O apocalipse é realidade; o mundo está devastado. Contudo, para um grupo de super-ricos, a contaminação externa é apenas uma inconveniência, já que todos reservaram quartos com antecedência e estão abrigados no luxuoso Hotel Termush, um resort costeiro que oferece música ambiente, farta comida e muita diversão.
Do lado de fora, a poeira cobre o que restou, enquanto pássaros continuam a cair mortos do céu. No Termush, porém, a vida segue sem preocupação. Quer dizer, até que outros sobreviventes começam a ser encontrados para além dos portões. A gerência passa, então, a censurar notícias e sedar hóspedes — a generosidade inicial parece estar terminando.
Clássico incontornável da narrativa pós-apocalíptica, Hotel Termush é a obra mais conhecida da ficção científica nórdica. Publicado em 1967, trabalha de maneira ímpar ideias de privilégio, pertencimento e, sobretudo, compaixão.
Sven Holm (1940 – 2019) was a Danish author and playwright. His first short story collection, Den store fjende, was published in 1961. In 1974, Holm was awarded the Grand Prize of the Danish Academy.[1] He was awarded the Holberg Medal in 1991.[2] In 2001, Holm was made a member of the Danish Academy.[3] That same year, he was awarded the Danish Critics Prize for Literature.
A leitura começa empolgante, com uma atmosfera densa e intrigante que prende logo nas primeiras páginas. A percepção do narrador sobre o grupo em meio ao qual vive, e sobre si mesmo em relação a esse grupo, é construída de forma precisa e inteligente. O formato em diário oferece uma reflexão rica sobre isolamento, moralidade e convivência. A escrita é elegante e cuidadosa.
Porém, à medida que o livro se aproxima do final, a narrativa acelera demais. O desfecho é abrupto e dá a sensação de que ficou em aberto, como se faltasse uma conclusão mais robusta para amarrar a tensão construída ao longo da trama.
a nota mais confusa q eu dei nos últimos meses, pq esse definitivamente não é um livro ruim... só não me cativou o suficiente a ponto de eu gostar dele
acho que ele faz um trabalho muito bom de exposição d como gente com dinheiro não tá realmente nem aí pro próximo; o autor usa d uma doeça misteriosa e um hotel - que vai servir aqui como um microcosmo do mundo inteiro - pra fazer isso. a escrita tb é gostosinha e inteligente. o problema pra mim é q eu realmente não poderia ligar MENOS pra esse protagonista e pra esses personagens
a little underwhelming but i liked the attention it pays to our need for routine. as a society we are willing to overlook any danger and adapt to any new normalcy as long as our day-to-day appears unchanged. we are hardwired to avoid emotional conflict as much as possible even when it is redundant and harmful to do so. also found it to be pretty poignant with the current mentality regarding the environment. the wealthy are willing to overlook any suffering and neglect the needs of anyone else so that their own safety isn’t compromised, and even then there is more attention paid to political conflict and achieve more power to rule over others. also really liked the author’s note at the end!
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Achei que esse livro seria muito mais contemplativo do que ele é e isso foi muito bom pra minha experiência de leitura. Na verdade, o livro é bem literal e brutal, o que torna a reflexão sobre a situação de crise em que os personagens vivem muito mais real e pesada. As sutilezas nas entrelinhas dos textos do diário do protagonista, acerca do que de fato acontece no Termush, são um verdadeiro sabor quando a gente percebe os acontecimentos invisíveis da trama e onde aquilo vai terminar, se tornando uma história de anúncio de tragédia, o que eu amo muito!
Entendo o significado por trás da história. Achei bem interessante e acredito que tenha sim influenciado outras obras e até jogos, fallout por exemplo. A mensagem por trás continua bem atual. Em alguns momentos não consegui entender as metáforas e se vc procura um livro com alguma ação esse não tem. A ação é toda subentendida. Mas adorei o estilo de escrita do autor. Nota: 3.5
Creio que este foi meu primeiro contato com a literatura nórdica e tinha muitas expectativas. A premissa é muito boa, o livro é pequeno, com capítulos curtos, acessível e fácil de ler. Mas não funcionou para mim. Tudo muito subjetivo e com final aberto (que eu não sou fã).
vou confessar que a sinopse me encantou muito mais do que o próprio livro. ele trouxe reflexões muito atuais, apesar do ano de publicação, mas não consegui me sentir impactada. acredito que o formato de diário tenha quebrado um pouco essa conexão.
amei muito ler outra distopia, principalmente essa que pensa muito sobre nosso modo de conviver em sociedade e como achamos que vamos escapar mas não vamos