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Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior

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A premiada escritora Cidinha da Silva compartilha as lições de vida e formação política que aprendeu com Sueli Carneiro, uma das maiores intelectuais em atividade.


 


Em Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior, Cidinha da Silva apresenta 81 lições que testemunhou em mais de três décadas de convivência com Sueli Carneiro, filósofa reconhecida internacionalmente e fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra. Cidinha da Silva sistematiza, em textos breves e afiados, o Método Sueli Carneiro, que reúne ensinamentos como “A fúria é banta” e “Não abra espaço com os cotovelos”, entre outras preciosidades ouvidas diretamente de sua mestra.


Vencedora de diversos prêmios – incluindo os prestigiosos prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e o da Biblioteca Nacional –, Cidinha da Silva nos lembra de que cada passo em direção à justiça social é fundamentado na força dos ancestrais e na potência dos encontros. Assim, mais do que um manual a ser seguido passo a passo, este livro expõe um olhar atento sobre a trajetória de uma mulher negra que luta por um mundo igualitário.


Sueli Carneiro e Cidinha da Silva são duas grandes intelectuais e amigas de longa data. No centro de Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior há um amor, generoso e exigente, inspirado nos ensinamentos de Exu e Ogum, que não se encaixa em padrões e fortalece quem ama e enfrenta os conflitos com determinação.


O texto de orelha é assinado por tatiana nascimento. O prefácio é de Wanderson Flor do Nascimento e o posfácio de Eduardo Oliveira.


 


“Cidinha da Silva, além de ser uma mestra ao contar histórias, [...] é também uma aguerrida ativista literária negra.” – Geledés


“Cidinha da Silva construiu uma trajetória na literatura focada nas tradições, conhecimentos e saberes de matriz africana.” – Estado de Minas


“Na bibliografia de Silva, alguns aspectos sobressaem, como a presença da espiritualidade de matriz africana, a exaltação da cultura negra no Brasil e a observação atenta da desigualdade de raça e gênero.” – Folha de S. Paulo

182 pages, Kindle Edition

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Cidinha da Silva

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Cidinha da Silva - nasceu em Belo Horizonte, em 1967, onde se graduou em História, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Transferiu-se em seguida para São Paulo, com brilhante atuação no GELEDÉS - Instituto da Mulher Negra, organização não-governamental que chegou a presidir. A escritora possui forte engajamento com a causa negra e com questões ligadas às relações de gênero. Suas publicações encontram-se, assim, alinhadas a tais temáticas, no intuito de promover maior espaço de reflexão sobre as identidades tidas como subalternas. Em fevereiro de 2005, fundou o Instituto Kuanza, que tem por objetivos desenvolver projetos e ações nos campos da educação, ações afirmativas, pesquisa, comunicação, juventude e articulação comunitária. Todos encontram-se vinculados à discussão sobre as assimetrias racial e de gênero e subsidiam a formulação de políticas públicas nessas áreas. Como dirigente cultural, concebeu e executou projetos inovadores como o "Geração XXI", em inéditas parcerias com empresas e organizações não-governamentais. Nessa linha, atuou também como gestora de cultura na Fundação Cultural Palmares, onde se destacou pela organização da publicação Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil (2014).

Sua estreia na Literatura Afro-brasileira se dá com a coletânea em prosa Cada Tridente em seu lugar, publicado em 2006 e reeditado no ano seguinte. A obra foi pré-selecionada pela Fundação Biblioteca Nacional para integrar o projeto de expansão de bibliotecas públicas por cidades do interior do Brasil. E as narrativas “Domingas e a Cunhada”, “Pessoas trans” e “Angu à baiana”, presentes no livro, tiveram os direitos de filmagem adquiridos pela produtora Lúmen Vídeos, de Vitória, Espírito Santo. Composto em sua maioria de textos curtos, Cada Tridente em seu lugar explicita o permanente diálogo com a realidade contemporânea e, no plano formal, o contínuo entrelaçamento da crônica com o conto. Desde então, foram nada menos que onze títulos publicados entre 2006 e 2016, abarcando crônicas, poemas e narrativas infantojuvenis. Já o volume Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!, lançado em 2008, confirma sua atuação na literatura relacionada à alteridade e inclui escritos voltados para o universo da homoafetividade.

No prefácio do volume Sobre-viventes (2016), a pesquisadora e poeta Lívia Natália afirma: "vi-me muitas vezes retratada em situações e personagens. Vi minha mãe, minha avó vivendo nas páginas de Cidinha da Silva como as negras ali representadas com uma dignidade belíssima. Andei com estes textos entre fatos que todos nós, brancos ou negros, vivemos em nossa travessia racial pelo mundo, já que nossa roupa, por excelência, é a nossa pele que, como texto que é, fala logo e antes de nossa boca." (NATÁLIA, 2016, P. 12).

Cidinha da Silva é autora ainda das peças teatrais Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas, encenada pelo grupo "Os Crespos" em 2013, e Os coloridos, também encenada pelo grupo em 2015.

Além das obras referidas, autora tem presença constante nas redes sociais e na imprensa alternativa publicada na internet. É editora da Fanpage cidinhadasilvaescritora e colunista dos portais Forum, Geledés e Diário do Centro do Mundo.

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