Lilly viveu boa parte da sua vida temendo uma ameaça inexplicável, mas no momento de maior desespero ela vai precisar de toda a coragem para enfrentar a verdade.
Do autor de "Filhos do Fim do Mundo", vencedor do Prêmio Argos na categoria "Melhor Romance", em 2013.
I used to have a really long biography, then it stopped making sense. Bios are about the past and writing is a present thing.
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That's it. Enjoy and, if you read my books, please rate and review. I reply to the ones (good or bad) that resonate with me.
If you insist on a traditional bio. Here it is:
Fábio M. Barreto was born in São Paulo, Brazil. After a prolific career as entertainment reporter and editor, he moved to Los Angeles as a correspondent, working for major Brazilian outlets.
After attending film school in 2011, he switched his focus to narrative storytelling and it's been working on it ever since. His debut novel "Filhos do Fim do Mundo" won the Best Novel of the Year Award by Argos Award in Brazil and sold thousands of copies.
He has translated novels by Neil Gaiman, George R.R. Martin, and others, plus dozens of Netflix movies and TV shows.
He currently teaches two writing courses for narrative and screenplay professionals. Barreto is also an Olympic Recurve medalist archer in Brazil and in the US.
As antigas histórias de ficção científica nos faziam pensar. Muito mais do que apresentar um ambiente futurista com lasers e naves espaciais, bons livros de ficção científica eram críticas sociais ou reflexões sobre a própria natureza humana. A proposta desse conto cai no segundo caso. Mas, será isso suficiente para sustentar uma boa história? Bem, para mim, O Céu de Lilly entrou facilmente para a minha lista de melhores leituras do ano.
O desenvolvimento do enredo é muito bom. Isso porque o autor não mostra muito. Ele vai descrevendo as situações sem apresentar os motivos por trás. Por exemplo, em nenhum momento, Fábio M. Barreto nos diz o que aconteceu propriamente com o mundo. Algo aconteceu e o que é necessário sabermos é que o grupo de Lilly precisa sobreviver, O tema é a sobrevivência. O que veio antes não importa à narrativa. Isso contribui para o dinamismo da história contada pelo autor. Ele não se perde em grandes introduções ou plots que não acrescentam nada no final. O enredo também é contado de maneira direta. Não existem desvios de narrativa. Isso porque a motivação do autor é apresentar as sensações da protagonista diante daquilo que se passava ao seu redor.
Outro tema muito bem trabalhado pelo autor é a solidão. A preocupação de Lilly em ficar sozinha vai se agravando com a perda progressiva dos membros do seu grupo. Vamos vendo o desespero crescente e a noção de que não havia absolutamente nada que ela pudesse fazer para mudar aquela situação. Isso porque ela se apoiava em seus colegas para conseguir manter sua sanidade e esperança diante de um mundo devastado. Mas, quando Laura sai para caçar e não retorna mais, percebemos na expressão da menina o quanto aquilo a afetou. Aliás, as descrições sensoriais são um ponto alto da pena do autor.
Neste terceiro conto de Fábio M. Barreto que leio, encontro um trabalho inusitado para minha visão de obras do gênero de ficção científica. Em uma narrativa curta, mesmo com frases aparentemente difusas, o autor constroi um universo que entrega ao leitor somente o necessário, sem gastar tempo com descrições e informações irrelevantes. Se o processo descritivo é o que por vezes afasta os leitores do sci-fi, e o mistério é uma das possibilidades da poesia, sinto que Barreto conseguiu aqui encontrar a medida certa entre estes extremos, gerando um texto agradável e com características diferenciadas.
Lilly vive em um futuro distópico e vê sua vida desmoronando aos poucos. Primeiro, é seu pai quem desaparece, em seguida, sua mãe. Ela parte com outras crianças fugitivas, lideradas pela única mulher que ficou para trás, mas, aos poucos, elas também desaparecem e morrem, e Lilly logo se vê em uma jornada solitária.
A narrativa logo me enredou, sendo eficiente em transmitir todas as emoções presentes na história: a devastação, a melancolia, o medo da ameaça misteriosa que paira no céu, para o qual Lilly é aconselhada a não olhar. Aliás, o mistério em torno dessa ameaça foi muito bem trabalhado. Não é um conto com grandes plot twists ou recheado de cenas de ação ou conspirações, mas não é, também, o tipo de narrativa que pede isso. O desfecho combinou com o tom melancólico do conto, apesar de ter dado sua ponta de esperança, e me agradou bastante.
E se uma criança desejasse mais do que é forçada a aceitar para sobreviver?
O mundo da pequena Lilly foi transformado e, com isso, o foco de seus habitantes é escapar do perigo a cada momento e sobreviver. A garota, por sua vez, mantém o desejo inato da natureza humana de ir além e tem que equilibrar isto com as perdas e limitações que a cercam. O conto de Fábio Barreto é breve, tocante e, sem dúvida, inspirador.
O conto é instigante. Demonstra bem a personalidade da personagem e as características do mundo, mesmo que em poucas páginas. Falando na ambientação, fiquei bastante curioso com o agente causador do que foi apresentado. Fiquei curioso com a limitação que é imposta à personagem, e com sua extensão. Espero que o autor volte ao mundo dessa história e se aprofunde mais nele.
Quando eu li esse conto, lá em 2018, eu simplesmente me apaixonei pelo storytelling to Fábio, e não consegui parar de ler suas histórias.
O Céu de Lilly é uma história sobre perda, resiliência e coragem para enfrentar o desconhecido. A atmosfera obscura do início, permanece por toda a história. E conforme as coisas se desenrolam, a gente começa a entender melhor o universo que desafia a protagonista.
O Céu de Lilly é uma história apaixonante e com um final surpreendente, que coloca esse Sci-Fi na lista das minhas histórias preferidas.