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Uma Sociedade

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«Assim que aprender a ler, só há uma coisa em que podes ensiná-la a acreditar,
e é em si mesma.»

Um insólito conto em que as mulheres decidem investigar se o tempo passado a ter e educar filhos foi bem empregue.

Da coleção Little Black Classics

LITTLE BLACK CLASSICS

O essencial dos clássicos

Ensaios, contos, poemas, dramas, cartas, manifestos – testemunhos de ideias que ora mudaram, ora sustentaram o mundo nas várias formas que assumiu desde a invenção da palavra. Apresentamos os Little Black Classics, uma coleção que celebra a literatura com textos breves de grandes escritores.

Uma Sociedade foi originalmente publicado na coletânea de contos Monday or Tuesday, dada ao prelo em 1921, pela The Hogarth Press.

28 pages, Kindle Edition

Published June 9, 2025

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About the author

Virginia Woolf

2,045 books30.4k followers
(Adeline) Virginia Woolf was an English novelist and essayist regarded as one of the foremost modernist literary figures of the twentieth century.

During the interwar period, Woolf was a significant figure in London literary society and a member of the Bloomsbury Group. Her most famous works include the novels Mrs. Dalloway (1925), To the Lighthouse (1927), and Orlando (1928), and the book-length essay A Room of One's Own (1929) with its famous dictum, "a woman must have money and a room of her own if she is to write fiction."

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Displaying 1 - 30 of 42 reviews
Profile Image for Paula Mota.
1,828 reviews622 followers
December 22, 2025
Em linguagem corrente, o que Virginia Woolf faz neste extraordinário e cáustico conto é um roast ao patriarcado e às suas instituições. Já sabia que ela era uma excelente ensaísta, palestradora e contista, mas esta vertente de humorista surpreendeu-me.

Ó Cassandra, pelo amor de Deus, inventemos um método para que os homens possam dar à luz! É a nossa única esperança. Pois, se não lhes arranjarmos uma ocupação inofensiva, não teremos nem gente de bem nem bons livros.

No início do século XX, um grupo de jovens mulheres reúne-se para tomar o chá e tecer elogios aos homens e aos seus feitos, até que uma delas quebra o feitiço. Poll tem, a fim de receber uma herança, de ler todo o recheio da Biblioteca de Londres, aquela que decerto muitos leitores gostariam de ter como missão na vida, mas, na verdade, o pai ofereceu-lhe um presente envenenado, pois agora ela apoderou-se de uma informação chocante: os livros, maioritariamente escritos por homens, são execráveis. Esta constatação indigna o grupo que até ali aceitara o tradicional acordo tácito entre homens e mulheres.

Ao longo de todo este tempo, sempre acreditámos que os homens eram igualmente laboriosos e que as suas obras tinham igual mérito. Enquanto dávamos à luz os filhos, eles, julgávamos nós, davam à luz os livros e as pinturas. Nós povoámos o mundo. Eles civilizaram-no.

Como o conhecimento é poder, conscientes desta informação avassaladora, decidem, quais Lisístrata e suas companheiras dos tempos modernos, fazer greve até apurarem responsabilidades.

Jurámos solenemente que não traríamos ao mundo uma única criança enquanto não estivéssemos satisfeitas.

Com esse propósito, formam uma sociedade para indagar, realizar actividades culturais e, sobretudo, observar o espécime no seu habitat natural, apresentando os relatórios cinco anos depois. Entre resultados pouco conclusivos e muitas contradições, chega-lhes a notícia do início da Primeira Guerra Mundial, o que as leva a perguntar-se se a ignorância não trará realmente felicidade, dando, no entanto, também voz às preocupações pacifistas de Woolf, que considerava os conflitos bélicos indissociáveis das estruturas patriarcais.

Já sei o que vais dizer sobre a guerra – atalhou – e sobre o horror de dar à luz filhos para os ver morrer, mas foi o que fizeram as nossas mães, e as mães delas e as mães destas antes delas. E não se queixavam. Não sabiam ler.

Finda a guerra, duas das amigas encontram-se para rever as actas das antigas reuniões, o que leva uma delas a desabafar sobre a angústia que lhe causa a curiosidade crescente da filha que acabou de aprender a ler.

- Certamente poderias ensiná-la a acreditar que o intelecto masculino é, e sempre será, fundamentalmente superior ao feminino? – sugeri.
(…)
- Ó Cassandra, porque me atormentas? Não sabes que a nossa crença no intelecto masculino é o maior de todos os enganos?


Recorrendo à ironia para expor a verdade subjacente aos mitos que têm servido de alicerce à humanidade, “Uma Sociedade” ilustra o poder do sentido crítico, mesmo que este traga dissabores, optando por um tom mais sério e esperançoso na passagem do testemunho à geração seguinte.

