Jeg drepte en hund i Romania, en rå og original roman om migrasjon, rusavhengighet, utenforskap og ordløse fellesskap.
En latinamerikansk kvinne, bosatt i en småby i Nord-Norge, har isolert seg etter et sammenbrudd. Hun underviser i norsk, men har selv sluttet å kommunisere. En tidligere elev, Mihail – rumensk bussjåfør – prøver å nå inn til henne før han selv må reise hjem til Romania for å ordne med noe. Som et siste håp følger hun ham til Romania, på jakt etter både ro og medisiner. Men reisen blir ingen redning – snarere en forvandling. Når de kommer til Romania, insisterer Mihail på å bli kalt Ovidiu, og i takt med at hovedpersonen mister språket og kontrollen, trer han fram som en kontrapunktisk forteller. Fortellingens rytme skifter: fra drømmeaktig og suggererende indre monolog til svart humor og ubehagelig kroppslighet. Mennesker og hunder, stillhet og uro, minner og materie glir over i hverandre. Og i fraværet av språk oppstår nye fellesskap – uventede og ordløse.
Med denne utgivelsen er det tredje gang vi løfter fram forfattere som bor i Norge og skriver på originalspråket – skjulte litterære skatter som fortjener en plass i offentligheten. Vi har tidligere utgitt fransk-indiske Ari Gautier og syriske Sanaa Aoun.
Jeg drepte en hund i Romania inngår i Caminos serie om migrasjon, og er en kraftfull påminnelse om hva litteraturen kan formidle hinsides språk og landegrenser. Utgivelsesserien er støttet av Norsk Kulturråd.
Claudia Ulloa Donoso (born 6 September 1979) is a Peruvian writer. She was born in Lima, and studied tourism in her native Peru before studying Spanish at the University of Tromsø. Her published work includes the short story collections El pez que aprendió a caminar and Pajarito, as well as Séptima Madrugada based on the weblog of the same name. In 2017, she was living in the north of Norway when she was included in the Bogota39 list of the most promising young writers in Latin America.
El viaje hacia la luz y la oscuridad, hacia el vacío interior y el exterior, las ganas de rendirse ante la muerte y la necesidad de seguir aferrándose a algo. ¿Cómo se define a un texto como este?, ¿uno que abarca tanto de una manera tan titánica y a la vez delicada?
Voy a seguir pensando en esta novela por mucho mucho tiempo, qué nivel de viaje en carretera.
Edição portuguesa: “Eu Matei um Cão na Roménia”, Europa-América, Outubro 2023
Todos os animais falam – disse eu. O que é que estás a dizer? – riu-se Ovidiu. Claro que falam, outra coisa é nós não os conseguirmos entender – disse eu. Tu de certeza que os entendes, porque és professora de línguas e vens do continente dos papagaios que falam – disse ele.
Para a leitora que se insurge sempre com episódios de crueldade contra os animais, este livro poderia parecer um contrassenso só pelo seu título, mas garanto que nenhum animal foi maltratado no decurso desta história passada na Roménia, com a excepção daquela que também é a nossa realidade: animais praticamente ao abandono nas zonas rurais e vítimas de atropelamento em estradas. Foi sobretudo a curiosidade e o espanto que me trouxeram a esta obra que marca o regresso da editora Europa-América depois da declaração de insolvência em 2019. Quem cresceu nos anos 80 e 90, como eu, teve acesso a muitos clássicos a preço acessível graças a livros de bolso em edições baratuchas, de papel manhoso e traduções discutíveis, mas o novo proprietário desta chancela deu-lhe uma volta de 180 graus, a avaliar pelo recém-lançado “Eu Matei um Cão na Roménia”, uma edição floppy, de bom papel e vertida para português por dois tradutores respeitados, Cristina Rodriguez e Artur Guerra, que, fora os deslizes típicos do espanhol (“assemelhar com” e “resultar” em vez de “parecer”), fizeram um excelente trabalho. “Eu Matei um Cão na Roménia” divide-se em quatro capítulos (cão morto, matilha, latidos e matacães) e é, em grande parte, uma road trip pela Roménia levada a cabo por dois amigos, uma professora de línguas latino-americana e um motorista de autocarros romeno, ambos imigrantes na Noruega.
