in comparison. As I said each novel has its own value. The only common thread is the author, who won’t be the same from one novel to the next. But it’s true it goes in the opposite direction. Sorry but I will have to compare. In Equator and River of Flowers we have heroes with goals. Although these goals may be very noble it ends horribly. In “Dirty Dawn” there aren’t any missions or goals. There are only circumstances and reactions. None of the characters stands out for an amazing talent or unbreakable morals. The historic period is very important (the end of dictatorship) but it isn’t a catalyst.
In an interview (news magazine Público) Miguel Sousa Tavares said there weren’t any heroes. In fact it’s a book about circumstances and characters trying to make stumble their way through them.
“Page turner” – when one just can’t put a book down. Undoubtedly this is a ��page turner”. The best from Miguel Sousa Tavares, and one of the best I have ever read.


p.s. I appologize if the quality of the text is bad. I was super tired when Itranslated. I'll go through it again and correct if necessary.


You can find my review in portuguese here: http://imposturadalingua.blogspot.pt
Profile Image for Luis Goncalves.
7 reviews38 followers
August 30, 2013
"Madrugada Suja" , terceiro romance "a sério" do MST, é um livro de altos e baixos. São bastante interessantes os temas abordados, tais como a desertificação do interior, a corrupção ou a ganância excessiva, temas esses, apesar de serem retratados entre a década de 60 e 80, com o mesmo impacto no nosso dia a dia, e daí tirar uma lição importante , que quem ambiciona de todas as maneiras alcançar o dinheiro fácil e o poder tem, efectivamente, que "pagar" essa extrema avareza do mesmo modo "ambicioso". Outro aspeto cativante prende-se com as descrições interessantes da aldeia onde se passam momentos da história, tanto do espaço em si como dos seus habitantes e os seus hábitos típicos do mundo rural.

O romance peca, de facto, pela banalidade da história, acabando com um final algo previsível e, a meu ver, pouco cativante. Outro ponto a referir é as demasiadas repetições em alguns assuntos, parecendo, por vezes, um "círculo".
Apesar de incomparável a "Rio das Flores" ou o estrondoso "Equador", não deixa de ser um livro razoavelmente bom com uma leitura fácil e que prende bastante. Não é uma aventura ler a obra, mas recomendo pelo que faz reflectir acerca da nossa sociedade.
MST já fez melhor, e, de certeza, que no próximo romance vai sair-se com um brilhante enredo, como já nos habituou.
Profile Image for Susana.
542 reviews179 followers
March 19, 2016
Gostei mais da primeira metade do livro, mais relacionada com Medronhais, do que da segunda. Já li alguns comentários a queixarem-se das personagens estereotipadas e, na verdade, a história está cheia de clichés, mas acho que foi isso mesmo que o autor quis fazer, escrever uma espécie de parábola (ou várias) sobre os temas que lhe são mais caros. É como se fosse uma declaração de princípios disfarçada de romance. Fiquei um pouco desiludida com algumas incorrecções na escrita, que me parecem imperdoáveis, excepto quando aparecem nas falas das personagens, porque na verdade é assim que as pessoas falam ("vou-me despedir" em vez de "vou despedir-me", por exemplo). E achei o final um pouco forçado e utópico. Apesar de tudo, gostei e fiquei "agarrada".
Profile Image for Margaret.
788 reviews15 followers
September 11, 2022
A desertificação do interior, o fracasso da reforma agrária, a relação corrupta entre as autarquias e as empresas de construção civil… Estes são os temas principais de “Madrugada Suja”, mais um livro de Miguel Sousa Tavares que devorei com prazer. Ele consegue abordar os assuntos mais “negros” do nosso país com uma nitidez só possível graças a décadas de estaleca no jornalismo.

