Os sinais estavam lá desde o primeiro dia, mas saberemos reconhecê-los quando os vivemos? A ilusão que amei acompanha a violência no namoro de Leonor, onde mora um amor que a isola, que a apaga, que a transforma numa sombra de si mesma. À medida que a relação avança, desde os primeiros sinais subtis de que algo estava errado até aos momentos de desespero absoluto, o abuso vai-se tornando mais evidente, convertendo o que parecia ser amor numa prisão. Através do relato da profunda e tumultuosa experiência de viver um relacionamento abusivo, Inês Teixeira Pinheiro traz-nos um importante testemunho de resiliência e coragem, que pretende dar voz a mulheres que enfrentam ou testemunham situações semelhantes, ao revelar não só o impacto da violência emocional, mas também a caminhada dolorosa, porém necessária, até à libertação. Prepara-te para uma leitura comovente e inspiradora, onde a linha ténue entre o amor e o medo é explorada com honestidade brutal, mas sempre com uma centelha de esperança.
Inês Teixeira Pinheiro has always found herself surrounded by books, spending the last few years torn between the rigour of legal texts and the freedom of fiction, where she has always found refuge. She developed a passion for social issues during her Master's in European and Global Studies, with a particular interest in gender issues. Believing that words have the power to transform realities and that fiction exists to give voice to stories yet untold, she set out to create spaces where representation can flourish and new perspectives can emerge. Having lived in several places, she seeks to bring fragments of each one into her stories. A Ilusão que Amei was born from that vision, marking her literary debut.
Leonor vive um amor que, aos poucos, a vai anulando e consumindo. Um retrato íntimo e cru de uma relação que até parecia amor, mas que se revelou uma prisão cheia de violência psicológica. Uma leitura difícil, mas necessária, acaba por ser um livro que se sente mais do que se lê.
Para primeiro romance, a escrita é muito madura, direta, envolvente e intensa. Consegue transmitir bastante bem toda a ansiedade, tensão e aflição de quem vive uma relação tóxica.
Sobre o lado invisível do abuso. Sobre silêncios que não passam despercebidos. Também sobre o amor. Sobre coragem, libertação e sobre identidade.
É um livro que apesar de duro tem uma leitura muito fluída, sempre na primeira pessoa que nos faz sofrer e torcer. É um livro que revolta e parte o coração 💔 mas que nos deixa com uma réstia de esperança. Leiam!
Exige coragem para escrever desta forma e para empurrar esta história para a luz do dia. A Inês facilmente leva os leitores numa viagem de revolta e compreensão como uma conversa acompanhada com cigarros e hugos. Se não tivesse sido o último destino, se calhar não tínhamos a oportunidade de ler este livro e, por isso, ainda bem que foi.
Um livro com uma temática importante que aborda diferentes sub temas que todos devemos conhecer e saber identificar, visto que ninguém está livre de viver uma relação tóxica e abusiva. No entanto, a história não me tocou ao ponto de o considerar um grande livro. Parece-me que existem momentos incoerentes no livro e que deveriam ter mais contextualização para fazerem sentido. Tem uma escrita simples e adequada para quem não tem hábitos de leitura e quer passar a ter. 3 ⭐️
3,5 ⭐️ Adorei a experiência de ler este livro. Ver escrito aquilo que é a realidade de tantas mulheres de uma maneira tão crua e natural, foi sem dúvida um dos highlights. Para todas as Leonores que andam por este mundo, este livro é sem dúvida um must read. Como uma leitora ávida de romances, senti falta de uma descrição mais completa ab initio da vida da Leonor, para poder construir melhor o seu mundo envolvente, e o seu sistema de apoio. No entanto, a ausência deste permite que os leitores também se insiram facilmente na história. Fico esperançosa que um dia este livro tenha uma sequela.
Este livro conta-nos a história de Leonor e a relação tóxica na qual ela esteve. É um livro incrível sobre saber reconhecer os sinais de alerta ou “red flags” que podem haver numa relação e saber sair dela. No entanto, este sair dela não é assim tão fácil como quem está de fora pensa, acreditem. Um livro muito bem escrito, mostra-nos que nem todos os momentos são maus numa relação tóxica, apesar de haver bastantes. Se calhar é por isso que é tão difícil sair de uma. Um livro sobre esperança também, porque ao vermos o progresso de Leonor sabemos que e possível sair da relação tóxica.