Como não hei de eu falar de forma estranha se tenho uma confusão mental na cabeça com as línguas, há anos e anos que penso em espanhol, trabalho em norueguês e a única coisa que faço em romeno é sonhar.
Mihai precisa de resolver uns assuntos na tua terra natal, pelo que convida a professora, de baixa médica por depressão, para o acompanhar, na tentativa ingénua de que mudar de ares a fará largar os antidepressivos, mas não é esse o intento dela…
Tive a sensação de que me estava a preparar para morrer e fiquei envolvida por uma certeza. Uma espécie de satisfação estranha, quase festiva, mas simultaneamente cinzenta e silenciosa, sem serpentinas nem excitações, como a tranquilidade que chega ao ter concluído algo próprio e conhecido, algo entediante como um trabalho de anos, um ritual de passagem, a cessação do labor, pôr um ponto final, um apagar a luz e fechar.
…e uma vez na Roménia, desaparece a cumplicidade entre eles e Mihai passa a ser Ovidiu, um emigrante arreigado nos costumes do seu país de origem, um homem tacanho que saiu da terrinha mas obviamente a terrinha nunca saiu dele. Inesperadamente, rodeada de falantes de uma língua que não compreende, é a mítica bondade dos estranhos que vale à professora, que comunica com eles através do espanhol e do italiano que estes aprenderam a trabalhar no estrangeiro, pelo tradutor do telemóvel ou, quando tudo mais falha, por simples gestos e sorrisos. Nesta obra sobre a dificuldade de comunicação inerente ao isolamento da depressão e às diferenças linguísticas, levantam-se valores nobres como o respeito pelas outras culturas, a simbiose com os animais…
E vem-me então com o porque é que não a deixo levar um cão romeno, e diz-me que leu uma notícia sobre vários turistas que vieram à Roménia para levar cães, e que a ela não lhe parece mal (…)e vem-me com esta de que o cão a tranquiliza, que lhe faz bem, que é como usar um saco de água quente.
…e a sororidade.
A minha língua leu o relevo da imagem sagrada enquanto imaginava que beijava todas as mulheres, as da Roménia e todas as outras, todas aquelas que a minha memória tinha registado ao longo da minha vida, todas aquelas mulheres com nomes e imagens. Eu nunca tinha beijado uma mulher, mas quando pus os lábios em cima do ícone, beijei todas as mulheres: Eva, Salomé, Miriam, Abigail, Marta, Débora, Madalena.
E quando a protagonista se retrai para um silêncio definitivo, a narração passa a capítulos alternados entre a verborreia obscena de Ovidiu e os monólogos internos cada vez mais líricos da professora.
O silêncio dessa tarde era uma membrana, o verniz selante de um quadro de museu, um grupo de bichos paralisados para a eternidade numa resina transparente, a mica de plástico que protege as fotografias de um álbum de fotos cheio de mortos.
“Eu Matei um Cão na Roménia” não me conquistou por completo devido às suas opções narrativas, mas estou disposta a ler mais desta autora que me parece ter garra e também a arriscar nos próximos livros desta Europa-América renovada. Vale também muito a pena ler sobre este novo projecto verdadeiramente inaudito aqui: https://observador.pt/2023/11/08/euro...
Nimic nu este impossíbil pentru cel care încearcă.
Un libro de contrastes: la vida y la muerte, la luz y la oscuridad, la voz y el silencio. Narradores poco confiables. Un país que desconocía completamente. Una autora que sabe dar puntadas casi invisibles con su escritura poco a poco hasta llegar a un final muy poderoso. Unas frases que se quedan suspendidas en la mente durante un rato. Me encantó.
[Sé que quizás no es un libro para todos, pero ¿cuál lo es?]
Me gustan muchas cosas pero igual las que no me gustan pesan mucho. La escritura sobre la salud mental y el choque cultural me parece maravillosa, pero el personaje de Ovidiu me desagrada totalmente. No hay mucho plot y para mí el plot es importante. Es denso y el viaje en momentos es repetitivo pero el final es una entrega total, la autora lo hizo maravillosamente.
La lectura es oscura y sensorial, una como lectora puede llegar a sentir la intensidad de la escritura de la autora, hay espacios bien interesantes que mueven mucho, pero me sobraron cosas y personas que no tenían nada que ver.
