Há uma arquiteta que quer matar o seu chefe e que acaba por, em simultâneo, procurar o suicídio. Amantes que veem o tempo esgotar-se e resolvem apostar tudo num último lance, perigoso e desinteressado. Atores que querem representar o derradeiro papel de glória, consagração e celebridade. Um rapaz que miraculosamente se transforma em anjo para enfrentar o vazio. Duas mulheres que se amam para lá da morte e da solidão. Um homem que quer experimentar o auge do prazer em jogos sadomasoquistas. Mas também antigos amantes que se reencontram para se salvarem e perderem num só dia fatal. Um surfista que fica tetraplégico a quem a namorada encontra um sentido para a vida e para fugir da morte. Uma solitária que vive numa cidade de província e se prepara em silêncio para a última jornada. Noctívagos que acabam por não resistir ao cansaço e à exaustão final. Um camionista que deixa para trás a amante numa cidade longínqua. Almas devoradas pela doença do ciúme e não encontram cura. Voadores de parapente que experimentam a vertigem de ver a Terra a partir de um céu luminoso demais. Estas personagens enfrentam o desalento e a dificuldade de viver em circunstâncias singulares, a quem sempre se exigem decisões difíceis. São almas que esvoaçam como borboletas diante do fogo.
Sérgio Godinho é um poeta, compositor e intérprete português.
Como autor, compositor e cantor, personifica perfeitamente a sua música “O Homem dos 7 Instrumentos”. Multifacetado, representou já em filmes, séries televisivas e peças teatrais. A Dramaturgia surge com a assinatura de algumas peças de teatro assumindo-se também como realizador.
Estava à espera de mais. Não há dúvidas (e não é este livro que o muda :) ), toda a gente que me conhece minimamente sabe: sou muito fã do Sérgio Godinho. Acho-o genial a escrever e a compor canções, e descobri-lo nos romances foi maravilhoso (e surpreendente serem tão negros). Sou muito fã dele, sem “mas”.
Ia muito curiosa para estas “histórias suicidas”. E soube a pouco. Há ali algumas que mereciam mais, que talvez resultassem bem em romance, mas que em modo “conto” ficam muito aquém. Parece… a despachar, não sei bem dizer. Gostei do ponto de partida, acho um exercício curioso pensar nesta mais de uma dúzia de histórias, criá-las, desenvolvê-las. Acho que foi isso que me faltou, a parte do desenvolvimento. Mais foco na personagem, nos seus dramas interiores, na sua vida de cada dia, no que leva uma pessoa a pensar “vou suicidar-me” - ou a fazê-lo sem sequer planear muito.
Estava à espera de mais; de mais intensidade, de mais negritude, talvez, de mais peso. De mais profundidade, e que não ficasse tudo tão pela rama.
Inicialmente gostei muito e estava mesmo interessada nas personagens. A partir de metade do livro, comecei a ficar cansada do enredo, pois senti que estava sempre a acontecer a mesma coisa. A premissa do livro é fantástica e original, mas faltou algo... Também senti que se notava imenso que o livro tinha sido escrito por um homem, se é que me entendem...
A calidade da escrita é media. As personajes todas moi parecidas, o ton, moralista e distante. Pero destaco a importancia e o valor de escribir tantos relatos sobre o tema do suicidio. Difícil de convertelo nunha materia cercana porque os motivos detrás de cada suicidio son trarados de forma banal e non se reflicte o sufrimiento que moitas veces hai detrás dunha decisión ou acto coma ese. Creo que se queda nun Bo intento.
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Este livro reúne, em formato de conto, as histórias de diferentes personagens que, por diversas razões e em contextos que nos são próximos, acabam por pôr termo à sua vida. Senti falta de uma maior densidade psicológica, atendendo ao tema que serve de trave-mestra.