Não há medo de revelar verdades incómodas, disfarçadas num livro de ficção com um ritmo viciante, mas penso que, desta vez, o seu lado idealista levou a melhor e o final foi demasiado bonito e arrumadinho, na minha opinião.
Profile Image for Joana Martins.
112 reviews15 followers
January 21, 2015
Este livro não tem ponta por onde se lhe pegue. A história é banal, com diálogos medíocres, tentativas vãs de incluir corrupção, política e regionalismo numa história que não se interliga de forma nenhuma, por mais que o autor (forçadamente) tente.
Para além disso, está escrita sem rigor. Há uma altura no início, numa parte sem nada de relevante, em que o narrador é presente... no resto da história não é.
Tudo é previsível e quase aborrecido, um diário de vida com uma má história policial pelo meio.
Profile Image for Clara.
78 reviews
August 5, 2013
Este livro é como uma sandes de recheio gourmet feita com pão de forma. Achei o começo demasiado violento e fim demasiado cor-de-rosa, quase ao ponto hollywoodesco. Mas pelo meio está uma observação cuidada da história mais recente de portugal (muito informativa), com personagens encantadoras que evoluem e inspiram, paisagens idílicas deste país, e uma crítica social dos aspetos mais desprezíveis da nossa evolução pós-abril (de quem põe o dedo na ferida). Se não tivesse o tal final talvez merecesse as 5 estrelas...
Profile Image for Maria.
1,035 reviews112 followers
June 10, 2013
Madrugada Suja é bem diferente de Equador e Rio das Flores. Neste seu novo romance Miguel Sousa Tavares (MST) leva-nos para o Portugal pós-revolução, mas também para o Portugal corrupto dos dias de hoje, para a política a qualquer preço, para a desertificação das aldeias alentejanas, um pouco do espelho de todo o interior do país...

Opinião completa: http://marcadordelivros.blogspot.pt/2...
Profile Image for Sara Fidalgo.
34 reviews12 followers
June 23, 2013
Uma chatice. Tinha expectativas muito elevadas por gostar do autor mas este livro é um enorme desvio de percurso. Início mau (má historia, mal escrito até - narrativa "simples demais"), histórias pobres e com ligações um bocado forçadas entre si, diálogos muito fraquinhos e carece de desenvolvimento em algumas partes. Salva-se um pouco pela parte histórica do pós 25 de Abril. De resto, é mau.
Profile Image for Sofia Marques.
294 reviews15 followers
July 15, 2016
Pelos vistos o segredo de gostar deste livro é não ler primeiro o Equador. Como ainda não o li, não tenho termo de comparação, logo e apesar de achar o tipo de linguagem, em certas partes, um pouco rude, gostei muito de como as 3 histórias se entre ligam e de retratar bem a sociedade onde vivemos. Recomendo!
Profile Image for Ana Bernardo.
165 reviews4 followers
November 14, 2023
3,5 ⭐️
A vantagem dos livros do MST é que se leem muito bem, a escrita é fluida e sem artifícios.

Embora não seja o meu livro favorito do autor é um dos bons, pois a semelhança entre a história e a realidade não podia ser mais atual.

O livro tem vários temas, policial, romance, drama, um bocadinho da revolução abril e da guerra colonial, mas o principal acaba por ser a corrupção e a tentativa de uma única pessoa a combater fazendo a sua parte - não se deixar corromper.
Profile Image for bom.dia.
389 reviews
June 1, 2017
nhec. Tem um início promissor, uma noite de jovens que acaba mal devido ao álcool a mais, mas depois demasiadas histórias se misturam, a infância de Filipe numa aldeia perdida, o seu trabalho como arquitecto, a eleição para primeiro-ministro, a reabertura do processo... São demasiadas coisas a acontecerem, que depois num só capítulo de poucas páginas se concluem como se de um "viveram felizes para sempre" se tratasse... Falta algum conteúdo ao livro para além da simples narração dos acontecimentos.
Profile Image for Marco Caetano.
102 reviews10 followers
March 30, 2020
Não parti para este livro à espera de um romance do tipo de Equador ou de Rio das Flores. Na verdade, nem sei ao certo do que estava à espera. Mas quem leu estas duas obras não pode esperar que de Miguel Sousa Tavares saia um romance menor.