A pesar del lenguaje poético que utiliza la autora, y que ayuda a construir de mejor manera la psique de la narradora, la trama se hunde en la melancolía y la reiteración. Las cuatro partes que conforman la novela llegan a cohesionarse en su símbolo, el cual da significado al título del libro, hasta el final. No obstante, se demora en llegar y reta la paciencia de quien lee. A su favor encuentro nítida la representación de la depresión de la personaje principal, su falta de objetivo y sus acciones orientadas a buscar entendimiento, comunicación. Y es que la novela, en gran parte, trata sobre esta posibilidad de crear un lenguaje que supere la potestad humana y que permita lograr la perfecta comunicación entre dos seres que llevan un tiempo en diferentes estados del canal. Lamentablemente, tan cansina es esta expresión de la acedia que cuesta trabajo verla como un trabajo disfrutable aun en términos de interpretación.
Esta es una novela deprimente. Lo anterior no es una queja, ni una crítica negativa. Es una advertencia. Un letrero que dice "ojo, si va a entrar en esta lectura arrope bien el alma, porque lo que se viene es no un desplome, sino la lenta agonía que susurra en las lagunas donde hay huesos bajo el agua, el gorjeo de quienes se ahogan en barro".
Quizás haga falta esa advertencia porque el comienzo aunque lo anuncia no lo anticipa. Porque las primeras páginas, narradas por un perro, por el perro, por el chucho negro brillante que muere al final (no es destripe, lo sabemos desde la primera línea), son luminosas. Son bellas, y tienen juego, y están cargadas de vitalidad. La ficción, después de todo, es pura vida. Y cuando la ficción se nombra a sí misma como ficción, es vida nombrando vida.
Claro, luego de ese comienzo llega como un golpe a traición lo que sigue. De la segunda parte en adelante es lodo, fango, y hundirse. Qué tedio y qué soledad, y qué vacío inmenso ir escarbando en vómito y calmantes. Y así atravesamos más de la mitad del libro, siendo, por efecto de la empatía con la primera persona narradora, también nosotras una profesora deprimida, en un viaje cuyo objetivo no reconoce, en una soledad cuyos bordes no vemos.
Y está bien escrito, no sólo porque la poética de Ulloa Donoso tiene buen timbre, sino porque consigue contagiar y da cuenta de un vacío poblado de emoticones, de preguntas truncas, de personajes mundanos y complejos (decir "reales" sería arruinar la belleza, ¿no?, decir "autoficción" sería arruinar la belleza, ¿no?) que son más fáciles de odiar que de querer. Pero los leemos, y eso significa amarlos.
Porque leer es un gesto de amor.
Vale, pero digamos lo último, por ahora, para cerrar. Digamos que hay una escena, en la penúltima parte, donde a la protagonista la muerde un perro. La muerde por error, porque le está dando comida y no mide el alcance de sus colmillos. Ese perro, que luego morirá, le regala con su mordisco y con su presencia algo similar a la voluntad para vivir.
En mi caso ese perro es la escritura. En mi caso ese perro es la lectura. En mi caso ese perro es la literatura.
La alimento con mi carne, me muerde y deja cicatriz, y me devuelve al reino de los vivos cuando me está zampando la nada.
En mi caso ese perro es el amor, y está bien que muerda la mano que lo alimenta.
Por el agujero del mordisco entra la luz.
***
Dejé Goodreads a mediados del 2023. La presión de reseñarlo todo me ganó. Intenté llevar registro de mis lecturas en un cuaderno. No funcionó. Así que aquí estoy de nuevo. Vamos a ver si no me abruma la abundancia. Vamos a ver si recuerdo cómo reseñar. Por ahora, comentarios, senderos de migajas que luego me sirvan para recordar qué leí. Feliz 2025.
Lo he leído lento para saborearlo. Me encantan los libros sobre viajes porque siempre siento que voy al mismo ritmo que la historia, que mi lectura y la trama se fusionan. Llego a los lugares a la vez que los personajes, los descubro al mismo tiempo. Los hechos nos sorprenden por igual y por eso ese asombro se filtra y se intensifica.
