Dando continuidade aos Vingadores do Bendis, esse encadernado se passa após a Guerra Civil e após a morte do Capitão América, por isso, temos uma continuidade de acontecimentos, logo, para ter uma experiência completa do gibi, é interessante que o leitor tenha o conhecimento desses eventos anteriores.
Como reverberações da Guerra Civil, os Novos Vingadores são heróis que não se registraram na Lei de Registro encabeçada por Tony Stark, e que continuam com os ideais do Capitão América, portanto são heróis procurados pelas autoridades, que agem na surdina para não serem pegos, mas que não se intimidam por isso e continuam a ajudar pessoas dentro das possibilidades.
O primeiro arco dessa HQ é bem interessante, em que os Novos Vingadores vão lidar com o Tentáculo a pedido do Matt Murdock, e inesperadamente somos apresentados a Eco vestindo o traje de Ronin, que na mesma história é passado adiante para o Gavião Arqueiro. Além da inserção da Eco no grupo, também são apresentados elementos que irão reverberar na Invasão Skrull, dando inicio ao Arco Invasão Secreta.
Em relação ao desenvolvimento desse arco, eu gostei bastante e tem muita ação, com piadas do Miranha, que deixa a trama bem divertida e fluida, mas esse esquema de inserir os Skrull me dá um desanimo, pois acredito que até o momento que a Marvel trabalha a questão do suspense e insegurança dos heróis diante a confiança, dependendo de como trabalhado, é bacana, mas eu acho que em alguns momentos isso é uma facilidade de roteiro, o que me desagrada um pouco.
Dando sequência, com o retorno dos Novos Vingadores à Nova York, temos uma excelente história, que não sei exatamente quantas edições deram, mas que me deixou com vontade de “quero mais” a cada edição lida, que vai tratar dos heróis lidando “sem querer” com um grupo de vilões que o Wolwerine esbarra, que possuem um Deathlock e o utilizam para realizar um grande assalto.
Eu gostei muito dessa sequencia de edições, pois ela mescla muito bem as lutas, com quadros de ações impressionantes, com a mescla de leveza proporcionada pela relação entre os heróis, principalmente pelo Homem-Aranha. Além disso, as dificuldades enfrentadas pelos heróis de não poderem sair em público, terem que ficar escondidos e sem poder contar com reforços, faz o leitor se afeiçoar e se importar ainda mais com os personagens, torcendo para que eles consigam se livrar dos problemas.
Ainda, o Bendis consegue desenvolver questões de sentimentalismo entre os heróis, com eles se ajudando e reconhecendo as dificuldades que enfrentam, bem como as dificuldades que a Jessica tem em lidar com seu nenê, tendo em vista as limitações de recursos que a clandestinidade impõe a eles.
Assim, acredito que seja uma HQ bem boa, com diálogos bem desenvolvidos e cenas de ação estupendas, que conseguem prender o leitor no encadernado até o fim. O clima hostil e de limitação de recursos é aliviado com as cenas de piadas bem inseridas, que dão a leveza necessária ao quadrinho sem perder a seriedade. O único quesito que me desagrada são os Skrulls, como mencionei acima, de resto, é um ótimo quadrinho.