Assim que aprender a ler, só há uma coisa em que podes ensiná-la a acreditar, e é em si mesma.

[Obrigada, Leonor!]
Profile Image for Leonor.
92 reviews53 followers
August 6, 2025
"Nós povoámos o mundo. Eles civilizaram-no. Mas, agora que sabemos ler, o que nos impede de julgar os resultados?"

Uma Sociedade é um conto que acompanha um grupo de mulheres que decide fundar uma sociedade secreta com um objectivo peculiar: descobrir se a cultura criada pelos homens é realmente valiosa e digna de ser perpetuada. Elas juram não ter filhos até que tenham lido os livros que os homens escreveram e analisado as suas acções no mundo.

"...acercámo-nos da lareira e comecámos , como era habitual a louvar os homens - a sua força, a sua nobreza, o seu brilhantismo, a sua coragem e beleza - e como invejávamos aquelas que, de alguma forma e feitio, conseguiam atracar -se a um deles para toda a vida (...)"

"- Por que razão - indagou - , se os homens escrevem semelhantes disparates, tiveram as nossas mães de desperdiçar a juventude a trazê-los ao mundo?

Ficámos todas em silêncio; e, nesse silêncio, ouvia-se a desgraçada da Poll a soluçar:

- Porquê, porque é que o meu pai me ensinou a ler?"


Ao longo do conto, cada mulher parte numa “missão” diferente: algumas vão ler todos os livros da biblioteca, outras observar o que os homens fazem em campos como a política, o exército, a economia ou a religião. Quando se reencontram para partilhar as descobertas, o retrato que fazem do mundo masculino é profundamente crítico, revelando violência, futilidade, arrogância e desperdício ao mesmo tempo que começam a mudar o seu pensamento relativamente ao direito à educação, o peso da maternidade, e acima de tudo, a liberdade de pensamento feminino.

"Concordarmos que o objetivo da vida era produzir boas pessoas e bons livros."

"- É bom que percebam - começou, falando com uma rapidez extrema - que a ficção é o espelho da vida. E não podem negar que a educação é da maior importância (...)"

Uma Sociedade é um conto actual sobre o lugar das mulheres na cultura e nas decisões que transformam o mundo. Woolf parte de uma premissa simples, mas ousada, para lançar uma crítica mordaz às estruturas patriarcais — e fá-lo com uma leveza provocadora. Usa o humor inteligente para questionar estruturas de poder, assim como ironia e sátira.

"...inventemos um método para que os homens possam dar à luz! É a nossa única esperança. Pois, se não lhes arranjarmos uma ocupação inofensiva, não teremos nem gente de bem nem bons livros; pereceremos sob os frutos da sua atividade desenfreada; e não restará um único ser humano para saber que um dia existiu Shakespeare!"
Profile Image for Estela Ladeiro.
240 reviews4 followers
February 7, 2026
⚠️ Esta minha descrição do livro, ao contrário do que me é habitual, julgo que contém alguns spoilers.
Fica o aviso😉

"Uma Sociedade" é um conto satírico de 1921 onde Virginia Woolf usa a ironia para questionar por que razão os homens mandam em quase tudo.
Nesta leitura breve de 28 páginas, um grupo de mulheres decide investigar se o tempo que gastam a criar filhos é bem empregue...decidem visitar universidades, tribunais, editoras...para ver se os homens estão realmente a construir um mundo que valha a pena.
Cada uma assume uma missão e regressa com conclusões desanimadoras, revelando que a suposta superioridade dos homens está cheia de vaidade e erros.
Woolf mostra que a suposta inteligência superior dos homens é um mito e defende que as mulheres devem ser independentes e aprender a ler o mundo com os seus próprios olhos.
O texto afirma “que o verdadeiro objetivo da vida é produzir boas pessoas e bons livros”, e que para isso as mulheres precisam de confiar em si mesmas e deixar de aceitar regras antigas sem sentido.

É uma leitura insólita e direta que serve como um grito de liberdade, provando que a inteligência e o valor não dependem do género, mas sim da capacidade de cada um pensar por si próprio.

Um livrinho curioso, mordaz e mesmo com mais de cem anos, continua actual e provocador.