G I G A N T E. Este libro es un hito, sin temor a equivocarme es de las mejores novelas que he leído en mi vida. Me la recomendó Luna Miguel cuando me la topé en Almadía y... tenía razón cuando me dijo que me iba a destruir. No quiero decir nada de la historia porque siento que es mejor así. Pero es de las primeras novelas que leo donde captan esta forma extraña de vivir en nuestros tiempos. La disociación que sufrimos del deseo, la oscuridad que podemos sentir, la desidia a la hora de comprendernos, percibirnos. Es como una montaña rusa sobre la experiencia humana. La última parte es una joya total. ESTO ES VIVIR, ESTO ES SER HUMANO, ESTO ES LITERATURA 🚬.
Bellísima esta primera novela de Claudia Ulloa Donoso, esa sensibilidad para ver o imaginar los paisajes, los olores, los pensamientos y las emociones mismas; esa poética de sus palabras y ese viaje a lo inesperado que ya estaban también en Pajarito.
El relato de un viaje a otro país y cultura de una protagonista que, como la autora, lleva mucho tiempo lejos de casa. Un viaje también entre una oscuridad y un dolor, cuyo origen el lector no conoce, pero que siente y comprende en cada página de este libro.
No sé si decir que lo acabé porque no sería verdad. Me salté las últimas páginas. No me gusta. Me pierde desde que mete la voz del hombre, ¿se vale meterla tan avanzada la novela? Siempre creí que pasaba algo y hasta la casi 300 no. Por las críticas de goodreads quizá me estoy equivocando, pero a mi no me gusta, a pesar de que parecía que sí me iba a gustar.
La voz de Claudia Ulloa es muy fácil de leer y cautivadora. La historia es interesante, aunque cuando incluye a Ovidiu como narrador pierde algo de fuerza, él no es un gran personaje.
Acaba de empezar el año y ya sé que este será de las mejores lecturas de 2023. La historia atrapa desde el principio, no sabes muy bien hacia dónde va pero he sentido que no importaba demasiado porque está muy bien escrito, de una forma cautivadora. La protagonista narra un malestar y una angustia vital enormes, inexplicables para el protagonista que tiene una visión mucho más sencilla de la vida. Ambos viajan por Rumanía, aunque en realidad están viajando sin rumbo, y por momentos hacia lugares demasiado oscuros.
La escritora domina el lenguaje de una forma increíble, sin duda leeré más a Claudia Ulloa.
“Supe con mis células que mi padre me sobornaba, aunque mis tímpanos aún no conocían esa palabra”
“Quería volver, pero no sabía adónde. Quizá a lo conocido. Quizás volver al mar.
Esa mañana mi deseo de volver -cuando todavía no sabía que era un deseo de volver- se sentía como el anhelo turbio de querer morir”
Una peruana en un país nórdico, perdida y empastillada, viaja a Rumanía con un exestudiante, quien va a su país de origen a cumplir con un rito a 7 años de la muerte de su padre.
En un país ajeno en idiomas y costumbres, la protagonista se sumerge en sus propios asuntos sin solucionar.
Es un libro que mantiene el interés por lo que pasará, con una prosa bastante sobrecargada, a mi gusto, de metáforas un poco remojadas, pero que termina muy en alto. El final fue mi parte favorita 🚬.
No sé muy bien qué decir y cómo valorar esta novela. Me parece muy buena la manera en la que se aborda el tema de la depresión, la complejidad psicológica de Ovidiu y el retrato de Rumanía. En cambio, no he entendido muchas decisiones narratológicas y creo que la novela es excesivamente larga para lo que pretende contar.
Puede ser un libro de viaje, pero también sobre la depresión y sobre la complejidad de las relaciones, la migración, las heridas de la infancia y sobre la muerte. Es un libro bellísimo y conmovedor. Me encantó.
al igual que la protagonista, con este libro emprendí un viaje casi sin conocer nada de lo que venía, y cuando creí que la trama iba para un lado y profundizaba, pegaba un volantazo: "No quiero dar moralejas. No escribo para dar moralejas...". tengo que admitir que me gustaron mucho más las primeras partes y que me quise detener en algunos lados de la carretera (me gustaron particularmente las escenas en la casa de Viorica y quise saber más de Bogdan, los personajes que aparecieron después no me sumaron tanto). también me pasó que quise quedarme en la cabeza de la profesora y no en la de Ovidiu a quien empecé a odiar cuando tuvo voz, pero no puedo evitar reconocer la proeza de la escritora que pensó todas las piezas de un rompecabezas muy original. me quiero encontrar con más lecturas así.
