O romance inspirado na vida real do assassino em série que matou dezenas de inocentes. A mente do criminoso que chocou a sociedade portuguesa do séc. XIX.
Diogo Alves parecia não poder queixar-se do seu destino, e a certa altura chegou mesmo a convencer-se de que o mundo estava ao seu alcance. Chegara inseguro e inexperiente, vindo da Galiza, à capital do império português; mas agora, passados alguns anos, deixara de ser o aprendiz de cavalariça e era um respeitável condutor de carruagens, com trabalho assegurado nalgumas das melhores famílias. Discreto, trabalhador e obediente, assim subira na escada social e tornara-se membro honorário da sociedade lisboeta do início do século XIX.
Na verdade, ninguém podia saber que Diogo não era o que parecia ser, e que no seu íntimo habitava uma personalidade perturbada. Só Gertrudes Maria, mais conhecida por Parreirinha, detectou no fundo daqueles olhos azuis um enorme desejo de transgressão violenta. Seria mesmo na taberna dela, lá para os lados de Palhavã, que Diogo selaria o seu destino, ao cruzar-se com um velho bêbado que, sem o saber, lhe abriria em definitivo as portas do crime e da perdição.
Depois do seu primeiro livro, Luís Pedro Cabral regressa com Diogo Alves - Serial Killer, um romance histórico que conta a verdadeira história do primeiro serial killer português, o famoso assassino do Aqueduto das Águas Livres.
Cruzando realidade e ficção - entrelaçando os dados biográficos conhecidos da figura, com a recriação da sua voz interior - este livro vem-nos lembrar de uma das personagens mais sinistras da história de Portugal.
Vou ser sincera: custou muito a ler. A história era interessante, mas a escrita não cativa. Complexa, quase declamatória, falha em envolver o leitor no enredo. Parecia que estávamos a assistir a uma lição de História particularmente aborrecida. Fiquei com pena porque o tema é extremamente interessante e teve claramente uma pesquisa profunda.
Inspirado por factos reais, Luís Pedro Cabral contou a história de Diogo Alves, o assassino em série que matou dezenas de pessoas inocentes no século XIX na cidade de Lisboa. Vindo da Galiza, de origens humildes e com problemas sociais, Diogo Alves chegou à capital com pouco e foi conquistando o seu lugar com o tempo. Se para a maioria este homem era uma figura respeitada, trabalhadora e discreta, poucos sabiam que por detrás de um bom homem se escondiam segredos capazes de matar graças a uma personalidade perturbada. Apaixonada por Gertrudes Maria que lhe deu toda a confiança necessária para seguir com as suas ideias em diante, Diogo começou a matar, escondendo os corpos, mostrando que nada se passava de mal consigo. Este homem matou e infringiu bastantes regras e é considerado o primeiro serial killer português, o assassino do Aqueduto das Águas Livres de Lisboa. Atualmente a sua cabeça permanece guardada em formol na Faculdade de Medicina de Lisboa, no Hospital de Santa Maria como objeto de estudo, tal o peso que teve na sociedade do seu tempo. Com uma escrita jornalística, Luís Pedro Cabral relata de forma romanceada e ao mesmo tempo de suspense os acontecimentos desta história a que teve acesso, unindo ficção e realidade de forma a conquistar o leitor pelos meandros dos crimes cometidos, mas dando ao mesmo tempo a este homem uma imagem de que nem tudo foi culpa sua, deixando-nos a pensar sobre o peso das nossas origens nas pessoas que nos tornamos.