Não é na minha opinião correto fazer uma comparação entre esta obra e as duas que a antecedem. São estilos bem diferentes. Mas com tudo isso, Madrugada Suja, é um bom livro?

Leia o resto da minha opinião em:
https://conspiracaodasletras.blogspot...
Profile Image for Adelaide Silva.
1,290 reviews16 followers
January 21, 2025

3,5* Um Portugal pós 25 de Abril, a desertificação das aldeias do interior, a corrupção na luta pelo poder, a vida “ vendida” de um País amordaçado mas que se mantém até os nossos dias
Profile Image for Owlseyes .
1,805 reviews305 followers
Want to read
June 13, 2013
This is a Portuguese author I know for long, though I never read a single one of his books*. I know him from TV: as a journalist and (political) commentator; also a moderator in his own “show”. He worked both for private and public TV channels.
Oh, of course, I know him from reading his articles in Expresso, a weekly newspaper.

His father, Francisco Sousa Tavares, was for some time a MP and his mother a much –acclaimed (first woman to receive the Camões Prize) writer of Danish lineage, Sophia de Mello Breyner Andresen.

MST was recently (24th of May) interviewed by IPSILON (of Publico newspaper) and I got curious about his latest book: Madrugada suja”. What follows (except point 8) relates to the interview output.

1-The book has a great bearing on political corruption. According to MST his departure point was his discovery that there exists, in fact, in Alentejo, a village with a single inhabitant. He wondered about: why that happened….what would it be for a 80-year-old man,alone out there, talking to the animals….and no TV set.

2-MST coined a village’s name: Medronhais da Serra for his book’s fiction. Then he added the fiction which amalgamates around 30 years of the “Portuguese public life”. The book “has no heroes” contrary to another one of the same author “Equador” (2001).


3-The author acknowledges that a TV reportage gave him inspiration. He recalls once the commandos (a military unit) had to perform a “cultural” sort of animation (“dinamização) on a village in the remote Trás-os-Montes region; they arrived in military vehicles ("chaimites") and people were afraid, clearly, behind closed doors. He remembers the tumultuous times after the 25th of April Revolution[1974]: the occupation of large agricultural properties in Alentejo; he compares: “it was like a film of Eisenstein: “Battleship Potemkin” entering Alentejo”.



It was a time of “land nationalization”.He considers Alentejo something quite unique in the Portuguese territory: something “apart”: (after November 1975) “there was a lot of people imagining that Alentejo might become a sort of Cuba inside Portugal”. Truly, the political history of that region “is different”.







4-“Filipe (the "main" character), the grandson of the single inhabitant of…works for a municipality by the sea side,and confronts corruption”…MST comments: “…you cannot say that the local authority got corrupted…he only thinks that it’s good for his land to get urbanized and to get golf fields: that’s investment….tax -money for his land….(BUT)..that’s based on that kind of reasoning that Portugal has been systematically liquidated…”. MST said that we tend to think that “big corruption starts with the PM,that’s not true…it starts from the bottom level: just before everybody’s eyes.”


5-Taking his father’s example, the author points to great differences in political generations: his father was of the generation participating in the Constitutional Assembly: it was a generation moved by IDEALS. Our present constitution,which is utterly “absurd and pamphletarian”, still reflects those ideals of a “better world” and “the honest way of living a life”.

6-And yet, in that fictitious village there’s a character reading “War and peace”,Tolstoy:Why? MST: that’s an homage to literature. “The characters of the great books travel with us for good”.



7-The book has a message of hope,though a “very subliminal” one.”No nation is doomed to evil”.

8-Quite recently MST got into trouble for calling the Portuguese PR a “clown”.
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*Correction:I read part of "O planeta branco" [The white planet].



Profile Image for Ana Fonseca.
26 reviews4 followers
September 15, 2022
“Não há forma de escapar ao que está feito. Todavia, não há dúvida de que o ser humano é extraordinário na sua capacidade de adaptação a tudo, até mesmo à própria canalhice.”



“Essa foi a primeira lição que aprendi: o pecado depende do sujeito, não do predicado.”