3.5⭐ A história da Leonor poderia ser a descrição da vida de muitas Leonores que vivem relações tóxicas e de dependência. Este livro é mais um alerta para os sinais que nem sempre se vêem no outro. Gostei da escrita.
eu não gosto muito de avaliar negativamente livros sobre relacionamentos abusivos/tóxicos, mas não é de todo o melhor que já li que aborde estes temas… sorry inês, nada contra ti
Livro de uma nova autora portuguesa que trata de um tema muito importante e ainda desconhecido para muitas mulheres. Mulheres essas que aprendem o amor de uma forma não saudável. De uma forma, que não é necessariamente amor, apesar de julgarem que sim. Porque o amor não é mau nem nos faz sentir mal com nós próprios. Um livro que fala de narcisismo na ficção, uma temática ainda pouco explorada em livros deste género, e que pode ajudar a despertar as mulheres para a toxicidade dos seus próprios relacionamentos por se reverem em algumas das situações. Os saltos temporais tornaram o livro um pouco confuso em algumas situações, o que me retirou algum prazer na leitura, mas gostei de conhecer esta história escrita na primeira pessoa. Achei interessante o pormenor de nunca sabermos o nome da personagem masculina. Porque há muitas personagens assim. Os nomes vão mudando, mas os padrões mantém-se. Bem como os ciclos, se não se tiver auto-estima suficiente para saber sair de algo assim. Um livro, sobretudo, necessário. Gostei.
Palavra: romance para o Bingo dos Livros : desafio "Limpar" estantes
Nenhuma experiência é única. Sinto que saí antes da Leonor, mas que fui uma Leonor. Terão eles todos um manual das palavras exatas para dizer e como agir? É que eram iguais.
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Um livro muito importante sobre abuso emocional. Escrito de uma forma muito simples e fluída pela autora, mas que retrata, no meu entender, também a forma de estar humilde da personagem principal, Leonor. Sinto que há partes que poderiam ter sido mais exploradas, mas ao mesmo tempo, fico com a sensação de que Leonor experienciou tantas situações de abuso, de tortura psicológica, de hecatombes emocionais que os pequenos episódios que são relatados são um reflexo disso mesmo, uma grande compilação de situações. Reflexão muito importante sobre a "ilusão" que muitas vezes se ama: o abuso pode ter tantas mas tantas formas, que o sentido está em aceitar os alertas nos momentos em que eles aparecem. Parabéns Inês pela coragem e pelo livro!
A história, narrada na primeira pessoa, de uma jovem que viveu uma relação abusiva. Com uma escrita fluente, a narrativa agarra-nos pela curiosidade de sabermos o que aconteceu, de tal forma que se lê de uma assentada. É uma leitura importante para todos - para quem passou por uma situação semelhante, porque consegue identificar-se e talvez fazer uma catarse; para os outros, porque podem aprender a reconhecer os sinais da violência no namoro, para depois poderem ajudar quem lhes é próximo a sair dessas relações e a lidar com as suas consequências. Gostei!
Este livro fala sobre uma história real (da autora) misturada com ficção. É um alerta gigantesco para todos e todas que já passaram ou estão a passar por uma relação abusiva e tóxica. Passa uma mensagem extremamente importante, e é super fácil de ler, com capítulos curtos e simples. Foi um dos livros que me fez crescer, genuinamente, este ano. Identifiquei-me muito, e apareceu numa fase da minha vida que coincidiu com a história deste livro. Conheci o livro, por acaso, no Instagram, enviei uma mensagem à Inês e conhecemo-nos. Sinto que ela foi também um pilar para mim, e tive o prazer de acompanhar a leitura do livro com as nossas conversas. Partilhei com ela os meus pensamentos e a opinião que tirei de cada parte do livro. Houve partes em que me senti frustrada, por não poder tirar a Leonor daquela situação. Só a queria reconfortar. E questionar: porquê? Foi uma experiência de leitura extremamente enriquecedora! Que me fez perceber que é sempre fácil ver relações abusivas de fora, e como quando não é connosco, tudo parece preto no branco (nunca é). Adorei, e tive oportunidade de lhe dizer, o facto da personagem masculina não ter nome, nunca.
Porque o que importa é a história, e isto foi uma decisão intencional. Mal posso esperar pelos próximos livros da Inês.
Foi uma bênção ter-te encontrado e a este livro <3
Adorei ler este livro! Uma leitura muito rápida, prende-nos logo ao início.
Um livro sobre a relação abusiva que Leonor teve com um homem que nunca a respeitou nem aceitou como ela era e a tentou moldar ao que ele queria e precisava, logo desde o primeiro encontro. Mostra como este tipo de relações começa, como a dependência vai sendo criada, o isolamento que acontece que torna difícil Leonor conseguir sair da relação. Mesmo com várias tentativas de terminar a relação e afastar-se. E é possível ver todo o impacto que uma relação assim tem no nosso futuro, quer seja na nossa auto estima e confiança quer seja nas relações amorosas seguintes.
Mostra também o poder que uma rede de apoio tem, a importância da comunidade e dos nossos amigos e família para estarem lá quando algo corre mal e precisamos de nos reerguer e também como é bom estarmos rodeados de pessoas que nos aceitam e nos dão liberdade para sermos felizes e festejam connosco.
