Nesta obra perpassam figuras da época como André de Resende, Bernardim Ribeiro, Paula Vicente e o pai, o qual preparou o texto dramático que foi representado para festejar o casamento da princesa D. Beatriz, filha de D. Manuel I. A crítica elogiou a obra
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett e mais tarde 1.º Visconde de Almeida Garrett, (Porto, 4 de fevereiro de 1799 — Lisboa, 9 de dezembro de 1854) foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.
Adorei esta obra. Tive de a ler em Literatura e, apesar, de ao início ter sido um pouco confuso para mim, acabei por me apaixonar pela história e pelas personagens. Muito interessante e emocionante. Recomendo muito.
“Um Auto de Gil Vicente” é uma obra de texto dramático escrito por Almeida Garret, escritor e dramaturgo do séc XIX. O texto dramático apresenta uma história protagonizada por vários célebres autores portugueses do séc XVI/XVII e algumas figuras da realeza, logo de início, trazendo uma dimensão de proximidade tangível para o leitor. É uma história de amor proibido na semelhança de obras como “Romeu e Julieta” de William Shakespeare, porém que, a meu ver não é das melhores iterações de uma obra deste género. Esta peça poderia ser facilmente confundida por uma peça de Gil Vicente para o olhar desavisado, e até o modo de escreve — ainda que notavelmente romântico — poderia passar por uma peça do século XVII. Isto em si não é algo negativo, pelo contrário, adiciona um towhee de surpresa e originalidade. Porém os meus elogios param por aí. Esta peça carece de personagens interessantes ou profundos. Tirada toda a linda folhagem dourada linguística que Garret usa na sua escrita das falar dos personagens— como o protagonista Bernardim Ribeiro — o que resta é um drama vazio e simplório, e personagens ainda mais. A única personagem com algum tipo de complexidade é Paula Vicente, assim como tem um melodrama muito mais aliciante que nos faz se interessar mais pela personagem e as suas dores do que os heróis românticos tipicamente egocêntricos e ,honradamente, chatos e aborrecidos. Porém, Garret parece não valorizar o melodrama, o bom melodrama. Nenhum espectador do teatro ou cinema pode negar o peso e a importância do melodrama e a sua dramatização; quer por elementos cénicos ou até mais elementos gestuais e corporais dos atores. Garret parece também ignorar o meio que escolheu para a sua obra, o constrangimento no uso do teatro é notável e parece dar quedas nenhum material para aqueles que a vão representar ou até para compor uma boa “mise en cene”. Dados estes pontos, posso afirmar que “Um Ato de Gil Vicente” é uma obra no meio errado, com uma história quase amadora que não se valoriza nem ao teatro que tem como objetivo elogiar. Uma peça que espero não refletir a obra inteira do autor e a sua visão do teatro enquanto arte.
Gostei da história, agradeço à disciplina de literatura por me fazer lê-la. Adorei a personagem da Paula Vicente, que é muita avançada para aquela época. O final é meio duvidoso, pois não percebemos ao certo o que aconteceu com o poeta e ficamos a pensar o que acontece a seguir com a corte e a família real.
Ao iniciar a leitura desta peça tive um enorme déjá vù e fiquei a pensar: Espera, lá, afinal eu conheço isto! Pelo menos reconheci o início, porque estudei o texto nas aulas de português, mas não tinha ideia nenhuma do resto do texto. Seja como for, Almeida Garrett é dos poucos autores clássicos que eu me atrevo a dizer que gosto de ler, eh eh. Este Um Auto de Gil Vicente trata-se da recuperação do teatro português, o qual teve início com a escrita elaborada e floreada de Gil Vicente, mas que posteriormente a este, foi votado ao esquecimento algures durante a época dos descobrimentos e reformulado por Almeida Garrett. Ou seja, esta obra é um marco da história da nossa literatura / cultura, que é tão rica de tantas formas e continua a ser desvalorizada injustamente. Façam um favor a vocês mesmos e cultivem-se ao ler os nossos autores, sejam eles clássicos ou contemporâneos, mais ou menos conhecidos; o que importa é que os leiam e lhes dêem uma oportunidade; acreditem que terão uma boa surpresa!
Li esta obra devido ao programa de Literatura Portuguesa do 11º ano. Os textos dramáticos sempre foram os meus prediletos nas aulas mas é pena que a poesia seja a eleita do Ministério da Educação. Gostei do final.. Um desastre como não poderia deixar de ser português !
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