“O silêncio a dois não é o mesmo que o silêncio sozinho.”



“Porque hoje eu sei que só morrem verdadeiramente aqueles que, depois de mortos, nós conseguimos matar também. E nada é pior do que um morto-vivo, habitando lado a lado com os que não morreram e tiveram a coragem de tentar viver para além da morte dos que amavam.”



“Alguém dissera um dia que se podia viver sem tudo, menos água e comida, mas que viver sem livros e sem música não seria o mesmo que viver.”



“A vida é feita de pequenas vitórias, pensou, são elas que antecipam e compensam as grandes derrotas.”
Profile Image for João Miranda.
259 reviews10 followers
October 31, 2016
Apesar do início do enredo apresentar duas vidas completamente distintas, a obra inicia o seu percurso e a construção do enredo na voz de várias personagens, centrando-se depois em Filipe, a personagem principal da obra. MST viaja novamente para o Alentejo e aí nos deixa durante longas páginas, com o quotidiano de uma aldeia em decadência demográfica, num retrato fiel do interior português.

Como é habitual, a componente histórica tem o seu peso. Em grande parte do enredo, as personagens vivem os primeiros dias, meses e anos da revolução de Abril; depois disso, uma viagem ao passado da segunda Grande Guerra; finalmente, um salto à nossa conhecida década de 90. A escrita permanece fiel a tudo o que conheço do autor, um estilo corrido, preocupado com a utilização de expressões quotidianas portuguesas. Curiosamente, isso não acontece nas "entradas de diário" que surgem ao longo do livro, algo desfasadas da realidade das personagens que a escrevem.

Gosto muito dos livros de MST por convicção, não por hábito. Não partilho os seus ideais políticos e custou-me ler as suas passagens sobre este campo: parecem sempre escritas com uma raiva e urgência que não entendo, que não está nos patamares que me habituei, do calor, do tempo vagaroso, das viagens, do Mediterrâneo. Na minha opinião, este livro seria de patamar diferente se restringido a metade das aventuras contadas - confinada naquele alentejo interior, porta de paraíso e de inferno, onde o calor e o frio assumem protagonismo do quotidiano.
Profile Image for Elisa Santos.
391 reviews1 follower
November 3, 2013
Este foi o meu 2º "Miguel Sousa Tavares" que li e para dizer a verdade perde muito com a comparação: o Equador é simplesmente fantástico! Sem palavras para descrever.

Este, surpreendentemente até constitui uma leitura compulsiva no sentido que toda a parte da infância, juventude de Filipe Madruga é desenvolvia extensivamente, com capítulos dedicados a todos: avô, avó, pai, etc e depois a parte propriamente dita que dá o mote ao romance fica decepcionantemente despachada em meia dúzia de capítulos, muito por alto, enquanto que parte das tertulias na Barbearia e todos os personagens de Medronhais da Serra foram extremamente bem caracterizados e contextualizados.

Uma conclusão se pode tirar: como os americanos costumam dizer "Karma is a biatch" e " the past comes round to bite you in rear", portanto, o que quer se tenha feito de menos bem no passado, inevitavelmente vem de volta para assombrar, mais cedo ou mais tarde.

Não posso dizer que o livro é mau, mas simplesmente penso que a parte do enredo, da trafulhice politica, do romance ente Filipe e Eva e todos os acontecimentos e desfecho mereciam mais umas páginas que permitissem desenvolver mais e contextualizar melhor - só parece que, quando chegou a meio do livro, quis despachar o mais depressa possível e terminar ou então que foi cortado na edição, por demais.

Como já disse, e apesar de não se poderem comprar, pela diferença de géneros, nem parece que foi o mesmo autor de um romance tão fabuloso quanto o Equador.