Está muito bem escrito, vamos tendo conhecimento de vários episódios da relação que exemplificam o abuso, mas também as coisas boas que existiam na relação e que ele fazia de propósito para a prender mais e não querer deixá-lo. O facto de serem episódios isolados mas bem organizados de forma a termos um início meio e fim, faz com que o livro tenha mais força do que se fosse uma simples narração típica e seguida.
Sabes, o que me agarrou logo foi a capa — na minha opinião, é visualmente bonita, daquelas que nos fazem querer pegar no livro só para ver o que está dentro. Mas foi o tema que me prendeu de verdade. Não é qualquer livro que nos deixa assim com o coração apertado, e este não é fácil, mesmo.
Confesso que a leitura foi até relativamente fácil — não porque a escrita seja simples, que é, mas porque a Inês escreve com uma sinceridade brutal que nos puxa para dentro daquela cabeça, daquela confusão toda da Leonor. Mas, olha, o peso emocional… ah, esse sentiu-se de forma intensa, como seria de esperar num tema tão pesado e delicado.
Agora, a cena que me marcou mesmo foi aquela em que a Leonor está tão irritada, tão desesperada, que acaba por agredir o namorado. Gente, aquilo é uma explosão de sentimentos que partiu o meu coração ao meio. Não é um ato qualquer, é aquele momento em que a dor e a frustração saem do silêncio e explodem — dá vontade de gritar, de chorar, de abraçar a Leonor e ao mesmo tempo querer-lhe dar um abanão para ela acordar.
A verdade? Houve momentos em que senti raiva dela. Raiva porque, às vezes, a gente pensa “Mas como é que ela não vê? Como é que deixa aquilo continuar?” Mas depois, pensando bem, é aquela coisa complicada: quando se está no meio da tempestade, raramente nos damos conta da manipulação. Às vezes a Leonor até sabia o que estava a acontecer, mas decidiu desligar, como se fosse mais fácil viver na ilusão do que encarar a realidade cruel. Isso partiu-me o coração.
Este livro fez-me olhar para as relações abusivas de um jeito diferente. Não é só preto no branco, não é só vítima e vilão. É aquele cinzento confuso, cheio de emoções misturadas, que nos faz perceber que sair de uma relação assim não é só abrir a porta e sair — é uma luta interna diária, cheia de dúvidas, medo e esperança.
Recomendo mesmo este livro a toda a gente — porque é importante abrir os olhos e o coração para estas histórias. Mas, por favor, se passaste por algo parecido recentemente, não te aconselho a lê-lo agora. Dá tempo, porque a leitura é pesada e pode mexer muito com as emoções.
Ah, e uma curiosidade: toda a história gira à volta da Leonor, mas nunca percebemos qual é o nome do namorado. Fiquei mesmo com vontade de perguntar à Inês: “Mas afinal, qual é o nome dele?” Isso deixou-me na curiosidade total!
Uma história triste mas cativante sobre um namoro abusivo psicologicamente em que o "charme" dele mascara controlo, e manipulação é confundida com "grandes gestos românticos". De leitura fácil, o livro retrata bem a perda do "Eu" que é inevitável quando alguém nos suga a alma lentamente. Um bom "reminder" para darmos mais ouvidos à nossa intuição, tal como a autora menciona, "os sinais estavam lá desde início". Fiquei com vontade de ler mais e de dar um abraço a todas as Leonores.
Este livro lê-se praticamente como se fosse um diário, em que a cada passagem vamos descobrindo mais um lado da protagonista... Apesar de me ter dado raiva em alguns momentos, a mensagem com que fiquei é que: todas podemos ser "Leonor" em alguma vez na vida se não estivermos atentas aos sinais.
É um livro que se lê rapidamente e envolve o leitor mas sinto que lhe faltou desenvolvimento. Acabei este livro com a sensação de haver algo em falta, gostei mas sinto que dentro do tema existem livros mais desenvolvidos. Gostei da escrita e espero ver mais livros publicados da Inês para poder ler.
Uma história de uma relação tóxica que nos mostra como somos manipulados sem a consciência disso. Em forma de relato pessoal da relação, a autora coloca o dedo na ferida sem dar grande profundidade às personagens ou sem "romancear" os acontecimentos. Um livro que todas as "Nôs" deviam ler.
Este livro é preciso, um exemplo do que são ( cada vez mais ) as relações tóxicas. E de como se torna tudo uma grande bola de neve. Não amei a forma como está escrito , mas amei a mensagem que passa. E claro, é sempre muito bom ler escritoras portuguesas 😜
Vivi tanto este livro que tive alturas que quis mesmo esmurrar o rapaz deste livro de tanta raiva. Identifiquei-me bastante com algumas comportamentos da personagem principal em relações passadas minhas, identificando também o quanto melhorei. Foi um livro que me fez bem. Recomendo.