"Assim que aprender a ler, só há uma coisa em que podes ensiná-la a acreditar, e é em si mesma."
Profile Image for Maria Reis.
42 reviews1 follower
Read
July 3, 2025
Sentei-me e li de empreitada enquanto o meu café esperava. Agora o café arrefeceu mas valeu a pena.
Profile Image for Maggie.
83 reviews
January 6, 2026
“o objetivo da vida é produzir boas pessoas e bons livros”
Profile Image for nore.
84 reviews
June 15, 2025
"é certo que se consolam com estrelas de todos os formatos, fitas de todas as cores e rendimentos de todas as dimensões... mas o que há de consolar-nos a nós?"
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Débora Sofia.
234 reviews20 followers
November 21, 2025
"Assim que aprender a ler, só há uma coisa em que podes ensiná-la a acreditar, e é em si mesma." 🤍
Profile Image for Mariana Saraiva.
29 reviews1 follower
August 20, 2025
Um livro feminista que aborda diferentes conceitos machistas implementados na sociedade (intelectual masculino superior, a mulher como fábrica de produção de filhos,desprezo do homem para com a mulher, etc) com uma escrita divertida e de empoderamento feminino.

* “Todas nós sabemos ler. Mas nenhuma de nós se deu ao trabalho de o fazer. Eu, por exemplo, sempre tomei como certo que era dever de uma mulher passar a juventude a dar à luz. Ao longo de todo este tempo, sempre acreditámos que os homens eram igualmente laboriosos e que as suas obras tinham igual mérito. Enquanto dávamos à luz os filhos, eles, julgávamos nós, davam à luz os livros e as pinturas. Nós povoámos o mundo. Eles civilizaram-no. Mas, agora que sabemos ler, o que nos impede de julgar os resultados?”
* “a vida tinha como objetivo trazer ao mundo boas pessoas e bons livros”
* “Um académico é um tipo de homem inteiramente diferente. Um académico transborda de humor e criatividade…um companheiro encantador, generoso, subtil, imaginativo…como seria de esperar. Afinal, passa a vida na companhia dos mais extraordinários seres humanos que já existiram.”
* “a castidade não passa de ignorância, de um estado de espírito absolutamente deplorável. Só devíamos admitir na nossa sociedade as que fossem impuras”
* “Classificar uma mulher como casta não é menos injusto do que considerá-la impura”
* “Um bom homem, concordáramos, devia ser, no mínimo, honesto, apaixonado e desprendido”
* “Muitas vezes, parecia que aprendíamos mais com perguntas triviais como estas do que com outras mais diretas”
* “Mais significativas ainda do que as respostas eram as recusas em responder.”
* “Desprezam-nos demasiado para se importarem com o que dizemos”
* “É bom que percebam que a ficção é o espelho da vida. E não podem negar que a educação é da maior importância”
* “Se nunca tivéssemos aprendido a ler, talvez ainda estivéssemos a ter filhos na ignorância, e creio que essa era, afinal, a vida mais feliz”
* “Não sabes que a nossa crença no intelecto masculino é o maior de todos os enganos”
* “Porventura não os criámos, não os alimentamos, não lhes proporcionamos conforto desde o início dos tempos precisamente para serem inteligentes, mesmo que não fossem mais nada? É tudo obra nossa!”
* “A seguir, ensinam-no a cultivar o intelecto. Torna-se advogado, funcionário público, general, escritor, professor. Vai todos os dias para um escritório. Pública um livro por ano. Sustenta uma família inteira com o produto do seu cérebro…pobre coitado! Em breve, não pode entrar numa sala sem nos deixar constrangidas: condescende com cada mulher que encontra”
* “pelo amor de Deus, inventemos um método para que os homens possam dar à luz! É a nossa única esperança. Pois, se não lhes arranjarmos uma ocupação inofensiva, não teremos nem gente de bem nem bons livros”
* “Assim que aprender a ler, só há uma coisa em que podes ensina-la a acreditar, e é em si mesma”
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Maria João Faísca da Silva.
270 reviews2 followers
November 2, 2025
Um conto em que um grupo de mulheres se questionam porquê os homens nasceram para cultivar o intelecto e ser grandes autores de livros e as mulheres nem têm direito ou tempo para ler, e menos para escrever livros, porque a maternidade não o permite. No entanto, são as mulheres que educam os seus filhos (rapazes e raparigas).
Um conto para refletir o papel de cada um na sociedade e no tempo.
Profile Image for Hugo Gonçalves.
69 reviews
June 11, 2025
Pequeno, divertido e curioso. Fiz todo um filme na cabeça — imaginei este grupo de amigas muito facilmente.

Gostei muito!
Profile Image for Mariana Proença.
33 reviews
July 23, 2025
I read this while taking a shit!
Do not recommend it.
They weren't supposed to have children.

“We've been trying for five years to find out whether or not we're justified in prolonging the human race” I laughed so hard at this
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Marina.
47 reviews1 follower
April 4, 2026
Uma crítica à sociedade publicada pela primeira vez em 1921 e que não deixa de ser atual. Os tempos são outros, mas a sensação de que permanecemos no mesmo registo patriarcal, em que a voz da mulher não tem o mesmo espaço que a voz do homem, permanece.