Profile Image for Tiago Rocha.
54 reviews
February 10, 2015
Esta Madrugada Suja de Miguel Sousa Tavares é um bom livro. Não isento de defeitos, cumpre a função de prender o leitor à narrativa intercalada que se desenrola entre Medronhais da Serra, aparente espaço inventado propositadamente para a obra, mas que bem que poderia ser qualquer aldeia do Portugal profundo e perdido, e uma série de outros lugares, de onde se destaca Évora.
O Romance conta uma história que, apesar de não ser propriamente original, revela uma grande capacidade imaginativa do autor. Agradam-me particularmente os nomes dados aos vários capítulos e a forma como estes se embrenham na narrativa em si. As personagens são mais ou menos lineares, mas todo o estudo que é feito de Medronhais, desde os seus tempos de apogeu à sua decadência, é realmente impressionante e emotivo. São talvez estas as melhores páginas do romance.
Depois, toda a segunda parte, e principalmente no se refere aos temas políticos, é desprovida de estilo, escrita numa linguagem insalubre, notando-se perfeitamente que MST não estava à-vontade, o que não deixa ser estranho. Em fim, o final de Madrugada Suja é, para além de algo apressado, envolto num cliché a que dificilmente se escapa.
Profile Image for Livralhices.
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March 4, 2020
Comecei a ler o”Madrugada Suja” e fiquei logo agarrada com o episódio dos estudantes. Queria saber mais, que consequências sofreriam, se a Eva estaria viva...
Confesso que fui ficando desiludida no decorrer da leitura, pois a sensação que tive é que estava a ler um segundo livro. Embora também tenha gostado das personagens de Medronhais, acho que essa parte da história, assim como as informações sobre o abandono das terras do interior, fase pós revolução dos cravos, corrupção política, foram demasiadamente prolongadas.
Quanto ao final, acho pouco provável que assim acontecesse. Na minha opinião uma Eva depois da vida que teve não se rendia assim, teria pelo menos que haver mais enredo até lá chegar.
Ora tendo eu começado a ler MST pelo “No teu deserto” e “Madrugada suja”, penso que me esperam boas surpresas quando um dia passar pelo “Equador”!
Profile Image for Patrícia Chandelier.
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June 20, 2013
Gostei deste livro, mas esperava mais ficção e menos realidade. Apesar de existir uma história de uma família alentejana, e todos aqueles com os quais se cruzam na vida, nesta "Madrugada Suja" encontramos mais temas sérios e infelizmente próximos de nós. Muitos deles o autor tem vindo a pôr a lume durante toda a sua vida desde a altura em que era jornalista na Grande Reportagem. A desertificação do nosso tão rico interior, a debandada para o litoral, o menosprezo pela terra e pelas nossos produtos, os patos bravos e as suas contruções monstruosas, os hediondos campos de golfe, a destruição de áreas protegidas, a corrupção política, o tráfico de influências, enfim, a lista continua.
Profile Image for Alda  Delicado.
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May 26, 2013
Achei um livro bem escrito mas a história é bastante banal. Gostei bem mais dos romances históricos, em especial o Rio das Flores. Conta a história de um jovem arquitecto paisagista alentejano, vindo de uma pequena aldeia e que se vai confrontar com casos de corrupção no Portugal actual. A maior parte do livro é narrado directamente pelo arquitecto excepto alguns capítulos nos quais outras personagens tomam o papel de narradores. O problema com esta estrutura é que o estilo do narrador é sempre o mesmo, quer se trate do jovem arquitecto, do seu avô ou da sua avó, cuja erudição certamente não seria a mesma.
Profile Image for Margarida.
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December 18, 2013
Parti para a leitura desta obra com um misto de expectativas. Por um lado, devido a ter gostado de obras anteriores do autor, estava com a expectativa de que iria gostar igualmente desta obra. Por outro lado, devido a ter visto algumas críticas negativas à obra, fiquei de "pé atrás".
O que vim a verificar foi que gostei desta obra, embora seja diametralmente diferente das anteriores ("Equador" ou "Rio das Flores"). Trata do universo obscuro da política que se imiscui nos negócios e vice-versa, o tráfico de influências, a corrupção, o pensamento de que "toda a gente tem o seu preço"... um retrato daquilo que acontece em Portugal e não só.
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