Si dividimos a este libro en la perspectiva de ambos personajes principales, sólo me quedaría con la de ella. Ovidio tiene un pensamiento tan caótico, ansioso y grosero, incluso con él mismo, me causa mucha incomodidad imaginar que así ve la vida, todos los días, todo el tiempo, que agotador.
Creo que lo que más gustó fue el observar todas esas conexiones (humanas y no humanas) que se dieron tan bien sin la necesidad de hablar.
“Vi pasar toda mi vida miserable y eso me calentó”.
No tiene nombre. No. Y tampoco le hace falta. No. Ella es todos sus miedos. Sus carencias. Su depresión. Y sus adicciones.
Ella que se encoge. Que se debilita. Que necesita evaporarse. Y fundirse con la nada.
Ella es. Este viaje. A una Rumanía. De neones que destellan. De calles encharcadas. De barras de bar y vasos llenos. De mesas pegajosas. Y reacciones en cadena.
Y Mihail. Es la sombra que protege. La mano que conduce. Ese amigo que en Estocolmo era así. Y en Rumanía descubre que también es asá.
Y está el perro. Ese perro pequeñito y desnutrido que es su corazón y como tal quiere que bombee y respire y se alimente y llevárselo con ella y cuidarlo hasta el infinito. Pero no puede. Porque primero. Ella.
Puf. Esta historia es muchas cosas. Es un viaje sobre el mapa. Y un laberinto sobre el corazón. Es un nudo y un gurruño. Es una cima alta y un descenso a empujones.
Es de lápiz en mano. Y de parar y respirar y decir. Qué buena es. Por favor.
Uno de los libros más raros que he leído nunca, escrito de forma magistral y con el mejor inicio que he leído nunca, una pena que la historia en la última parte se me desinfla un poco.
Un libro asombrosamente hermoso, con un talento extraordinario para pintar personajes y recrear experiencias sensoriales con un hálito poético potente pero discreto, que funciona de forma natural y cautivadora (“en sus miradas se traslucía una especie de rebelión de matices de iris verdosos y castaños que se resistían a la miseria, a la enfermedad, a alguna carga maligna, ingente y opaca”). Pocas novelas se pueden percibir a través del olfato como esta. Sobresale también el amplio abanico de recursos con los que se cuenta cada escena (fascinante el de la película contada al estilo de Manuel Puig durante un viaje en coche, que habla de forma desplazada de los protagonistas) y algunas decisiones inesperadas que cambian la dinámica cuando el ritmo empieza a decaer. Aunque se podrían haber recortado unas cuantas páginas que resultan poco significativas, ‘Yo maté a un perro en Rumanía’ tiene un par de clímax literarios memorables.
Aunque la escritura fluye por la riqueza de los adjetivos y descripciones, que por lo menos en la primera parte hace del lenguaje, no veo que los personajes se desarrollen de manera adecuada, más bien lo hacen de una manera tóxica y compleja. El es un personaje detestable y con quien no me gustaría que la protagonista terminara como lo hizo. Ella olvida las agresiones, malos tratos, y el negativo manejo que el tiene hacia la depresión que ella padece, es un "hechale ganas, animo" y piensa que con eso ella saldrá del hoyo donde se encuentra. Lo que sí es verdad es la barrera del lenguaje, esta analogía quizás de cómo quedamos aislados fácilmente cuando algo, alguien nos quita nuestra voz, esta vorágine hacia el centro de la tierra, este forma de manipulación sugestiva donde debes tener a alguien que te de esa mano, Ovidiu lo hace a través de la traducción, pero también lo hace de manera manipuladora, a veces traduce otras veces no si no le conviene hacerlo, es la prerrogativa que tiene quien tiene el control de otra persona. Ella es una especie de muñeca de trapo, que va con la corriente, se deja ir, se "deshabita" queda vacía, aunque hasta la página 250 no han explicado porque o que la llevó a terminar así. Creo que por ello no dice nunca su nombre es solo "la profe" aunque este término lo utiliza ya casi a final del relato. Cuando le da voz a Ovidiu, es una verborrea de justificaciones sin ton ni son. Llenas de dudas y relaciones que de momento son muy avergonzantes para él. En un momento creí que estaba leyendo una traducción del español de España, que muchas