Tomei conhecimento deste livro através da divulgação de outros blogues. Os que lêem as opiniões que formulo, sabem que dou primazia à capa e à sinopse e ambas agradaram-me soberanamente. Aliás, as capas portuguesas desta autora são simplesmente “de comer e chorar por mais”.
Os capítulos pequenos permitem uma leitura rápida, mas confesso que demorei um pouco mais do que habitual. Pura e simplesmente, por preguiça.
Adorei as descrições leves sobre os locais geográficos paradísiacos (Malibu, França, Itália…) e as personagens. Já tive o prazer de ir a Paris, mas também adorava ir até Itália e Los Angeles, neste caso, Malibu (ok, se pudesse, viajaria para todo o lado! Quem não o faria, não é?) e comprovar com os meus próprios olhos o glamour de que tanto falam.
Gostei da relação de Mac Reilly e Sunny Alvarez, que apesar de romântica, tem as suas picardias bem realçadas. Sunny espera, de uma forma obsessivamente engraçada, que Mac se decida a avançar na relação, mas neste caso, o ditado popular “Quem espera sempre alcança” não se aplica. Pelo contrário, “Quem espera, desespera” assenta que nem uma luva.
O casal vê-se envolvido numa trama, na qual também figuram, Allie Ray, a “namoradinha da América”, o seu marido, Ron Perrin e a mulher misteriosa que aponta a arma a Mac. Adorei as personagens Ron e Allie e notei no blogue “As Histórias de Elphaba” que a administradora referiu que “após uma breve pesquisa por curiosidade, verifiquei fazerem parte de outros romances já publicados pela autora, o que faz todo o sentido.”. Isto ainda me deixou mais curiosa. A vocês, não?
Outro ponto que me fez gostar ainda mais da autora foi o facto de não rondar apenas os investigadores principais, Mac e Sunny. Ao longo do livro, foi alternando, entre os capítulos, os passos de todas as personagens, tendo o cuidado de não revelar em demasia.
O estilo da escrita da autora é descritiva q.b., dotada de diálogos cómicos, atrevidos, sérios, com suspense e alguns que nos fazem pensar na nossa existência. Estes últimos, passo a explicar melhor. A vida de uma pessoa famosa não é caracterizada unicamente pela fachada de “conto de fadas” que fazem questão de transparecer ao público. Tão depressa pode ser repleta da brilhantina do sucesso, como do vazio, pelo qual, a solidão de uma vida sem qualquer privacidade é responsável. E a determinada altura, por desespero, acredito que as figuras públicas ponderem sobre questões existenciais e prefiram o anonimato, como se verifica na história.
Houve um aspecto que me intrigou e desiludiu um pouco, ao mesmo tempo. A sinopse refere um assassino e apenas no último terço do livro vemos isso a acontecer. Isso despertou-me a curiosidade, mas houve alturas em que fiquei aborrecida por não ver um maior desenvolvimento desse aspecto. Entendi por que assim foi e admito que o meu desagrado talvez se deva à minha impaciência e curiosidade desmedidas. Vou pegar nas palavras da Isabel, de uma conversa que tivemos, este romance tem ainda uma componente que o torna mais desejável que não se vê muito nos seus outros romances: a investigação e suspense.
Gostei do desfecho da história. Lembrei-me agora da máxima “tudo está bem quando acaba bem”. Ora, não vou revelar o final, mas embora não tenha sido pesaroso para as personagens principais, é óbvio que algumas não escaparam incólumes e intocáveis. E mais, não digo.