A crítica condena os homens, mas também as mulheres que reforçam esta ideia de que o intelecto e a capacidade de gerir a vida está no homem.

Por outro lado, demonstra que quando as mulheres se unem para pensar em conjunto, têm muito a ganhar. E isto, foi o que os homens tentaram fazer-nos desacreditar durante séculos. Fazem-nos rivalizar entre nós pela atenção deles. Têm medo do que mulheres unidas possam fazer. E cá estamos nós ainda a tentar contrariar isto, ainda a tentar convencer-nos umas às outras de que unidas prevalecemos, evoluímos.
Profile Image for Gonçala  Gonçalves .
8 reviews
August 2, 2025
Um pequenino conto que nos faz pensar em grande.
Basicamente, o que Virgínia Woolf pretendeu com este livro, na sua época, foi questionar se aquilo que fora produzido pelos homens, merecia todo aquele enaltecimento e, se as mulheres tivessem tido acesso às mesmas oportunidades que o sexo oposto, o que é que teriam conseguido alcançar.

No fundo, este livrinho pretende agitar um pouco as águas e questionar como é que se poderia romper a cultura que já se encontrava predefinida, através de uma visão única do mundo. Este livro, na minha opinião, estava à frente do seu tempo.

Por último, tenho a dizer que a frase mais marcante do livro, para mim, foi:

“Assim que aprender a ler, só há uma coisa em podes ensiná-la a acreditar, e é em si mesma.”

This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Jorge Melo Braga.
123 reviews
May 23, 2026
Uma Sociedade, de Virginia Woolf, é um conto breve mas brilhante, onde um grupo de mulheres questiona, com ironia e inteligência, o papel dominante dos homens na sociedade. Com humor subtil e crítica elegante, Woolf expõe desigualdades de género que continuam surpreendentemente actuais.
"(...) não os criámos, não os alimentámos, não lhes proporcionámos conforto desde o início dos tempos precisamente para serem inteligentes, mesno que não fossem mais nada?"
"(...) inventemos um método para que os homens possam dar à luz! (...) se não lhes arranjarmos uma ocupação inofensiva, não teremos nem gente de bem nem bons livros; (...)"
3 reviews4 followers
August 5, 2025
Irónico. Mostra como tudo é risível“(…) inventemos um método para que os homens possam dar à luz! É a nossa única esperança. Pois, se não lhes arranjarmos uma ocupação inofensiva, não teremos nem gente de bem nem bons livros; pereceremos sob os frutos da sua atividade desenfreada; e não restará um único ser humano para saber que um dia existiu Shakespeare! ”
Profile Image for sandro ;).
4 reviews
August 23, 2026
gosto imenso da maneira como os questionamentos machistas e misóginos são feitos através do ponto de vista das personagens femininas e como isso mostra que o preconceito pode ser estar internalizado em qualquer um, inclusive por quem passa pelo mesmo, essa mulher (virgnia woolf) é um muito sagaz e cirúrgica
Profile Image for Nô ..
188 reviews
March 15, 2026
"Uma sociedade" fala sobre o futuro da sociedade, de uma cultura conjunto/coletiva do intelectos e sobre o futuro feminino, pois a cultura é isso mesmo. Mulheres que sabiam ler mas nunca se dedicaram a isso pois não tinham tempo para isso, nunca pensariam sequer em fazer o que fizeram neste livro. A auto descoberta das mulheres neste livro é espetacular e gostei imenso de como foi articulado. As falas das mulheres deixaram-me fula mas era assim que elas se sentiam naquele tempo pois era para elas, o certo, e é bom como a Virginia consegue articular isso bastante bem. Um livro escrito para os tempos modernos mas escrito num mundo que me era completamente distante, como a realidade.
Profile Image for Pedro Birkett.
45 reviews5 followers
August 15, 2025
Sensacional! Muito à frente de seu tempo. Um relato da emancipação da Mulher ;a preocupação com as gerações futuras e o papel da mesma ,na sociedade da época.
Profile Image for Ritinha.
17 reviews1 follower
November 8, 2025
Poderia mencionar várias frases deste livro que me puseram a pensar, rir, questionar etc. Devo só dizer que vale a pena tirar uma horinha para ler este livro. How i love woman.
Profile Image for Eva Lourenço.
30 reviews
January 13, 2026
Uma leitura certa, no momento certo.

“Assim que aprender a ler, só há uma coisa em que podes ensiná-la a acreditar, e é em si mesma.”
Displaying 1 - 30 of 42 reviews