veces está repleto de modismos, que siempre me han causado repulsión y enojo, como si el castellano no fuera lo suficientemente rico para buscar escribir correctamente. Así que el uso de gilipollas, coño, etc, me daban igual yo ni los tomo como insulto, cuando recordé que estaba leyendo un texto en español de origen, me quedé, de ha! chispas! pero si es peruana, porque escribe como española? Las primeras 50 páginas fueron sumamente complicadas, la voz del perro no me llegó, me pareció una burla, como una parodia. ASí que atravesar ese pasaje me fue complicado. Durante las siguientes páginas por lo menos de la 100 a la 200 los personajes parecen no moverse no evolucionan, no progresan, no crecen como personajes, creo que incluso se van diluyendo y eso da paso que yo me ponga a poner atención en otras cosas como la forma de escritura, las palabras que ocupa, el signicado de las misma, por ejemplo el que de momento me empezó a parecer que utilizan demasiado la palabra "colocada" o "cabreada" sentía que la repetía sin parar fue como un dedo en mi espalda que te pica y pica y no te deja de molestar, eso dio paso a que viera también el uso de varias frases en distintos idiomas, cosa que a mi gusto me parece muy pretenciosa, utiliza rumano, noruego, italiano y francés. Hace o pierde demasiado en hablar de la corrupción rampante que existe en Rumania como si fuera el único país en el mundo que lo padece. Y el final es simplemente malo, lo unico que me dejó fue una especie de asco, mal sabor.
“El contraste entre los discursos de los dos personajes es el elemento principal que emplea Ulloa para construir esta novela. La dinámica que surge entre ambos es la que encarna el mayor conflicto que se plantea: ¿Qué es la soledad? ¿Quién tiene permitido sentirla? ¿Cómo evitarla, y, hoy en día, ¿se puede del todo? Y es que los dos personajes, a medida que transcurre el libro, están, de diferentes maneras, profundamente solos. Yo maté a un perro en Rumanía es una novela épica en el sentido clásico, pues calza en la categoría de novela de viaje de carretera; pero también por el heroísmo que se manifiesta como una metáfora de lo que las personas van cargando por dentro –sus fantasmas, sus heridas, sus delirios– en una sociedad que ha trastocado el sentido de humanidad por completo hasta reducirlo a una mera función económica. La escritura de Ulloa se mueve justo ahí, entre la esperanza y el desencanto que permea en la condición extranjera que en su obra parecen simbolizar el exilio y la alienación, no sólo de la tierra natal sino de la humanidad misma.”
Me decepcionó un poco la lectura de este libro. Tiene un inicio muy potente, poderoso con las palabras, hábil e ingenioso y que podría abordar, desde una perspectiva no común, la relación de una persona con un perro. Sin embargo, creo que eso —como bien lo señala el mismo perro al inicio— es una historia accesoria (que llega casi al final) y el libro verdaderamente trata de otros acontecimientos, de todo y nada a la vez. Es una historia larga (quizás demasiado larga) sobre un viaje a Rumanía y a sus ciudades que, desde mi perspectiva, en un intento por recabar una idea auténtica de este país termina exotizándolo. También se ofrece como una reflexión sobre la depresión, el uso de alcohol y clonazepam, la soledad y la oscuridad, pero me parece feble al final.
Es una exploración que se antoja interesante y tiene momentos luminosos, pero no termina de convencerme.
Un libro que al inicio me cautivó mucho pero que poco a poco me fue aburriendo. El final, de plano, no me gustó nada, por qué la protagonista tenía que tener sexo con un personaje horrible como Ovidiu para demostrar que ya había salido de su depresión (?) No lo sé. ¿Por qué la autora escribe como española si ella es latinoamericana? Tampoco lo sé. ¿A caso quiso darles voz a sus personajes? No creo, la maestra era latinoamericana y tambien hablaba como gilipollaz. Me hubiera gustado que explotara la voz del perro, al inicio me pareció un recurso interesante del que se olvidó por completo volver a usar. En fin, para mí no fue la gran novela.
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