Já imaginaste como seria a tua vida se pudesses falar com o teu eu do futuro? Muito aborrecida, decerto. É verdade que o teu coração não chegaria a partir-se se soubesses que irias ficar bem. E que as tuas notas seriam excelentes se soubesses exatamente o que ia sair nos testes. Mas que graça teria uma vida sem desafios? Não sabermos o que lá vem é a certeza que nos move. E, por mais que doa, podemos sempre acreditar num final feliz. Ou vários.
Escrito a partir de diários da Ana Markl e ilustrado magistralmente pelo talento de
Christina Casnellie, este livro é uma partilha sincera e emotiva sobre a «mochila, por vezes demasiado pesada» da adolescência e a capacidade de nos superarmos.
«Tu só querias ser igual a eles, mas vais percebendo que eles não eram assim tão leves, só disfarçavam melhor ou fugiam mais rápido para a frente (mas não suficientemente rápido).»
Apesar de, no alto dos meus 27 anos, já não ser o público alvo deste livro, comprei-o por gostar muito da Ana Markl. O livro é lindíssimo, as ilustrações dão vida a tudo o que é descrito e identifiquei-me com muitas coisas retratadas da sua adolescência. A Ana é, na minha opinião, das personalidades portuguesas mais interessantes da atualidade. Uma pessoa culta, inteligente, sensível e que sabe falar. Neste livro percebe-se que a Ana adolescente era já o rascunho desta Ana que vemos hoje.
Lê-se de um folego e faz-nos relembrar aqueles anos cheios de inquietude que foram a nossa adolescência. Muita coisa haveria para (nos) dizer se pudéssemos falar com o nosso eu passado, mas será que nos ouviríamos?
Recomendo a todas as ex-adolescentes que escreveram diários, e a todas as adolescentes de agora, que lutem com inquietações.
Este livro leva-nos numa viagem muito própria!! Dei por mim no meio do livro "a falar com o meu eu adolescente", sendo esta a temática do livro, penso que o objectivo foi amplamente conseguido!! Recomendo!! E há uma frase que me ficou...(mais ou menos assim...) "quem acha que os sentimentos da adolescência são só isso, sentimentos confusos de adolescentes, estão enganados..." e estão mesmo!!!
recomendo a leitura a qualquer rapariga que tenha sido a adolescente esquisita da escola. recomendo a quem tenha filhos ou os queira ter. recomendo a quem tenha sido, seja ou esteja prestes a ser adolescente. leiam só
Um livro que aborda a adolescência, com todas as suas dúvidas, desafios, desilusões e confusões... Achei muito interessante este cruzamento entre passado e presente, com falas muito introspectivas e ilustrações maravilhosas! Também gostei muito das referências musicais 🤗 Recomendo a sua leitura, não só a adolescentes, mas a todos os que já o foram 😉
Este livro é como um abraço aos adolescentes inadaptados. Toca especialmente em quem foi adolescente nos anos 90/00'. Cria muita empatia e suscita memórias e reflexões, que nos levam a refletir sobre o que levou à construção da personalidade que temos hoje enquanto adultos. Muito bom!
Que bom ler sobre a adolescência e as suas inquietações!
Gosto muito da Ana Markl. Gosto do seu trabalho, gosto da forma como aborda temas tão importantes e atuais, gosto do seu humor, gosto de ouvir as suas opiniões, gosto porque é uma mulher inteligente e interessante. Gosto dela, pronto. Como se fosse uma amiga! Motivo pelo qual li este livro. E que divertido foi ver que, a forma como todos vivemos os tempos da adolescência é, muitas vezes, bastante idêntica. As nossas preocupações, o que consideramos problemas de grande relevância, os pensamentos que se instalam na nossa mente, a forma como imaginamos a vida dos outros (sempre estrondosamente melhor do que a nossa), as incertezas, as inseguranças, o modo como nos vemos a nós próprios e o mundo. Os refúgios que encontramos para sobreviver a esta fase tão especial e peculiar da nossa vida. Somos todos muito parecidos, só que uns disfarçam melhor que outros.
Através do seu trabalho, a Ana já me ajudou muitas vezes a compreender que não há nada de errado em se ser o que se é, a olhar para as situações noutras perspectivas, a desenvolver ideias e a simplificar questões da vida. A sua partilha de pensamentos e experiências já fez com que me identificasse inúmeras vezes. E tem, também, uma capacidade enorme de verbalizar os meus pensamentos, como se vivesse dentro da minha cabeça. Ler este livro, foi sentir tudo isto, outra vez. Melhor ainda quando acompanhado pelas incríveis ilustrações da Christina!!
