PNL/ Metas Curriculares, 8.º ano. Teatro. «A Mãe diz que eu devia querer uma coisa de menina. Diz que sou uma menina e que tenho de querer coisas de menina, senão os rapazes não gostam de mim. Já reparaste como são estúpidos os brinquedos das raparigas?
Descobre a luta da pequena Vanessa contra os estereótipos da sociedade nesta divertida peça de teatro escrita numa linguagem jovem e atual.»
Luísa Costa Gomes nasceu em 16 de Junho de 1954. É licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi por vários anos professora do Ensino Secundário e trabalhou ainda no programa Escritores nas Escolas. Traduziu livros, traduziu e legendou filmes. Tem colaborado em vários jornais e revistas, programas de rádio e televisão. A sua obra literária começou com a publicação, em 1981, do livro "Treze Contos de Sobressalto". Desde aí já lá vai dezena e meia de títulos, entre o conto, o romance, o teatro e a crónica, com variados prémios, e traduções no estrangeiro. Várias das suas peças subiram ao palco. Escreveu o libretto de algumas óperas, entre elas o célebre "Corvo Branco", de Philip Glass, com encenação de Robert Wilson, apresentado por ocasião da Expo' 98 (e também em Madrid e em Nova Iorque). Criou a revista de contos FICÇÕES, que dirige e coordena.
Se eu pudesse dar 0 estrelas, eu juro que dava. Por ser aluna do 8° ano, fui obrigada a ler isto, infelizmente. Não sei onde é que foram buscar que uma criança de QUASE 7 anos fala assim, "escrita numa linguagem jovem e atual" ser má educada é uma linguagem atual? Também não sei porque é que escolheram esta linda obra para ser recomendada pelo plano nacional de leitura sendo que: não aprendemos nada com esse tipo de escrita (se eu fosse escrever assim para os testes toda a gente ia achar mal, certo?); a lição de moral é mais do mesmo e acho que toda a gente já a sabe de cor e salteado, sem falar que foi abordada da pior maneira possível, na minha opinião; já falei que a linguagem é errada e dá um mau exemplo?? Acredito que muitos pais (ou etc) compraram este livro para crianças a baixo da idade prevista por ser recomendado pelo PNL e tenho a certeza que as idades mais jovens vão ler isto e achar muita graça e vão falar desta maneira. Adoro muito os meus pais e eles nunca me trataram mal, mas se eu falasse para eles como a Vanessa fala (principalmente para a mãe), tenho a certeza que eles não iam achar piada nenhuma 🥰 Para ser sincera, isto foi um desabafo, desculpa se a minha escrita não for das melhores, estou de extremo mau humor. É apenas a minha opinião, Bjs 💋 (PS: Acho que há obras portuguesas muito mais bonitas que esta, e essas sim deviam ser estudadas e abordadas na escola)
O livro é bom, não há dúvida e está dentro do tema da igualdade de género. Ando à procura de um texto para o Clube de teatro do próximo ano e, por isso li este. Gostei, mas é muito datado.
Como é que este livro foi selecionado para o PNL e para ser lecionado e estudado nas aulas, não sei.
Percebo a necessidade de selecionar algo mais "leve" e divertido para os alunos; aliás, concordo que se faça isso.
No entanto, Vanessa Vai à Luta é uma obra que carece de conteúdo que realmente diga algo relevante, aborda superficialmente o tema da igualdade de género sem nunca oferecer uma verdadeira solução - a mãe não parece mudar de ideias; Vanessa revela ser misógina nas brincadeiras que tem com os bonecos, etc...
Quando Vanessa brinca com o Action Man e a Barbie, interpreta também o seu diálogo, fazendo o Ken dizer: "Anda cá, olha que levas, chega-te cá mais, dá-me um abraço, dá-me outro beijinho." Que imagem transparece? A ideia de promover este livro como algo que alerta para a desigualdade de género cai por terra assim que é colocado este tipo de diálogo na obra, numa tentativa falhada de ter "humor."
Uma menina de 7 anos não tem maior parte do vocabulário que se encontra no texto, e, se o tem, não deveria. Resumindo, esta obra é tão privada de conteúdo e interesse que me custa perceber a sua relevância para estudo.