Malta jovem, leiam este livro e escrevem diários! Acho que vale a pena, mais tarde, ter a oportunidade de aceder a este tipo de portais do tempo.
Esta novela gráfica revisita aquela altura da nossa vida que tendemos a esquecer quando chegamos a adultos!
E foi por isso, uma leitura muito nostálgica para mim, um verdadeiro throwback até aos anos 2000! Identifiquei-me com muita coisa do que a Ana descreve, as inseguranças e as dúvidas que atormentam a nossa mente, os sentimentos que parecem enormes e aterradores, a vergonha. O desejo de independência. A comparação constante com os outros. Até o estilo e a bota militar me disseram alguma coisa, bem como a música!
Acho que todos nós temos ou tivemos um bocadinho da Ana adolescente dentro de nós!
Por outro lado, é uma leitura importante para os adolescentes de hoje, pois ajudará certamente a que não se sintam tão diferentes e incompreendidos.
É uma leitura juvenil, que revisita as dores de crescimento de todos os jovens e que recomendo tanto para os mais novos se sentirem vistos e compreendidos, como para todos os adultos que precisam de relembrar o quão difícil pode ser esta fase, para não desvalorizarem e melhor aceitarem as tempestades em casa, quando tiverem filhos, sobrinhos ou até alunos adolescentes. 🙃
Numa nota final, deixo ainda a ressalva de que adorei as ilustrações, são perfeitas para esta novela gráfica.
Um exercício muito interessante de Ana Markl - revisitar os diários da sua adolescência e analisá-los agora, à distância, aos 45 anos. Um livro que nos apresenta os dramas e crises existenciais que pautam qualquer adolescência: a descoberta do amor, a descoberta de nós próprios, o sentimento constante de ser-se incompreendido (principalmente pelos pais), o desejo de evasão, o desejo de algo que nem sabemos bem o que é. Mas, além disto, é um livro que faz reflexões sobre a vida e sobre a passagem do tempo, e como este nos molda, a nós e a tudo o que nos rodeia. Os desenhos, muito simples e com um traço quase infantil, cumprem o seu propósito e são aqui um complemento essencial às palavras. Um livro para todos os adolescentes: os de ontem, os de hoje e os de amanhã.
Um livro perfeito para qualquer adolescente a passar pelos dramas da idade… que a maioria das adultas poderá recordar com um sorriso, porque quando somos adolescentes, parece mesmo tudo o fim do mundo, não parece?
Acho que o sentimento que retiro do livro é “esperança”. Todo ele é uma luz ao fundo do túnel. Para as adolescentes de hoje. Para as adolescentes que fomos. E talvez também para as adultas que somos.
Ri-me e comovi-me com este testemunho da Ana Markl sobre os seus anos de adolescente. É um consolo saber que certas angústias de adolescência são mais universais do que julgamos – não estava à espera de me identificar tanto. Mesmo já sendo mais velha, há coisas de que nunca nos esquecemos.
Destaque para a cena do edifício, em que cada pessoa em cada apartamento está a ver a mesma série para se distrair das vozes da sua cabeça, julgando estar a viver uma experiência única.
Que lufada de ar fresco! Tão leve, tão real e tanta nostalgia. De certeza que a maioria se vai identificar com uma ou outra passagem deste livro. Lê-se muito rápido e é pena ser tão curto. Gostei muito (apesar de não achar ser o público alvo, só comprei porque adoro a Ana Markl) e as ilustrações são muito fofas!
Que livro fofo! Sempre que me questionam sobre uma mulher conhecida com quem gostaria de ter uma conversa, a minha resposta é sempre “Ana Markl”. Do pouco que tenho acesso à sua cabeça, agrada-te muito e, por isso, foi muito giro perceber como era ela em adolescente. Mantenho a opinião de que é uma mulher especial. PS: as ilustrações estão incríveis 👌🏻
Fez-me querer chorar pela abertura e leveza refrescante. Recomendo a todos que se sintam ainda adolescentes, adultos, ou naquela fase intermédia em que estamos a descobrir que partes da nossa infância foram realmente úteis, traumáticas ou simplesmente caricatas.
Envelhecer para mim é tornar-me quem eu era com 16 anos, mas desta vez eu compreendo-a melhor e amo-a mais do que nunca. Sou quem eu fui e sou com muita convicção. ❤️
Engraçado de ler é fantástico como…mesmo que estejamos a ler o diário de outra pessoa conseguimos identificar fases da nossa vida em que passamos por sentimentos semelhantes. Se ao menos conseguíssemos relativizar daquela forma ao longo da vida…e não apenas ao fim de muitos anos.