Não gostei. Tema muito mal abordado, li o livro em uma hora e a sensação que tive foi que tinha acabado de ir ao circo. Estava mais para um livro de comédia do que um livro que tenta ensinar um tema importante como é o do direito das mulheres. Eu nem aos miúdos da primária recomendaria este livro, então digam me por que raios está na capa que este livro está no programa do oitavo. Acho que nessa idade, já há maturidade para ler livros muito mais ricos e profundos do que este tipo de palhaçadas.
Lamento que este livro, recomendado ao 8° ano e referenciado no Plano Nacional de Leitura, tenha erros ortográficos e que use uma linguagem excessivamente coloquial e infantil. É um livro cuja leitura deve ser acompanhada por adultos para que se compreenda o que é um estereótipo e as suas consequências na sociedade.
Texto dramático, hilariantemente escrito numa linguagem oralizante e corriqueira, embora contendo a discussão de temas atuais e profundos - devemos selecionar brinquedos consoante o género, mesmo contra a vontade de quem os vai receber? Como se fala de sexualidade às crianças?
Não sei como este livro é recomendado para plano de leitura nas escolas, além de falar de assuntos delicados como anorexia e fazer vista grossa ao mesmo, é uma péssima escolha literária para alunos de 8º ano. Para além de ter uma linguagem totalmente inadequada para a idade da protagonista, como é que uma miúda com 7 anos tem já esse linguajar? Tenho certeza que se alguma criança já leu isto sem ser através da escola não consegue adquirir nenhum conhecimento de jeito deste livro. A ideia de abordar temas como os estereótipos que existem hoje em dia, é bem pensado, mas a forma como é transmitido é deveras, repugnante. O final não fez sentido nenhum, a menina nem sequer sabia que ia ter uma irmã e depois o seu fascínio pela “metralhadora” veio a ser para proteger a irmã que nem sabia que ia ter. Não tem nexo nenhum, não se aprende nada e só se aprende porcarias. A nossa lingua é rica em obras maravilhosas que têm muito mais aprendizado do que este tipo de livros.
Este livro é totalmente terrível. Estando no 8°ano fui obrigado a ler esta obra, e não podia estar mais desiludido. A escrita é péssima, usam a palavra "monga" como se não fosse nada, todas as personagens são estúpidas e o que devia ser mais importante, a mensagem feminista, é ultrapassada, já sendo comum este tipo de ideias nas pessoas (o livro foi publicado nos anos 80 -- porém, há livros com 100 anos que são muito mais atuais do que este lixo. E depois ainda hoje pensam em retirar as obras de José de Saramago do PNL, visto que esta obra é uma grande cunha.
Este "Vanessa vai à luta" veio parar cá a casa porque o meu filho mais novo precisou dele para a disciplina de português. Eu não conhecia, então li também. Achei fraquito... Muito infantil. Não me parece que seja com livros deste género que se cativam adolescentes do 8º ano para a leitura. Além disso é um livro cheio de estereótipos. Termina com uma boa mensagem, mas que não apaga a mensagem machista que o livro passa na maior parte do tempo.
Um livro espetacular para os mais jovens. Nunca pensei que me fosse rir tanto com uma leitura. Claro, um livro para pessoas mais novas, porém que demonstra exatamente a luta de uma rapariga que só quer poder gostar daquilo que quer e não do que lhe é imposto por a sociedade. Super recomendo para os mais jovens, leitura rápida e divertida, com uma grande lição por detrás.
Ainda que indicado para alunos do 8.° ano, um livro brilhante, que nos questiona acerca das questões de género e dos tradicionais papéis do homem e da mulher na sociedade. Numa época em que se vêem retrocessos de gigante relativamente às questões de género, um livro obrigatório para crianças e adultos.
Uma divertidíssima visão sobre os assuntos da igualdade de género. Muito útil para abrir mentes da gente mais miúda, mas também da mais graúda. Leitura rápida e bem-disposta, de tal forma que as reações do leitor irão suscitar a curiosidade de quem estiver por perto.
bem fui obrigada a ler este livro porque ia ter uma questão de aula de português, mas até foi interessante e engraçado, não é o tipo de livro que me agrada mas gostei especialmente da Vanessa não se “encaixar” e mesmo assim mostrar a sua grande garra e personalidade
Divertido e bem executado mas nada de espetacular, uma boa introdução para os temas de estereótipos e diferenças de género na infância (especialmente na perspectiva femenina) mas bastante simples e um pouco infantil.